Cadê Você?

19
ABR
Vanderlei, ex-bugrino morreu jogando pelo Operário (MS)

São vários os exemplos de jogadores de futebol mortos durante o exercício do trabalho em seus respectivos clubes.

Waltencir, lateral-esquerdo que se destacou Botafogo nos anos 60, morreu jogando pelo extinto Colorado (PR) ao dividir bola com Nivaldo, do Grêmio Maringá, ocasião em que sofreu ruptura da coluna cervical em 1978.

No Sport Recife foram registrados dois casos. Em 1980 o lateral-direito Carlos Barbosa sofreu infarto em jogo contra o XV de Jaú. Dez anos depois, vítima de isquemia cerebral, morreu João Pedro em jogo contra o Estudante de Timbaúba.

Mesmo diagnóstico foi registrado para o caso de Zezinho Figueiroa da Inter de Limeira (SP) em 1986. Todavia, maior propagação foi decorrente da morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, quando sofreu parada cardiorrespiratória durante partida contra o São Paulo em 2004.

OPERÁRIO (MS)

Nesse contexto encaixa também o atacante Vanderlei, que após defender o Guarani por três anos até o final de 1970, transferiu-se para o Operário de Campo Grande (MS) e morreu três anos depois em partida diante do Madureira do Rio.

Na ocasião, mal havia comemorado gol sentiu-se mal. Aí foi carregado ao vestiário, e constatou-se a morte em decorrência de ataque cardíaco.

Aquele Vanderlei - irmão do também atacante Silva de Corinthians, Flamengo e Santos - chegou ao Guarani em 1968 para substituir Parada.

E logo na estreia, em torneio quadrangular no Estádio Brinco de Ouro, deixou a sua marca na goleada do Guarani sobre o Flamengo por 5 a 2.

Como típico centroavante de área de boa compleição física, chute forte de média distância e faro de gol em bola repartida e cabeceio, inicialmente Vanderlei formou dupla de ataque com Ladeira, mas acabava substituído na maioria das partidas por Capeloza.

DÉRBI

Vanderlei salvou o Guarani de derrota em dérbi amistoso no Estádio Moisés Lucarelli de 1969, quando a Ponte, com dois gols de Roberto Pinto, vencia até os 37 minutos do segundo tempo: empate por 2 a 2.

A despedida dele com a camisa do Guarani, três dias antes do Natal de 1970, foi num empate sem gols com o Paulista, em Campinas, quando o time bugrino, comandado pelo saudoso Armando Renganeschi, contava com esses jogadores: Tobias; Wilson Campos, Beto Falsete, Tininho e Alberto; Hélio Giglioli e Milton dos Santos (Ladeira); Carlinhos, Patito, Vanderlei (Dante) e Bezerra.

  • João da Teixeira
    26/04/2017 18:47

    Ari, se puder, vou transcrever resumidamente o que foi escrito aqui, nos 8 posts, em lugar mais adequado, em assuntos da Ponte. Me exaltei e acabei escrevendo os posts em local que não tem nada a ver com a nossa Gloriosa Ponte. Me permita, o áudio da Educadora é deveras emocionante.

  • João da Teixeira 1
    26/04/2017 12:11

    Sim, Ari, foi o Linense e não o Bragantino que ganhamos de 3x1, depois jogamos contra o Noroeste e também ganhamos de 3x0 e no derradeiro jogo contra a Francana, acabamos por perder de 1x3, a Ponte irreconhecível nesse jogo. E poderia ter sido de mais, se eles não tivessem tirado o pé, por isso acabamos sendo campeões no saldo de gols pelo regulamento. Todos os jogos no Parque Antarctica em 1969. A Maioria eram moleques ...cont.

  • João da Teixeira 2
    26/04/2017 12:11

    ...cont. A maioria eram moleques do juvenil. Com relação ao João Geraldo Spana, morador de Cosmópolis até hoje, apesar de ele vir da base, ele já não era mais moleque, tinha uns 27 anos, foi isso que eu quis dizer. Outro que me lembrei é o Sergio Moraes, também veio da base por volta de 1960, já era meio veterano em 1969. Ele, Roberto Pinto, Djair e Geraldo Spana já eram mais experientes no meio daquela prodigiosa molecada sedenta de futebol. É muito mofo minha gente!

  • João da Teixeira 3
    26/04/2017 12:10

    Realmente naquela época o Campeonato Paulista principal não era 1ª Divisão e sim, Divisão Especial (não era chamado de Divisão de Honra). A 1ª Divisão do Paulista de outrora, hoje é chamada de 2ª Divisão, por isso a Ponte foi campeã da 1ª Divisão. A classificação era por pontos perdidos e não ganhos. A Ponte caiu em 1960 e foi subir em 1969 (13 vit. 1 empate e 1 derrota), batendo na trave em 1961, perdendo da Prudentina e em 1964 (jogo foi em 1965) perdendo da P. Santista.

  • João da Teixeira 4
    26/04/2017 12:09

    Outras curiosidades do time de 1969, o time foi inicialmente comandado por Cilinho e depois terminou com o comando do José Duarte. Jogou o campeonato sem a icônica camisa de faixa diagonal. Teve dois uniformes alternativos utilizados em 1969: um todo branco, com duas finas faixas pretas paralelas no lado esquerdo, sob o seu escudo e outro listrado com faixas brancas e pretas longitudinais, com o escudo a esquerda da camisa. O time ficou conhecido como “Expresso da Vitória”.

  • João da Teixeira 5
    26/04/2017 12:09

    O time ficou conhecido como “Expresso da Vitória” e era basicamente formado por atletas das categorias de base. Dos 25 jogadores, 22 se formaram no clube, com exceção de Roberto Pinto, Teodoro e Djair. A maioria era bastante jovem e por isso eram chamados de “bebês” pelas torcedoras símbolo, Don'Ana e Conceição. Sempre repetindo a receita de investir nos “pratas da casa”, a Ponte foi vice-campeã na elite do Paulista em 1970, repetindo em 1977, 79 e 81. O que era só alegria,

  • João da Teixeira 6
    26/04/2017 12:08

    cont.... O que era só alegria, quase virou pesadelo, por conta de um recurso na Justiça que apontou irregularidade na escalação de Adilson em uma partida contra o Linense. Caso perdesse os pontos, a Ponte veria a Francana subir em seu lugar e herdar a taça. Para alívio campineiro, a batalha nos tribunais também foi vencida e após 23 dias de angústia foi proclamada CAMPEÃ de 1969. Tudo é complicado para a Ponte e isso não foi diferente. Depois de nove anos de muita luta... cont.

  • João da Teixeira 7
    26/04/2017 12:07

    cont. Depois de nove anos de muita luta e muito sacrifício, durante os quais a sua fiel torcida viveu as mais fortes emoções – mescladas de alegrias e tristezas, mas nunca se deixando levar pelo desânimo -, a Veterana finalmente consegue concretizar um velho sonho. A grande guerra pela sua volta ao futebol maior de São Paulo que se iniciou em 1961 e, desde então, o clube mais popular do interior enfrentou com altivez, de cabeça erguida, todos os percalços. cont.

  • João da Teixeira 8
    26/04/2017 12:07

    cont. "Em inúmeras oportunidades a derrota surgiu no momento decisivo, mas o ânimo do pontepretano é e sempre foi inquebrantável. A cada insucesso mais se robustecia a vontade de sua gente, que, abrigada sob a gloriosa bandeira alvinegra, prosseguia mais forte do que nunca em busca do seu grande objetivo SER CAMPEÃ!" Esse último trecho transcrito do Post anterior e desse Post, é parte integrante de um áudio da Rádio Educadora na epopeia Pontepretana de 1969. Dá-lhe Macaca Querida

  • DE ARI PARA JOÃO DA TEIXEIRA
    25/04/2017 17:29

    Prezado João da Teixeira, corrigindo informações. O quarto zagueiro Geraldo Spana, de Cosmópolis, saiu do juvenil da Ponte Preta. Aquele quadrangular final da antiga primeira divisão foi formado por Ponte Preta, Francana, Noroeste e Linense. Sim, a Ponte se prevaleceu no saldo de gols, depois de recurso julgado no Rio de Janeiro.

  • João da Teixeira
    25/04/2017 17:21

    Em 1969, o Guarani já sentia o peso do time formado nas divisões de base da Ponte. Experiente somente Roberto Pinto e talvez Geraldo Spana e o avante Djair, os demais eram do Juvenil da Ponte, não se falava ainda em Juniors ou Sub 17. Esse time depois veio a ser o campeão da 2ª Divisão Paulista de 69 num quadrangular entre Francana, Noroeste, Bragantino e Ponte. A Ponte foi campeã no saldo de gols, se não me engano contra a Francana, que tinha acabado de ganhar da Ponte por 3x1

08
ABR
Perda de visão encurta carreira de Ariovaldo

Quando o saudoso lateral-direito Mauro Cabeção se desligou do Guarani em 1980, para defender o Grêmio (RS), a lacuna só foi devidamente preenchida quando retornou ao clube em 1984, após passagem por Cruzeiro e Santos.

Houve erro de avaliação do saudoso presidente do clube, Antonio Tavares Júnior, ao buscar o baixinho Gaspar, da Francana, para substitui-lo.

Se não houve perda na marcação, o contratado mostrava claramente a falta de identidade ofensiva. Logo, o jeito foi recorrer ao lateral Ariovaldo, recém-saído dos juniores, com mais força para o arranque, embora igualmente com deficiências técnicas.

Time do Guarani que iniciou a temporada de 1981? Birigui; Gaspar (Ariovaldo), Jaime, Edson e Miranda (Almeida); Edmar, Ângelo e Jorge Mendonça; Paulo Borges, Careca e Capitão (Banana).

Naquele ano o Guarani conquistou a segunda estrela na camisa: de prata. Foi campeão da Taça de Prata - espécie de Série B do Brasileiro da época - após vitória na final sobre o Anapolina por 4 a 2 em Goiás e empate por 1 a 1 em Campinas.

CHIQUINHO

As oscilações de Ariovaldo implicaram em chance para Chiquinho - outro formado nos juniores - entre os titulares, mas a desgraça do jogador ocorreu em dérbi no Estádio Moisés Lucarelli de 1981, quando recuou mal a bola para o goleiro Birigui, que também cometeu erro grotesco de rebatê-la.

Na temporada seguinte o Guarani foi buscar o lateral-direito Rubens, que voltou a se revezar com Ariovaldo na lateral-direita. Entretanto, ambos perderam espaço na posição com a contratação de Sótter, do São José.

O desagrado com aqueles que ocupavam a lateral-direita resultou até em improvisação do volante Toninho Catarina na posição na temporada de 1983, até porque Ariovaldo havia se envolvido em grave acidente no mês de julho, quando o seu veículo Opala colidiu violentamente contra uma perua Kombi na Avenida Aquidabã, em Campinas.

OLHO DE ARIOVALDO

Dos quatro jogadores bugrinos no carro, registro para leves escoriações no volante Vicente e ponteiro-esquerdo João Paulo. O meia Biro-Biro foi medicado no Hospital Mário Gatti com cortes na cabeça, enquanto o olho esquerdo de Ariovaldo foi atingido por estilhaços de vidro, exigindo que se submetesse a cirurgia no Hospital Penido Bournier.

Houve perda de visão no olho afetado, mas Ariovaldo quis insistir em jogar futebol. Não pode. Assim, antes do retorno de Mauro ao Guarani em 1984, o clube ainda cravou mais duas tentativas na posição: primeiro Cocada - irmão do atacante Muller -, e depois Paulinho Pereira, contratado do Comercial de Ribeirão Preto.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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