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01
MAI
Adílson Preguinho protagonizou gol de mão em dérbi

Dunga, enquanto treinador da Seleção Brasileira na derrota para o Peru, por 1 a 0, que resultou na eliminação da equipe na Copa América de 2016, nos Estados Unidos, tentou se apegar no gol irregular do peruano Ruidiaz como justificativa, mas não conseguiu se sustentar no cargo.

Ruidiaz empurrou a bola pra rede com a mão, como havia feito o argentino Diego Maradona na Copa do Mundo de 1986, no México, em partida contra o Inglaterra, válida pelas quartas-de-final.

Saibam, pois, que no distante 1970 a cena havia sido registrada no Estádio Brinco de Ouro, ocasião em que o ponteiro-esquerdo pontepretano Adílson Preguinho ludibriou o árbitro argentino Aldo Anibal Oviedo, ao empurrar a bola com a mão para o gol de Tobias, do Guarani.

DOIS A DOIS

Como o lance foi validado, aquele dérbi campineiro de 19 de agosto, uma quarta-feira à noite, terminou empatado por 2 a 2. Logo, originou discussões durante um mês em Campinas.

Com dois gols do saudoso centroavante Wanderlei, o Guarani vencia por 2 a 1, até que Adilson, quase na linha fatal, empatou.

Foi um dérbi tumultuado, com Manfrini e Vicente expulsos do time pontepretano, comandado à época pelo treinador Cilinho, com esta formação: Wilson Quiqueto; Nelsinho Baptista (Vicente), Samuel, Araújo (Nelson Oliveira) e Santos; Teodoro e Roberto Pinto; Alan, Dicá, Manfrini e Adilson Preguinho.

CILINHO

Na época, Cilinho já pautava por ousadia. Sacou o lateral-direito Nelsinho Baptista (hoje treinador) e colocou no lugar dele um ponteiro-direito, caso de Vicente.

Acreditem: Cilinho substituiu o quarto-zagueiro Araújo pelo centroavante Nelson Oliveira, tudo para buscar o empate, conquistado irregularmente.

Eis o time bugrino daquele jogo: Tobias; Wilson Campos, Cidinho, Tininho e Ferrari (Cido Jacaré); Hélio Gigliolli e Milton dos Santos; Wagninho, Ladeira, Wanderlei e Caravetti (Sérgio).

Daquela boleirada, Samuel, Teodoro, Roberto Pinto, Wilson Campos, Ferrari, Cido Jacaré, Tininho, Wagninho e Wanderlei já faleceram.

O quarto-zagueiro Tininho morreu quando participava de um treino do Guarani na Praça de Esportes do São Bernardo, em Campinas.

  • João da Teixeira
    03/05/2018 18:02

    Os ponteiros esquerdos da Ponte sempre aprontavam uma. Se Adilson Preguinho aprontou essa, o Tuta aprontou outra, fazendo tabela com o pau de escanteio, driblando o lateral direito do bugre. Outros também aprontaram, como o meia Mosca, que deu uma caneta no volante Ednaldo do bugre, acabando por deixá-lo sentando em campo, em pleno jogo. É muito mofo...

  • marcelo
    02/05/2018 18:33

    eu tava nesse jogo, foi a noite. apos o gol de adilson, tobias correu atras de um segurança da ponte, ate dentro do vestiario....que e hoje usado pelo guarani. tinha um alambrado atras do gol....bons tempos

  • João da Teixeira
    02/05/2018 18:31

    Mais gente morreu, inclusive Helio Giglioli. Por sinal Giglioli foi titular do melhor time do Comercial de Ribeirão Preto de todos os tempos, com Rosan, Ferreira, Jorge, Piter e Nonô, Hélio Giglioli, Amauri e Jair Bala, Luís, Paulo Bim e Carlos César, tendo como técnico o Alfredinho. Se não me engano em 1965 ou 66.

  • jose carlos Erbetta
    02/05/2018 11:48

    O quarto zagueiro Araujo também morreu em Rio Claro á 2 anos

21
ABR
Piá, um talento que deu uma escorregada

Reginaldo Rivelino Jandoso, conhecido no mundo da bola como Piá, famoso por integrar grandes clubes brasileiros, não conseguiu se desgarrar de maus costumes e paralelamente frequentou páginas policiais.

Quando vinculado ao Santa Cruz, em 2005, foi preso em Santa Bárbara d’ Oeste antes da partida contra o União Barbarense por atraso de pagamento de pensão alimentícia à sua filha.

Quatro anos depois foi absolvido de acusação de co-autoria de assassinato de mecânico de lanchonete de Limeira, visto que o verdadeiro autor assumiu a culpa, com justificativa de legítima defesa.

Segundo informou a imprensa, à época, a implicação de Piá no caso ocorreu por ter sido indicado como proprietário da arma do crime, encontrada em seu veículo Golf.

Já na estava na estrada da volta no futebol, integrando equipes de menor expressão, o pior estava por vir no histórico dele, na segunda década do século.

CRIMES

Torcedores de Ponte Preta, Coritiba, Corinthians e Santos custaram a acreditar que aquele meia-direita condutor de bola, driblador, visão de jogo, que fazia gols, e estilo competitivo na marcação fosse se perder com acusações de crimes.

Pois este 25 de abril marca o terceiro ano em que foi preso por tentativa de furto a caixa eletrônico em Americana. Em 23 de janeiro de 2014 houve registro de tentativa de assalto a banco de Campinas.

A cidade de Limeira, que o havia abraçado no início de carreira de atleta em 1992, na Inter, o perdoou pelo mau feito e reabriu-lhe as portas para que estagiasse como auxiliar técnico no Independente em 2016, até efetivá-lo no cargo no ano seguinte, como comandante.

PONTE PRETA

Provavelmente tenha sido na Ponte Preta que Piá atingiu o ápice na carreira, na segunda passagem pelo clube, de quatro anos, a partir de 2000.

Aí dirigentes do Corinthians vieram buscá-lo, sem que repetisse o rendimento projetado, fato que precipitou retorno à Ponte em 2005.

Após andanças por clubes até 2009, fechou o seu ciclo em Campinas, iniciado experimentalmente em 1999, após sair da Matonense, porém quando os direitos econômicos ainda estavam atrelados ao Santos.

O temperamento explosivo dele prejudicou permanência em vários clubes que passou, como Bragantino, São José, Matonense, União São João e São Raimundo, entre outros.

Piá é natural de Cornélio Procópio, e nascido em novembro de 1973.

NOTA DA REDAÇÃO - PIÁ ESCLARECE
Naturalmente que Piá não gostou de ter sua carreira de jogador relembrada por fatos ruins, embora tenha recebido muitos elogios. Jamais houve motivo de menosprezá-lo, pelo contrário, elogiá-lo por seu talento.

Hoje ele atua como gerente de futebol do Independente de Limeira e tenta seguir uma nova carreira e um novo caminho.

"Sai uma matéria dessa, um conteúdo deste e não entendi porque saiu esta matéria. Acho que a matéria foi simplesmente pra me prejudicar. Mas estou de vida nova e apaguei o passado" - resumiu.

  • João da Teixeira
    28/04/2018 09:41

    Piá, fico contente de vc. ter mudado realmente de vida. Também não dá para apagar as coisas erradas realizadas por vc. Afinal, sempre estamos falando das boas, como jogador e falamos das ruins para ficar de ensinamento para os mais jovens que estão ainda perdidos na vida. Vc. mudando, vai deixar um bom exemplo para as novas gerações, não entenda que a matéria foi simplesmente para te prejudicar. Pelo menos enxergo dessa maneira. Boa sorte na nova empreitada e seja feliz!

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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