Cadê Você?

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OUT
Lateral Marques perde memória sobre passagem no futebol

Evitem perguntar ao ex-lateral-direito Marques, que jogou na Ponte Preta em 1994, qual o resultado daquele dérbi disputado no Estádio Brinco de Ouro, num oito de maio, pelo Campeonato Paulista.

Ele não vai se recordar que após o Guarani abrir vantagem por 2 a 0 cedeu empate por 2 a 2, com o zagueiro Pedro Luiz e o meia Renato Morungaba empatando para os pontepretanos. Sim, justamente Renato, revelado pelo Guarani.

Por extensão não vai se recordar que o time da Ponte da época, treinado por Givanildo Oliveira, era formado por Brigatti; Marques, Pedro Luiz, Edson Mariano e Branco; Sidney (Renato), Júlio César, Guará e Esquerdinha; Mauricinho e Arnaldo Lopes (Monga).

ACIDENTE DE CARRO

Recente publicação do portal UOL revelou que o então atleta já não recorda de seu histórico no futebol. A perda da memória, progressivamente, foi decorrente de acidente de automóvel em maio de 1994, em Campinas, quando vinculado por empréstimo à Ponte Preta.

Marques pegava carona com Mauricinho, então companheiro de clube, quando bateu a cabeça na coluna do veículo, provocando traumatismo craniano, internação de 16 dias, e liberação após ter se recuperado do coma.

De volta ao Palmeiras, houve tentativa de reintegração, mas a perda de cordenação motora precipitou o encerramento da carreira, com retorno, sintomático, à cidade natal de Santo Antônio da Platina, interior paranaense, quando desistiu de contatos com ex-companheiros de clubes.

No Palmeiras a partir de 1990, ele não conseguiu se firmar como titular, quando se valia da aplicação como marcador, utilidade no jogo aéreo defensivo devido à estatura de 1,81m de altura, e facilidade de levar a bola ao ataque, embora não se tratasse de jogador hábil.

PARMALAT

Com Nelsinho Baptista como treinador, em 1992, e com início da parceria com a co-gestora Parmalat, Marques começou o Brasileirão como titular num time formado por Carlos; Marques, Toninho Cecílio, Tonhão e Biro; César Sampaio, Daniel Frasson e Edu Marangon; Jorginho, Evair e Betinho.

Posteriormente, com a chegada de Mazinho na lateral-direita, Marques perdeu espaço no Palmeiras, deixando histórico de 53 partidas e três gols. Depois foi repassado por empréstimo ao Paraná Clube e Ponte Preta. E agora, aposentado por invalidez, presta serviço em buffet de um irmão em Santo Antônio da Platina.

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06
OUT
Chicão, caipira que se impunha

Asperezas d'alma do homem de hoje transformam-no em ser insensível. Que pontepretano ainda lembra do saudoso volante Francisco Jenuíno Avanzi, o volante Chicão?

Pois este sete de outubro marca o 11º ano da morte dele, aos 59 anos de idade, vítima de câncer no esôfago.

Chicão caiu no gosto da torcida pelo estilo guerreiro, mas também tinha um bom passe.

Piracicabano com indisfarçável sotaque caipira, carregado no 'erre', ele chegou na Ponte Preta em 1971, precedido do São Bento, com incumbência de substituir o também saudoso Teodoro, que havia se transferido ao São Paulo.

NO SÃO PAULO
Dois anos depois ambos jogaram juntos no Tricolor, onde Chicão sagrou-se campeão paulista em 1975 e do Campeonato Brasileiro em 1977, na final contra o Galo mineiro, quando maldosamente pisou na perna quebrada do meia Ângelo (já falecido), só por suspeitar que estivesse fazendo cera.

A brutalidade ocorreu após entrada do são-paulino Neco sobre o atleticano, que resultou em fratura.

Chicão não perdia viagens nas divididas: desarmava ou apelava para as faltas.

ARAGÃO

Provocativo, tentou intimidar o ex-árbitro José Assis de Aragão em um clássico de 1976 com o Palmeiras, e recebeu o cartão amarelo antes mesmo do início da partida. “Cheguei pro Aragão e disse: vê se apita direito essa porcaria”, havia confessado.

A boa fase reservou-lhe vaga no selecionado brasileiro na Copa do Mundo de 1978, na Argentina.

Saudoso treinador Cláudio Coutinho chamou-lhe para conversa ao pé do ouvido, quando optou por escalá-lo ao lado do também volante Batista, contra os anfitriões.

- Chicão, você vai jogar do jeito que está acostumado no São Paulo. Só tome cuidado para não ser expulso - alertou Coutinho.

Mal o treinador virou às costas, Chicão confidenciou aos companheiros: “Vou chegar arrepiando, e esses gringos vão se encolher”.

Na prática, foram poucas entradas intimidadoras sobre adversários. Naquele dia Chicão jogou muita bola, o Brasil empatou sem gols, mas por desvantagem no critério saldo de gols perdeu a vaga para os platinos.

PAROU NO MOGI MIRIM

O volante passou por Atlético (MG), Santos e encerrou a carreira no Mogi Mirim em 1986, aos 37 anos de idade, quando já estava sem os quatro meniscos.

A tentativa como treinador se resumiu a XV de Piracicaba, Inter de Limeira, Clube Atlético Montenegro e Paranapanema, todos do interior de São Paulo.

  • Marcos Barros
    02/11/2019 22:15

    Grande jogador e gente boa demais !!! Saudades

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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