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23
NOV
Amaral, zagueiro que o Guarani cedeu à Seleção Brasileira

Em 1976, quando morava em apartamento de condomínio simples no bairro Jardim Baronesa, em Campinas, o então zagueiro Amaral era muito mais de que um baita jogador bugrino: já integrava a Seleção Brasileira, com legado de 56 partidas.

Diferentemente da 'becaiada' de hoje que chuta a bola para o lado que o nariz está virado, o campineiro João Justino Amaral dos Santos tinha impressionante tempo de bola para antecipar atacantes adversários. E ao desarmá-los, adorava driblá-los.

Em bola alçada contra a sua área, em vez de interceptá-la de cabeça sem mirar o rumo, quando desmarcado procurava amortecê-la no peito, mesmo dentro de sua área, e elegantemente fazia a distribuição da jogada.

Inspiração? Havia mirado nos talentosos zagueiros Ramos Delgado, Roberto Dias, Joel Camargo e Djalma Dias, todos falecidos, e de cada um deles extraiu um pouco para criar estilo próprio.

DRIBLOU DARIO

Por isso foi abusado em um dos últimos - se não o último dérbi que disputou em 1978 - quando tomou a bola do então atacante Dario, da Ponte Preta, aplicou-lhe um drible seco, e saiu sorrindo para delírio da torcida bugrina.

Na jogava seguinte, sobrou-lhe bola espirrada. Aí, ao se aproximar para combatê-lo, o já impaciente Dario o advertiu: 'Toca a bola menino, toca bola menino, se não eu tomo e complico a sua vida'.

O estágio no juvenil do Guarani foi relâmpago. Com 16 anos de idade, ainda franzino, foi lançado na equipe principal pelo saudoso treinador Armando Renganesch, contra a Ferroviária, no Estádio Brinco de Ouro.

Em excursão do Guarani ao continente asiático, o treinador Zé Duarte - já falecido - improvisou o zagueiro de centroavante, e como resposta ele marcou dois gols contra equipe de segunda divisão do Irã.

Aí, a tentativa de repetir a experiência em Campinas não foi bem sucedida, pois o treinador foi duramente criticado pela torcida bugrina.

CORINTHIANS

A trajetória de Amaral no Guarani se estendeu até 1978, quando o passe dele foi negociado para o Corinthians, ano em que foi titular absoluto da Seleção Brasileira, na Copa do Mundo da Argentina, na dupla de zaga com Oscar Bernardes, à época na Ponte Preta.

Depois ainda jogou no Santos, futebol mexicano e encerrou a carreira aos 34 anos de idade no Blumenau (SC).

No próximo dia de Natal ele completará 65 anos de idade e mora na cidade de São Paulo.

  • TIO LEI
    25/11/2019 09:37

    Caros amigos.. Antes de ingressar no time dos Patrulheiros, Feijão, como era por nós chamado, jogava no Banguzinho do S. Bernardo. Crescemos juntos, onde diariamente jogávamos Futebol de Salão, em uma quadra de cimento na praça de esportes do S. Bernardo. Já faz uns 10 anos, ele esteve aqui na minha cidade com a "seleção de Veteranos", quando nos encontramos e pudemos relembrar algumas passagens sobre nossa infancia, e até quando de sua ida à Seleção Brasileira.

  • João da Teixeira
    24/11/2019 19:10

    Ari, mas cortou de novo, no mesmo ponto, não sei o que é então... Veja onde parou o primeiro, parou o segundo, isso não é normal... vinha falando abre os gatos que apareceram nesse campeonato, muitos tinha idade maior do que previa o regulamento, inclusive o próprio Amaral, já que eu entrei no limite e o Amaral é 8 meses mais velho do que eu. Isso fazia diferença para dentes de leite. Alguns time, Milionários, Patrulheiros, ACEC, S. José, Batman eRobin etc. Será que vai agora??

  • DE ARI PARA JOÃO DA TEIXEIRA
    24/11/2019 15:13

    PREZADO JOÃO DA TEIXEIRA: NADA DE CENSURA. PROBLEMA FOI OUTRO, COM CERTEZA

  • João da Teixeira
    24/11/2019 15:09

    Ficou cortado o post, ocorreu alguma coisa no sistema ou censura? Não tinha nada para censura. Bom, descrevendo de novo, tinham alguns times que lembro, Milionários, Batman

  • João da Teixeira
    24/11/2019 09:37

    Amaral começou jogando bola no time dos Patrulheiros e em 1969 jogou o primeiro campeonato dente de leite da cidade, cujo campeão foi o time dos Patrulheiros. Havia muitos times, cheguei a jogar nesse campeonato e lembro de alguns times, Milionários, Batman

18
NOV
Em 1979, Ponte foi vítima de um 4 a 4 em Marília

Esse jogo de oito gols no clássico carioca entre Flamengo e Vasco, no Estádio do Maracanã, no empate por 4 a 4, dia 13 de novembro passado, remete ao pontepretano a jogo com o mesmo placar em Marília, em 1979.

Se no Maracanã sobraram elogios para o desempenho das duas equipes, o jogo da Ponte Preta no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal foi marcado por forte pressão ao então árbitro Sílvio Acácio Silveira, o que implicou em marcação de pênalti duvidoso e lances com favorecimento ao time da casa.

Jogo marcado em sábado de Carnaval e nos tempos em que se permitia entrada de fogos nos estádios. Assim, quando jogadores pontepretanos faziam aquecimento no vestiário visitante, um torcedor do Marília explorou vidro quebrado de janela para explodir rojão no local, na tentativa de intimidação.

PRESSÃO

Na prática a Ponte havia imposto o ritmo da partida e terminou o primeiro tempo com vantagem de 4 a 1, dois gols do saudoso Afrânio, e outros de Toninho Costa e Osvaldo.

Mal o trio de arbitragem retornou ao gramado após o intervalo, sucessivos fogos foram atirados, e a pressão foi intensificada pelos 10.369 pagantes, quase a totalidade de torcedores da casa.

Naquele clima hostil, faltas inexistentes eram marcadas contra a Ponte, que se viu acuada pela pressão imposta pela equipe mariliense.

Assim, a cada gol do Marília renascia a esperança de chegar ao empate, e o objetivo foi atingido.

O time da Ponte Preta naquele jogo foi de Carlos; Toninho Oliveira, Oscar, Juninho e Toninho Costa; Wanderlei, Marco Aurélio (Wilsinho) e Dicá; Lúcio (Humberto), Osvaldo e Afrânio. Técnico: Cilinho.

VEÍCULOS DANIFICADOS

Fim de jogo, mesmo com proteção policial pedras foram lançadas no ônibus que conduzia a delegação pontepretana.

Veículos das rádios Brasil e Educadora foram danificados por vândalos.

À época, a Rádio Brasil tinha parceria com empresa de transportes para viagens, e todos os vidros de uma perua Kombi foram destruídos.

Para retornar a Campinas, o jeito foi solicitar reabertura de uma vidraçaria de Pedro Pavão, recém-saído da presidência do Marília, para trabalho de reparo que se encerrou por volta da meia-noite.

Pior situação ficou a perua Veraneio que transportava a equipe de esportes da Rádio Eduadora. Amassaram a lataria, quebraram os vidros e furaram todos os pneus.

Pelo menos por duas semanas o veículo ficou estacionado defronte ao estádio, até que fosse guinchado a Campinas.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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