Anda Campinas

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Trilha do Parque das Águas é asfaltada

Frequentadores da área de lazer Parque das Águas, no bairro Jambeiro em Campinas, já desfrutam de novo visual no local, porém já não têm acesso ao trecho da trilha com ligação ao Jardim Nova Europa, formado por mata nativa.

Em agosto passado foram registrados casos de assaltos naquele trecho e, por medida de segurança, a Prefeitura de Campinas decidiu fechá-lo temporariamente.

Outra providência foi informar sobre patrulhamento da Guarda Municipal intensificado, além do habitual alerta para que as pessoas acionem o telefone 153 visando denunciar qualquer ação suspeita.

ASFALTO

Entre as reformas destaca-se pavimentação asfáltica da pista de caminhada de 1,2 mil metros de extensão.

Antes, em período chuvoso, o terreno padecia com erosões e a ‘buraqueira’ desencorajava as pessoas para fazer caminhada ou correr.

A ponte sobre a nascente foi restaurada e o paisagismo ganhou novo visual.

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24
OUT
Pelé fala sobre racismo: 'No fim dos jogos, todos vinham me pedir desculpas'

São Paulo, SP, 24 - Pelé nem sempre foi chamado assim. Houve uma época, no início da carreira, logo que chegou ao Santos, em que ele era o Gasolina. Claro, uma referência irônica e enviesada ao petróleo. Racismo. Depois, na Copa do Mundo de 1958, passou a ser chamado de Alemão. Outra ironia, agora dos colegas da seleção brasileira. Depois veio Crioulo, mais uma referência à cor da sua pele. Por influência direta da imprensa, prevaleceu o apelido de Pelé, que havia sido dado a ele em Bauru (SP).

Tudo isso está no livro Pelé: estrela negra em campos verdes, de Angélica Basthi, biografia que aborda, entre outros temas, a relação do jogador com a questão racial. Inspiração para milhões de negros no mundo todo, Pelé nunca se engajou diretamente na luta contra o preconceito racial. Em vários momentos, afirmou que não havia sofrido discriminação, posicionamento que modificou nos últimos anos. Em alguns momentos, a postura foi de negação.

Em 2014, só para ficar em um exemplo recente, o Rei chegou a criticar o goleiro Aranha, chamado de "macaco" na Arena Grêmio, em Porto Alegre. "Aranha se precipitou um pouco em querer brigar com a torcida. Se eu fosse parar o jogo cada vez que me chamassem de macaco ou crioulo, toda partida teria que parar. O torcedor, dentro de sua animosidade, ele grita. Acho que temos que coibir o racismo, mas não é em um lugar público que vai coibir", disse o ex-jogador, ídolo do Santos e seleção.

Pelé fala sobre racismo: 'No fim dos jogos, todos vinham me pedir desculpas'
Pelé fala sobre racismo: 'No fim dos jogos, todos vinham me pedir desculpas'
Em entrevista exclusiva ao Estado, Pelé reconhece que sofreu casos de injúria racial, mas minimiza o problema. "Durante os meus mais de 20 anos de carreira, aprendi a entender as ofensas pelo fanatismo dos torcedores e jogadores. Na emoção, durante os jogos, o torcedor e o jogador desabafam, ofendendo as mães e também pelo lado do racismo", afirmou o Atleta do Século.

Pelé sentiu o racismo em vários momentos da carreira. No Senegal, durante uma excursão do Santos certa vez, a recepcionista branca do hotel onde o time brasileiro se hospedou chamou de "selvagens" os torcedores negros que tentavam se aproximar dos santistas. Ela foi advertida por um policial e encaminhada à delegacia na hora. "Senti que aquilo representava uma esperança para os africanos, como o negro que conseguiria fazer sucesso no mundo", escreveu Pelé em sua autobiografia publicada em 2006.

O autor de mais de 1.200 gols acredita que a situação é melhor atualmente em função da atuação da imprensa, entre outros fatores. "No meu caso, quando terminava o jogo, todos vinham me abraçar e pedir desculpas. Atualmente acho que é bem diferente. Há mais respeito e a imprensa está mais presente".

  • João da Teixeira
    11/12/2017 13:45

    Tem um pouco de sensacionalismo da imprensa de hoje. No futebol, negro foi sempre negrão, negão, neguinho etc e coisas desse tipo e não víamos isso tomar rumos mais graves em outras épocas. Hoje tem muita frescuragem por conta do detalhamento do racismo. Vejo um monte de negão usando camisetas com os dizeres "100% Negro!" e não vejo ninguém falar nada sobre racismo, mas vc., branquelo, sai na rua com uma camiseta com os dizeres "100% Branco!" e vê o que acontece. Parem com isso

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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