18
JUN
Pontepretano evita discussão sobre balanceamento da equipe; rodada beneficia bugrino

Alô João da Teixeira: é alarme falso o fim da coluna Informacão, mais viva que nunca. Esta semana a citação é sobre o Samu Animal em Campinas. As demais colunas também estão na rede.

Apesar do domingo sem futebol para os clubes campineiros, há rescaldo dos jogos da rodada de Guarani e Ponte Preta respectivamente, para que tracemos mais algumas linhas.

Abri discussão com o pontepretano sobre alternativas práticas para compensar o inevitável desgaste físico do time durante o segundo tempo, devido à montagem de uma equipe já envelhecida.

Evitar que todos veteranos sejam escalados simultaneamente? Preparar algum ‘pulmão de aço’ no elenco pra que entre no segundo tempo e, na correria, compense desgaste natural de companheiros? É possível aumentar a vitalidade física de veteranos como Sheik e Renato Cajá?

A discussão continua aberta. O objetivo é que a Ponte mantenha a uniformidade mostrada no primeiro tempo diante do Santos, pra não sofrer aquele sufoco.

São perguntas pertinentes, mas prevaleceu o silêncio de torcedores pontepretanos de senso crítico como Tio Lei, Cabeça, Carlos de Barão, Sergião, Paulo Sérgio, Marcião, Rodrigo U., João AAPP, R. Maia, e tantos outros que não apresentaram a varinha mágica ao treinador Gilson Kleina. Quem jamais se omite são os parceirões João da Teixeira e Barba.

GUARANI

O bugrino havia se acostumado com seguidas vitórias e não poupou críticas ao desempenho do time na derrota para o Criciúma, sexta-feira.

Calma, gente. É preciso ter leitura mais adequada sobre as dificuldades deste Campeonato Brasileiro da Série B, em que a maioria das equipes se equivale e a dança de posições tem prevalecido.

Toda aquela gritaria contra o time bugrino não deu em nada, até porque ele foi mantido na segunda colocação com 15 pontos.

Até mesmo o líder Juventude não venceu e subiu apenas mais um ponto, chegando aos 18, após empate sem gols com o Paysandu.

Como não houve vencedor no confronto entre Santa Cruz e Inter, ambos somam 13 pontos. Logo, não assustaram.

VILA NOVA

E o Vila Nova (GO) goleado pelo Brasil, em Pelotas (RS), por 3 a 0? Assim, foi desfeito o risco dele ultrapassar os 14 pontos já conquistado.

Portanto, foi uma rodada mamão com açúcar para o Bugre, apesar da derrota em Santa Catarina para o Criciúma.

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18
JUN
Como a Ponte conseguirá uniformidade de atuação para evitar risco?

A coluna Cadê Você já está no ar. Assunto: história do pontepretano Moisés Lucarelli.

Análise racional do empate sem gols entre Ponte Preta e Santos, na noite deste sábado no Estádio do Pacaembu, tem que obrigatoriamente ser repartida em dois blocos para os pontepretanos: um até os dez minutos do segundo tempo; outro no restante da etapa até o apito final do mineiro Igor Júnior Benevenuto, aos 49 minutos.

Quando o time da Ponte ainda estava inteiro fisicamente, o jogo foi pau a pau, com dinâmica ofensiva extremamente interessante dos pontepretanos.

A partir disso, entra em discussão como reverter a brutal queda de rendimento físico de vários jogadores por diferentes motivos.

LUCCA E CLAUDINHO

O atacante Lucca, por exemplo, foi obrigado a recuar seguidamente para conter avanços do lateral-direito Vitor Ferraz, e era natural que se esgotasse fisicamente, até porque foi contundente ofensivamente durante o primeiro tempo.

Como extrair mais até no aspecto físico do meia-atacante Claudinho, ou quem ocupar a posição, para compensar desgastes naturais de jogadores veteranos como o meia Renato Cajá e Emerson Sheik, que não suportam ritmo pesado em dois tempos de jogo?

Dentro do possível o treinador da Ponte Preta, Gilson Kleina, procurou alternativas corretas nas substituições.

Com Lucca cansado e já sem condições de acompanhar Vitor Ferraz, mandou que ele flutuasse no comando do ataque e lado direito, até porque segura a bola no ataque e sabe cavar faltas.

Logo, Claudinho, posicionado na direita, foi sacado corretamente para a entrada de Lins, que entrou no lado esquerdo.

Se Lins foi incapaz de segurar a bola no ataque, pelo menos mostrou obediência na recomposição, marcando Vitor Ferraz.

CAJÁ E SHEIK

Nesse cenário analítico sobre o segundo bloco da partida, é possível extrair um pouco mais fisicamente de Cajá e Sheik, para que o time continue mantendo uniformidade?

Tá certo que o ritmo forte imposto pelo Santos exigiu desdobramento do time pontepretano, mas são questões para Kleina quebrar a cabeça e buscar alternativas mais condizentes.

Até porque, sofrendo pressão e se prendendo à alternativa de apenas se defender, é extremamente arriscado.

Por sorte, os volantes Bob e Élton coadjuvaram demais o quarteto defensivo, com atuações destacadas de Jefferson, Marllon e Rodrigo.

Quem destoou desta última linha foi o lateral-esquerdo João Lucas, que tomou um baile do atacante Bruno Henrique, no confronto direto.

Prudentemente Kleina procurou fechar aquele espaço, mesmo obrigado a improvisar um zagueiro na lateral-esquerda, caso de Luan Peres.

Foi quando o treinador santista Levir Culpi inverteu Bruno Henrique para o lado esquerdo, com a entrada de Wladimir Arantes pela direita, no lugar de Copete.

BOM PRIMEIRO TEMPO

A página animadora para o torcedor pontepretano foi o primeiro tempo acima da média de seu time.

A valorização da bola começava na defesa, com Bob e Élton sabendo distribui-la.

Aí, tem-se que destacar a surpreendente atuação de Renato Cajá, participativo e fazendo o time rodar.

Esse toque de qualidade tinha prosseguimento quando a bola caía nos pés de Lucca e Sheik, com incômodo à marcação santista.

A rigor, naquele período o Santos logo se atirou ao ataque e teve chance de abrir o placar aos três minutos, com Bruno Henrique exigindo defesa difícil do goleiro Aranha.

Todavia, também se impondo em campo, no lance seguinte a Ponte respondeu com Élton obrigando o goleiro santista Vanderlei a se desdobrar para não ser vazado.

Se no início do segundo tempo o santista Kayke teve chance de marcar, igualmente tem-se que se referir a Lucca, com Vanderlei evitando gol certo.

Depreende-se da partida que a Ponte só precisa buscar uma forma de manter uniformidade de atuação, para que a travessia nesse Campeonato Brasileiro seja tranquila.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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