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SET
Agora faltam nove pontos para a Ponte Preta se livrar do rebaixamento

A trajetória do saudoso zagueiro Eraldo do Guarani é contada na coluna Cadê Você.

Ao empatar sem gols com o Oeste na noite deste sábado em Barueri, a Ponte Preta cumpriu a meta de somar ponto para rapidamente se livrar do rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série B.

Agora, com 36 pontos, o time precisa atingir mais nove pontos para que o objetivo de permanência na competição seja atingido.

Se é que havia reduzidíssima chance de a Ponte ainda sonhar com acesso, ela foi totalmente diluída neste empate.

De mais a mais, nem faz sentido um time com a pobreza técnica da Ponte Preta subir.

Há uma incrível dificuldade de se criar oportunidades de gols, e quando elas ocorrem não são aproveitadas.

DUAS CHANCES

A rigor, em ambas a Ponte fez jogadas de fundo de campo.

No primeiro tempo, quando o lateral-direito Igor Vinícius cruzou rasteiro, para trás, o atacante André Luís chutou a bola rente ao poste esquerdo.

Após o intervalo, na única vez que o lateral-esquerdo Danilo Barcelos chegou ao fundo de campo, cruzou, e o zagueiro Reginaldo não soube aproveitar a hesitação dos defensores adversários Joílson e Conrado e cabeceou a bola igualmente para fora.

O enredo da Ponte na partida se restringiu basicamente ao primeiro tempo, com avanços consecutivos de Igor pela direita, sem que tivesse marcação específica.

E quando a bola chegava aos pés de André Luís havia individualismo, num claro indício de desconfiança dele no jogo coletivo.

Supõem-se que tenha raciocinado arriscar as jogadas - mesmo com risco de perdê-las -, a tocar a bola e ver os outros perderem.

Acontece que tem recebido dupla vigilância dos adversários e raramente prosperam as suas tentativas.

JÚNIOR SANTOS E BARCELOS

Nem havia necessidade de se alternar jogadas de ambos os lados do campo.

Júnior Santos, escalado pelo setor esquerdo, não conseguiu dar sequência a um lance sequer.

Ora se enroscou na bola, ora foi desarmado facilmente.

E como previsto, também não contou com apoio de Barcelos, exceto nos minutos finais.

Considerando-se que o atacante centralizado Vitor Rangel tem destoado e sequer deveria ter sido escalado, resta, então, realçar o forte trabalho de marcação do meio de campo pontepretano, cujos volantes Paulinho e Nathan contaram com sucessivos recuos de Thiago Real.

Problema é que Real não é um meia contundente na chegada às proximidades da área adversária, e raramente finaliza. Por sinal, quando ficou livre quase na entrada da área, Rangel, de cabeça baixa, obviamente não o enxergou e deu um chutinho na bola, recuando-a ao goleiro Tadeu.

IVAN

Já o Oeste pouco criou. Quando Zé Love ocupou o espaço entre Reginaldo e Barcelos, provocou algum embaraço, principalmente ao exigir defesa do goleiro Ivan em chute rasteiro.

No segundo tempo o Oeste alçou bola quando se dispôs a atacar, enquanto a Ponte se ressentiu da falta de qualidade para infiltração em defesa fechada.

Como aparentemente o objetivo de permanência será atingido, compete aos dirigentes já traçarem o planejamento à próxima temporada, com análises criteriosas para que sejam evitados erros crassos em contratações.

  • Profeta da Tribo
    15/09/2018 23:51

    Já o Bugre, venceu na rodada, mas jogou mal. Irrita ver Louzer falando de evolução, quando já estamos com 75% do campeonato jogado. Era para o time já estar bem treinado, cada um sabendo o que fazer em campo. A esperança é que o novo lateral esquerdo mande bem e dê um salto de qualidade ao time. Aí, poderemos até sonhar com acesso. Mas está bem difícil. Tudo passa por uma vitória contra o CSA. E o Goiás? Pinta de campeão. Fortaleza? Pinta de cavalo paraguaio.

  • Barba
    15/09/2018 23:50

    Time inteiro é um lixo!

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14
SET
Ah se Chamusca e Louzer absorvessem ensinamentos de mestres do passado!

Rotineiramente tenho visitado o amigo Peri Chaib - ex-dirigente da Ponte Preta - no Estacionamento Maratona, centro de Campinas.

Ali sempre foi ponto de encontro de desportistas da velha guarda, alguns com vasto conhecimento de bola rolando e mumunhas de bastidores, em que é possível absorvê-los e praticá-los.

Ao longo da carreira que supera 40 anos de jornalismo, a convivência com excelência no comando técnico como Zé Duarte, Cilinho, Castilho, Dino Sani e Ênio Andrade me garante citar, sem arrogância, que deu pra aprender um pouquinho desse troço.

Na tentativa de corrigir a lentidão do zagueiro Júlio César, em início de carreira no Guarani, o saudoso Castilho o deslocou à função de volante por um período. “Vai se movimentar bem mais, e isso será bom para ele” profetizou.

CILINHO, DINO E ÊNIO

Em pleno dérbi, Cilinho ousou sacar o lateral-direito Nelsinho Baptista - hoje treinador -, e optou por dois pontas com a entrada de Vicente, deslocando Alan à meia-direita.

Dino ensinou o centroavante Chicão a bater na bola de primeira, e o reflexo foi extraordinário.

O também saudoso Ênio Andrade provou que apesar das limitações do elenco bugrino em meados dos anos 80, era possível melhorá-lo com ligações diretas bem planejadas para que o então ponteiro-direito Chiquinho Carioca fechasse em diagonal e tivesse ótimo aproveitamento nas jogadas.

O meia Neto começou a aprender a pegar bem na bola com treinos repetidos de cobranças de faltas ensinadas por Ênio.

CHAMUSCA

Assim, aquela treinadorzada unia a capacidade de organização de suas equipes à dádiva de extrair o máximo do grupo nos planos técnicos-táticos.

Isso contrasta com os atuais treinadores das equipes de Campinas, que ignoram o óbvio ululante.

Marcelo Chamusca da Ponte Preta, por exemplo, insiste com o irregular Danilo Barcelos na lateral-esquerda, na partida deste sábado contra o Oeste.

Oxalá Chamusca até possa rechaçar as críticas da coluna na hipótese de rendimento aceitável do jogador.

Todavia, em circunstâncias normais, tenho convicção que nenhum dos treinadores citados incorreriam no abuso de manter no time um jogador sem força para chegar ao ataque e com limitações para marcação.

LOUZER

Há vários jogos do Guarani tenho citado que a saída de bola da equipe com o lateral Kevin pela direita tem sido oportuna válvula de escape.

Todavia treinadores adversários - que estudam o estilo do Guarani - têm enfiado um atacante de beirada pelo lado esquerdo do campo, exatamente pra prender o lateral bugrino à marcação.

Pois foi citado ‘centas’ vezes que o treinador Umberto Louzer deveria orientar eficiente cobertura na lateral, para que Kevin tivesse irrestrita liberdade de apoio ao ataque.

Adiantou? Claro que não. Nem volante fixo em cada lado é premeditado. Eles se revezam de setor de forma contínua.

Propositalmente treinadores de equipes adversárias deixam espaço escancarado para que o lateral-esquerdo Pará avance com a bola.

O raciocínio lógico é que o jogador bugrino vai errar e o adversário recuperar a posse de bola para recomeçar as jogadas.

Pra não se aprofundar em outros detalhes debatidos de forma recorrente aqui, fixemos nesses.

Oxalá providências práticas sejam tomadas.

Parece certo que contra o CSA Louzer não vai titubear na escalação imediata de Romário no lugar de Pará.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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