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29
ABR
Sorley, carreira encerrada aos 28 anos de idade

Aquele Sorley zagueiro clássico, bom no desarme, que sabia antecipar adversários, que por três anos passou pelo Guarani, já foi encarcerado em Curitiba em 2013, flagrado como integrante de quadrilha que importava ilegalmente cigarros do Paraguai.

Depois de frustrar o desejo de prosseguir no futebol na função de treinador, a ocupação profissional dele, hoje, é como empreiteiro de construção e venda de imóveis em Paranavaí, interior paranaense.

Sorley Murali Crudzinki, 43 anos de idade, até tinha inclinação para ser treinador, pela facilidade de absorver bons ensinamentos dos comandantes que trabalhou.

Nas entrevistas pós-jogo mostrava boa leitura. Era tão realista nas avaliações que, por vezes, sobravam críticas até para companheiros, que resultavam em situação constrangedora.

Pela facilidade de expressão, frequentemente era requisitado pelos repórteres, e os assuntos fluíam. A capacidade de argumentação também influenciava na postura como líder de grupo.

Se pelo menos tivesse oportunidade como treinador em clubes de menor expressão, seria testado sobre atualização no cargo, receptividade a críticas, persistência, e sobretudo sorte.

28 ANOS

A carreira de atleta foi interrompida aos 28 anos de idade por causa de seguidas contusões em joelhos, que resultam em cinco cirurgias, e impediram que tivesse sequências de jogos.

A queda de rendimento em campo foi sintomática após ter deixado o Guarani em 1999, passando por Vila Nova (GO), ABC potiguar, Bragantino e Portuguesa Santista em 2002.

Nos últimos quatro clubes, nem de longe lembrou a bem-sucedida carreira inicial, quando se transferiu do Coritiba para o Fluminense, passagem de empréstimo por pouco mais de seis meses pelo São Paulo, até que facilitassem a transferência para o Guarani em 1996.

Em Campinas, comandado pelo treinador José Luiz Carbone, formou dupla de zaga com Sangaletti, num time formado por Hiran; Sorley, Sangaletti e Júlio César; Germano, Valdeir, Cairo, Elso e Alexandre Gaúcho; Ailton e Marcelo Carioca.

Apesar da reconhecida capacidade técnica, havia restrição ao rendimento de Sorley no jogo aéreo, tido como vulnerável em decorrência da estatura de 1,81m de altura, já naquela época considerada inapropriada para zagueiros.

  • João da Teixeira
    04/05/2017 13:51

    Gozado, já vi o Sorley citar o Lima, como melhor parceiro que teve e não o Sangaletti, mas isso pode ter ocorrido porque não só envolvia o futebol, poderia ser também pelo relacionamento pessoal fora de campo. De qualquer jeito, foi uma boa zaga montada. pena que teve problema com o joelho. Com relação à pouca altura, poderia ser adaptado em outra posição.

  • LÉO - PR
    29/04/2017 14:25

    uma bela dupla de zaga SANGALETTI E SORLEY.

22
ABR
Bebeto Oliveira, jogador razoável e ótimo preparador físico

Bebeto de Oliveira, consagrado preparador físico aposentado, a maioria dos desportistas brasileiros conhece. O apenas volante Bebeto dos anos 60, com carreira de atleta na Ponte Preta e Ferroviária de Araraquara, só uma minoria conhece.

Pois o Bebeto atleta bem que tentou fazer carreira no Guarani, mas tudo não passou de estágio na categoria juvenil. A Ponte Preta deu-lhe abrigo, nela se profissionalizou, e foi identificado como esforçado volante.

Consciente que não era organizador de jogadas, Bebeto fazia o básico ao desarmar adversários e optar pelo passe curto. Apesar disso, de vez em quando se mandava ao ataque, e o pontepretano da velha guarda recorda o melhor jogo que realizou no clube ao marcar dois gols na vitória sobre o Paulista de Jundiaí, por 3 a 2, em Campinas, na década de 60.

PERDA DO TÍTULO

A torcida pontepretana ainda estava cabisbaixa com a perda do título de acesso à elite do futebol paulista correspondente à temporada de 64, na derrota em Campinas para a Portuguesa Santista, quando logo em seguida surgiu Bebeto, que na época não usava o sobrenome Oliveira.

A estreia dele foi em amistoso contra a Francana, que terminou empatado por 1 a 1, dia nove de maio de 1965. Rodrigues marcou para a Ponte e Gil à Francana.

O time da época? Dado; Wilson, Edson, Celso e Beto Falsete; Bebeto (Heitor) e Da Silva (Curvinho); Jairzinho, Rodrigues, Cristóvão e Zé Francisco.

MEIA-ARMADOR

Posteriormente Bebeto passou a jogar como meia-armador e começou a marcar uns golzinhos. Contra o Paulista, em Jundiaí, foi autor de dois gols na vitória por 3 a 1. Em Guaratinguetá, contra a extinta Esportiva, juntou-se a Capeloza e Cristóvão que marcaram para a Ponte na vitória por 3 a 2. Na repetição do placar diante do Taubaté marcou mais uma vez, a exemplo de Cido e Capeloza de pênalti. E o último gol com a camisa alvinegra foi diante do Bragantino, quando entrou no lugar de Hélio Burini, na ocasião o titular da camisa dez.

A temporada de 1966 não começou como Bebeto previa. Se ainda se alternava na meia com Hélio Burini, ficou sem chances com a chegada do meia-esquerda Joaquinzinho, na segunda quinzena de abril.

JOÃO LEAL NETO

Já não dava para Bebeto reassumir a função de volante com a vinda do então são-paulino João Leal Neto. Assim, com espaço encurtado na Ponte, se transferiu à Ferroviária de Araraquara, quando voltou a jogar de volante e formou dupla com o saudoso Bazzani.

Ele participou do time que retornou à Divisão Especial naquela temporada, que contava com o lateral-direito Baiano, ponteiro-direito Nicanor de Carvalho e centroavante Téia.

Bebeto ficou na Ferroviária até 1972, período em que cursou a faculdade de Educação Física em São Carlos, encerrou a carreira de atleta, e chegou a comandar uma equipe de basquete na cidade.

Depois passou a atuar como preparador físico em clubes de futebol, na maioria das vezes participando de comissões técnicas montada pelo treinador Cilinho.

Aos 75 anos de idade, Carlos Roberto Valente de Oliveira, o Bebeto, voltou a morar em Campinas.

  • João da Teixeira
    25/04/2017 09:02

    Bebeto ficou mais famoso como Preparador Físico do que jogador de futebol. Em sua época a Ponte tinha Capellozza, Rodrigues e Leal. Faltava habilidade, só com voluntariedade, naquela época, nenhum jogador resistia. Hoje em dia, a raça e a voluntariedade sobrepujou a falta de habilidade nos jogadores profissionais. Como sempre falo, a única posição que evoluiu tecnicamente foi a de goleiro, as demais posições só evoluíram taticamente. Ou seja, o futebol só evoluiu como equipe.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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