Cadê Você?

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MAR
Pontepretanos da velha guarda conferiram o chute forte de Lelé, nos anos 50

Início da década de 50, século XX, chegou à Ponte Preta Manoel Peçanha, o Lelé, com a fama do chute forte e apelidado de 'o canhão de São Januário'.

No áudio abaixo, produzido para a Rádio Brasil Campinas, eu priorizo a passagem dele pela cidade, sem desconsiderar a trajetória no eixo Rio-São Paulo.

Ouça no link abaixo

  • Durval Luiz
    18/03/2021 19:48

    Lele foi meu vizinho por algum tempo no mesmo prédio, pessoa maravilhosa, simpático, bem ao estilo carioca, meu filho vivia fazendo brincadeiras com ele, que seu chute tudo aquilo, ele falava: oh moleque, quando eu batia um pênalti o goleiro saia do lado de medo. Saudades do seu Lele, ele voltou a residir no Jardim Magnolia e faleceu. deus o tenha no melhor lugar possível.

08
MAR
Até gol o lateral-esquerdo Wladimir marcou na Ponte Preta

Ex-lateral-esquerdo Wladimir não só registrou passagem pela Ponte Preta como até marcou gol. Isso ocorreu na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio, em Porto Alegre, válido pelo Campeonato Brasileiro, no dia primeiro de outubro de 1986.

Wladimir e Chicão marcaram os gols que construíram aquela vitória, naquele time comandado pelo treinador Jair Picerni, com a seguinte formação: Sérgio Guedes; Odair, Júnior Curau, Valdir e Wladimir; Régis, Sílvio, Luiz Fernando e Marquinhos; Chicão e Mauro.

Foi contratado pela Ponte Preta pelo estilo caracterizado de muita garra e segurança na marcação, tanto que essas virtudes permitiram algumas passagens pela Seleção Brasileira.

A exemplo de clubes como Corinthians, Santo André e Santos, na Ponte Preta Wladimir esteve na relação dos atletas que mais atuaram, com término do vínculo em 1987, quando retornou ao Corinthians - clube que iniciou a trajetória - porém não mais como lateral-esquerdo e sim como quarto-zagueiro.

ESTATURA BAIXA

Jogador de estatura baixa no miolo de zaga? Sim. Apesar de 1,69m de altura, naquela época não havia exigência de jogadores altos à função.

E foi no Corinthians que Wladimir estabeleceu três recordes, o principal deles por ter sido o atleta que mais atuou na história do clube: 806 jogos. E na mesma agremiação atingiu a insuperável marca de 161 partidas seguidas, no período de março de 1983 a maio de 1985.

Outro recorde dele provavelmente não seja batido: atleta que mais vezes participou de jogos do Campeonato Brasileiro: 268 vezes.

A história de Wladimir no Corinthians começou e terminou em jogos amistosos. Se em 1972 estreou contra o Besiktar da Turquia, em Istambul, com goleada corintiana por 3 a 0, a última vez foi no empate por 2 a 2 contra o Esportivo de Passos Fundo (MG).

DEMOCRACIA CORINTIANA

Wladimir foi um dos líderes da 'Democracia Corintiana', durante o biênio 1982/83, quando jogadores participavam de decisões sobre futebol, inclusive abolindo-se regime de concentração.

Últimos clubes na carreira foram Cruzeiro e Santos, quando tinha 35 anos de idade.

Hoje, aposentado, na iminência de completar 67 anos de idade, guarda mágoas do Corinthians por não ter recebido convite pra trabalhar na base do clube, em formação de jogadores, mas se orgulha do sucesso obtido pelo filho Gabriel, ex-lateral-direito de São Paulo, Fluminense, Grêmio, e passagens na Grécia e Estados Unidos.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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