Cadê Você?

10
JUN
Pai se intrometia demais na carreira de Marcelo Vitta

Se empresário do futebol é calcanhar de aquiles de dirigentes, no passado ingerência de pais de atletas também atormentava a ‘cartolada’.

Aristides Vitta, pai do centroavante Marcelo, foi uma pedra no sapato da diretoria bugrina até fora da discussão para renovação de contrato.

Aristides saía frequentemente de Mococa - cidade em que residia a família no interior paulista - para chegar de surpresa no Estádio Brinco de Ouro e cobrar reajuste salarial ao filho, após contrato como profissional.

Marcelo chegou nos juniores do Guarani no início da temporada de 1980 e, ao se destacar, o saudoso treinador Zé Duarte puxou-o para treinar entre os profissionais e até o escalou na vitória por 4 a 2 sobre o Comercial de Ribeirão Preto em Campinas, pelo Campeonato Paulista, dia 28 de setembro.

Na ocasião, Marcelo Vitta substituiu o finado Jorge Mendonça, num time formado por Birigui; Chiquinho, Júlio César, Edson e Miranda; Edmar, Henrique e Jorge Mendonça (Marcelo Vitta); Capitão (Roldão), Careca e Bozó.

CAMPO GRANDE

Chance para iniciar partida o treinador lhe deu dois meses depois, em amistoso contra o Campo Grande, no Estádio Hemenegildo Barcellos, o Arraial do Lobo, na ausência do titular Careca. Dois a zero para o Guarani, com gols de Marcelo e Paulo Borges.

A partir de então, Marcelo se transformou em reserva de luxo na equipe, substituindo quaisquer companheiros do meio de campo pra frente.

A fixação como titular ocorreu somente em 1983, quando Careca já havia se transferido ao São Paulo. Paradoxalmente, a carreira no Guarani se estendeu até o dia 25 de abril daquela temporada, quando se despediu após derrota para o Flamengo por 2 a 0, no Estádio do Maracanã.

Foi uma época em que pessoas endinheiradas - a exemplo de empresários de futebol - podiam contratar jogadores e repassarem a clube. E Márcio Papa, que adquiriu o passe de Marcelo, tinha intenção em repassá-lo por empréstimo ao Palmeiras, que vetou a transação.

VASCO

Logo, o destino do atleta foi Vasco, carreira internacional na Udinese da Itália, e cinco anos dourados no Inter (RS), com o bi estadual no biênio 1986-87.

A partir de 1991 Marcelo iniciou trajetória descendente na carreira em equipes do interior paulista, até o encerramento quatro anos depois no Pelotas (RS).

  • Tito
    15/06/2017 23:55

    Tempos saudosos do futebol. O futebol era muito diferente do que se vê hj. Até entre times pequenos a gente via bons jogos.

03
JUN
Atacante Wagner, tri de juniores pela Ponte Preta

O último dois de junho foi festivo para Antonio Wagner de Mores e seus familiares. A data marcou o seu 51º aniversário, com histórico de carreira iniciada na Ponte Preta, curta passagem pelo Palmeiras e cinco anos no Japão, antes de percorrer a chamada estrada da volta no futebol em clubes de menor expressão no cenário nacional.

O piracicabano Wagner integrou aquele time de juniores da Ponte Preta que sagrou-se tricampeão da categoria em 1983, em final realizada apenas em fevereiro do ano seguinte contra o XV de Jaú.

Depois dos empates sem gols em Jaú, no Estádio Zezinho Magalhães, e 1 a 1 em Campinas, na terceira e decisiva partida, em encharcado campo de Rio Claro, dia nove de fevereiro de 1984, a Ponte venceu com dois gols de Ivo no segundo tempo da prorrogação, em jogo marcado por cinco expulsões: Paulinho, Adriano e Du pelo XV de Jaú; Rodrigues e Júnior da Ponte Preta.

GOL PERDIDO

Detalhe: Wagner jamais vai conseguiu explicar como perdeu o gol mais feito da carreira naquele jogo em Rio Claro, ainda no tempo normal. Após driblar toda defesa, desvencilhou-se do goleiro Vanderlei, e bastava apenas empurrar a bola pra rede. Inexplicavelmente, na finalização, a bola cobriu o travessão.

Embora com 1,74m de altura, Wagner era centroavante daquele time comandado pelo treinador Tuta, e que contava com João Brigatti; Carlinhos, Heraldo, Junior Cural e Rodrigues; Rudney (Ivo), Márcio Luís e Vaguinho; Léo, Wagner e Joel.

ESTREIA NA PONTE

Três dias após o título, Wagner estreava na equipe principal, entrando no segundo tempo no lugar do meia Mário César, na derrota para o Botafogo por 1 a 0 - gol do atacante Lola -, em jogo no Estádio Moisés Lucarelli.

Eis o time da Ponte da época, naquele Campeonato Paulista: Robinson; Alfinete, Osmar Guarnelli, Teffo e Everaldo; Régis, Sílvio e Mário César (Wagner); Izaias, Valmir e Paulo Egídio.

Wagner ficou na Ponte até 1989, quando foi contratado pelo Palmeiras. Nos cinco anos de Japão, ele passou por Belmare, Otsuka e Kashiwa Reysol.

De volta ao Brasil, registro de passagens por São José, União Barbarense, Botafogo de Ribeirão Preto, Etti Jundiaí, Paraguaçuense e CRB (AL);

Ele ainda tentou ingressar na carreira de treinador, comandou o XV de Piracicaba na Copa Paulista de 2012, mas prevalece a sua escolinha de futebol naquela cidade.

  • luizinho
    05/06/2017 10:35

    jogou muito

  • João da Teixeira
    05/06/2017 10:33

    É como o povo diz, "Santo de casa não faz milagre". Quem desse time: João Brigatti; Carlinhos, Heraldo, Junior Cural e Rodrigues; Rudney (Ivo), Márcio Luís e Vaguinho; Léo, Wagner e Joel, que Tuta comandou, vingou no time principal da Ponte? Talvez Vaguinho e olha lá. Então minha gente, acredito que poderiam ser melhores aproveitados, mas o milagre de Santo de casa, não é tão bom quanto ao Santo de fora. Será que é por isso que não investem na base?

  • João da Teixeira
    05/06/2017 10:32

    E olha que pelos lados do "irmão", me parece que acontece a mesma coisa...

Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo