09
AGO
Teimosia de Kleina e desorganização do time; o que a Ponte poderia esperar mais?

Longe de querer ser pessimista, mas cantei a bola na coluna anterior que o meia Léo Artur não acrescentaria absolutamente nada no time da Ponte Preta. Só não quis admitir isso o teimoso treinador Gilson Kleina ao escalá-lo, e aí ouviu a torcida xingar o jogador e pedir a substituição dele na noite desta quarta-feira no Estádio Moisés Lucarelli, no empate sem gols com o Fluminense.

Com três volantes até os 22 minutos do segundo tempo, seria admissível Kleina abrir mão de um deles e Jadson foi sacado.

O problema é que só pra contrariar o treinador colocou em campo o fraco Claudinho, que errou em quase todas as vezes que pegou na bola.

Sheik voltou a escalar errado e a errar nas trocas da Macaca
Sheik voltou a escalar errado e a errar nas trocas da Macaca
Quando o jogo estava se arrastando para novo empate por zero a zero, Kleina decidiu sacar o improdutivo Léo Artur para a entrada do jovem atacante Saraiva, que entrou com apetite para as jogadas pessoais. E isso causou algum incômodo ao Fluminense, até então só ameaçado em lançamento de Jadson com erro de finalização de Lucca.

DESORGANIZAÇÃO

Com a costumeira desorganização ofensiva, a Ponte Preta não pode reclamar dos dois pontos perdidos novamente em casa.

É voz corrente sobre reprovação da montagem do elenco e seguidos equívocos de Kleina. Isso reflete na desmotivação do torcedor pontepretano para comparecer ao estádio. Mesmo com barateamento no preço do ingresso e promoção ao Torcedor Camisa Dez, o público registrado foi de 5.967.

O primeiro tempo da Ponte Preta foi o mesmo do mesmo: nada de prático, além da reforçada malha de marcação, para evitar penetração de jogadores do Fluminense.

No início, já prevendo que a Ponte só poderia arriscar alguma coisa de prático com o atacante Lucca pelo lado esquerdo, o esperto treinador Abel Braga, do Fluminense, exigiu que o seu lateral-direito Luca ficasse atento na marcação, para aniquilar jogadas por ali. Por isso a Ponte não criou uma chance de gol sequer no primeiro tempo.

QUALIDADE

A bola não chegava com qualidade ao ataque porque não se pode cobrar criatividade dos volantes, e há deficiências no apoio dos laterais Jefferson e Danilo Barcelos.

Logo, se alguém tinha expectativa de sentido de organização do meia Léo Artur se equivocou.

Irritado porque a bola não chegava, Sheik tratou de recuar para buscá-la.

Apesar disso, naquela fase a Ponte só viveu de chuveirinhos, todos interceptados pelos defensores do Fluminense, que veio a Campinas com proposta de bloquear e contra-atacar, mas depois foi saindo e rondou a meta do goleiro pontepretano Aranha.

SEGUNDO TEMPO

Até que no segundo tempo a Ponte Preta teve mais volume de jogo, sem que isso resultasse em reais chances de gols.

A partir da metade daquela etapa, o Fluminense se contentou com o empate e pouco se lançou ao ataque.

De prático, no time pontepretano, atuação convincente do zagueiro Luan Peres, impressão favorável do volante Jean Patrick - com tendência de crescimento - e registro para a impetuosidade do garoto Saraiva, que deve ficar mais tempo em campo.

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08
AGO
Fez bem o Flu ao pedir à Ponte não escalar Maranhão; assim evita-se teimosia de Kleina

Sejamos racionais: se o Fluminense não fez grandes investimentos para esse Campeonato Brasileiro, aposta na garotada feita em casa, qual o interesse em liberar o atacante Maranhão para a Ponte Preta?

Se fosse um jogador pra fazer a diferença por lá, por que o clube liberaria tão facilmente?

Pois os incautos homens do Departamento de Futebol da Ponte Preta presumiram deparar com outro Lucca, que o Corinthians liberou por empréstimo à Ponte Preta.

Só que o caso de Lucca é diferente. Há empresário no negócio, com interesse de negociação futura ao exterior, e a Ponte é usada para dar a tal visibilidade que provavelmente o atleta não teria no Corinthians.

Voltando ao Maranhão, o Fluminense fez um favor à Ponte Preta ao programar acordo de ‘boca’ para que o atleta não seja escalado.

De boca porque há tempos foi proibida a tal cláusula que impede clube que empresta jogador não utilizá-lo em confronto contra a agremiação que detém os direitos federativos.

Portanto, o Fluminense fez o favor porque havia risco de o teimoso treinador pontepretano Gilson Kleina escalar o atleta, mesmo com atuações decepcionantes contra Vitória e Vasco.

Pior ainda é quando incautos repórteres ainda caracterizam a ausência do jogador como desfalque.

NINO PARAÍBA

Se ficou claro que a Ponte Preta não tem jogada de velocidade quando ataca, pelas características naturais de seus atacantes, cabe ao treinador Gilson Kleina procurar alternativas no elenco como compensação.

Já que a Ponte não dispõe do meia Renato Cajá, que alega estar machucado, por que a insistência com a escalação do meia Léo Artur?

De repente o jogador pode contrariar críticos e contar com a mesma sorte da partida contra o Coritiba, quando aproveitou terrível vacilo do volante Edinho e abriu o caminho daquela goleada.

Todavia, mesmo com a manutenção do lateral Jefferson, o recomendável, no caso, seria uma tentativa com Nino pelo lado direito, exatamente para que a transição ao ataque seja feita com velocidade.

Enfim, vamos ver no dá.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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