13
AGO
No novo empate sem gols, Ponte foi pior de que nos jogos contra Vasco e Flu

Simplesmente partida horrorosa da Ponte Preta na tarde deste domingo em Recife. Foi ataque contra defesa, com o time campineiro encolhidíssimo em seu campo tentando evitar o gol do Sport. Portanto, só cabe agradecer aos céus por ter sustentado o terceiro empate consecutivo sem gols.

O que foi ruim diante de Vasco e Fluminense conseguiram piorar contra o Sport. Por sorte, para os pontepretano, o adversário tocou a bola lentamente, a rodou até excessivamente sem capacidade de penetração, e aí méritos à Ponte que pelo menos soube se defender.

A rigor, a única chance real de gol da Ponte foi no primeiro minuto de jogo, quando o adversário, ainda ‘sonolento’, permitiu infiltração do atacante Lucca, que chutou a bola no corpo do goleiro Magrão, que saiu da meta fechando o ângulo.

Se o empate serve para a Ponte chegar a 24 pontos na classificação do Campeonato Brasileiro, também adia decisões que se caracterizam como inadiáveis no Departamento de Futebol, que é uma chacoalhada na comissão técnica e até gerência, visto que o acúmulo de erros implicou na montagem de um elenco que provoca a incerteza de sustentação no campeonato até a última rodada.

MARANHÃO

É inadmissível erro crasso do treinador Gilson Kleina ao escalar o atacante Maranhão, precedido de duas atuações horríveis.

Certamente até desatentos torcedores pontepretanos desaprovariam a escalação do jogador, porém o treinador contraria o óbvio, o que resulta em substituição obrigatória no intervalo.

Já não se tolera mais tantas chances ao meia Léo Artur, que se vale de um ou outro passe consistente, contrastando com as dezenas de desperdício. Não tem bola pra vestir a camisa da Ponte Preta.

A rigor, não bastassem as limitações da equipe, os jogadores perderam a confiança e cometem erros primários.

O que a Ponte voltou a errar de passes não está no gibi. Boleiro tenta driblar e perde a bola de forma bisonha. Raramente se vê a troca de mais de três passes e a jogada é perdida.

Assim, sem articulação do meio de campo para qualificar a chegada da bola ao ataque, e posturas questionáveis dos laterais Jefferson e Danilo Barcelos quando atacam, sacrificam o atacante Lucca, para que dê lucidez às jogadas.

Do jeito que as coisas andam, se continuarem fechando os olhos para a realidade, só o acaso pode implicar em retomada da situação, de forma que a equipe não corra risco de rebaixamento à Série B.

PRESSÃO

É natural que quando o adversário propõe o jogo - como foi o caso do Sport - a pressão seja inevitável. O problema é que a Ponte perdeu a capacidade de ficar com a bola, que, retomada facilmente pelo adversário, pode criar situação embaraçosa caso conte com jogadores rápidos e de infiltração.

A Ponte conseguiu sustentar o empate porque um jogador de seu time consertou erro de outro.

Quando Aranha saiu da área e chutou fraco a bola, o cruzamento feito incontinenti pelo Sport encontrou o atacante André, que escorou de cabeça para o gol, sem goleiro, mas o zagueiro Rodrigo salvou.

Na única falha do zagueiro Luan Peres, que rebateu mal a bola, o chute de André teria endereço certo não fosse difícil defesa praticada por Aranha.

Além desses lances agudos, a Ponte foi beneficiada pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden (RS), que aos 25 minutos do primeiro tempo deixou de marcar pênalti claríssimo em lance que o volante Naldo colocou a mão na bola dentro da área.

  • Paulo Sergio
    15/08/2017 09:27

    Leo Gamalho faz muitos gols de cabeça devido sua estatura, o cara é muito alto.

  • EDILSON
    15/08/2017 09:26

    PARTIDA E FUTEBOL SOFRIVEL DA PONTE. TIME SEM RAÇA, SEM SANGUE NOS OLHOS. MARANHÃO NÃO ESTÁ NEM AI SE O TIME GANHA OU PERDE, É UM ZERO A ESQUERDA. KLEINA MUITO PASSIVO, NÃO SABE TIRAR MAIS FORÇA DOS JOGADORES. PREOCUPANETE A SITUAÇÃO DA PONTE,

  • João da Teixeira
    15/08/2017 09:25

    Ponte? Que Ponte? ... Literalmente estão passando por cima dela, todos, indistintamente... Só isso Ari!

  • serjao
    15/08/2017 09:25

    Ari, nota zero para seu comentario. Nao dá para comparar um jogo em casa com um jogo fora.

  • Eric AAPP
    14/08/2017 22:57

    Lamentável mesmo esse futebol medroso que Gilson Kleina está implantando quando joga fora de casa, e com rendimento pífio. Em casa pelo menos joga pra frente, mesmo que sem muita eficiência. Quanto a insistir com Maranhão, Léo Arthur, Naldo, Jadson, ele tenta fazer o que chama de "recuperar jogador", mas pra isso tem limite, e já deu. Se não ganhar ao menos 4 pontos contra Botafogo e Galo, a chapa vai esquentar pra ele.

  • Paulo Sergio
    14/08/2017 22:56

    Quando a Ponte GOLEOU o Sport em Campinas por 4 x 0 teve pessoas que disseram aqui: "Ah, o Sport veio desfigurado sem 5 titulares inclusive D. Souza" Pois é, ontem a Ponte é que foi lá desfigurada inclusive sem Sheik e eles mesmo completíssimos e jogando em casa não ganharam!! engraçado, né?

  • DE ARI - COMUNICADO
    14/08/2017 19:53

    Em de decorrência de problema técnico o BLOG ficou fora do ar pelo menos até o começo da tarde desta segunda-feira. Por isso, a postagem produzida no domingo passa a ter validade até o final da tarde de terça-feira. Obrigado pela compreensão

  • Moacir
    14/08/2017 19:49

    Partida soberba da Ponte. Destaque para o trio NMJ. Naldo evoluindo muito: antes errava passe de 5 m, agora já erra de 3 m. Maranhão, inteligentíssimo, joga sem a bola. Domingo jogou 100% do tempo sem a bola! Jadson é o mais regular e polivalente do Brasil. Joga o mesmo pelo meio, aberto, na marcaçao ou no apoio. E Kleina é pura criatividade e energia. Só um time joga mais que a Ponte hoje: o Atlético Goianiense! Mas estamos na perseguição

« Anterior : 1 [ 2 ] : Próxima »
12
AGO
Que vergonha, Mogi Mirim: WO; que despencada hein Guarani: 8ª colocação

Ainda cabe rescaldo sobre a participação do Guarani no Campeonato Brasileiro da Série B, com queda para a oitava colocação após a realização da primeira rodada do segundo turno, mas permitam-me lamentar o ‘estado de coisas’ no Mogi Mirim, integrante da Série C, que no maior estilo varzeano deu WO no jogo que faria contra o Ypiranga, na condição de mandante.

Se na várzea abnegados correm de porta em porta para colocar onze jogadores em campo, no Mogi Mirim os cartolas ignoraram a ameaça da boleirada de boicotar o jogo por causa de atraso de salários, que, segundo informam, já teria chegado a sete meses.

Alô cartolada do Mogi: outrora famintos repetiam a exaustão um dito de mil, novecentos e bolinha, que ‘meio-dia, macaco assobia (assovia); panela no fogo, barriga vazia’. Ou então, ‘saco vazio não para em pé’.

Quando se abusa de atraso, não há outra alternativa pra boleirada se não pressionar.

Uma pena! Quem já viu aquele Mogi pujante dos tempos do saudoso presidente Wilson de Barros custa a acreditar que o clube corre risco de fechar as portas.

OITAVO LUGAR

Quanto ao Guarani, foi dando sopa para o azar e da liderança - rodadas atrás - despencou para a oitava colocação no complemento da 20ª rodada, após derrota para o Brasil de Pelotas por 1 a 0.

Agora é o tal de copo meio cheio, meio vazio. Se olhar pra cima vai constatar o Ceará fechando o G4 com 34 pontos, seis a mais de que ele, Guarani.

Se inclinar os olhos pra baixo, vai observar que a distância para o Z4 diminuiu para cinco pontos, considerando que o Luverdense vem reagindo e dá sinais de que vai escapar da degola.

Consola a comissão técnica bugrina que só há agendamento de jogo no próximo sábado, tempo suficiente para recuperação de lesionados, que certamente darão a necessária oxigenada na equipe diante do irregular Santa Cruz.

Ainda não existem comentários.

Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo