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ABR
Além do padrão tático, Davó faz a diferença no time bugrino

Aquelas avaliações positivas sobre o Guarani, mesmo nas derrotas consecutivas para Corinthians e São Paulo, reverberaram na noite desta terça-feira, em Araraquara, na sequência do Paulistão.

Foi cravado neste espaço que o treinador Allan Aal havia dado padrão tático ao time, de forma que a malha de marcação ganhasse consistência.

Foi reconhecido que, ao recuperar a posse de bola, os jogadores colocavam em prática rápida transição ao ataque.

Pois diante da Ferroviária a evolução tática-tática do Guarani foi reafirmada na vitória de virada por 2 a 1.

Se a ausência do meia Régis pudesse representar perda de qualidade, a compensação veio com elogiadíssima atuação de Davó, coincidentemente posicionado como meia-atacante por dentro, mesmo atribuição executada por Régis.

Com Júlio César fixado no lado esquerdo do ataque, desta vez o treinador Aal abriu mão de um atacante de beirada pelo lado direito.

No desenho, o corredor deveria ser ocupado por Matheus Ludke, que recuperou a posição na lateral-direita, mas as circunstâncias o impediram de atacar.

Primeiro porque as principais jogadas ofensivas da Ferroviária se desenvolveram pelo lado esquerdo durante o primeiro tempo, através de Felipe Marques, que apenas no segundo tempo trocou de lado.

DAVÓ

Assim, coube a Davó protagonizar as principais jogadas do time bugrino, a começar pelo gol de empate logo aos seis minutos, quando, lançado na velocidade pelo volante Rodrigo Andrade, ganhou do zagueiro Xandão e deu o passe para o arremate fatal do meia Andrigo.

Cobranças ensaiadas de escanteios do Guarani continuam criando embaraço a adversários.

Aos 22 minutos, o atacante Bruno Sávio, no primeiro pau, ajeitou a bola de calcanhar para a cabeçada no chão de Davó, no segundo pau, mas o goleiro Saulo praticou defesa incrível.

E aos 44 minutos outra vez Davó, de cabeça, provocou defesa no susto de Saulo, com a bola ainda resvalando no travessão.

Essa presença ofensiva do Guarani demonstra a capacidade de reação da equipe, que logo aos dois minutos sofreu gol em descuido de marcação.

Lateral Artur, da Ferroviária, cobrou falta rapidamente, quase na altura do meio de campo, e aí Felipe Marques ganhou na corrida de Romércio, deu passe de calcanhar ao centroavante Bruno Mezenga, que finalizou inapelavelmente.

RENATO CAJÁ

Treinadores em geral reverenciam o ídolo a ponto de mantê-lo em campo mesmo quando erra a maioria das jogadas.

Foi o caso do meia Renato Cajá, apagadíssimo na partida, e apenas substituído por Zanocelo na segunda metade do segundo tempo.

Isso ocorreu quase que simultaneamente após o registro do segundo gol bugrino, originado em cobrança de escanteio, aos 26 minutos do segundo tempo.

Na prática foi gol olímpico do lateral Bidu, mas que a arbitragem interpretou como gol contra do goleiro Saulo, que tocou na bola e a empurrou à rede, atrapalhado pelo volante bugrino Bruno Silva, na jogada.

ESCALAÇÃO

A rigor, desta vez Aal trocou a teimosia pela lógica. Enfim sacou o então ineficiente volante Índio, e o time teve ganho na cabeça da área com a entrada de Bruno Silva.

Inesperadamente - e de forma acertada -, o treinador também trocou o goleiro Gabriel Mesquita pela experiência de Rafael Martins.

Portanto, a distribuição tática bugrina não permitiu atalhos para penetração da Ferroviária, que abusou de bola alçada, porém sem êxito, embora em uma delas houve falha bisonha de Romércio na tentativa de interceptação. Por sorte dos bugrinos, Rogério - que havia entrado na Ferroviária - não soube concluir com sucesso.

RESPOSTA AOS PESSIMISTAS

Essa vitória bugrina desmonta precipitação pessimista daqueles que vislumbravam a equipe flertando com o rebaixamento e mirando a artilharia para o treinador Aal.

Cobrança de setores que não estavam funcionando na equipe sim, mas generalização não.

E cobranças continuam para se buscar um substituto do instável Romércio.

No lugar do apenas esforçado Júlio César pode-se projetar a volta de Régis, ou opção pelos atacantes Matheus Souza ou Renanzinho.

  • Profeta da Tribo
    21/04/2021 01:36

    Davó deu outra cara ao time. Esses escanteios do Bugre são bem treinados, são perigosos. Mais uma vitória deve ser suficiente para não cair. O time não é dominante, pode vencer ou perder. Vai meu Bugre.

  • Profeta da Tribo
    21/04/2021 01:35

    Repito o que já disse: Andrigo, Regis e Davó são jogadores interessantes. Um camisa 9 e teríamos um bom quarteto de ataque.

  • Luiz Otto Heimpel
    20/04/2021 23:51

    Grande vitória contra o time do pedófilo. Ganhamos apesar das falhas costumeiras do Romercio. .O importante é fazer mais 4 pontos para tranquilizar. Classificar acredito ser muito difícil.

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19
ABR
Se o Bragantino é melhor, não cabe à Ponte Preta reclamar

Há circunstâncias em que a derrota é admissível, e isso se aplica à Ponte Preta que perdeu do Bragantino por 2 a 0 na noite desta segunda-feira, em Bragança Paulista.


Como há diferença técnica insofismável entre as duas equipes, não é o caso de críticas contundentes aos jogadores pontepretanos, pois não se pode cobrar mais de quem não tem esse algo a mais a oferecer.

ESQUEMA ACEITÁVEL
Com essa realidade, foi plenamente natural o treinador Fábio Moreno ter adotado esquema defensivo e novamente optado por contra-ataques.

Se a Ponte adiantasse as linhas e propusesse o jogo, o bem distribuído time do Bragantino encontraria mais facilidade para chegar ao gol.

Portanto, a enganosa goleada que a Ponte aplicou no Santos por 3 a 0 deixou aqueles desavisados de que o time estaria com outra cara.

Reafirmo que o Santos subestimou a Ponte ao escalar time reserva, com manutenção de estratégia ofensiva e defesa posicionada até além do meio de campo, o que permitiu contra-ataques do time campineiro.

BRAGA COMPLETO

No adequado planejamento feito pelo treinador Maurício Barbieri, do Bragantino, voltaram os titulares. E com eles a sabedoria para colocar em prática marcação sob pressão na saída de bola dos defensores pontepretanos que, assustados, davam chutões e devolviam a bola ao adversário.

Não bastasse isso, a pegada colocada em prática pelo Bragantino permitia desarmar frequentemente qualquer iniciativa da Ponte em trabalhar a bola.

Logo, ao impor volume de jogo do tipo ataque contra defesa, era natural se prever que o Bragantino fosse criar chances reais de gols, como no erro crasso do zagueiro Luizão ao presentear o atacante Ytalo, que chutou fraco e facilitou a defesa do goleiro Ygor Vinha, aos 28 minutos.

Nove minutos depois, em cruzamento de Artur, Ytalo testou e exigiu defesa difícil de Vinha. Só que na cobrança de escanteio, através do meia Claudinho, o atacante Pedrinho antecipou-se ao lateral-esquerdo Yuri, testou e abriu o placar.

LEO NALDI

Se a Ponte não conseguia saída de bola com quaisquer de seus defensores, seus volantes também não se habilitavam para início de jogadas, foi válida a iniciativa do treinador Fábio Moreno ao colocar o volante Léo Naldi, de mais mobilidade, no lugar do travado Barreto.

Como 'um' era pouco para o Bragantino, que pretendia consolidar a vitória para posteriormente administrá-la, já visando o jogo de quinta-feira contra o Tolima pela Libertadores, o objetivo foi alcançado mais cedo de que se previa.

VINHAS FALHOU

Claudinho finalizou de média distância, falhou Vinhas ao rebater a bola que havia quicado, Aderlan tentou concluir de imediato, mas a bola se ofereceu ao atacante Ytalo que ampliou a vantagem do time da casa, aos cinco minutos.

E quando a projeção natural seria que, a partir daquele instante, o Bragantino fosse reduzir o ritmo de marcação alta, a Ponte continuou na roda.

Só houve mudança de cenário quando o seu meio de campo foi fortalecimento com as entradas de Talles e Renan Mota e saída de Niltinho e Camilo, respectivamente.

Claro que naquela altura o Bragantino havia aflouxado aquela pegada na saída de bola da Ponte. O desenho era dele administrando a vantagem, apenas por vezes forçando jogadas ofensivas.

CLEITON

Foi aí que em jogada de Léo Naldi, como fosse ponteiro-direito, o meia Talles foi servido, e exigiu a única defesa da partida do goleiro Cleiton do Bragantino, aos 25 minutos.

Pra revigorar o fôlego do Bragantino, sabiamente o seu treinador Maurício Barbieri sacou simultaneamente Ytalo e Pedrinho para entradas de Hurtado e Luis Plilipi.

Depois disso a partida perdeu intensidade com outras substituições de ambos os lados.

Pressupõe-se, agora, que a Ponte encontre alternativas para se redimir diante do São Caetano, mesmo na condição de visitante, na próxima quinta-feira.

  • Marciao
    20/04/2021 12:09

    Tem que demitir esse projeto de técnico ja´. Se não contratar uns 6 pelo menos..... A serie B vai lutar pra não cair. Luisao, Ruan Renato, Yuri ( esse o pior) Dawan. Paulo Sergio , pode mandar tudo embora . Ate o Igor Vinhas pode por no pacote. Ta´louco meu...

  • Marciao
    20/04/2021 12:08

    O Claudinho desfilou como quis no jogo. Tinha que colar o Dawan nele o tempo todo. Será que nosso técnico sonso e manso não viu isso.

  • ANTONIO CARLOS
    20/04/2021 12:08

    Erro grosseiro do pseudo treinador Fábio Moreno. Insistir naquela besteira de sair jogando com os zagueiros horriveis e o Yuri. É brincadeira, coisa de jumento. Alem disso o Dawan não acrescenta nada - Não marca e nem passa. É coisa de empresários mesmo. Além disso o Ygor Vinhas falhou nos 2 gols - No 1o a bola foi cruzada na pequena área e no 2o gol, falhou e vezes na mesma bola. Esperar o que de Paulo Sérgio? .

  • Mabilia
    20/04/2021 10:29

    Caro Ari, sua analise foi mais ou menos, se nao vejamos: a ponte não tem laterais , Apodi um horror, o tal de Yuri meu Deus, o goleiro falhou nos dois gols no escanteio era só sair de soco na bola, tres metros dele, peças importante Camilo não jogou nada centro avante Paulo Sergio kkkkkkk É espantonso a diferença técnica , tática e física. Por outro, lado devo crer que Claudinho hoje é o melhor jogador do Brasil. Perde do São Caetano!

  • Mabilia
    20/04/2021 10:28

    Frase do Fabio Moreno... " Todo o processo de construção é lento " Fabio, vc é um fanfarrão , faz 120 anos que a ponte esta em construção, vou chamar o Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes, para terminar essa ponte. Vai catar goiaba treinador...Tiãozinho boca de sabão, voce não fala nada?!

  • João da Teixeira
    20/04/2021 10:27

    Vi os melhores lances da partida do RBB x Ponte, foi dois chutes à gol da Macaca no jogo inteiro, um no 1°tempo com Moisés, logo no começo do jogo e outro no 2°tempo, aos 25'. Moreno, é muito pouco, vc não acha? Escolhe, ou vc montou(aram) mal a equipe de jogadores ou vc é ruim como técnico, pode escolher. Cuidado com a resposta, vc poderá ser demitido com qualquer uma das duas....

  • João da Teixeira
    20/04/2021 10:25

    Será que redime contra o S. Caetano? Isso me fez lembrar um jogo no Moisés, onde a Ponte ainda tinha um time razoável, mas o Azulão tinha montado um time a lá RBB desses tempos. Veio aqui e socou 0x5 em pleno Majestoso. Quer dizer que esse jogo é a luta pela sua sobrevivência no Paulistão. Será que vão falar para os jogadores que é o jogo da vida? Contra o Criciúma acho que não falaram e deu o que deu. Tião Gavião, seu time não está com essa bola toda, cuidado com suas baixadas

  • João da Teixeira 2
    20/04/2021 10:24

    É que um cara aí "dos irmãos", me veio perguntar se entendia só de galinhas ou de pinto tbém? Aí lembrei logo de vc e do Moreno e de suas baixadas. Espero que vcs não vão a S.Caetano ver do que a galinha gosta...

  • João da Teixeira 2
    20/04/2021 10:23

    É que um cara aí "dos irmãos", me veio perguntar se entendia só de galinhas ou de pinto tbém? Aí lembrei logo de vc e do Moreno e de suas baixadas. Espero que vcs não vão a S.Caetano ver do que as "galinhas" gostam... Não me venham com o besteirol de novo...

  • Junior
    20/04/2021 10:23

    Ari, depois da derrota a justificativa: todo projeto leva tempo. Mais um ano que se foi.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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