06
DEC
Mazola Júnior e Fabrício Carioca são assuntos em debate

Vem aí o treinador Mazola Júnior para substituir Gilson Kleina, na Ponte Preta. E aí?

Confesso minha incompetência pra avaliação preliminar de Mazola Júnior. Logo, transfiro a atribuição a você.

Quando ao Guarani, fez muito bem a sua diretoria ao não atender às pretensões salariais do quarto-zagueiro Fabrício Carioca.

É mais um caso de jogador rigorosamente comum, apesar de ter recebido rasgados elogios por aí.

Parece que agora tem gente de olhos bem abertos no Departamento de Futebol do Guarani pra devida distinção das coisas. Ótimo assim.

Ainda não existem comentários.

05
DEC
Caro João da Teixeira: não somos exigentes; somos realistas

O parceiro João da Teixeira me fez refletir profundamente quando colocou que deveríamos ser menos exigentes na avaliação de jogadores, ou parar de ver futebol.

Meditei, meditei e concluí, João: não dá pra engolir jogador que, com bola dominada, em seu campo de defesa, simplesmente opta por se desfazer dela e chutá-la à linha lateral, com receio de perdê-la para adversário colado no cangote.

Brinquei em clubes de futebol amadores até meus 63 anos de idade, e juro pela alma de meu pai que jamais fiz isso. Sentiria-me envergonhado se mostrasse aos espectadores dos campos varzeanos que não teria condições de usar o corpo para proteger a bola diante da aproximação do adversário. Não dá pra girar e recuar essa bola pro goleiro?

PABLO E FERRON

Pasmem: o quarto-zagueiro Pablo, que chegou à Seleção Brasileira pelas mãos do treinador Tite, fez isso incontáveis vezes quando vestiu a camisa da Ponte Preta. Ferron, outro ex-pontepretano, tinha tremenda paúra de perder a bola nessas circunstâncias, e não hesitava em rolá-la à lateral, a exemplo daquilo que hoje faz Fabrício Carioca, no Guarani.

Sempre admirei o conceito do ex-treinador argentino Cesar Luiz Menotti de que o drible é dispensável aquém da intermediária adversária, mas não dispor na equipe de jogadores com capacidade de drible é atestado de incompetência para farejar boleiro neste estilo, no Brasil afora.

Claro que não cito os dribles convencionais em que o sujeito estica a bola e corre atrás dela. Cobro jogador que no balanço já deixa o adversário de ‘cata cavaco’. Aquele com capacidade de tocar a bola de um pé a outro, e assim enganar adversários.

FELIPE SARAIVA

Tenho pouco interlocutores para presencialmente discutir futebol, mas ainda na terça-feira comungamos da análise de que o atacante Felipe Saraiva, da Ponte Preta, é caso típico de jogador mal-acabado na transição dos juniores ao profissional.

Ele tinha o drible com a bola colada ao pé. Velocidade para o imprescindível arranque, e de repente sucumbiu. Por que?

Primeiro que não o corrigiram do inaceitável defeito de não saber finalizar, assim como melhorar a percepção para assistência a companheiros de ataque, visando complemento de jogada.

Depois não procuraram detectar motivos que o levaram a desmotivação. A falta de foco implicou em não convencimento nas raras oportunidades que teve durante o Campeonato Brasileiro da Série B.

Aí, meu caro João, não se trata de exigência. Quando surge um jogador para ser lapidado, falta competência no Departamento de Futebol para a execução.

Como sermos menos exigente se falta uma lupa pra enxergarem que o lateral-esquerdo Danilo Barcelos é jogador fraco, com rótulo apenas de pegar razoavelmente na bola?

Pois ele marca mal, não sabe driblar para limpar uma jogada, e são incontáveis os erros de passe dele. E tem gente que ainda o aplaude.

Bater palma para Nathan, Pará, Ferreira, Éverton Alemão, Philipe Maia, Marcão?

Não, João. Não dá.

Exceto algumas exceções no Guarani e Ponte Preta, você sabe que é plenamente possível montar time de igual condição técnica pela metade do preço. Logo, estão jogando dinheiro no ralo.

A rigor, precisam ralar por aí a procura de jovens com potencial bem escondidos neste Brasil afora. E não venha citar que todos indistintamente estão nas mãos de empresários do futebol.

Se profissionais de bom olho clínico procurarem tais promessas, de certo vão encontrar.

Tem que ser o ‘olho clínico’ com capacidade de projetar sequência de degraus que o jovem vai avançar.

  • marcio
    06/12/2018 18:02

    Ariovaldo Zanelli A oposição é xucra e sem recursos. Teríamos de ter parcerias. Sempre pensei na Red Bull, mas teríamos de derrubar o SC e sua patota de oportunistas que vivem da Ponte. Por isto escrevi aqui que o pior para a Ponte seria o melhor:série C. Aí sim, estes pilantras ficariam em uma situação insustentável. Saudades de meu tio Sérgio Rossi, por ele e pela Ponte. Falta alguém como ele : honesto, íntegro e não aceitava bandidagem

  • marcio
    06/12/2018 18:01

    Lá é tudo obscuro. Ninguém sabe, ninguém viu. Na vdd, todos sabem e todos viram.. Para provar, somente com estes patetas fora

  • mar
    06/12/2018 18:01

    Teixeira, tudo bem? As férias estão chegando da um tempo, vai viajar não é possivel que vc vai continuar!!! Voce praticamente virou o dono do Blog do Ari. Sem menosprezo, da uma folga para os leitores...... Jura! Que vai tirar férias ?

  • João da Teixeira
    06/12/2018 17:59

    Pena que o post saiu truncado, faltando parte do meu comentário sobre os meninos de antigamente e os atuais, onde tinhas muitas opções de atividades onde poderia gastar suas energias à vontade. As comidas de antigamente eram tão calóricas quanto as atuais e não se via tanta ociosidade e obesidade, muitas vezes até mórbida em crianças. Enfim, o celular ajudou as comunicações, e muito, em detrimento às atividades infantis e juvenis, infelizmente. Pagamos um preço caro e os pais...

  • João da Teixeira
    06/12/2018 17:59

    cont.Pagamos um preço alto e os pais tem culpa também nesse processo, não definindo horários para o uso do "capeta do celular" e socializar mais os filhos, não só na escola, mas no condomínio, academias, nos clubes sociais, que antigamente fazia esse papel e hoje estão abandonados e ociosos. Veja o Club Bonfim, que tem dificuldades de montar campeonato por falta de "quórum" e os 3 ou 4 times de futebol do clube tem que ser invariavelmente completados com jogadores do outro time

  • João da Teixeira
    06/12/2018 17:58

    "Hoje, entre 100 jogadores praticantes, se acha um e em 1.000, nenhum". Essa frase mostra bem aquilo que ocorre no futebol, na dificuldade de achar craques. Milhares praticando antigamente, a quantidade de sair bons jogadores eram bem maiores. Hoje "meia dúzia" praticando, concordam que sai infinitamente menos jogadores, sem contar que um jogador habilidoso acabava sendo o professor do outro e v.v. nas peladas. A era de ouro do nosso futebol, assustava a todos do mundo da bola

  • Carlos Agostinis
    06/12/2018 17:57

    Pois é Ari, eu afirmo que no Brasil continua dando jogador bom em árvore, porém o João explicou porque ninguém acha esses jogadores. Será mesmo culpa dos pais, acho que não. É culpa das mães isso. Para as mães antigamente que era um transtorno ficar correndo atrás de filhos nas ruas, era um desespero, já que a maioria não trabalhava fora. Um pai, ainda quer ver um filho bom de bola, mas ele não quer correr atrás. Quer que a mãe faça isso.

  • João da Teixeira 1
    06/12/2018 17:56

    A aplicação de multa em Campinas, ao invés de instruir os motoristas, revoltam os mesmos. Sentimos que são aplicadas com o intuito de arrecadar, uma verdadeira indústria das multas. Dizem até que os fiscais de trânsito da EMDEC saíam com metas de multas aplicadas a ser cumpridas no fim do dia. A Câmara de Campinas está nesse momento sabatinando o Secretário dos Transportes e Presidente da EMDEC, devido ele mesmo vir aplicado multas ao estar andando pela cidade cont.

  • João da Teixeira 2
    06/12/2018 17:56

    ...cont. Pois é, o MP denunciou o Presidente da EMDEC e Secretário dos Transportes de Campinas por aplicar multas ao sair por aí. Alega que é seu direito. Como se ele pudesse sair por aí, a paisana, como fiscal de trânsito e aplicando multas. Está certo que por corrupção e má administração a PMC está mal das pernas financeiramente, mas daí, ele sair por aí, aplicando multas, vai uma distância muito grande. O MP o denunciou o cara de pau. Afinal é Barreiro ou um Lamaçal?

  • Carlos Agostinis
    06/12/2018 17:55

    Com todo respeito as mães e pais, mas o corre do dia a dia, desanima as pessoas de levarem seus filhos pra uma escolinha de futebol. Uma vez que são pagas, e outra que ninguém quer deixar crianças nas ruas como antes. Então da-lhe o bichinho que o João falou. Para aqueles pais que jogam futebol e levam os filhos junto, ainda ha o exemplo. Mas e os que não vão.

  • Carlos Agostinis
    06/12/2018 17:54

    Eu sou do tempo, do seu Zé da vila pompeia, Do chacrinha da vila Perseu, onde foi descoberto o Gil Baiano, Do Zé binga do campos eliseos. E muitos outros, cadê esse tipo de cidadão, a 31 de março era um celeiro de jogadores bons, São Bernardo, Bonfim, não existem mais, ...infelizmente.

  • Profeta da Tribo
    06/12/2018 17:54

    Acho curioso quando AAPP e torcedores reclamam de não ter dinheiro. Ora, no Paulistão, sua cota só perde para os 4 grandes. Na Série B, é igual a de 18 participantes. Segundo diziam, AAPP é modelo de gestão. Então, qual é o problema? Tem muita gente abocanhando o dinheiro? Estão pagando a dívida ao SC? Ou falta competência? Ou a arrogância não os deixa enxergar os fatos?

  • Profeta da Tribo
    06/12/2018 17:53

    Quanto ao Bugre, a esperança de encontrar bons jogadores está no Fumagalli. Boa vontade ele tem. Resta saber o quanto entende de futebol fora das quatro linhas. Aposto que o Bugre vai surpreender e, mesmo sem parceria, fazer um bom Paulistão. Agora me incomoda o Bugre não ser capaz de formar, na base, um jogador do nível, pelo menos, de Maia, Pará ou Nem. Puxa, é pedir demais? Não estamos falando de craques, mas pelo menos de uns quebra-galhos para aguentar uma Série B.

  • TONY
    06/12/2018 17:52

    Saraiva, Neto Costa, João Vitor etcccc... Não dá mais!!!

  • João da Teixeira
    06/12/2018 09:31

    Volto a falar da minha teoria. A dificuldade cada vez maior de se achar jogador, passa necessariamente pelos telefones celulares do tipo smartphone, ipod e outros apetrechos de comunicação via internet a venda no mercado. Uma febre que os pais já dão de presente aos filhos na tenra idade. Tudo para escapar do trabalho que os mesmos dão nessa fase da idade de conhecimento e aprendizagem (dos 3 aos 7 anos) e depois de viciado no "capeta" , o uso vai até os 80 anos ou mais...cont

Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo