10
DEC
O que um curso na CBF pode acrescentar a treinadores?

Com pretexto de que treinador de futebol depende do processo de reciclagem e aprendizado contínuo, a CBF programou curso para expedir licença, com reconhecimento em todo território nacional.

Custa caro esse negócio que programaram aos candidatos, no Rio de Janeiro. A variação pode atingir até R$ 40 mil, e o profissional se submete às aulas em pleno gozo de férias, neste período de recesso de competições.

Cá pra nós: o que um profissional da competência de Mano Menezes, por exemplo, vai aprender lá?

Se há sete anos o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, se questiona por que essa obrigatoriedade de licença a postulante ou a quem já exerce o cargo de treinador?

CILINHO

Imaginem se um profissional da capacidade do então treinador Cilinho tivesse que escutar - de quem quer que seja - os dez mandamentos da profissão, em Teresópolis?

Tal qual a prática do jornalismo, o exercício da profissão de treinador é questão vocacional. Ou nasceu pro troço, ou cai fora, até porque é natural o mecanismo de controle de contratações do profissional no ramo.

E a CBF ainda impõe requisitos para aceitação dos candidatos ao citado curso: profissional de educação física, ex-atleta, trabalho em escolinha de futebol e que esteja atrelado às categorias de base.

STF

Apesar das particularidades de domínio da língua portuguesa, aceitável nível de conhecimentos gerais, perspicácia para elaboração de reportagens e técnica para se condensar o material apurado, jornalistas tiveram que engolir ministros do STF interpretarem que graduados em nível superior podem estar apto para trabalho em veículos de comunicação, já que a obrigatoriedade do diploma foi tida como incompatível à Constituição Federal.

Ora, se o jornalismo com toda a sua complexidade não depende de profissional específico, por que colocam toda essa frescura para o exercício do cargo de treinador?

LEITURA DE JOGO

Não seria um curso promovido pela CBF que aumentaria a capacidade de observação de um treinador, para apurada leitura de jogo. Algumas aulas a mais não vão condicioná-lo a adotar procedimentos para modificar situações no transcorrer de partidas.

Pode, é claro, melhorar a capacidade de comunicação, espírito de liderança e gerenciamento de grupo. Todavia, o primordial é nato da pessoa: discernimento sobre as melhores alternativas para o sucesso do trabalho.

Cabe esclarecer que não sou corporativista e não comungo da tese da obrigatoriedade de profissional diplomado como jornalista, embora tenha graduação desde a década de 70.

Exatamente por isso, na minha santa ignorância, questiono sobre a validade do citado curso para treinadores.

Ainda não existem comentários.

09
DEC
Catimba escancarada do Boca foi castigada com derrota; River comemora título

Bem feito, bem feito e bem feito! Quando o goleiro Andrada, do Boca Juniors, começou a simular contusão vergonhosamente, em finalização do River Plate que sequer exigiu defesa dele, quem espera transparência e sinceridade no futebol de certo ficou esperando que o castigo viesse a cavalo. E veio. O River virou o placar, venceu e sagrou-se campeão da Libertadores 2018.

Foi um jogo dramático e emocionante na tarde-noite - horário de Brasília - deste domingo, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, capital espanhola, com definição apenas na prorrogação, principalmente após a expulsão do volante Barrios, do Boca Juniors, no primeiro minuto.

Vitória incontestável do River, que o tempo todo propôs o jogo e foi surpreendido com gol do atacante Benedetto, do Boca, no final do primeiro tempo.

JOGO VERTICAL

O empate do River com gol do centroavante Pratto foi clara amostragem de um time que pratica jogo vertical, sentido ao gol adversário.

Vê-se claramente que os jogadores do River são treinados para toques de primeira na bola, fazerem o peão para protegê-la, já ajeitando a devolução pra quem iniciou a jogada.

Isso raramente é visto no futebol brasileiro, assim como o hábito de se passar a bola pra jogador marcado, que habilmente vai ao encontro da bola ou sabe protegê-la diante da marcação adversária no cangote.

Outra coisa treinada e tremendamente perigosa no River é zagueiro recuar a bola ao goleiro com a parte de trás da cabeça, mesmo acossado por adversário.

Neste tipo de lance tem que haver perfeita sintonia com o goleiro, que precisa de alto nível de concentração para não ser surpreendido.

QUINTERO E PITY MARTÍNEZ

Segundo gol do River, do meia Quintero, foi uma pintura.

Aí, quando bateu o desespero no Boca, seu afoito goleiro Andrada - o mesmo da farsa de contusão no joelho - abandonou a sua meta na tentativa de cabeceio na área adversária.

Disso se aproveitou o River para consolidar a vitória através de Pity Martínez, no contra-ataque, no último minuto da prorrogação.

Ainda não existem comentários.

Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo