20
JUN
Que tal se Guarani e Ponte copiassem o portal da transparência do Santos?

O Santos F.C. anunciou a implantação do ‘portal da transparência’, de forma que através da internet seja possível qualquer pessoa acompanhar a movimentação financeira da agremiação.

Atitude louvável do clube, que deveria ser copiada por aqueles que se propõem escancarar a contabilidade, de forma que seja página sem rasura. Afinal, são os torcedores a razão da existência dos clubes.

Alô ‘cartolada’ de Ponte Preta e Guarani: que tal a cópia desse singular exemplo?

Claro que o Santos ainda não esmiuçou como serão as planilhas de cada departamento, principalmente o futebol.

Abdalla acompanha Copa na Rússia
Abdalla acompanha Copa na Rússia
Seria acreditar em Papai Noel se os dirigentes se dispuserem detalhar salário de cada jogador e membro da comissão técnica, com respectivo acréscimo dos direitos de imagens.

Até a década de 70, salário de jogador interessava à Receita Federal, mas igualmente a toda coletividade de cada clube.

SALÁRIOS REVELADOS

Seria história da carochinha se nós, repórteres da década de 70, não testemunhássemos atletas responderem com naturalidade perguntas sobre valores de salário e luvas que fazíamos, quando da renovação de contrato.

E mesmo quando havia impasse para acerto, a diferença entre o pedido para o oferecido era citada sem protocolo.

Foi uma época em que a principal fonte de renda dos clubes era bilheteria e, consequentemente, o atleta não recebia salário desproporcional à realidade brasileira.

DINHEIRO POR FORA

O mundinho do futebol foi e continua obscuro. Rola dinheiro por fora (os tais não contabilizados), cujo destino pouca gente toma conhecimento.

Outrora dinheiro de clube de futebol era rifado por atitudes inconsequentes de comandos.

Numa viagem por esse Brasil afora, por exemplo, conselheiros ou pessoas próximas a dirigentes eram convidadas para acompanhar delegações, custeadas pelo clube, visto que excediam o número de pessoas bancadas pela CBF.

Portanto, o futebol é uma caixa preta. Rola muito dinheiro, na maioria das vezes sem que a prestação de conta observe entrada e saída de cada centavo.

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19
JUN
Guarani foi do inferno para o céu de um tempo para outro de partida, contra o Avaí

Empate por 1 a 1 de Ponte Preta e CSA foi postado logo abaixo

Coluna Cadê Você enfoca o ponteiro-direito Capitão, do Guarani. No Informacão, assunto é evitar agasalhos em cachorro.

A característica instabilidade do Campeonato Brasileiro da Série B proporciona mudança da água pro vinho em desempenho de uma equipe na mesma partida.

Quem diria que após covarde e paupérrimo futebol durante o primeiro tempo em Florianópolis, diante do Avaí, o Guarani tivesse atitude corajosa, objetiva e com capacidade para reverter desvantagem de 2 a 0 para 3 a 2?

Faltou ao Guarani apenas suportar a natural pressão adversária, e evitar o gol de empate quando construiu a vantagem. Assim, o placar no Estádio Ressacada apontou resultado de 3 a 3 na noite desta terça-feira.

As alternâncias no placar demonstram claramente um jogo dramático.

SÓ DAVA AVAÍ

Se o Avaí fosse para o intervalo com goleada de 4 a 0, não seria exagero.

Quando o lateral-direito Guga cruzou na cabeça do atacante Beltrán, que com leve toque colocou a bola na trave, aos seis minutos, o Guarani se assustou e se encolheu.

E quando conseguia recuperar a posse de bola, erros de passes eram contínuos entre seus jogadores, principalmente o lateral Pará e volante Baraka.

Logo, o predomínio do Avaí resultou em gol aos 25 minutos, em lançamento de Rômulo para Renato, que aproveitou o gol vazio, visto que o goleiro bugrino Bruno Brígido escorregou, caiu e falhou.

Todavia, ele se redimiu na sequência com duas defesas consecutivas, em finalizações de Beltrán e André Moritz.

Como o gol dos catarinenses estava maduro, saiu em lance de rara felicidade de Judson, aos 38 minutos, quando arriscou chute forte de longa distância e encobriu Brígido.

OUTRA HISTÓRIA

No intervalo, o irregular Baraka cedeu lugar para Bruno Nazário e foi visto um outro Guarani em campo, adiantando as suas linhas.

Como se dispôs a atacar, constatou vulnerabilidade na defensiva do Avaí, a começar pelo goleiro Aranha que, no primeiro minuto errou em saída de bola, presenteou Rafael Longuine, que perdeu gol incrível.

Quatro minutos depois, em cobrança de escanteio de Nazário, no primeiro pau, Caíque diminuiu a vantagem do adversário, assim como empatou aos 14 minutos, em jogada que começou com Kevin e teve participação de Nazário.

VIRADA

Aquilo que o mais otimista dos bugrinos jamais poderia prever era virada no placar.

Pois bastou o Guarani trabalhar a bola para envolver a marcação do time catarinense, e assim chegou ao terceiro gol através de Longuine, aos 20 minutos.

Foi o suficiente para bater o desespero no Avaí, que se lançou desesperadamente ao ataque.

Como o Guarani já havia perdido o zagueiro Edson Silva por lesão, sofreu o terceiro gol em cabeçada de Beltrán, assim como correu risco da derrota no penúltimo minuto dos acréscimos, quando Capa, do Avaí, na cara do gol, cabeceou a bola para fora.

Se o Avaí atingiu pontuação de G4 com oscilações em sua equipe, está claro que é possível o Guarani pleitear melhor desempenho na competição, com contratações de três a quatro jogadores que cheguem pra vestir a camisa.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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