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Parraga fazia gols aos montes na Ponte Preta

Em 1975, quando o centroavante Rui Rei havia se transferido à Portuguesa, a Ponte Preta foi buscar no sul do país o substituto Parraga, precedido por passagens por Grêmio (RS), Internacional de Lages (SC) e Novo Hamburgo (RS).

Na estreia contra o Botafogo de Ribeirão Preto dia 28 de setembro daquela temporada, em Campinas, Parraga ficou no jejum de gols no empate por 1 a 1.

O time da época? Moacir Cachorro; Marquinhos, Oscar, Polozi e Jair Picerni; Wilson (Tadeu), Valtinho e Helinho; Toninho (Bargas), Parraga e Tuta.

Pra não pairar desconfiança ao torcedor pontepretano, Parraga marcou gols nos três jogos subsequentes e se caracterizou como centroavante que, ao proteger a bola, já girava e finalizava. E arriscava chutes fortes de qualquer distância, assim como também se habilitava às cobranças de faltas.

RODÍZIO DE COMPANHEIROS

Se inicialmente o meia Helinho fazia dupla de área com Parraga, posteriormente houve rodízio de companheiros.

Já em 1976, o saudoso Robertinho Moreno não se firmou como titular porque era muito franzino.

O saudoso empresário de futebol Bolão trouxe de Bauru o meia-direita Ticão, alardeado como novo Pelé, para formar dupla com Parraga, mas na prática ele não vingou.

Assim, ao longo daquela temporada Nogueira, De Rossi e Dicá atuaram ao lado de Parraga no ataque da Ponte. Depois, ele começou a perder espaço entre os titulares com o retorno de Rui Rei no início de 1977.

Na prática, o futebol de Parraga não evoluiu conforme projeções, e afora passagem pela Arábia Saudita no Al-Ettifaq, a sequência foi em clubes de menor expressão. E isso se arrastou até o encerramento da carreira no Amparo, em 1984.

TREINADOR

Incontinenti, Parraga estagiou como treinador das categorias de base da Ponte Preta, foi auxiliar técnico de Cilinho durante dez anos nas passagens de ambos por São Paulo, Corinthians, Rio Branco de Americana e América (SP).

Depois, já ‘canchado’, seguiu a carreira solo em clubes de segundo escalão do futebol paulista até a chegada ao Palmeiras, quando comandou o time B e interinamente até o principal na passagem pelo clube entre 2009 e 2010.

Ano passado Parraga esteve no comando do elenco da Inter de Limeira.

Jorge Porto Iparraguirre, o Parraga, natural de Porto Alegre (RS), completou 67 anos de idade dia 15 de julho passado e mora em Campinas.

  • João da Teixeira
    07/11/2017 19:51

    Parraga, tem mais jogos no Amador de Campinas do que em times profissionais que ele jogou. Ele e Monga acabaram por fazer tantos "bicos" nos times Amadores e Varzeanos de Campinas, que suas histórias confundem com a história desses campeonatos das cidades de Campinas e da região. Parraga foi um jogador voluntarioso e que caiu nas graças da torcida, só isso. E tem mais, no tempo que a Ponte tinha um "senhor meio campo", até eu era centro avante daquele time...rs,rs,...

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OUT
Atacante Parada, outro ‘rei do gatilho’

Antes da vigência da lei 10.826 do Estatuto do Desarmamento, sancionada em dezembro de 2003, pessoas ligadas diretamente ao futebol andavam armadas com revólveres, como prevenção.

O centroavante Antonio Parada Neto, na passagem pelo Guarani em 1967, sacou um revólver e deu tiros para espantar torcedores da Portuguesa Santista que ameaçaram jogadores bugrinos após jogo no Estádio Ulrico Mursa, em Santos.

Foram tempos de olho por olho e dente por dente no futebol, décadas passadas.

SALDANHA

O saudoso treinador-jornalista João Saldanha ameaçou Yustrich, técnico do Flamengo que já morreu, no Retiro dos Padres no Rio de Janeiro, após ter sido criticado duramente durante as Eliminatórias à Copa do Mundo de 1970.

O árbitro Dulcídio Vanderlei Boschilia, já falecido, chegava aos estádios com arma à mostra na cintura, para intimidar valentões que costumavam pressionar a arbitragem.

O saudoso jogador e comentarista de futebol Mário Sérgio Pontes de Paiva justificou o apelido de ‘Rei do Gatilho’ porque em 1979 espalhou rodinha de torcedores do São José nas proximidades do ônibus que conduzia a delegação do São Paulo no Vale do Paraíba, ao sacar um revólver e disparar tiros para o alto após derrota do time são-paulino por 1 a 0.

COMEÇO NO PALMEIRAS

Aos 78 anos de idade, Parada mora no bairro Bom Retiro, na capital paulista, onde passou a infância, após sair de Araraquara, cidade em que nasceu.

O histórico dele no futebol foi iniciado em 1957 no Palmeiras. Depois passou por Ferroviária de Araraquara (SP) e teve sucesso nas passagens por Bangu e Botafogo em 1966, caracterizado como centroavante de estilo clássico e frieza nas conclusões.

No Guarani em 1967, Parada estreou com gol contra a Ferroviária no empate por 1 a 1 em Araraquara, mas posteriormente foi criticado pela torcida por causa da lentidão.

Participou de 29 jogos com a camisa bugrina e marcou apenas dez gols, quatro deles de pênaltis. Eis o time da época comandado pelo treinador Aparecido Silva: Dimas; Cido Jacaré, Paulo Davoli, Tarciso e Miranda; Bidon e Milton dos Santos; Osvaldo, Zé Roberto, Parada e Carlinhos. Dessa leva, Dimas, Cido Jacaré, Paulo, Tarciso, Zé Roberto e Carlinhos já faleceram.

  • João da Teixeira 1
    29/10/2017 16:05

    Lembro de Parada no Bangu, mas não no Gfc. Talvez porque criança, não era muito ligado as coisas bugrinas. Agora Parada jogou no time do Bangu, campeão Carioca de 1966. Uma aberração, diria alguns, devido os grandes times Cariocas terem cedidos jogadores para a Seleção de 1966 e se enfraquecido. Não sei, mas em outras Copas, como por exemplo, a de 1978, os grandes times também cederam jogadores para o selecionado brasileiro. Será que foi aberração tbém? O time do Bangu de Parada

  • João da Teixeira 2
    29/10/2017 16:02

    Como falei, lembro de Parada no time do Bangu formado por: Ubirajara, Mario Tito, Luís Alberto, Ary Clemente e Fidélis, Jaime e Ocimar, Paulo Borges, Parada ou Cabralzinho, Ladeira e Aladim. Um timaço, mas com o Botafogo completo da época, talvez não tivesse sido campeão. Quem comandava o Bangu era os irmãos Andrade, Castor e Euzébio e conta a lenda que o bicheiro Castor comprou na final, o goleiro Waldomiro do Mengo e o Sansão, que era o apelido do juiz Airton Vieira de Moraes

  • João da Teixeira 3
    29/10/2017 16:02

    Nessa final entre Bangu x Flamengo em 1966, o time de Moça Bonita fez 3x0 e no primeiro turno o Mengo tinha ganho de 2x1, então, com esse placar clássico, o Mengo perdeu o campeonato na bola, mas não na briga. Para variar, o jogador Almir Pernambuquinho entrou em campo somente para arrumar confusão e expulsar jogadores do Bangu após o vexatório 3x0 e conseguiu. Uma briga generalizada com 11 expulsos acabou com a partida e o Bangu foi o lídimo campeão perante 143.978 torcedores.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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