18
JUN
Apesar do individualismo, é justo citar três jogadas de Neymar que poderiam ter decidido

Gente, graças ao bom Deus, no meu travesseio não tem espinhos.

Havia me juntado ao coro da maioria para críticas ao individualismo em circunstâncias desnecessária do atacante Neymar, da Seleção Brasileira, no empate com a Suíça. E não as retiro.

Todavia, por questão de justiça, é preciso que reconheçamos, igualmente, três jogadas fundamentais protagonizadas por ele que mudariam os olhos das pessoas casos fossem convertidas em gols.

Primeiro: bola ‘acuçarada’ para o volante Paulinho marcar gol, mas ela passou perto do poste esquerdo da meta adversária.

Segundo: cabeçada que exigiu reflexo do goleiro Sommer, devido à curta distância.

Terceiro: mesmo com um bolo de jogadores à sua frente, teve lucidez para vislumbrar o meia-atacante Phellipe Coutinho isolado na área, e serviu-lhe com passe precioso. Se a jogada fosse bem concluída, lembrariam do passe excepcional.

Nos tempos em que era treinador, Jair Picerni repetia a cada entrevista que ‘futebol é resultado’.

Se a Seleção Brasileira tivesse vencido, certamente Neymar não levaria ‘tanta’ paulada. Recomendariam, apenas, para evitar abuso de individualidade distante da área adversária, e para que se preocupe também com o conjunto.

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17
JUN
Seleção rende aquém do previsto, mas valorize o trabalho dos suíços

Por volta das cinco horas da tarde deste domingo, quando o árbitro mexicano César Ramos apitou o final do jogo em que Seleção Brasileira e Suíça empataram por 1 a 1, na estreia de ambos na Copa do Mundo, de certo deve ter caído a ficha pra muita gente.

Torcedor brasileiro havia se habituado com o show em campo de seu selecionado, inclusive com vitória em amistoso sobre a poderosa Alemanha. Logo, projetou que próximos adversários seriam amassados.

Torcedor também ficou com antiga impressão daquela Suíça que montava um ferrolho defensivo e jogava por uma bola. Na prática já não é isso que ocorre.

E a boleirada brasileira foi pro jogo dando ‘tapa’ na bola, com natural projeção de que só no toque envolveria o adversário.

NEYMAR

Imaginou a individualidade de Neymar como diferencial para persistência do clima de vitória.

Na prática, o estilo moroso que o Brasil colocou em prática facilitou o trabalho de destruição de jogadas dos suíços.

O esperto treinador adversário, Vladimir Petkovic, dobrou a marcação sobre Neymar para que não andasse em campo.

Apesar de perder a maioria das jogadas, Neymar ignorou o conjunto e abusou indevidamente da individualidade.

Assim, ao recuperar a posse de bola, a Suíça sabia valorizá-la sobremaneira.

BURACO NO MEIO DE CAMPO

E essa capacidade de trabalhar a bola dos suíços colocou em xeque a estrutura de marcação que o treinador Tite havia adotado no meio de campo, com apenas um volante especialista em marcação - caso de Casemiro - e a desobediência tática de Paulinho que só queria avançar, e demorava para a recomposição.

Assim, deixava buracos no setor, visto que Willian e Phellipe Coutinho - embora recuassem - não têm capacidade para desarme.

Ficou o recado ao treinador Tite que, em desenho tático com essa semelhança, o risco será maior contra adversários mais qualificados.

Além da advertência para que Paulinho só avance quando a situação permitir, será recomendável, a partir da segunda fase, que Renato Augusto reforce o setor, mesmo que isso implique em sacar Willian da equipe.

De prático no primeiro tempo brasileiro, apenas o golaço do meia-atacante Phellipe Coutinho, que colocou incrível efeito na batida da bola, aos 19 minutos.

GOL ILEGAL

Era de se esperar que após o intervalo, em desvantagem no placar, a Suíça fosse se expor ainda mais, e com isso empurrou o Brasil para o seu campo defensivo.

Com aquele volume de jogo, a Suíça chegou ao gol de empate logo aos cinco minutos, em cabeçada de Zuber, após cobrança de escanteio.

Falhou o árbitro mexicano ao validar o gol, visto que Zuber empurrou claramente o zagueiro Miranda.

Ao ceder o empate, o time brasileiro se enervou e chegou a ser dominado pela Suíça.

A entrada de Renato Augusto, no lugar de Paulinho, serviu para melhorar um pouco a marcação. E a pressão brasileira nos 15 minutos finais teve mais a ver com cansaço dos suíços, prejudicados também com alterações daqueles que entraram em campo.

Com maior volume de jogo, o Brasil criou chances para empatar em cabeçadas de Firmino e Neymar, e gol perdido por Phellipe Coutinho cara a cara com o goleiro Sommer.

SÉRVIA E COSTA RICA

Se é que serve de consolo ao torcedor brasileiro, Sérvia e Costa Rica - próximos adversários - são técnica e taticamente mais fracos comparativamente à Suíça.

Se alguém duvida, então responda se em ambas seleções há pelo menos um jogador cujo nível se assemelhe ao atacante palmeirense Keno, que sequer consta na relação dos 35 nomes de brasileiros enviados à Fifa.

Logo, na projeção natural, equipes como Palmeiras e Grêmio seriam favoritas em confrontos contra os próximos adversários brasileiros.

Isso indica a obrigação dos comandados do treinador Tite de vitória.

  • João da Teixeira
    18/06/2018 11:13

    Esquece esse lance de torcer para a Alemanha para ela não encontrar com o Brasil logo de cara. É natural torcermos para o time de menor expressão, o mais fraco contra um bicho papão, então, como eu disse, é ótimo ver o México socar a bota nos alemães, os islandeses dar trabalho para argentinos, assim como os argentinos adoraram empatarmos com os suíços. Hoje tem jogos que vamos torcer para os mais fracos de novo, Bélgica x Panamá e Inglaterra x Tunísia. E um água com açúcar.

  • João da Teixeira
    18/06/2018 11:12

    Quem diria que Keno, que já foi da Ponte Preta, seria um jogador selecionável, pelo menos é que o Ari está dizendo. Então, passou pelas Ponte e, digamos, que o esquema tático da Ponte não o privilegiou e nem privilegia nenhum atacante que chegar lá. Todos serão incinerados vivos, como se a Ponte fosse o time da Inquisição. Quem não sabe, a Inquisição era feita pela Igreja Católica, composta de tribunais que julgavam os que "opunham" à doutrina. A pena de morte era a fogueira.

  • Eugenio
    18/06/2018 10:59

    Queria ver o Tite ter a coragem de tirar o Neymarketing, pois ele foi o pior do time, nao jogou para a equipe, é um candidato a palhaço de circo, tira ele e poe o Fred.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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