18
ABR
Adeus ao bugrino Sidney Pavan, uma história voltada ao futebol

Após animada conversa telefônica com um dos amigos sobre Guarani, no começo da tarde desta terça-feira, o ex-diretor bugrino Sidney José Pavan pediu licença para desligar o aparelho, justificando a pretensão de antecipar a rotina de caminhada no Bosque dos Jequitibás, sagrado hábito de segunda a sexta-feira, por causa do frio.

Em razão de mal-estar sentou-se em um dos bancos do bosque, e ali sofreu um ataque cardíaco fulminante, que o matou aos 66 anos de idade.

O atendimento do serviço funerário do Cemitério da Saudade informou que Pavan havia sido transportado para o Hospital Mário Gatti, e que o sepultamento será nesta quarta-feira.

MORTE SÚBITA

A vida é traiçoeira. Como pode o falante Pavan do período da manhã, das frequentes conversas com amigos, morrer subitamente?

Ele jurava que o sopro diagnosticado no coração estava rigorosamente sobre controle. Tratamento com o seu pneumologista também estava em fase final. Por isso até se irritava quando advertido pelos amigos para ‘se cuidar’, fazer check-up.

Pavan deixa uma história de décadas de serviços prestados ao Guarani.

O comando do Departamento Amador, ainda na gestão do presidente Ricardo Chuffi, no final dos anos 70, foi o primeiro estágio.

Com o sucessor Antonio Tavares Júnior não só cuidada do Amador como ‘palpitava’ no profissional.

Aí, para cuidar de suas empresas, se afastou do departamento, reassumindo-o quando Beto Zini foi eleito presidente para mandato a partir de 1988.

Na sequência, Pavan foi uma espécie de ‘ministro sem pasta’ até meados da década passada, mas sempre se dispondo a colaborar voluntariamente para o Guarani.

ASSISTIR JOGOS

Ultimamente dava expediente em suas empresas no período da manhã, para ficar livre tarde e noite, e se divertir com televisionamentos de jogos, independente do Estado brasileiro ou internacionais.

Por isso, palpitava sobre atletas de qualquer posição, de norte ao sul do país, e gabava-se da capacidade de formar time qualificado para o Guarani sem custo exagerado, se fosse consultado.

Conheci Pavan desde os tempos de campinho de areia do Guarani, com 'peladas' noturnas para sócios, nos anos 60.

A convite do saudoso meia Robertinho Moreno, também me infiltrava naquela leva - mesmo sem carteirinha - para igualmente correr.

Depois Sidney Pavan mostrou que a política também corria nas veias, ao assumir a função de chefe de gabinete do então prefeito de Campinas Lauro Péricles Gonçalves, na gestão de 1973 a 1976.

Descanse em paz, caro Pavan!

  • João da Teixeira
    19/04/2017 19:50

    Profeta, já externei minha opinião sobre o Pavan, teve o lado de dirigente usando a razão e o lado de fanático, que o Ari não publicou, o Pavan usando da emoção. Se vc. analisar bem, os históricos dos posts, todos relacionam com dirigentes e o Pavan foi um dirigente. Não há desrespeito nenhum no que foi escrito, somente é que o Ari não colocando de forma cronológica, me parece que os assuntos foram jogados no blog sem interação um com o outro e não foi isso.

  • João da Teixeira
    19/04/2017 19:49

    Caros, acredito que temos que fazer as coisas para as pessoas em vida. Depois que morrem, fica somente o sentimento de vazio para quem convivia e relacionava com o falecido. Os familiares são os que mais sofrem, pois a perda do convívio diário e das lembranças deixadas demorarão para serem apagadas. Ainda que essa foi uma ordem natural das coisas. Infelizmente há famílias que perdem entes queridos na flor da idade. São pais velando filhos, netos, uma inversão de ordem terrível.

  • João da Teixeira
    19/04/2017 15:38

    Com relação ainda ao velho lobo bugrino, foi dele Sidney, a funesta ideia de esburacar o campo do Brinco, simulando uma possível reforma, qdo ficou sabendo que Ággio, então Presidente da Ponte, sugeriu que a FPF usasse o Brinco como mando das finais de 81. O S.Paulo faz isso com os grandes, aluga o campo para ganhar muito dinheiro. No Gfc. se andava em marcha à ré no futebol, contrariando o que ocorria no depto. do clube social, qto. mais sócio, melhor!

  • João da Teixeira 1
    19/04/2017 15:37

    Comentei uma época aqui, que o clube social do bugre, teve uma época, que tinha tanto pontepretanos qto. bugrinos no seu quadro social. Prova disso é vc. citar o Robertinho Moreno, que eu saiba pontepretano, jogando no "society" do Gfc, e que depois veio a montar o time da Família no campo ao lado da antiga Queóps Disco Club, em Jaguariúna. A Ponte na época não tinha clube social, o Paineiras não era ligado como hoje à AAPP e vários amigos pontepretanos eram sócios. cont.

  • João da Teixeira 2
    19/04/2017 15:36

    cont. Com certeza não iam lá por causa do time do bugre. Tinha 2 vizinhos pontepretanos que sempre comentavam que o Gfc era um clube social de boa estrutura e preço acessível, que a quantidade de bugrinos e Pontepretanos se equivaliam lá dentro e que as meninas que frequentavam o clube social na época, eram de "tirar o chapéu". Vcs. sabem, né? Lugar que tem muita "perereca", podem ter certeza que "tem muita cobra" rs... Nessa época, eu mesmo, frequentava o Concórdia e o Bonfim.

  • Profeta da Tribo para João Teixeira
    19/04/2017 15:35

    Caro João da Teixeira, esse post não é o lugar adequado para você expor suas opiniões sobre clubes sociais e suas preferências clubísticas. Estamos falando do falecimento de um ser humano. Vamos respeitar o post, por favor.

  • João da Teixeira 1
    19/04/2017 12:17

    Hoje seria inadmissível ocorrer isso, sócios torcendo para outros times dentro do Gfc. Também porque o Gfc não tem mais clube social, né? Mas naquela época havia interesse de se ter sócios contribuintes, não interessava muito para que time torcia. O profissionalismo e inteligência dos dirigentes de clubes sociais suplantava a burrice de certos dirigentes de hoje. Outra coisa, sócios do clube social não queriam que o dinheiro da manutenção do clube fosse para o futebol cont.

  • João da Teixeira 2
    19/04/2017 12:15

    cont. Isso era outro indicativo que havia sócios pontepretanos em quantidade, que brigavam para que o dinheiro arrecadado no clube social não fosse direcionado ao futebol profissional e sim aplicado no social mesmo. O futebol consumia muito dinheiro e nem sempre retornava. Bom, mesmo que desse retorno, para o clube social não retornava, mesmo! Ari, temos boas histórias do passado dos clubes sociais. Com relação à Ponte, que só tinha o time de futebol na época,... cont.

  • João da Teixeira 3
    19/04/2017 12:14

    cont. Com relação à AAPP, na época, só tinha o time de futebol, não havia um clube social considerado. Podemos dizer que era o "Patinho Feio", já que era um time carismático, mas sem dinheiro e que hoje o Patinho Feio acabou virando Cisne. Para quem não sabe, o Patinho Feio é um conto do escritor dinamarquês Andersen, onde um filhote diferente e feio apareceu no meio da ninhada de patinhos amarelinhos. Como toda mãe, o tratou com igualdade, mas...cont.

  • João da Teixeira 4
    19/04/2017 12:13

    cont. ...mas a comunidade e os próprios irmãos não o tratavam assim como sua mãe e acabou indo embora. Um dia retornou para ver sua mãe, como um jovem e glorioso Cisne. Todos boquiabertos e não entendendo como um time de futebol mulambento, é hoje o esteio da cidade. Dá-lhe Ponte, dá-lhe, dá-lhe Ponte!...

  • João da Teixeira
    19/04/2017 10:42

    Ari, a velha guarda bugrina vai se despedindo. São pessoas que deram muito do seu sangue no passado e muitas vezes nem é reconhecido no presente. Esperamos que o bugre dê o devido reconhecimento ao Sidnei Pavan pelos seu trabalho, principalmente na base bugrina, a partir da década de 60/70, onde a Ponte afrontou os grandes e o bugre, através dos trabalhos do Pavan, veio atrás. Quem emperrava o Depto., perdendo várias joias, por causa de interesses escusos, era o tal Ladeira.

  • João da Teixeira
    19/04/2017 10:41

    Agora entendemos os meandros da criminalidade de políticos no Brasil. Por que havia interesse de Cunha, em que a Odebrecht desse dinheiro para a campanha de um governador lá no NE, sendo que a área de atuação dele era o Rio. Esse emaranhado de situações são descritas pelos delatores com riquezas de detalhes e os políticos, "na frigideira da Rep.de Curitiba", teimam em negar. A Rede de Intrigas montada por PT, PCB, PMDB, PSDB etc é digna de filme de corrupção em Hollywood.

17
ABR
Com a volta ao G4, agora é hora de invasão bugrina a Batatais

Alô Batatais, se prepare para invasão da torcida bugrina no próximo domingo, já que o clube depende exclusivamente dele para chegar à fase semifinal do Campeonato Paulista da Série A2.

Com a vitória sobre o Barretos por 1 x 0, na noite desta segunda-feira em Campinas, o Bugre voltou ao G4 na quarta colocação da competição, com 30 pontos, mesmo número que o Rio Claro, que leva vantagem no critério saldo de gols. É que ambos igualmente empatam em número de vitórias: oito cada.

Assim, só haverá risco de o Guarani perder a vaga de semifinalista em caso de tropeço sobre o Batatais, clube que matematicamente ainda tem chances de classificação, mas depende de tropeço do Bragantino contra o Votuporanguense, possibilidade tida como remotíssima.

INVASÃO DE 83

Não se surpreendam se no próximo domingo os bugrinos repetirem aquela invasão ocorrida em Ribeirão Preto na temporada de 1983, quando aquele empate por 1 a 1 os salvaram do rebaixamento.

Naquela ocasião, do público de 3.927 pagantes no Estádio Santa Cruz, contra o Botafogo, seguramente 3,5 mil eram bugrinos, que participaram de caravana gratuitamente, porque empresários de Campinas se cotizaram para permitir arrojo da diretoria do clube, à época.

Novamente, portanto, a previsão é de público bugrinos maior que os mandantes no Estádio Dr. Oswaldo Scatena, o Scatenão, com capacidade para receber cerca de 12 mil torcedores.

260 QUILÔMETROS

Batatais, cidade que dista 46 quilômetros de Ribeirão Preto e 260 quilômetros de Campinas, quase não prestigia o time da casa, embora a população seja de pouco mais de 61 mil habitantes, segundo Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2016. O tempo de percurso de Campinas àquele município é de três horas.

Contra o Rio Claro, na segunda rodada, o público no Scatenão foi de 72 pagantes. Em sua última partida em casa, diante do XV de Piracicaba, o Batatais recebeu apenas 677 pessoas. E o maior público lá foi diante do União Barbarense, com 1,8 mil torcedores.

Como em jogos sem televisão não emito comentário, transfiro a você, bugrino, a atribuição de relato sobre como foi construída a vitória de seu time na noite desta segunda-feira no Estádio Brinco de Ouro.

  • Eugenio
    21/04/2017 09:51

    Na boa, gozacao de pontepretano é valida e bemvinda ... mas Batatais ?!? Quem sao vcs ? Plantadores de batatas ? Independente do resultado do jogo, vcs tem q rodar muito pra falar do Guarani. A q ponto chegamos, no passado era Sao Paulo, Corinthians, Palmeiras, agora é Bragantino, Batatais e Agua Santa ...

  • BATATAENSE
    20/04/2017 17:57

    EU RESPONDO PRA VOCÊS!!! VOCES VÃO PAGAR R$50,00 E FICAR DE CARA PRO SOL DAS 4 DA TARDE. A TORCIDA DO BATATAIS VAI PAGAR R$ 20,00 E FICAR DE BOA. SEGUNDA FEIRA EU VOLTO NESSE BLOG E FALAMOS MAIS SOBRE A CLASSIFICACAO DO BATATAIS. OBS.: APOSTO COM QUALQUER UM QUE NÃO VEM NEM 200 TORCEDORES DO GAYRANI AQUI PRA BATATAIS. ABRAÇOS E ATÉ SEGUNDA.

  • DE ARI PARA EUGENIO
    20/04/2017 11:06

    Prezado Eugênio, para setores de estádios de mesma acomodação têm sido cobrado preços iguais. Setores diferentes, preços diferentes. Não saberia dizer exatamente qual setor será determinado para a torcida bugrina. Caso alguém tenha a informação, repasse-a, por gentileza.

  • Eugenio
    20/04/2017 11:05

    Caro Ari, pode o Batatais cobrar R$50 da torcida visitante e R$ 20 para eles ? Qual é a diferença ? O ingresso de R$50 é coberto, com almofada e da direito a um refrigerante ?? Isso é ilegal !!

  • Eugenio
    19/04/2017 10:45

    A diferença entre um time vencedor e um time mediocre é a qualidade de seu centroavante. Tem q ser bom finalizador, vejam o Suarez, Careca, Gabriel Jesus, Ronaldo. Qdo o Eliandro esta inspirado o Guarani ganha pois sempre sobra uma ou duas bolas pra ele marcar. Senao, dependemos da estrela do Nazario ou do Fumagalli

  • Roberto
    19/04/2017 10:43

    QUE A TORCIDA DO GUARANI ESTARÁ EM BOM NUMERO EM BATATAIS NÃO É NOVIDADE PARA NINGUÉM, AGORA NÃO PODEMOS SE PRENDER A ISSO POIS EM VARGINHA A TORCIDA DO GUARANI FOI MAIORIA , A TORCIDA LOCAL TAMBÉM NÃO PRESTIGIAVA O TIME , SÓ QUE DENTRO DE CAMPO TODOS SABEM O QUE OCORREU.

  • Sávio
    19/04/2017 01:10

    Ari, como vc criticava sistematicamente o Guarani, cheguei a pensar que fosse um pontepretano torcendo contra o seu rival. Agora vejo os comentários com isenção, prova que também reconhece méritos no Bugre. Nas informações sobre Batatais, vc deu indícios de que o bicho não é tão feio, já que a torcida deles não tem prestigiado o time. Vamos de ônibus ou de carros a Batatais torcedor do Guarani

  • Marcio
    18/04/2017 17:45

    Olha aí seu João quem vai fazer caravana p/ Batatais, são vcs né ??? Fala sério ô Batataense fajuto !

  • Batataense
    18/04/2017 17:26

    Pode vir!!!! Batatais está esperando vocês. Venham passar vergonha aqui com esse time decadente. O melhor ai é o Eliandro que jogou no Fantasma o ano passado.

  • EDUARDO PARA ARI
    18/04/2017 17:23

    CERTINHO ARI ...SE O BUGRAO JOGAR O MINIMO DEIXA O RESTO PRA TORCIDA QUE ELA FAZ A SUA PARTE . E PELO AMOR DE DEUS NAÇAO BUGRINA , APESAR DE DE SER CONSIDERADA UMA TORCIDA VIOLENTA ,APENAR TORCER E SEM TERRORISMOS . INFORMAÇOES AQUI NO SITE QUE A MEDIA DE PUBLICO E DE 800 PESSOAS . COM CERTEZA O BUGRAO SERA MAIORIA NO ESTADIO .SE FIZERMOS CERTINHO ENCAMINHAREMOS A VAGA . MAS SEM CONFUSAO GENTE .

  • João da Teixeira
    18/04/2017 17:22

    Analisando os jogos da A2 da última rodada, vemos que o bugre terá que ganhar, pois há times que estão naquela de nem cai e nem classifica, caso de Sertãozinho jogando contra R.Claro; Penápolis contra S.Caetano e Taubaté contra o Água. Esses 3 terão grandes chances de se classificar, jogando em casa, se não houver "mala". Os que dependem do resultado são Batatais x Gfc (ambos precisam, para um só classificar) e Braga x Votuporanga (ambos precisam, para classificar e para não cair)

  • Eugenio
    18/04/2017 17:21

    Perdemos pra XV Pira, Mogi Mirim e Capivariano ... se tivessemos empatado esses 3 jogos ja estariamos classificados. Independente da classificacao para as semi-finais, precisa melhorar o elenco para a Serie B, senao vamos voltar para a Serie C.

  • RMaia
    18/04/2017 10:21

    Ehhhh Guarani, sempre deixando pra resolver as coisas na última hora.... Jogará o semestre no domingo, tem que ganhar ou ganhar, nem o empate servirá. Se o jogo contra Batatais fosse da loteria, eu apostaria triplo. Ano passado pra se classificar entre 8 equipes, bastava vencer no BRINCO a última partida contra o mesmo Barretos de ontem. A equipe comandada por Pintado (que hoje se afunda junto com Rogério Ceni no São Paulo) conseguiu a proeza de ser derrotada no BRINCO por 2 x 0.

  • Thiago Guerreiro
    18/04/2017 10:21

    Ontem valeu pela raça e determinação junto com o apoio do torcedor..mass..o Vadão esta cometendo o mesmo erro de seus antecessores mantendo Uederson em campo sem produzir e Fumagalli em má fase alem claro de nosso zagueiros que ou estao atrasados ou nao ganham a maioria das jogadas..Eliandro comecou a cair pelos lados do campo devido a bola que não chegava assim se com 1 atacante e dificil imagina ele fora da area..o Bruno foi bem em uma estreia dificil na LD..Domingo e nois HSG.

  • João da Teixeira
    18/04/2017 10:20

    Ari, acredito que as caravanas irão ser dividida, uma metade irá para o Allianz Park, o Peppódromo e a outra metade irá para Batatais. Provavelmente irão para plantar batatas, agora não sei se os batataenses irão deixar. Vai depender muito do interesse do time dos Batatinhas querer ou não se classificar. Pelo jeito eles não querem, pois já há alguns jogos que o Batatais é de "fritar bolinhos" e não batatas. Só espero que a torcida bugrina não faça terrorismo na cidade de Batatais

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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