Cadê Você?

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OUT
Flamarion, um dos melhores volantes do Guarani

A nova geração de torcedores bugrinos, já habituada a volantes apenas de estilo guerreiro, apenas ouviu dizer sobre Flamarion Nunes Tomazole, mineiro de Ouro Fino que brilhou com a camisa cinco nos anos 70.

Para bugrinos da velha guarda ficou a dúvida sobre quem teria sido o melhor volante do clube de todos os tempos. A concorrência direta é de Flamarion e Zé Carlos Bernardo, campeão brasileiro de 1978.

Flamarion completou 66 anos de idade no dia 26 de agosto passado, coincidentemente data que marcou o seu primeiro gol no Guarani pelo Campeonato Brasileiro em 1973 contra o Nacional, em Manaus (AM), e igualmente o primeiro gol dele como atleta profissional.

Em entrevista ao portal Futebol Interior em 2013, Flamarion lembrou que o Nacional contava com vários jogadores emprestados pelo Galo mineiro, o Guarani perdia a partida por 1 a 0, reclamava do sol muito forte, quando ele recebeu passe do saudoso atacante Washington e completou com sucesso na saída do goleiro adversário.

IRMÃOS

Na época, curiosamente Flamarion contou com dois irmãos que também jogaram no Guarani: Escurinho - mais velho que ele e que não emplacou - e Jarbas, que despontou na base com seguidas convocações à seleção brasileira da categoria, mas não prosperou no time profissional bugrino.

Além da característica garra, Flamarion era um jogador clássico. De seus pés o time começava a organizar saída de bola da defesa, e isso lhe rendeu seguidas convocações à Seleção Paulista.

A regularidade no Guarani implicou em cobiça do Cruzeiro, que o contratou em 1977, em mudança que resultou na conquista de títulos. Depois ainda teve passagens por Sport Recife e Botafogo de Ribeirão Preto (SP).

TREINADOR

Após encerramento na carreira de atleta, Flamarion ingressou na carreira de treinador em categorias de base, teve até passagens por equipes profissionais, sem contudo prosperar. Isso ocorreu no Guarani, na rival Ponte Preta, Rio Branco de Americana (SP), Avaí e até no Catar Al-Arabi.

Anos atrás, Flamarion havia optado pelo retorno a Ouro Fino, ao fixar residência em um sítio. Logo, presta consultoria ao filho Cristiano Nunes, que ora atua como preparador físico, ora como coordenador de futebol, com trânsito livre na Ponte Preta.

  • Ubirajara
    05/10/2017 12:08

    Flamarion foi um dos idolos do Guarani era muito bom ve-lo em campo era simplesmente espetacular não tenho muita certeza mais o ultimo jogo dele foi num Dervi realizado em São Paulo no Pacaembu no qual saimos vitoriosos 2 x 0

  • João da Teixeira
    04/10/2017 19:02

    Como time pequeno, não sei como o Gfc conseguiu segurar ele por tanto tempo. Jogador diferenciado, não iria sobrar por tanto tempo no bugre nos dias de hoje. Acredito que em parte, isso se deve ao próprio jogador que, resistente à mudanças, não era volúvel e portanto não fazia força para ser vendido ou contratado por outro time. Pelo menos foi a impressão que deixou. Diria a torcida bugrina na época: "Graças a Deus!

  • Laurindo
    02/10/2017 20:04

    Sofri bastante por culpa do Flamarion, como torcedor do América de Rio Preto, quando enfrentávamos o Guarani. Um craque. Se fosse jogador desta época, com certeza teria feito um belíssimo pé-de-meia, principalmente jogando no exterior.

  • marcelo
    02/10/2017 10:54

    Sou nascido em Ouro Fino, uma das cidades mais importantes de Minas na época do Ouro. impressionante como esta cidade sempre teve bons jogadores, Evair, do Guarani é de la! Embora diga que é de Crisólia, que pertence a Ouro Fino...e vários outros que vi jogar e nunca vingaram...pois a cachaça de lá é boa também.

24
SET
Monga, símbolo da raça pontepretana

Sabe-se lá quem botou na cabeça do ex-centroavante Monga que poderia prosperar no futebol profissional como lateral-esquerdo. Ainda bem que após estágio na posição no Santo André, descobriram no Palmeirinha de São João da Boa Vista que um ‘tratorzão’ capaz de rachar a bola com zagueiros e empurrá-la à rede teria que obrigatoriamente jogar mais perto da meta adversária.

Dito e feito. Quem ganhou com isso foi a Ponte Preta em 1988, que ao trazê-lo constatou que representava o símbolo da raça cobrada pelo seu torcedor.

Pouco interessava se ele matasse a bola de canela. Aquele espírito guerreiro compensava a falta de habilidade. Assim, marcou dez gols na campanha do acesso da Ponte Preta à série A1 do Campeonato Paulista de 1989.

TAQUARITINGA

O mais significativo, naturalmente, foi na semifinal daquela competição contra o Taquaritinga. Foi dele o gol da vitória na casa do adversário. Ao dominar a bola quebrada pelo goleiro João Brigatti, escapou de um adversário na velocidade e, encobriu o goleiro que tentava interceptar a bola.

Parafraseando o músico Jorge Bem Jor, Monga só não entrou de bola e tudo porque teve humildade.

No jogo de volta em Campinas, na vitória consagradora da Ponte Preta por 3 a 1, ele abriu o placar diante de cerca de 20 mil torcedores.

O time do acesso? João Brigatti; Roberto Teixeira, Júnior, Tuca e (seria Carlinhos Engenheiro?); Sílvio, Tonho e Jorge Mendonça; Zé Carlos, Vagner e Ernani.

ITUANO

Na disputa pelo título, a Ponte foi suplantada pelo Ituano, mas a camisa ensopada de suor de Monga o fez um ídolo no clube até 1996, quando se transferiu ao futebol português, mas retornou no ano seguinte, com passagens por Ferroviária e Canoas (RS). A carreira foi encerrada em 2000, quando voltou a morar em Campinas (SP) e foi trabalhar como técnico do time sub-15 da Ponte.

O apelido foi referência à ‘Monga - a mulher gorila’, atração de sucesso em parques de diversões, logicamente não dissociado até hoje, quando integra o quadro de comissionados na Secretaria de Esportes da Prefeitura de Campinas.

Ele ganhou gosto pela política em 2012, como candidato a vereador em Campinas pelo PSB (Partido Social Brasileiro), quando obteve 770 votos.

Em março passado ele completou 52 anos de idade e o nome Gilberto Manoel de Almeida é usado protocolarmente para assinatura de documentos.

  • Professor Luiz eduardo
    02/10/2017 20:04

    olá amigos, como consigo um contato com o Monga ? Aqui em Fortaleza ele foi ídolo do Ceará, o Vozão de Porangabussu. Sou da Equipe Esportiva da rádio Verdes Mares e gostaríamos de fazer uma reportagem com ele. meu whatsapp é 85 989914024 Desde ja sou muito grato pela atenção de vocês.

  • Sergio de Souza Gomes - Serginhojau
    02/10/2017 19:57

    Monga fez um gol incrível no jogo de ida das semifinais da Série A2 de 1989, no Taquarão. O Taquaritinga enfrentava a Ponte e de repente, num cruzamento de Zé Carlos, o zagueiro Paulo César tentou tirar de "puxeta",e a bola encontrou a cabeça de Monga , algumas jardas aquém da meia-lua e encobriu o goleiro Jair, que era do XV de Jaú e estava emprestado ao CAT

  • OSMAR SOUZA
    30/09/2017 22:35

    Lembro do Monga em um jogo que nossa torcida do Guarani ,pediu a entrada do Monga ,foi a maior festa ,ele era muito ruim ,ruim mesmo

  • Maurício Barbieri
    28/09/2017 17:55

    Gilberto Monga foi criado na base do Santo André (onde ganhou o apelido), mas jogou pouco no time principal. Logo foi negociado. Uma pena prá nós!

  • João da Teixeira
    25/09/2017 15:23

    Monga ainda conseguiu jogar muito tempo no futebol amador e varzeano de Campinas depois que parou de jogar profissionalmente. Gostava muito da bola, mas quase sempre ela não dava "bola" para ele. Se marcou época com a torcida da Ponte, foi por causa daquele seu estilo brucutu de ser, manja? Aquele estilo de bola ou balim, cada enxadada uma minhoca e por aí vai...um tratorzão sem freio...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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