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21
JUN
Luciano Baiano, de lateral-direito a treinador

Quando se transferiu do União São João de Araras para o Guarani, em 1997, o então lateral-direito Luciano Baiano era tido como promessa com facilidade para conduzir a bola ao ataque rapidamente.

No Estádio Brinco de Ouro ele pautou pela instabilidade. Quando se depreendia que após apresentações convincentes fosse se deslanchar de vez, na sequência mostrava erros, principalmente na marcação, que resultavam em críticas.

Assim foi a trajetória dele no elenco bugrino, com epílogo na reserva, após chegada do saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, em substituição a Lula Pereira.

Naquela década Vadão adotava sistema defensivo com três zagueiros, um centralizado e os outros com ocupação de espaços mais próximos das beiradas de campo.

Os preferidos foram Sorlei, Marinho e Luís Cláudio, portanto diferentemente da postura do técnico antecessor, que montava a equipe no 4-4-2, basicamente com essa formação: Pitarelli; Luciano Baiano, Marinho, Sorlei e Rubens Cardoso; Elson, Ivanildo, Moreno e Mineiro; Dinei e Ailton.

Ao deixar o Guarani no final daquela temporada, o futebol de Luciano Baiano deslanchou no Sport Recife e Goiás, antes da chegada ao Flamengo em 2000.

PONTE PRETA

Dois anos depois registro à volta a Campinas, na rival Ponte Preta, com passagem que durou quatro anos e direito de salvar a sua equipe em dérbi disputado no Estádio Moisés Lucarelli, quando marcou o gol de empate por 2 a 2 no dia cinco de fevereiro de 2006, ocasião em que a formação do time pontepretano era esse: Jean; Luciano Baiano, Preto, Rafael Santos e Paulo Rodrigues; André Silva, Carlinhos, Elson e Danilo Sacramento; Almir e Luís Mário. Por coincidência, o treinador era Vadão.

Naquela temporada ele passou por susto na derrota da Ponte para o Corinthians por 3 a 2, em Campinas, ao sofrer pancada na cabeça. Levado de ambulância ao Hospital Casa de Saúde, ficou internado durante duas noites.

Após efêmera passagem pelo Joinville em 2007, transferiu-se ao Bahia, onde a carreira de atleta se estendeu até 2015.

TREINADOR

O ingresso na carreira de treinador deu-se no juvenil do Osvaldo Cruz, quando preferiu manter o nome de guerra, em vez daquele de registro de nascimento, que é Luciano Ferreira dos Santos, nascido em Valença (BA), em dezembro de 1976.

Consta ter revelado os atacantes Felippe Cardoso e Júnior Santos que passaram pela Ponte Preta. Em 2018 ele assumiu o profissional do Vocem de Assis (SP).

  • João da Teixeira
    26/06/2020 23:33

    Com relação às comunidades de Jovens ligadas à igrejas, quem não lembra das cejofes, acho que é assim que escreve. Uma competição entre comunidades de jovens dos bairros/igrejas na cidade. Na década de 1970 viralizou. A doutrinação dos jovens era correta com boas idéias e ações, mas já havia mal elementos infiltrados, a procura de local ideal para se camuflar, local acima de qualquer suspeita. Daí todas comunidades acabaram se corrompendo e sua finalidade desfeita em vento.

  • João da Teixeira 1
    25/06/2020 19:50

    Para mim foi um dos melhores laterais que apareceu na Ponte. Apesar de ter nascido na Bahia, pelo jeito criou raízes pelos lados da região do noroeste Paulista. Osvaldo Cruz e a agora no VOCEM de Assis, o Vila Operária Clube Esporte Mariano que tem como lemas em latim Audite Vocem Domini (Ouça a voz do Senhor) e Non Ducor Duco (Não sou conduzido, conduzo). Apesar de muita gente achar que o Pe Belline, famoso pároco de Assis, fazer uma coisa inusitada, fundar um time de futebol

  • João da Teixeira 2
    25/06/2020 19:49

    ..., sua ideia era juntar os jovens adolescentes para os ideais da igreja na Vila Operária e não querer fundar um clube de futebol. Essa ideia não era inusitada, na própria Vila Teixeira em Campinas tinha um time de Marianos cuja sede era a Casa Paroquial da igreja Santa Catarina de Alexandria, cujo o pároco era o Pe. Hermínio. Não chegou a tanto o time, mas o objetivo foi alcançado, juntar os Filhos de Maria na igreja. Pois é, assim como o time Mariano da igreja S.Catarina

  • João da Teixeira 3
    25/06/2020 19:48

    ... assim como o time Mariano da igreja S.Catarina, tiveram outros párocos que criaram as Comunidades de Jovens Cristãos com objetivos mais amplos, não só com futebol, mas que juntasse a comunidade nos esportes e na recreação, bailinhos etc. Quem não conheceu a ACM, Associação Cristã de Moços em Campinas. Tinha um time bom de futebol de salão alínea Av.Andrade Neves, quase em frente pé Grupo Escolar Orozimbo Maia. Pois é, está cheirando muito mofo minha gente!

14
JUN
Dadá, passagem pela Ponte Preta em 1978

Ex-centroavante Dadá Maravilha foi provocador, algo censurável no futebol de hoje. Na passagem pela Ponte Preta prometeu e cumpriu marcar o 'gol Fepasa', em homenagem aos torcedores que que assistem aos jogos em Campinas na linha do trem.

Isso na passagem pela Ponte Preta em 1978. Ele marcou gol logo na estreia, na goleada sobre o Botafogo (RP) por 4 a 1, no Estádio Moisés Lucarelli, neste time: Carlos; Picerni, Oscar, Polosi e Odirlei; Wanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Dario e Tuta.

Dadá chegou a Campinas dez quilos mais magro e a sequência foi marcada por lesões. Ele até ficou na reserva no empate por 1 a 1 com a Francana, em Franca, e a despedida deu-se no empate sem gols em dérbi no Majestoso, dia cinco de novembro daquele ano.

Assim era Dario José dos Santos, 74 anos de idade, com passagens ainda por Inter (RS), Atlético Mineiro, Flamengo e Sport (PE), após início da carreira no Campo Grande (RJ) em 1966, quando já havia saído da Febem pelo histórico de ladrãozinho. Ele jura ter marcado 926 gols até 1986 no Flamengo, e é tido como o maior folclórico e frasista do futebol.

FRASES

1 - "Nunca aprendi a jogar futebol, pois perdi muito tempo fazendo gols."

2 - "Com Dadá em campo, não há placar em branco."

3 - "Não existe gol feio. Feio é não fazer gol."

4 - “Três coisas que param no ar: beija-flor, helicóptero e Dadá Maravilha.”

5 - "Pra fazer gol de cabeça era queixo no peito ou queixo no ombro."

6 - “Fui o máximo como cabeceador. Com estatura de 1,85m de altura, eu saía 90cm do chão para cabecear.”

7 - "Quando eu saltava o zagueiro conseguia ver o número da minha chuteira."

8 - "Chuto tão mal que no dia em que eu fizer um gol de fora da área, o goleiro tem que ser eliminado do futebol.”

9 - "A área é o habitat natural do goleador, nela ele está protegido pela constituição. Se for derrubado é pênalti."

10 - "Se minha estrela não brilhar, vou lá e passo lustrador nela."

11 - "Não venha com a problemática que eu tenho a solucionática."

12 - "No futebol existem nove posições e duas profissões: o goleiro e o centroavante."

13 - “Marquei três gols de bunda, um deles proposital.”

14 - “Pelé, Garrincha e Dadá deveriam ser currículo escolar”.

15 - “Não falem mal do Dadá e Frank Sinatra, senão é porrada.”

16 - “Se o gol é a maior alegria do futebol, foi Deus quem inventou Dadá, porque Dadá é a alegria do povo”.

  • João da Teixeira 1
    25/06/2020 19:47

    Dario quando veio para a Ponte, já era considerado um refugo pelos grandes times, mas devido sua persistência e ser bom em bolas altas, vendeu seu "beija-flor da melhor forma. Eu mesmo estava cético, mas acabei aprovando sua contratação, afinal até um presidente o convocou para uma Copa. Eis que 8 anos depois está o Dadá na Ponte fazendo barulho e gols. Afinal era melhor que muitos centro avantes novos da época e dos atuais nem se diga. Quem lembra o Dadá é o Bruno Henrique,

  • João da Teixeira 1
    25/06/2020 19:46

    Só que o Bruno Henrique é bem melhor que o Dadá com a bola no chão e também mais lépido. O Dadá era enrolando com a bola no chão e não era veloz. Ou seja Bruno Henrique é melhor. Bruno Henrique também se revelou tarde para o futebol, assim como Dario. Dadá é aqueles jogadores carismáticos, que cai na graça das torcidas, mesmo sendo muitas vezes grotesco. Sei que qdo parou no futebol, chegou adotar Campinas para morar, mas não sei se o eterno "Beija-Flor" mora mais por aqui.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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