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09
JUL
Saudoso Paulo Davolli, do Guarani para o Santos

Quando o Guarani capengava no Campeonato Paulista de 1966, Ady Zakia se desligou do comando técnico, e ao substitui-lo interinamente na função, Dorival Geraldo dos Santos mostrou arrojo ao fixar o então garoto Paulo, dos juvenis, 19 anos de idade - já falecido -, na zaga central, no lugar de Cidinho.

Naquela estreia, Paulo pôde comemorar vitória reabilitadora do Guarani diante da Portuguesa Santista por 2 a 0, dia dez de outubro, no Estádio Brinco de Ouro, pelo Campeonato Paulista.

Time bugrino da época? Dimas; Deleu, Paulo, Eraldo e Diogo; Bidon e Américo Murolo; Joãozinho, Nelsinho, Osvaldo e Carlinhos.

Clodoaldo jogou ao lado de Paulo Davoli
Clodoaldo jogou ao lado de Paulo Davoli
Três rodadas depois, o companheiro de zaga de Paulo passou a ser Tarciso. E isso foi repetido até o final da competição, quando o Guarani escapou do rebaixamento na última rodada, com vitória sobre o Noroeste por 3 a 1. Foi uma partida extra no Estádio do Pacaembu, dia 22 de dezembro daquela temporada.

Portanto, Dorival Geraldo dos Santos bancou Paulo como titularíssimo nos 14 jogos subsequentes após a estreia.

SANTOS

Em 1969, o Santos tratou de contratá-lo, ao constatar nele raça e técnica. Se no alto era quase imbatível, no chão prevalecia o bom posicionamento para antecipação e desarme. E quando saía limpo das jogadas, passava a bola corretamente.

No Peixe, após período na reserva, se firmou como titular em meados da década de 70. Na época, boleiros eram identificados basicamente pelo prenome.

Para se diferenciar de homônimos, diziam Paulo zagueiro do Santos. Identificação como Paulo Davolli apenas quando abandonou o futebol no São José, equipe do Vale do Paraíba, cidade em que se transformou em próspero empresário.

No Santos atuou num time formado por Cejas; Orlando Lelé, Paulo, Oberdã e Zé Carlos; Clodoaldo e Afonsinho; Edu Jonas, Alcindo, Pelé e Ferreira.

ORLANDO LELÉ

Daquele time, o lateral Orlando Lelé morreu há 18 anos, castigado nos últimos meses de vida por embolia pulmonar, quando já havia perdido movimentos do corpo do pescoço para baixo? Ele ficou tetraplégico após queda no banho. Sentiu tontura e, ao cair, bateu a cabeça no chão.

Nascido em Mogi Mirim (SP), Paulo Davoli havia completado 58 anos de idade em janeiro de 2007, quando foi castigado por um tumor maligno no intestino. A morte foi anunciada três meses depois.

  • CARLAO
    27/07/2017 15:56

    Arí, o resultado do jogo em que Waldir Perez defendeu 3 penalidades foi 2 x 1 para o Guarani. Ricardo Rocha e Edmar nos acrescimos fizeram os gols. Bebeto (1) e Marquinho (2) erraram as penalidades. Jogo realizado em 11/04/1985 no Maracanã.

  • João da Teixeira
    10/07/2017 10:40

    A Portuguesa Santista havia acabado de subir para a Divisão Especial oriunda da 1ª Divisão do Paulista (hoje 2ª Divisão), justamente contra a Ponte, naquele jogo fatídico no Majestoso, já que o empate era nosso. A Portuguesa veio a Campinas reabilitar o bugre, que tinha um ataque considerável, com Américo Murolo, Joãozinho, Nelsinho e Babá, tanto que Nelsinho e Babá foram para o São Paulo.

02
JUL
Abel, antigo ponteiro da Ponte, trabalha como treinador

Quem viu o ponteiro-esquerdo Abel de Souza Ribeiro jogar com a camisa da Ponte Preta, no biênio 1981-82, e concomitantemente ouviu entrevistas dele naquele período, a percepção lógica foi de um boleiro desligado, pois ora fazia salseiro em cima de laterais, ora sumia do jogo. O conteúdo das falas nada indicava espírito de liderança. Logo, quando se constata que a carreira dele como treinador já passa de 20 anos, a surpresa é geral.

Em 1979, Abel se transferiu do Grêmio Maringá - interior do Paraná - para a Ponte Preta, mas não havia espaço na posição, pois o elenco contava João Paulo e Tuta, que se recuperava de sérias lesões no joelho. Por isso ele foi repassado por empréstimo ao Bahia.

Abel começou de fato a sua trajetória na Ponte Preta no dia 5 de junho de 1980, no empate sem gols com o Palmeiras, em Campinas. O time daquela ocasião? Robson; Rudney, Juninho, Nenê Santana e Odirlei; Zé Mário (Barrinha), Osvaldo e Dicá; Serginho, Paulinho e Abel (Humberto).

Com dificuldades iniciais de adaptação, Abel não se firmou como titular após chance dada pelo saudoso treinador Zé Duarte. Jair Picerni, que o substituiu, optou por deslocar o ponteiro Serginho da direita à esquerda, culminando com a fixação de Luiz Sílvio na outra extremidade.

POUCOS GOLS

Só após dois meses na reserva Abel recuperou a posição, mas tinha incrível dificuldade para marcar gols. Por isso foi muito festejado quando marcou dois na goleada pontepretana sobre o Corinthians por 3 a 0, no Estádio do Morumbi.

Na passagem pela Ponte Preta, Abel era sempre candidato a substituições no segundo tempo. Frequentemente cedia lugar para o meio-campista Humberto, ou quando o time precisava de força ofensiva entravam, em períodos diferentes, Bebeto, Delano e Zezinho.

Com a chegada do treinador Dudu, substituindo Dino Sani, o meia Ângelo passou a ser o preferido com a camisa onze, e na ausência dele o escolhido era o também meia Paulo César.

TREINADOR

Entre outros clubes, Abel jogou ainda no Atlético Paranaense e Figueirense, onde encerrou a carreira em 1990. Cinco anos depois, no mesmo clube catarinense, iniciou a trajetória como treinador, com repasse em 15 clubes basicamente da região Sul do país. Seu trabalho recebe elogios da imprensa esportiva catarinense nas passagens, ainda, por Criciúma e Joinville.

Atualmente, com 59 anos de idade, trabalha no Glória (RS).

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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