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Ziza aliou velocidade e habilidade no Guarani

Se no Juventus o ponteiro-esquerdo Ziza já encantava ao aliar velocidade e habilidade em meados da década de 70, foi no Guarani que o futebol dele se consolidou. Se antes a preocupação era levar a bola ao fundo de campo para o cruzamento à área adversária, na passagem por Campinas cortava a bola por dentro e a ajeitava para finalização com a perna direita, aproveitando a facilidade para o chute.

O estilo diferenciava dos antecessores Mingo e Darcy, valorizados porque pegavam forte na bola.

Se na estreia pelo Guarani, dia 26 de janeiro de 1975, Ziza viu seu time ficar no empate sem gols com a Portuguesa Santista, no Estádio Urbano Caldeira - Vila Belmiro -, já marcou gol na segunda partida, ao abrir o placar de 2 a 0 sobre o XV de Piracicaba, no Estádio Brinco de Ouro, em jogo válido pelo Torneio Laudo Natel.

Time bugrino da época, comandado pelo saudoso treinador Zé Duarte? Sérgio Gomes; Mauro Cabeção, Joãozinho, Amaral e Cláudio (Bezerra); Flamarion e Alexandre; Afrânio, Alfredo, Clayton (Volnei) e Ziza.

68 ANOS DE IDADE

José Lázaro Robles Júnior, apelidado de Ziza ainda na infância no bairro da Mooca, em São Paulo, em que nasceu, vai completar 68 anos de idade no dia 26 de abril. Ele é filho do saudoso meia Pinga, com carreira marcante no Vasco e Portuguesa, nos anos 50.

Em 1978, Ziza foi contratado pelo Atlético Mineiro, com retrospecto de 31 gols em 157 jogos. Em decorrência da boa fase esteve relacionado às Eliminatórias à Copa do Mundo de 1978, na Argentina, mas foi cortado pelo médico Lídio de Toledo.

Na temporada seguinte, emprestado do Botafogo (RJ), não ratificou aquilo que dele se esperava. Devolvido ao Galo mineiro, perdeu espaço e acabou na Inter de Limeira, onde atuou até 1984. Incontinenti, iniciou atividades de preparador físico e posteriormente como treinador, nos últimos 30 anos radicado no Oriente Médio, com passagens pela Arábia Saudita e Catar.

  • João da Teixeira
    19/03/2018 12:24

    Pois é, filho do célebre Pinga, deveria ser o Pinguinha. Seu pai Pinga jogou junto com seu irmão Arnaldo na Lusa, sendo esse fato o único na história do clube. Pinga jogou com Nininho na Lusa e com Sabará, ambos foram moradores do bairro que moro. Pinga foi para o Mundial da Suiça em 1954 com a seleção. Seu filho Ziza foi convocado para a seleção de 1978 na Argentina, mas foi barrado pelo médico Lídio Toledo. mora no Qatar há mais de 33 anos, onde é treinador. Brasil, só férias

11
MAR
Régis Pitbull, bom futebol e consumo de drogas

São incontáveis os exemplos de boleiros cuja carreira foi minada pelo uso de drogas. O de inigualável propagação foi do argentino Diego Armando Maradona em 1991, flagrado em exame antidoping quando atuava pelo Nápoli, da Itália.

Na realidade de Campinas, Régis Fernandes da Silva, o Régis Pitbull, ficou marcado como atacante de beirada de campo que partia com bola dominada sobre laterais, envolvia-os pelo gingado e dribles em progressão, e assim construía jogadas decisivas para consagrar centroavantes ‘matadores’.

Isso ocorreu com a camisa da Ponte Preta no período de 1997-99, quando fez companhia a jogadores como os meio-campistas Piá, Fabinho, Mineiro, Claudinho e Adrianinho.

No DVD produzido sobre seus lances capitais no futebol, Régis faz questão de enfatizar o jogo contra o Atlético Mineiro, quando ‘limpou a jogada’ e marcou o gol da vitória por 2 a 1 no Estádio do Mineirão, em 1999. “Foi o dia que apedrejaram o ônibus que conduzia a delegação da Ponte, mas não nos intimidamos”.

PORTUGAL

Régis chegou à Ponte Preta precedido de experiência no Marítimo de Portugal, futebol japonês e turco. Todavia, sua história na modalidade começou a ser manchada ao ser flagrado em exame antidoping com uso de maconha em 2001, quando jogava no Bahia.

Apesar disso, teve chances de recuperar a imagem no Corinthians e Vasco, sem contudo aproveitá-las, por deficiência técnica.

O contínuo consumo da erva maldita aplicou-lhe uma segunda lição, já na estrada volta do futebol, em 2008, na passagem pelo Rio Branco (MG). Outra vez o diagnóstico do exame antidoping acusou consumo da droga, e ainda assim teve chances de continuar no futebol.

CRACK

Incorrigível, apelou para o crack quando saiu do São Raimundo, do Amazonas, ao atravessar período depressivo. Foi quando amigos de Campinas optaram por interná-lo em clínica de reabilitação na cidade de Amparo, até que em 2012 a Ponte reabriu-lhe as portas para tratamento no joelho.

Todavia, a carreira já estava minada, e encerrada na Matonense em 2015. Assim, restou a confissão dele de estar liberto das drogas. “Já fiz muita besteira que prejudicaram a minha vida’.

Enquanto a reconstrói em outro ramo de atividade, aproveita os sábados para jogar futebol na várzea paulistana.

  • João da Teixeira
    12/03/2018 10:11

    Pit Bull, belo ponteiro que, de craque, o crack lhe consumiu, tornando se esse, o maior adversário que encontrou pela frente, a marcá-lo impiedosamente e deslealmente. Enfim hoje deve ganhar mais na várzea paulistana do que se fosse profissional em algum time da 2ª divisão do Paulista. Faltou alguém de poder sobre ele para orientá-lo, Conheço um monte de gente que tentou alinhar "galho torto novo", mas se o cidadão não tiver poder de comando sobre o "torto", fica difícil...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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