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23
MAI
Adeus ao talentoso meia Eli Carlos

Time do Comercial; Eli, em pé
Time do Comercial; Eli, em pé

Ainda com idade de atleta infantil, Eli Carlos já integrava o time amador adulto do Comercial da Vila Teixeira, em Campinas.

Como já se destacava, foi levado ao juvenil do Guarani em meados da década de 70, e ali começava trajetória vitoriosa.

Morreu Eli Carlos
Morreu Eli Carlos

Pois esse Eli jogador, treinador, supervisor e radialista morreu na manhã deste 22 de maio, um mês depois de completar 66 anos de idade.

Aí, enquanto Guarani e Cruzeiro foram protocolares no envio de sentimentos à família, a direção do Flamengo extrapolou com citação de que 'lamenta profundamente a morte', quando de certo a maioria de seus dirigentes sequer constatou a passagem de Eli Carlos pelo clube em 1978, quando atuou ao lado do goleiro Raul, lateral Júnior, meio-campistas Carpeggiani, Adílio e Zico, e atacante Tita.

Um ano antes ele atravessou fase áurea no Cruzeiro, coroada com título estadual e artilharia da competição: 17 gols. Foi quando reencontrou o saudoso volante Flamarion, seu companheiro dos tempos de Guarani.

HABILIDADE

Na passagem pelo Coritiba em 1975, Eli já havia sido fixado como ponta-de-lança, mas no início de carreira, no Guarani, atuava como meia-armador, quando mostrava habilidade na condução da bola, lucidez para vislumbrar atacantes em condições para concluir jogadas, ou ele mesmo no enfrentamento a goleiros adversários.

À época juntava-se a recém-promovidos da base como o saudoso meia Washington, centroavante Clayton, volante Ednaldo e lateral-direito Wilson Campos.

A exemplo da maioria dos boleiros de seu tempo, houve queda de rendimento do futebol, que resultou em passagens por pequenos clubes. O último deles foi o Palmeirinha de São João da Boa Vista.

AUXILIAR-TÉCNICO

Com Beto Zini na presidência do Guarani em 1988, Eli voltou ao velho ninho na condição de auxiliar-técnico de Carbone, chegou a substitui-lo posteriormente, e ainda treinou Uberlândia e Francana.

Na prática se revelou melhor como supervisor e adjunto de empresários de futebol.

Apesar disso, sentiu-se mais confortado com microfones nas mãos, ao atuar como comentarista da Rádio Bandeirantes-Campinas.

Por Ariovaldo Izac

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17
MAI
Tosin, volante do Guarani dos anos 80, foi descoberta do saudoso técnico Pupo Gimenez

Volante Tosin
Volante Tosin

Saudoso treinador Pupo Gimezes, que trabalhou nas categorias de base do Guarani na década de 80, tinha 'olho clínico' pra projetar futuras revelações ao clube, e trouxe de Marília o volante Paulo César Tosin.

Pois mais uma vez Pupo acertou em cheio, já que Tosin colocou duas faixas de campeão pelo selecionado brasileiro sub20 em 1985.

Primeiro no Campeonato Sul-Americano disputado no Paraguai, com Jair Pereira como treinador; depois no Campeonato Mundial da categoria disputado em Moscou, na extinta União Soviética, com vitória sobre a Espanha por 1 a 0, na prorrogação.

Na ocasião, também começava a surgir para o futebol o centroavante Romário, do Vasco, integrante do elenco.

Daquele grupo comandado pelo treinador Gílson Nunes, participaram, entre outros, o goleiro Taffarel (ex-Inter (RS), zagueiro Henrique (ex-zagueiro do Corinthians), atacante e meia Muller e Silas respectivamente (ex-São Paulo), meia Neto e saudoso centroavante Gérson (ex-Guarani).

Além da capacidade de desarme, baseada no senso das chamadas antecipações, Tosin sabia passar a bola corretamente, e por isso foi absoluto na posição no time bugrino no quadriênio a partir de 1985.

DOIS VICES

Quando dos vices-campeonatos conquistados pelo Guarani no Brasileiro de 1986 e Paulista de 1988, ele atuou com regularidade e despertou interesse de outros clubes.

Todavia, apenas na temporada seguinte transferiu-se por empréstimo ao Corinthians, em troca que envolveu a vinda a Campinas do atacante Marcos Roberto, que depois quebraria a perna em uma dividida com o zagueiro botafoguense Wilson Gottardo.

Como o Corintians já dispunha dos volantes Márcio, Wilson Mano e Gilberto Costa, Tosin não encontrou espaço para se firmar como titular, e por isso participou de apenas nove partidas.

Apesar disso, o prestígio continuou inabalável e foi contratado pelo Vasco.

ESTRADA DA VOLTA

Só que no Rio de Janeiro igualmente o seu futebol não engrenou, e a partir daí experimentou a estrada da volta no futebol, com passagens por Vila Nova (GO), Atlético Goianiense, Sãocarlense, Chapecoense (SC), Francana e Marília até 2002.

Tosin completou 54 anos de idade no dia 16 de abril passado, e ainda está ligado ao futebol como professor de escolinha.

  • João da Teixeira 1
    24/05/2020 14:45

    Benê foi craque mesmo, estava naquele time do São Paulo naquele primeiro jogo que assisti no Brinco, jogava muito, mas o Didi jogava tanto quanto e o "bairrismo" imperava mais naquela época, era uma briga desgraçada entre Rio e S.Paulo. Se não me engano em 62, Benê já jogava pelo tricolor e foi convocado entre os 48, mas foi cortado entre os 22 que foram e só jogadores de S.Paulo e do Rio. Pois é, Benê foi convocado, mas já jogava pelo S.Paulo. O primeiro time do interior, ...

  • João da Teixeira 2
    24/05/2020 14:43

    ... primeiro time do interior a ceder jogador para a seleção, foi a Gloriosa, se não me engano, o Ari poderá confirmar nos seus anais. O "bairismo" era uma sacanagem e os cariocas seriam piores, se não houvesse o Mal da Vitória Paulo Machado de Carvalho, dono da TV Record, Canal 7 SP, na época. Ele segurava o rojão, se não só dava o Rio. Só depois de criado o Brasileiro, é que começaram a aparecer jogadores de times de outros Estados, ou seja, serem vistos. Cruzeiro, Inter etc

  • LÉO - PR
    18/05/2020 15:56

    foi um volante até razoável mais não fazia gol nem por misericórdia kkk

  • DE ARI PARA LUIZ OTTO
    18/05/2020 00:08

    Prezado Luiz Otto Heimpel, Benê morreu há 19 anos, em Jundiaí, onde residia. Foi, de fato, uma lenda do futebol campineiro até meados da década de 60. Depois brilhou no São Paulo

  • Luiz Otto Heimpel
    18/05/2020 00:05

    Boa lembrança,foi um bom jogador.Gostaria de saber o que aconteceu com o craque Benê .Espetácular meia esquerda que nos deu grandes alegrias.Só não teve um brilho ainda maior,quando na copa de 1962,foi preterido por Didi numa" cariocada"pois na época Bene estava em muito melhores condições. Benê foi um craque.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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