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MAR
Novorizontino poderia ter liquidado a Ponte Preta ainda no primeiro tempo

Eis a questão: como pode a favorita Ponte Preta perder em seus próprios domínios para o Novorizontino por 2 a 1 na noite deste sábado?

Como inicialmente o Novorizontino traçou plano de se resguardar e explorar eventuais contra-ataques, a Ponte teve maior volume de jogo nos primeiros 15 minutos, sem que isso representasse infiltração, criatividade, e oportunidades reais de gols.

O primeiro erro ofensivo foi o confuso posicionamento com Lucca e Lins ocupando basicamente o mesmo espaço pelo lado esquerdo. Como inexplicavelmente Potkker usou apenas o lado direito, a equipe ficou a referência no ataque.

Pra complicar, a extrema lentidão do meio de campo e a partida irregular do lateral-direito Nino Paraíba facilitaram o sistema de marcação do Novorizontino, visto que do improvisado lateral-esquerdo Jefferson não se pode esperar que municie o ataque.

Afora isso, sem o atacante Clayson, suspenso, faltava recomposição do atacante pelo lado esquerdo, enquanto Potkker ignorou orientação para recuar na marcação.

SILAS

Ao perceber esse desenho, o treinador Silas Pereira, do Novorizontino, decidiu soltar um pouco o seu time, preferencialmente usando mais o lado esquerdo do setor defensivo pontepretano.

Como o volante Doriva sabe valorizar a saída de bola, logo incumbia o meia Fernando Gabriel para usar a velocidade do atacante Roberto no espaço entre Jefferson e o lento volante pontepretano Fernando Bob.

A estratégica deu tão certo que Fernando Gabriel acertou o travessão e exigiu defesa difícil do goleiro Aranha entre os 17 e 19 minutos.

E explorando os desajustes da Ponte Preta, o Novorizontino chegou ao gol através de Cléo Silva, após cruzamento de Roberto aos 33 minutos.

O homem do jogo da Ponte Preta durante o primeiro tempo foi Aranha, que em finalizações de Everaldo e Roberto evitou que o Novorizontino ampliasse, enquanto boleiros pontepretano arriscavam basicamente com chutes de fora da área.

VANTAGEM AMPLIADA

Como não houve mudança no panorama nos primeiros quatro minutos do segundo tempo, em chute de Everaldo, com a bola resvalando no zagueiro Marllon da Ponte, o Novorizontino ampliou o placar: 2 a 0.

Aí bateu o desespero no treinador interino João Brigatti, que oportunamente sacou os ineficientes Ravanelli e Lins e colocou Matheus Cassini e o centroavante Yuri.

Na prática Cassini deu mais mobilidade ao meio de campo, coadjuvado por Lucca que recuou para ajudar na articulação.

Outra sábia providência - se a mando de Brigatti ou intuição dos jogadores - foi o deslocamento de Matheus Jesus para marcar pelo lado esquerdo, à frente dos zagueiros, visto que com Bob o setor estava vulnerável.

Assim, mesmo sem a criatividade exigida, a Ponte retomou o controle da partida e diminuiu a vantagem do adversário em cabeçada de Potkker, que aproveitou a hesitação do zagueiro Diego Sacoman aos 14 minutos, após cobrança de escanteio.

Sabe-se lá por quais motivos Silas trocou duas peças que funcionavam em seu time, casos de Fernando Gabriel e Everaldo, para colocar Henrique Santos e o ‘caneludo’ Alexandro, quatro minutos depois.

Com Cléo Silva e Roberto cansados, o ataque do Novorizontino perdeu o poder de fogo. A opção foi pela saída de Cléo, na última alteração, dando lugar ao apenas esforçado Henrique Roberto.

CABEÇADA DE CASSINI

Assim, o Novorizontino tratou apenas de se defender, ocasião em que o goleiro Michael praticou defesa incrível em cabeçada de Matheus Cassini.

Brigatti, nervoso ao lado do banco de reserva, queimou adequadamente a última substituição com a entrada do atacante Ramon aos 32 minutos. Só que faltou coragem para sacar Bob - improdutivo na partida -, preferindo tirar o garoto Matheus Jesus.

Projetando-se o futuro da Ponte, com as oscilações de Ravanelli, está claro a necessidade de um meia organizador.

A falta de mobilidade de Fernando Bob é outro caso para ser avaliado com critério. Só virada de jogo é pouco. Na atual conjunturas, questiona-se se faz por merecer camisa de titular.

  • Barba
    20/03/2017 21:52

    Gostaria de lembrar a galera da Macaca que este elenco de dorminhocos (ou diria interesseiros) só jogou contra o Cortinthias porque era vitrine. Lembro que este mesmo elenco derrubou o Felipe M. jogando em casa, e ontem, dormindo em campo, quase enterram nossa clssificaçao e já enterraram o sonho de Brigatti - DISPENSAS já!!

  • Tony
    20/03/2017 21:51

    A Lista de Tecnicos que dariam certo na Ponte é boa: Kleyna, Guto Ferreira, Jorginho, Vadão.... Nesta ordem, e mais niguem DIRETORIA AMADORAÇA!

  • TIO LEI
    20/03/2017 09:19

    Rapaz, Que rodada foi essa.Com exceção do clássico entre as sardinhas e o parmitão, tudo podia acontecer, afinal jogos entre times que faz parte das CINCO POTENCIAS DO ESTADO, qualquer resultado torna-se plausível. Mas dizia eu, que rodada foi essa onde os demais GRANDES DO ESTADO, os bambis empataram com o ituano, os gambas perderam da ferrinha e a GLORIOSA PONTE PRETA perde para o N.Horizontino. Só zebras homéricas. Assim é o futebol, onde a lógica às vezes não tem lógica.

  • Antonio
    19/03/2017 18:09

    Muito negativismo do torcedor pontepretano. O ponto positivo foi mais um sucesso do departamento de marketing: um renda de 35.000 reais na serie A num dia chuvoso. Prejuizo de novo como sempre. Financeirmente a Ponte somente ganha com partidas no Majestoso quando oRed Bull joga em casa. Que triste!

  • marcio
    19/03/2017 18:09

    Fui um dos 3.5 mil idiotas que acreditou que mudaríamos de postura em definitivo. Apesar do ótimo público, pelas condições meteorológicas, novamente a Ponte decepcionou. Estamos sem equipe, sem treinador. Temos apenas estes merdas de dirigentes e gerentes que fazem da Ponte um balcão de negócios e de lavagem de dinheiro. Já que fomos e ainda somos uma lavanderia , que ao menos fossemos uma lavanderia descente.

  • marcio
    19/03/2017 18:08

    Especificamente ontem, o que assisti e ainda mais tive a certeza é de que há bons jogadores nas equipes menores (jogadores de empresários, diga-se), que poderiam jogar na Ponte, mas por razões obvias, o dom Corleone e sua patota de filhos da mãe Joana, precisam sempre levar um dinheiro.... Mataram a maior torcida do interior e ainda este aloprado quer fazer uma arena para 30 mil torcedores (para lavar o restante da grana) FDPs. SÉRGIO MORO NELES

  • Paulo Sergio
    19/03/2017 13:53

    Futebol é uma coisa engraçada mesmo, né? Quando a Ponte ganhou do ituano e empatou com o corinthians ambos os jogos com muita raça, todo mundo inclusive eu comentávamos que a Ponte mudou de cara, que Brigatti acertou o time etc.. etc..foi só perder e pronto, virou merda!!! tudo bem que Brigatti errou ao menosprezar publicamente o adversário, mas convenhamos o moço foi e é muito honesto quando disse que a Ponte precisa...cont..

  • Paulo Sergio
    19/03/2017 13:53

    cont.. de um técnico com mais experiência do que ele e que ele ainda não está preparado para ser técnico, é mentira?? Então ele está fazendo das tripas coração até pelo amor que tem na Ponte e pelo time que tem nas mãos, aliás, pelas críticas que vejo a ele percebo que o coitado só está servindo de escudo para a diretoria, pois, enquanto o criticam se esquecem do G.B, Hélio Cazuo e V. Pereira. Será que não é isso que eles querem??

  • Paulo Sergio
    19/03/2017 13:53

    cont.. Sabem aquela história do boi de piranha? o boiadeiro usa um boi doente ou mais velho para atrair as piranhas enquanto a boiada sadia atravessa o rio! Eu particularmente estou vendo o J. Brigatti assim!! Ele pode até ser fraco ainda como treinador, mas pelo menos não fugiu do pau e dá a cara a tapa, enfrenta a imprensa com a educação de sempre e não foge de nada, disse várias vezes que é funcionário do clube e estará sempre à disposição.

  • TIO LEI (1)
    19/03/2017 13:43

    Vejam o que está escrito na matéria do site PONTE PRETANOS, em relação à troca dos diretores do Depto. de Marketing: "Substituir um craque só é possível quando se tem um ótimo elenco, com outro craque à disposição no banco. Se isso é verdade no campo, também é verdade fora dele e felizmente a Macaca tem um camisa 10 à altura para ocupar o diretor de Marketing Eduardo Lacerda, que está de partida para o México"...notaram algo estranho?...Eu explico:...

  • TIO LEI (2)
    19/03/2017 13:43

    ...Ali eles estão ressaltando a importância em se ter um CAMISA 10 no ELENCO para poder SUBSTITUIR A ALTURA a saída do TITULAR. Como é então que o Sr. GUSTAVO BUENO e toda a sua troup não conseguem essa máxima para o TIME DE FUTEBOL? Colocam-se TÉCNICOS ESPECIALISTAS E CAPACITADOS nas mais diversas áreas, mas com o TIME DE FUTEBOL só nos mandam o RESTO DO RESTOLHO. Está claro que eles SABEM da importância do CAMISA 10, de um ELENCO capaz e de um TÉCNICO ESPECIALISTA., né GB?

  • Antonio Carlos
    19/03/2017 13:42

    Quanta precipitação! A Ponte com Brigatti melhorou sim, ele não trouxe só empolgação, o time toca melhor a bola, cria mais chances. No primeiro tempo, a escalação inicial foi coerente, algumas peças não funcionaram e foram trocadas, o time melhorou e para mim merecia o empate. É claro que podemos melhorar e temos que receber reforços, mas acredito que vamos ganhar do Santo André. Para quem quer técnico experiente: Cristóvão Borges, Osvaldo Oliveira, Vadão? Façam-me um favor!

  • João da Teixeira
    19/03/2017 11:16

    João da Teixeira 14/03/2017 13:40 Obrigatoriedade de ganhar, sim! Passar por cima como um trator, é uma forma de diminuir indiretamente o outro time, que poderá usar esse clima a seu favor, mexendo com o brio dos jogadores de Novo Horizonte. A humildade ainda é um bom recurso para atingir o objetivo. E humildade, não é dar favoritismo ao adversário, muito pelo contrário. Vamos ver o desenrolar dos fatos. Ainda acho que o exagero da dose poderá "embriagar" o time da Ponte...

  • João da Teixeira
    19/03/2017 11:16

    Veja qdo foi postado isso, em resposta a um comentário do Ari. Não deu outra....Falou merda, aconteceu merda...

  • Ataulfo
    19/03/2017 10:31

    Peraí...misturar amarelo com azul dá verde né? Isso tudo é vontade de ser campeão?

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MAR
Só falta treinador de profissionais ser obrigado a dirigir categorias de base

O assunto em pauta é treinador de futebol. E o interino da Ponte Preta, João Brigatti, deve ter levado um belo puxão de orelha de seus superiores, pois o discurso desta sexta-feira foi oposto ao do domingo passado, logo após o empate diante do Corinthians.

Se Brigatti havia falado em ‘passar por cima’ sobre o Novorizontino na noite deste sábado, agora prega respeito ao adversário, sem deixar de valorizar o grupo de subordinados.

Pegando carona no tópico colocado pelo comentarista Elias Aredes Júnior da Rádio Central, sobre projeto de regulamentação da profissão de futebol que tramita na Câmara dos Deputados, dê cara posiciono-me contrário.

Se o projeto do deputado baiano José Rocha (PR) for aprovado no formato original, treinador de futebol terá garantia mínima de seis meses de contrato nos clubes.

Não é por aí. Não se violenta a cultura do futebol do dia para a noite. Se o treinador é pressionado por torcedores e imprensa, percebe-se claramente que não há clima para mantê-lo no cargo.

SEIS MESES

Se aprovado o tal projeto, podem estar certo que dirigentes de clubes não vão especificar nos contratos qual categoria o treinador vai dirigir. Assim, na impossibilidade de demiti-lo, simplesmente o remaneja às categorias de base e o submete à situação humilhante. Querem isso?

A legislação vigente privilegia ex-atletas para ingresso na função de treinador, e exige dos demais diploma na cadeira de educação física.

Pelo projeto em questão, está inserido um artigo sobre exigência de sindicatos de atletas ou CBF emitirem certificados de autorização para o exercício de atividade do pretendente.

Cama lá. Futebol não é ciência exata. Treinador de futebol precisa da dádiva celestial para enxergar o jogo da bola.

Claro que é importantíssimo o profissional ser estudioso, passar horas e horas assistindo vídeos do adversário, e moldar a sua equipe àquilo que encontrará na partida subsequente.

Todavia, tão ou até mais importante é o olho clínico do dito cujo para exata leitura sobre o transcorrer da partida.

Descobrir rapidamente o atalho para encurtar o caminho do gol adversário, e se precaver contra surpresas que vem do outro lado são vitais ao profissional. São coisas que independem de estudos em faculdade ou cursos.

  • João da Teixeira
    18/03/2017 22:02

    Henan, aquele ex jogador do RBB Brasil, está fazendo um estrago no Mirassol e ajudando a Gloriosa. Vai pedir música no Fantástico e deixando saudade nos dirigentes do Red Bull. Isso é ótimo, porque não sabemos se o trator do Brigatti vai aparecer no Majestoso hoje, com esse tempo ruim. Dá lhe Ramalhão...

  • João da Teixeira
    18/03/2017 22:02

    O trator do Brigatti que ia passar por cima do Novorizontino não apareceu. Tinha falado que o Brigatti precipitou ao fazer aquele comentário. Para quem é da agricultura sabe que a Ponte não é nem uma Tobatinha, qto mais trator que o seu técnico a intitulou. Não sou corneteiro, sei das limitações do meu time e se ele entrar de salto alto, pior. Aí que a Tobatinha vai para a "roça" mesmo!

  • João da Teixeira
    18/03/2017 22:01

    Amanhã seremos sardinhas em todos os sentidos. Amassados dentro de uma lata e ainda ter que torcer para o Parmitão e assim não sermos papados pelo Santos. Audax, Mirassol e Ponte perderam, falta só o Santos perder pra ficar tudo como estava. É duro ter que torcer para outro time para esse livrar a nossa. É o trator, Brigatti? ?? Pode até empatar, mas... mas... e o trator Brigatti??

  • Paulo Sergio
    18/03/2017 22:00

    CRO/BOZÓ levou duas porradas essa semana, uma do presidente da Ponte e outra da oposição que o fez engolir o cargo por pelo menos mais uns 40 dias, quer dizer, vai ter que ficar lá até a ELIMINAÇÃO na SEGUNDONA! o arrogante queria cair fora antes de começar estourar as 130 ações trabalhistas (só no seu mandato) fato que ele nunca toca no assunto né, mas pelo jeito o tiro está saindo pela culatra!

  • Paulo Sergio
    18/03/2017 22:00

    Conversei com um amigo lá de Campinas que é advogado trabalhista e sugeri a ele montar uma barraca na frente do brinco de lata com os dizeres "AÇÕES TRABALHISTAS AQUI" com aquela seta indicando para baixo, disse a ele que ficaria rico, a resposta veio na lata! Deus me livre, quando as ações chegarem ao ponto de penhora, vou tomar o que deles?? Pensando bem ele tem rasão! kkkkkkkkkkk...

  • Paulo Sergio p/ Tio Lei
    18/03/2017 21:59

    Tio Lei: Para não dizer que batem tanto na mesma tecla, de vez em quando mudam e falam da penhora do sofá na Ponte, se esquecendo até que sofá é apenas uma mobília, duro mesmo é perder num leilão a casa toda. kkkkkkkkkkkk.......

  • TIO LEI P/ ERIC AAPP
    18/03/2017 11:08

    Caro parceiro... Essa turminha dos 3%, ao que parece estudaram todos na mesma escola e tiveram o eduardo como professor. Só pode ser. Inventam verdades que só eles acreditam, o teclado de seus computadores estão com VARIAS teclas já gastas, pois vivem batendo sempre nas mesmas desde 78, já deram mostram que são analfabetos funcionais, para isso, precisamos SEMPRE DESENHAR e estampar a realidade para eles. Deve ser o som do BUM que já está ecoando em seus ouvidos.

  • Amorim
    18/03/2017 11:07

    Ari o maior problema não é o tempo de duração do contrato e sim o clube colocar na cabeça do técnico que ele não é dono do clube, ano passado assisti entrevista com ex. jogador hoje dirigente do futebol alemão na Espn , ele disse que lá o treinador indica o atleta , ele e mais seis dirigentes vão analisar e só depois decidem se vão contrata-lo ou não, diferente do brasil onde os treinadores decidem quem eles querem, na maioria das vezes cabeças de bagres mas que são seus amigos.

  • JHON
    18/03/2017 09:45

    Essa de preposto, foi mesmo o máximo, rsrs.

  • João da Teixeira
    18/03/2017 09:44

    Talvez não seja bem assim. Mesmo transferindo um treinador demitido para a base, cumprindo assim o restante dos 6 meses, não vai poder reduzir o salário, então dirigentes não teriam como pagar 2 treinadores com salários altos ao mesmo tempo, pelo menos times médios e pequenos. Possivelmente vão utilizar outro mecanismo, até troca entre dois treinadores com os bonés nas mãos.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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