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01
JUL
Keno minimiza gol contra e comemora vitória do Palmeiras: '1 a 0 é goleada'

São Paulo, SP, 01 - O Palmeiras derrotou o Grêmio por 1 a 0 neste sábado, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, graças a um gol contra marcado pelo volante Machado. Ao final da partida, os palmeirenses deixaram claro que o fato de ter somado mais três pontos no Campeonato Brasileiro graças ao erro do adversário não é algo que diminui o bom resultado, diante de um adversário direto na briga pelas primeiras colocações.

"O que é mais importante para nós é a vitória. Vencer por 1 a 0, por mais que tenha sido com um gol contra, é goleada. Isso serve para mostrar a força do nosso elenco. A gente propôs o jogo, saímos com os três pontos e conseguimos ainda mais moral para o jogo da Libertadores", disse o atacante palmeirense, um dos destaques da partida.

Titular contra o Grêmio, Keno exalta vitória magra
Titular contra o Grêmio, Keno exalta vitória magra
O meia Raphael Veiga, autor do cruzamento que culminou no gol marcado por Machado, também festejou mais três pontos, sem dar bola para a forma com que foi conquistada.

"O importante é vencer, mesmo que seja com gol contra. O principal é sair daqui com os três pontos".

SUBINDO...
O resultado foi importante para o Palmeiras na luta pelas primeiras colocações do Brasileirão. Com a vitória, o time alviverde chegou aos 19 pontos, três a menos do que o Grêmio. O líder Corinthians, com 26, enfrenta o Botafogo neste domingo, no estádio Itaquerão, em São Paulo.

"Estávamos desde o começo do jogo chegando ao gol, por isso merecemos a vitória. Agora é se concentrar para o jogo da Libertadores", disse Juninho, lembrando que o Palmeiras volta a campo nesta quarta-feira para enfrentar o Barcelona, de Guayaquil, no Equador.

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25
JUN
Hélio Maffia, que baita preparador físico!

O ex-preparador físico Hélio Maffia, que neste 21 de junho completou 85 anos de idade, tem uma particularidade: nasceu em Jundiaí e lá continuou residindo ao longo da carreira no futebol, mesmo quando trabalhava em clubes da capital paulista - Palmeiras e Corinthians - e em Campinas, no Guarani.

O aposentado Maffia trabalhou no futebol nos tempos em que dirigentes de clubes contratavam treinador sem mexer no preparador físico que já integrava a comissão técnica, diferentemente de hoje quando se exige profissional de estrita confiança do treinador.

Logo, no passado era comum preparador físico permanecer por longo período no clube que trabalhava, e isso foi o caso de Maffia, que no Guarani trabalhou com vários treinadores, entre eles o saudoso Carlos Alberto Silva, quando ambos conquistaram o título brasileiro de 1978.

INDEPENDÊNCIA

Maffia foi um profissional com inteira independência para agendar os dias de treinos físicos. Também aplicava exercícios sem o uso de cordas e já desconsiderava a obsoleta programação de atleta correr sobre degraus de arquibancadas.

Após habituais folgas dos atletas às segundas-feiras, aproveitava semanas longas de trabalho com treinos puxados terças e quartas-feiras, para posterior redução de intensidade.

Foi um período em que atletas acima do peso eram submetidos a sequências de abdominais que pareciam intermináveis. Quando necessário, não dispensava boa conversa ao pé do ouvido.

FISCALIZADOR

A rigor, o trabalho dele transcendia a função específica. Fiscalizava pontualidade de atletas em horários pré-determinados para treinos, viagens, café da manhã e refeições em hotéis, assim como exigia que vestissem roupas adequadas em concentrações.

Nos anos 70, ao flagrar o então lateral-esquerdo bugrino Miranda se apresentando à concentração com bermuda vermelha, imediatamente pediu que colocasse uma calça.

Nos tempos que sequer cogitavam nutricionistas em clubes, Maffia coordenava cardápios de refeições e exigia que cozinheiras os seguissem à risca, com integral apoio de líderes dos jogadores como o zagueiro Gomes e saudoso goleiro Neneca.

TREINADOR

Na passagem pelo Corinthians, Maffia chegou a ser treinador interino por aproximadamente seis meses, entre 1984-85, sempre deixando claro que não tinha intenção de prosseguir na função.

Com o peso da idade, goza de merecida aposentadoria. Nem por isso se distanciou totalmente do esporte. Participa ativamente de entidades ligadas ao meio em Jundiaí.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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