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MAI
Ponte soube duelar taticamente para trazer ponto de Goiânia

O justo empate sem gols entre Vila Nova e Ponte Preta na tarde deste domingo, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, mostra que aos poucos o time campineiro vai se ajustando e mostra que quer postular acesso ao Brasileirão de 2019.

Defensivamente a Ponte tem mostrado arrumação, tanto que desta vez o goleiro Ivan foi obrigado a praticar apenas uma defesa difícil, num chute frontal do meia Alan Mineiro, após jogada ensaiada de cobrança de falta.

Afora isso, risco mesmo de a Ponte sofrer gol apenas em maestria cobrança de falta igualmente de Alan Mineiro, com o travessão se encarregando de devolver a bola.

Bom empate em Goiânia. Foto: Douglas Monteiro
Bom empate em Goiânia. Foto: Douglas Monteiro

Em cabeçada de Elias e bola defendida com o pé, em finalização de Matheus Anderson, era natural proteção de Ivan sem problemas.

Se esse histórico do Vila Nova é creditado ao primeiro tempo, pode-se dizer não ameaçou após o intervalo.

TABULEIRO DE XADREZ

É que no transcorrer natural da partida a Ponte foi se assimilando ao tabuleiro de xadrez e, na linguagem coloquial, ‘dançando conforme a música’.

A princípio o Vila colocou em prática marcação alta na saída de bola da Ponte Preta, e com isso a induzia ao erro, quer quando tentava sair jogando, quer a obrigá-la a rifar a bola.

Nas raras vezes que a Ponte furava o bloqueio e buscava organização ofensiva, encontrava forte pegada do adversário a partir do meio de campo.

Como ninguém consegue colocar em prática tanta intensidade durante todo tempo, bastou o Vila dar uma afrouxada, a partir dos 30 minutos do primeiro tempo, para que a Ponte respirasse e levasse a bola ao ataque, tanto que, se Fellipe Cardoso não fosse fominha - desperdiçando a jogada -, a Ponte teria chance de chegar ao gol.

COMO MUDAR?

É cômodo para nós, analistas, - fora do calor do jogo - raciocinar sobre alternativas diferentemente daquelas escolhidas por treinadores.

Como a Ponte usou mais o lado direito de seu ataque no primeiro tempo, e André Luís recebeu forte marcação, é natural que oscilasse.

Nem por isso deveria ter sido sacado para a correta entrada do atacante Júnior Santos.

Ofensivamente Danilo Barcelos nada acrescentava, embora reconheça-se sua aplicação tática para ajudar a fechar espaços no meio de campo.

Um lance de ousadia de Doriva, naquela altura, seria a troca pura e simples de Barcelos por Júnior Santos.

Provavelmente a Ponte não perderia em competitividade defensiva, e ainda ganharia mais força ofensiva, com a possibilidade de balanceamento de jogadas nas duas extremas.

A rigor, isso foi tentado a partir dos 30 minutos do segundo tempo, com a entrada de Roberto, claramente sem ritmo de jogo e aquém daquilo que pode render.

De qualquer forma foram válidas as tentativas de Doriva, o que mostra tendência para se alcançar os objetivos, diferentemente dos tempos de seu antecessor Eduardo Baptista, quando prevalecia o imobilismo.

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MAI
Se a Ponte se adapta a gramados adversários, não deve estranhar o Serra Dourada

Novas técnicas da medicina veterinária salvam cães tetraplégicos. Esse é o assunto do Informacão.

Apesar das evidências, segmentos da mídia ainda insistem em relevar fatores campo e torcida como favoráveis a mandantes.

De certo você ouviu por aí que o Vila Nova tem lá as suas vantagens no jogo contra a Ponte Preta pela programação do jogo no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, na tarde deste domingo.

Tem razão aqueles que ficam indignados com o citado argumento.

A réplica é lógica: cerca de 18 mil bugrinos tentaram empurrar o Guarani, mas o barulho se transformou em silêncio. No gramado geralmente prevalece quem joga mais bola. E a Ponte ganhou o dérbi com torcida única.

Se o Flamengo projetou apequenar a Ponte Preta com público de aproximadamente 50 mil pessoas, deu com os burros n’água.

Esses dois exemplos rechaçam o obsoleto discurso de fatores campo e torcida como favorecimento ao mandante.

DIMENSÕES REDUZIDAS

Outrora adversários de clubes goianos ensaiavam discurso de dimensão desproporcional do Estádio Serra Dourada, como suposta justificativa para tropeço.

Todavia, desde 2016 a CBF exigiu padronização das dimensões dos gramados para clubes que disputam as suas competições, e a partir de então aquela desculpa não cola.

Se antes a metragem do Serra Dourada era de 110m de comprimento por 75m de largura, hoje obedece rigorosamente o tamanho exigido: 105m x 68m.

Com grama esmeralda e drenagem irretocável, o fator campo só interfere pra quem não sabe jogar.

A drenagem é composta por dez mil furos para que a água possa escoar rapidamente em colcha de brita e areia. Logo, nem a chuva atrapalha.

REPETIR RENDIMENTO

Diante desse cenário, o que se cobra da Ponte Preta é repetição do rendimento mostrado nas três últimas partidas, mesmo enfrentando o líder do Campeonato Brasileiro da Série B.

Quando argumentarem que o Vila Nova conquistou cem por cento dos pontos disputados, sugira que sejam avaliados os adversários.

Três dos quatro jogos foram no Serra Dourada, visto que um deles foi contra o rival Goiás, na vitória por 3 a 1, mesmo placar registrado no mesmo local contra o Sampaio Correa, com público de 5.894 torcedores.

A outra vitória em casa foi sobre o Avaí, por 1 a 0, enquanto fora foi obtida vitória por 1 a 0 contra o CRB, clube não credenciado entre aqueles que postulam o acesso.

Logo, tudo é possível à Ponte Preta.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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