22
ABR
​Palmeiras pressionou, mas Ponte resistiu e perdeu apenas por 1 a 0

O pré-desenho do jogo da noite deste sábado no Parque Antártica (Allianz Arena) se confirmou na prática: pressão total do Palmeiras sobre a Ponte Preta, que por fim resultou apenas na vitória magra por 1 a 0, placar que coloca os pontepretanos na final do Campeonato Paulista pela quinta vez.

Se o Verdão precisava de quatro gols de diferença ou três gols para prolongar a definição através de cobranças de pênaltis, naturalmente não tinha outra coisa a fazer senão a intensidade.

A surpresa do treinador palmeirense Eduardo Baptista foi a montagem do time com três zagueiros, deslocando o volante Felipe Melo para aniquilar com a velocidade do atacante Potkker quando puxava o contra-ataque. Assim, os laterais Jean e Egidyo foram liberados para atacar.

Como a defesa pontepretana abusava de chutões, os volantes Élton e Jadson não conseguiam fazer articulações, e os atacantes Clayson e Lucca não davam prosseguimento nas raras vezes em que eram acionados durante o primeiro tempo, a bola não parava no ataque.

DUDU

Ao retomá-la, o Palmeiras voltava a pressionar, porém sem o homem de penetração, visto que mais uma vez o atacante Dudu não teve rendimento satisfatório.

Assim, as principais jogadas ofensivas do Verdão foram através de bola alçada a partir do prolongamento da grande área.

Aí o treinador Baptista comete erro crasso de conceito na distribuição de sua equipe em campo: não trabalha a jogada rente a linha de fundo, cujo cruzamento visa o atacante de frente para a bola, e provoca terrível dificuldade aos zagueiros.

Com a Ponte Preta desfalcada do improvisado Reinaldo por suspensão, e ainda sem o lateral Nino Paraíba e o meia Renato Cajá, irremediavelmente teve que se defender.

O treinador pontepretano Gilson Kleina posicionou o time adequadamente para marcar atrás da linha da bola, com sucessivos recuos de Clayson e Lucca.

O problema é que a Ponte carecia do homem para valorizar a posse de bola após rebote defensivo, visto que tanto Élton como Jadson se precipitavam e erravam no passe.

E sem saída de bola pelos lados, cobrava-se desdobramento dos atacantes para valorizar a bola nas raras vezes em que eram acionados. Todavia isso não aconteceu durante o primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

No segundo tempo, pelo menos a Ponte trabalhou mais a bola a partir de seu campo defensivo, e com isso conseguiu dar uma respirada, embora a intensidade do Palmeiras fosse mantida.

Como o tempo passava, o Palmeiras brigava contra o relógio, se irritava com as dificuldades para penetração, e insistia em alçar bola à área pontepretana, exigindo atenção redobrada dos zagueiros Marllon e Yago, além de precisas saídas do goleiro Aranha.

De tanto insistir nessas jogadas, paradoxalmente numa das raras falhas do goleiro Aranha, após cobrança de escanteio, Felipe Melo marcou o gol palmeirense aos 37 minutos do segundo tempo.

A falha foi compensada com defesas em finalizações de Guerra e Keno.

Embora pressionada, por duas vezes a Ponte teve chance de empatar, ambas com Potkker. Na primeira a bola passou rente a trave. Na segunda, foi desarmado pelo goleiro Fernando Prass quando tentou driblá-lo após arrancar com a bola antes do meio de campo.

ARBITRAGEM

Tem-se que obrigatoriamente elogiar a segura arbitragem de Raphael Clauss, que não caiu na catimba do Palmeiras na tentativa de cavar dois pênaltis, e anulou corretamente gol de Dudu em posição de impedimento.

Disciplinarmente ele foi implacável ao mostrar cartão amarelo para Felipe Melo logo aos quatro minutos, como também ‘amarelou’ Dudu que queria apitar o jogo.

  • RMaia
    23/04/2017 10:18

    Tio Lei, assim como em toda profissão, tem gente que é comentarista profissional e gente que se passa por comentarista profissional, tem comentaristas que falam aquilo que a torcida quer ouvir e tem aqueles que comentam aquilo que acontece em campo. Especificamente esse comentarista, que já foi presidente da ACEESP, concorreu e venceu uma premiação da própria ACEESP por um blog que ninguém, ou muito poucos sequer ouviram falar e que diz tratar de futebol do interior paulista.

  • RMaia
    23/04/2017 10:17

    Ontem só de renda o Palmeiras faturou uns 2 milhões, esse valor é a folha de pagamento de um mês da Ponte e de um semestre do Guarani. Fica aí a dica pros dirigentes dos clubes de Campinas de que com bons espetáculos, organização e times competitivos mesmo com ingressos mais caros é possível lotar estádio, que o futebol é sustentável e não depende exclusivamente de soluções milagrosas para chamar a torcida ao estádio.

  • TIO LEI
    23/04/2017 00:18

    KKKKKKKK...Agora, que comentarista PARCIAL, esse que foi enviado pelo Premiere, heim? O homem enxergava penalty de tudo quanto foi jeito, lances normais ele alegava falta em palmeirense, lance faltoso a nosso favor, ele dizia ser lance normal. O cara falava em tom calmo, faz parcial ao extremo. Tá doido sô!!! Quando mostrava o "replay" ele sempre procurava se desculpar. KKKKK

  • TIO LEI - chumbo trocado...
    22/04/2017 22:53

    Alô torcidinha mista dos 3%. Irão me dizer que não tinha uns 5.000 PONTE PRETANOS "infiltrados" lá na arena? Não é isso que vocês falam de jogos aqui no NOSSO ESTADIO, O MAJESTOSO? Agora "guenta".

  • MARCIAO
    22/04/2017 22:52

    Ari., A Ponte se defendeu muito bem !!! Chegou na final com méritos , eliminando Santos e Palmeiras . Quer mais que isso ???? E temos que exaltar o Gilson Kleina !!! Sabe armar bem uma equipe e tem muito boa leitura de jogo. Jogou c/ o regulamento de mata-mata . Agora , tem que continuar a humildade e seriedade que acho que chegou nossa vez !!! Vamos nessa MACACA QUERIDA !!!

  • TIO LEI - P/ O MISTO TRIPLO
    22/04/2017 22:52

    Para "aquele moço", o MISTO TRIPLO...aquele que torceu desesperadamente para as sardinhas, dizendo nas DUAS PARTIDAS, que nos eliminariam, aí passou a dizer o mesmo em relação a porcada, inclusive fazendo alusão às suas cores, estes também JÁ ERAM, com certeza agora ele SERÁ CORINTIANO. Agora, somente 25% daquela torcidinha dos 3% estão no páreo, os 25% de santigrinos; os 25% de bugrinenses, estes já estão ELIMINADOS, amanhã os pauligrinos ou os guarintians tambem dirá adeus.

  • TIO LEI (2)
    22/04/2017 22:51

    Já era esperada a pressão por todos os 90 minutos. Porem, e o que NÃO PODE ACONTECER, é a equipe criar tão pouco. Não é hora também, em se dar muito crédito à equipe palmeirense. Jogaram bem melhor que nós? É claro que sim. Mas alguém esperava algo diferente. Os méritos de nossa classificação pertencem SOMENTE À NÓS, pois se tomaram 3 em Campinas, poderiam ter tomado 5 que ainda faria jus ao que jogaram. Portanto, não me venham com desculpas que tiveram mais posse de bola...

  • TIO LEI (2)
    22/04/2017 22:51

    ...que poderiam ter feito 3 gols, aquelas mesmas "mazelas" publicadas aqui neste blog pelo seu editor. Fomos MAIS COMPETENTES que eles e ponto final. Não conseguimos sair do bom esquema montado pelo GB, é verdade, mas o regulamento estava do nosso lado, pelo que fizemos em Campinas. Agora, verdade seja dita, o Aranha, heim? Hoje esteve irreconhecível, quase que ele colocou tudo a perder com saídas falhas da meta, inclusive no gol tomado. Fora isso, DÁ-LHE MACACA QUERIDA.

21
ABR
Pontepretanos e bugrinos já não controlam a ansiedade em seus jogos decisivos

Ansiedade, estado de espírito que se aplica a pontepretanos e bugrinos, ambos com jogos decisivos às suas pretensões neste final de semana, em suas respectivas competições regionais.

Desafio lançado é continuar caminhadas difíceis em seus campeonatos, porém com nível de exigência diferenciada.

A substancial vantagem alcançada pela Ponte Preta nesta fase semifinal do Paulistão, ao vencer o Palmeiras por 3 a 0, deveria significar passaporte à final, mas o otimismo do pontepretano é moderado.

Há, sim, dúvida de que possa ocorrer na noite deste sábado na Arena do Palmeiras. Além na inegável qualidade do time da casa, considere o peso de uma massa de 35 mil torcedores o empurrando, assim como a incerteza de arbitragem segura.

ARBITRAGEM

Em outras circunstâncias, na guerra do gigante Golias contra Davi, o indefeso se desmontou com o juizão colocando a bola na marca de cal. Eis aí um temor declarado do pontepretano.

Com tendência de jogo truncado, sabe-se lá a quantas anda a cabeça do juizão no critério de aplicação de cartões, inclusive o vermelho. Até mesmo aquela inversão de faltinhas por vezes abala o emocional da boleirada.

Esses fantasmas rondam a cabeça do pontepretano que não disfarça a aflição. A expectativa é que tudo seja transformado em transbordamento de alegria após o apito final.

De que adianta o pensador George Müller ter deixado a mensagem que ‘o começo da ansiedade é o fim da fé’.

Sim, a fé do pontepretano não é aquela inabalável. Há um frio na espinha. Há uma ponta de desconfiança porque o time não foi confiável ao longo da competição.

Agora, cabe aos jogadores repetirem a intensidade da semana passada, que provocou massacre sobre o Palmeiras.

Caso isso ocorra, ansiedade e medo não vão envenenar corpo e espírito, ensina George Bernard Shaw.

GUARANI

Há quem caracterize a atribuição do Guarani em Batatais, neste domingo, com um complicador a mais de que a Ponte Preta.

Numericamente sim. Enquanto uma derrota por três gols de diferença ainda prolonga a definição da Ponte Preta às cobranças de pênaltis, o Bugre se vê obrigado a vencer o adversário para se manter vivo no Paulista da Série A2, já na etapa semifinal.

Por que a ansiedade do bugrinos? Porque ao longo da competição o time pautou pela instabilidade.

Se é capaz de arrancar vitórias animadoras contra Água Santa e Taubaté, na condição de visitante, da mesma forma decepciona diante de um rebaixado Mogi Mirim, no Estádio Vail Chaves.

Sim, a matemática até permite classificação do Guarani mesmo sem vitória em Batatais. Entretanto, esqueça essa matemática.

Não condicione a hipótese de o Bugre empatar e que ocorra tropeço de Bragantino ou Rio Claro, porque ambas projeções são remotas.

BRAGANTINO

Difícil imaginam que o Bragantino não vença o Votuporanguense em Bragança Paulista, ou o Rio Claro tropece, em seus domínios, contra o Sertãozinho.

Serve de esperança ao bugrino o despencado retrospecto do Batatais nas últimas rodadas, desapego do torcedor batataense nas últimas rodadas, e a certeza que a torcida bugrina será numerosa no Estádio Dr. Oswaldo Scatena.Quiçá até maior comparativamente à adversária.

  • MARCIAO
    22/04/2017 10:47

    Espero com toda confiança que a Ponte se classifique e o timinho seja eliminado !!! Essa e´a minha vontade . não vou ser hipócrita em dizer o contrario !!!! Vamos MACACA QUERIDA !!!

  • LÉO - PR
    22/04/2017 01:18

    ARI O BUGRÃO VAI SE CLASSIFICAR DOMINGO .QUANTO A MACACA SERA QUE O PORCO ESTAVA MORTO OU DORMINDO EU ACHO QUE O PORCO VAI ACORDAR E COMER A MACACA.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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