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JUN
Ponte aproveita ingenuidade do lateral Lenon pra ganhar do Cruzeiro com gol de pênalti

O jogo fraco entre Ponte Preta e Cruzeiro certamente teria o carimbo de empate sem gols não fosse a tremenda besteira cometida pelo lateral-direito Lenon do time mineiro, que ingenuamente empurrou o atacante pontepretano Lucca dentro da área, em lance que não levaria perigo aos 36 minutos do primeiro tempo.

O próprio Lucca cobrou o pênalti, converteu, e com o gol a Ponte Preta venceu a partida por 1 a 0 na noite desta quinta-feira no Estádio Moisés Lucarelli.

Jogo fraco porque afora o pênalti a Ponte Preta não criou uma oportunidade sequer de gol. Já o Cruzeiro, apesar de intensificar o volume de jogo no início do segundo tempo, exigiu apenas uma defesa difícil do goleiro pontepretano Aranha, em chute forte e com efeito do meia-atacante Élber.

A proposta inicial do Cruzeiro era marcar atrás da linha da bola, e a Ponte Preta não teve criatividade para furar o bloqueio.

Faltavam jogadas rápidas e combinadas pelos lados do campo. Sem contar com o apoio do lateral-esquerdo João Lucas, o atacante Lucas foi absorvido pela marcação por vezes dupla dos cruzeirenses.

Do lado direito, algumas incursões de Nino Paraíba não tiveram sequência, até porque Claudinho - atacante de beirada - só não ficou sumido do jogo porque se esforçou para ajudar na marcação.

CAJÁ E SHEIK

Se o meia Renato Cajá procurou se movimentar, o certo é que tecnicamente nem se longe lembrou a boa partida disputada contra o Santos.

Assim, a Ponte só conseguiu prender a bola no ataque devido à experiência de Emerson Sheik, que ‘malandramente’ soube cavar faltas, e com isso permitiu que o time ‘respirasse’.

Cabem, todavia, aplausos ao plano de marcação pontepretano, exceto o lateral-esquerdo João Lucas que andou espanando em vários lances.

Os volantes Bob e Élton coadjuvaram sobremaneira os atentos zagueiros Marllon e Rodrigo, e com isso o previsível time do Cruzeiro não criou situação de embaraço à defensiva pontepretana.

Um dos raros descuidos foi aos 15 minutos quando Élber ficou livre dentro da área, mas injustificadamente o bandeirinha João Luís de Albuquerque marcou impedimento.

SUBSTITUIÇÕES

Registra-se acerto do treinador Gilson Kleina, da Ponte, ao sacar Claudinho aos 13 minutos para planejar recomposição do meio de campo com a entrada de Jadson.

Se é certo que demorou para trocar o já cansado Lucca, tem-se que considerar, também, a falta de perspectiva com a entrada do atacante Lins. Cajá, igualmente, demorou pra sair.

As trocas de atacantes do Cruzeiro também não surtiram efeito, com as entradas de Sassá e Rafael Sóbis nos lugares de Rafael Marques e Abila.

  • João AAPP
    23/06/2017 02:22

    Todo o time está de parabéns pelo excelente resultado, talvez o Cruzeiro não estivesse numa grande noite, mas no momento o Cruzeiro é uma equipe extremamente qualificada, com um excelente treinador e com grandes jogadores. Acho que a Ponte tem que continuar sendo um time operário, vigoroso e empenhado, pois isso pode fazer a diferença. Nunca menosprezar nenhum adversário , pois jogar hoje contra o Corinthias pode ser tão dificil ou complicado quanto jogar contra o Avaí.

  • João da Teixeira
    22/06/2017 22:16

    Ficaram só na vontade... A mistaiada queria, queria, queria, mas ficou querendo. Não deu, vão dormir todos de saco cheio. Até porque a "velharada" mostrou serviço, Sheik, Marlon e até o Rodrigo resolveu jogar.. vão dormir mais cedo, vão? Deixa o sarau para nós. ...

  • João da Teixeira
    22/06/2017 22:16

    Qdo. aquele técnico, o Osório, veio para o São Paulo, com sua mania de canetas coloridas, lhe valeu um contrato com BIC. Será que a Ponte não melhoraria seu contrato com a PILOT, já que o Sheik distribuiu "canetas" de tudo que é jeito em cima dos jogadores cruzeirenses... Garoto propaganda ou Coroa propaganda?

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21
JUN
Por que a insistência com o irregular João Lucas no time da Ponte Preta?

O assunto é Ponte Preta, mas é necessário que se recorra a um exemplo no jogo em que o Oeste empatou com o Guarani sem gols, na terça-feira, como ilustração.

Treinador com coragem de sacar atleta mal no jogo, ainda no primeiro tempo, só merece aplausos. Ao tomar a atitude, claro está que ele sai em defesa de sua agremiação e descarta o paternalismo.

Pois agiu corretamente o treinador do Oeste, Roberto Cavalo, quando substituiu o lateral-esquerdo Ricardo aos 30 minutos do primeiro tempo, optando por Guilherme Romon como substituto.

Não cabe o argumento que Cavalo só mexeu porque Ricardo estava ‘amarelado’. Nessa circunstância, é praxe o ‘treineiro’ esperar o intervalo para tomar providência.

AVENIDA PERIGOSA

O certo é que Cavalo percebeu claramente que o lado esquerdo de sua defesa havia se transformado numa avenida perigosa, que exigia sucessivas coberturas do quarto-zagueiro Leandro Amaro. E antes do caldo engrossar de vez, não pensou duas vezes em mudar.

Por que esse preâmbulo? Simples. Pra mostrar que nos últimos três jogos o lateral-esquerdo João Lucas, da Ponte Preta, transformou o seu setor numa ‘avenidona’ bem convidativa para que adversários a explorem, e o treinador Gilson Kleina faz de conta que não vê, ou fica morrendo de dó de sacá-lo.

Se pelo menos João Lucas tivesse rendimento compensado ofensivamente seria permitido alguém fazer o contraponto.

O atleta está com incrível paúra para jogar. Desfaz-se de bola rapidinho, na maioria das vezes recuando-a para quarto-zagueiro ou volante que encostam como opção.

CORREÇÃO

A rigor, quando foi anunciado o interesse da Ponte pela contratação de João Lucas, a coluna registrou que era jogador com deficiência na marcação nos tempos de Novorizontino. Ao trazê-lo, de certo apostaram na correção desse quesito.

Evidente que nesse espaço também foi ressaltado a capacidade de João Lucas conduzir a bola ao ataque, e destemor para chegar ao fundo de campo.

Todavia, ultimamente ele não faz uma coisa e nem outra.

Oxalá possa começar a se redimir nesta quinta-feira, por ocasião do jogo da Ponte Preta contra o Cruzeiro, em Campinas.

O correto, mesmo, seria nem ser escalado. Será que o reserva Fernandinho sequer está dando pro gasto?

  • João da Teixeira
    22/06/2017 10:09

    Deve pensar, uma coisa ser lateral no Novorizontino, num campeonato Paulista, outra é eu jogar na serie A do Brasileiro pela Ponte. Um pouco é por conta do receio de cometer algo que o deixe marcado, prejudicando o time. Entra pisando em ovos. Mas cabe a ele mesmo, João Lucas, perder essa paúra e começar a ver que Seria A do Brasileiro e A1 do Paulista, não difere muito. Tem que mostrar o futebol que o trouxe para a Ponte. Vencer o receio, eis a questão.

  • João da Teixeira
    22/06/2017 10:08

    E o Saint Paul? Que hoje já virou um Sum Paulo. E aí? É o Ceni que derrubará o São Paulo ou é o São Paulo que derrubará o Ceni? A terceira opção é os jogadores querendo derrubar ambos. O fato é que se a coisa está pegando, ou dá o antídoto ou o São Paulo que sofrerá as consequências. Foi dito que o São Paulo era muito grande para o Ceni, "muita areia para o seu caminhãozinho", portanto se os dirigentes estão com medo de mexer com Ceni, por causa da torcida, a torcida não!

  • Rodrigo U.
    21/06/2017 23:54

    A lateral esquerda está deficiente desde o início do ano, mas discordo sobre sacar o João Lucas. Além do fato de ter recebido poucas oportunidades, comparado com o Arthur ele não compromete nos jogos e mantendo a mesma escalação tende a favorecer o crescimento técnico dos jogadores. Após novas oportunidades, caso isso não aconteça, então sim vale a pena pensar em outro nome. Basta lembrar que o Clayson recebeu centenas de oportunidades até começar a render alguma coisa.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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