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MAR
Resenhas pós-jogos com dirigentes de clubes campineiros ficam esvaziadas

Fábio Moreno
Fábio Moreno

No pós-jogos de Ponte Preta e Guarani, no complemento da quarta rodada do Paulistão, cabe reavaliações de seus respectivos treinadores - Fábio Moreno e Allan Aal -, em assunto que mereceriam reflexão de seus dirigentes, se de fato os clubes contassem com 'gente da bola' para a devida resenha.

Foi impactante a falta de leitura de jogo do inexperiente treinador pontepretano Fábio Moreno.

Ele não percebeu como mexer nas peças do tabuleiro para reduzir a impetuosidade do apenas esforçado Botafogo, durante o segundo tempo daquela partida de sábado passado.

CONTRA-ATAQUES

Se a Ponte havia abdicado propor o jogo após o intervalo, a escolha foi pela administração da vantagem por 1 a 0 e explorar contra-ataques, convenhamos que seria elementar reforçar a pegada de marcação no meio de campo.

Simples. Bastaria sacar Pedrinho ou João Veras e colocar em campo um homem de marcação.

Na prática Moreno deixou o barco correr e seu time sofreu susto desnecessariamente.

E se tivesse enfrentado um adversário mais categorizado, que trabalha melhor a bola e encontra espaços para penetrações?

Por sorte, as limitações do Botafogo implicaram em levantamento de bola à área pontepretana, não aproveitadas.

Não, vírgula. E a jogada em que Ruan Renato descuidou-se da marcação e deixou o lateral Jean Carlos disputar e perder de cabeça para Richard?

Se a bola entra, em vez de chocar-se na trave, lembrariam que Ruan Renato falhou.

Como a bola não entrou, passou despercebido a falha grotesca de Ruan Renato, porque não era Jean Carlos quem deveria estar na disputa daquela bola.

ALLAN AAL

Allan Aal
Allan Aal

O formato de entrevistas coletivas pós-jogo é de uma superficialidade impressionante.

Bem falante, o treinador do Guarani, Allan Aal, não só se estendeu nas respostas das perguntas, como até discordou frontalmente de colocações, sem chance de réplica ao seu interlocutor.

Começou corrigindo quem discordasse da saída de Rodrigo Andrade para entrada de Bruno Silva.

“Você teve impressão errada”, informou ao repórter.

“O Rodrigo pediu substituição. Disse que não tinha mais condições de continuar”.

E quem discordasse do rendimento do Guarani, Allan Aal recorria aos números do jogo, lembrando duas bolas na trave do São Bento, chances desperdiçadas por seu time, e por isso já antecipou intensificação de treinos específicos para aprimorar finalizações.

Ao discorrer sobre temas diversos, passou rapidamente pela necessidade de melhorar estágio físico de alguns jogadores, sem dizer quais.

Estaria o lateral Bidu neste contexto?

Sobre equívocos de escalação, como teimosia pela manutenção do volante Índio e meia Tony entre os titulares, passou batido.

Sobre melhor estratégia para a bola chegar ao ataque pelo lado esquerdo, tudo em silêncio.

RENANZINHO

Claro que caberia explicação por que Renanzinho é obrigado a cometer o despropósito de buscar a bola, porque ela custa a chegar ao ataque.

Lerdeza na transição da defesa ao ataque também ficou sem resposta, e sei lá eu se ele foi questionado sobre o assunto.

Portanto, se lamenta-se falta de dirigentes da bola na Ponte Preta, o mesmo se aplica ao Guarani.

Do contrário, em resenha pra se colocar conversa em dia no pós-jogo, esses assuntos fariam parte da pauta.

VEJA GOL DE SÃO CAETANO 0 X 1 CORINTHIANS

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13
MAR
Ponte vence, mas falta melhor leitura de jogo ao treinador Fábio Moreno

A irregularidade do Botafogo era o combustível favorável à Ponte Preta para arrancar de Ribeirão Preto a primeira vitória no Paulistão, por 1 a 0, na noite deste sábado.

E a Ponte só correu algum risco na partida devido à inexperiência de seu treinador Fábio Moreno que, nervoso na área técnica do gramado, faltou-lhe a real leitura de jogo para tomada de providências práticas.

Se no início ele teve percepção que o atacante de beirada Pedrinho teria que recuar para fazer dobra de marcação sobre o rápido atacante Dudu, do Botafogo, que levava vantagem sobre o improvisado Marcos Júnior na lateral-direita, no segundo tempo poderia ter fortalecido a pegada no meio de campo, de forma a evitar que o Botafogo aumentasse o seu volume de jogo ofensivo.

DUDU

Antes de a marcação da Ponte Preta ter sido ajustada no lado direito de sua defesa, o Botafogo havia oferecido perigo na jogada em que Dudu serviu Richard, em condições de completá-la, mas ele não conseguiu chegar na bola, aos quatro minutos.

Depois disso, por três vezes foi a Ponte quem criou embaraço ao Botafogo.

João Veras precisa aprender que atacante deve ficar antenado a rebotes de goleiros adversários.

Quando Igor Bohn, do Botafogo, espalmou a bola para o seu campo de jogo, em chute do meia Thalles, João Veras chegou desequilibrado no lance, porque não estava atendo para concluir.

O mesmo se aplica a Thalles quando Marcos Júnior, no fundo de campo, cruzou para trás. Desequilibrado, Thalles chutou fraco e desperdiçou.

O desenho da partida era favorável à Ponte Preta, mas um descuido à marcação de Dudu só não custou caro porque a finalização dele foi fraca, aos 39 minutos, e Ygor Vinhas, goleiro pontepretano, defendeu.

Embora não tivesse flagrante superioridade, a Ponte foi premiada aos 45 minutos com jogada individual do atacante Moisés, que do fundo de campo colocou a bola na área e o volante Léo Naldi, de carrinho, concluiu pra rede: Ponte 1 a 0.

FORTALECER A MEIÚCA

Com duas 'pontadas' do Botafogo em menos de seis minutos do segundo tempo - através de Rodrigo e Emerson -, já era para Fábio Moreno ter observado a necessidade de 'encorpar' o cinturão de marcação na cabeça da área, de forma a picotar jogadas do adversário no nascedouro.

Na cabeçada de Émerson o goleiro pontepretano Ygor Vinhas praticou defesa com grau de dificuldade, e isso se repetiu em conclusão de Richard, além de lance posterior em que, na cabeçada dele, a bola chocou-se contra o poste esquerdo da meta pontepretana.

Por isso que exceto Moisés, o treinador Fábio Moreno poderia ter trocado ou o atacante Pedrinho, ou Moisés por um jogador de contenção, - até porque ficou claro o objetivo de sua equipe em apenas contra-atacar.

Todavia Moreno preferiu correr risco desnecessário e o preço só não foi salgado pela fragilidade do adversário, que preferiu insistir em alçar a bola à área pontepretana que, embora rechaçasse a maioria, era perceptível o desajuste a partir do trigésimo minuto, quando o estreante lateral-esquerdo Jean Carlos deu lugar ao instável Anderson, e o time deixou de contar com os cabeças-de-área Léo Naldi e Vini Locatelli, para entradas de Igor Maduro e Robinho.

Naquela altura, Moreno não teve percepção que o treinador interino do Botafogo, Valdir Benedito, mudou o atacante Richard de lado, para o setor esquerdo, ocasião que Pedrinho já não ajudava na marcação e Marcos Júnior tinha dificuldades para 'brecar' o ímpeto do botafoguense.

Até os 45 minutos do segundo tempo, Moreno manteve a estrutura do time no 4-3-3, ocasião em que sacou Pedrinho para a entrada de Papa Faye.

AJUSTES

Embora Pedrinho e Moisés sejam dribladores, não se recomenda que abusem da individualidade quando o time adversário duplica a marcação.

Por isso deve sempre haver aproximação de companheiros, para que o atleta possa ter discernimento do momento do drible ou passe.

A Ponte ainda carece daquele meia que saiba controlar o jogo, ora colocando mais intensidade, ora com sabedoria para esfriá-lo.

A velha mania de troca de passes ou recuo de bola improdutivos no compartimento defensivo continua, o que permite recomposição do adversário para se organizar na marcação.

O tempo passa e essas coisas não são ajustadas. Logo, a comissão técnica tem que ser cobrada sim.

  • Jose Ricardo I
    14/03/2021 11:02

    Essa noite a polícia flagrou Gabi Gol frequentando um cassino clandestino em São Paulo junto com mais de 300 pessoas. É de se pensar se o ambiente do futebol é tão seguro assim como fazem pensar os dirigentes dos clubes.... Certamente os dirigentes do Flamengo vão passar a mão na cabeça do atleta. Outro assunto foi o ex-jogador Vampeta que organizou uma partida, a polícia chegou e acabou com a farra e dispersou as cerca de 100 pessoas presentes. Lamentável.

  • Jose Ricardo I
    14/03/2021 10:59

    Essa noite a polícia flagrou Gabi Gol frequentando um cassino clandestino em São Paulo junto com mais de 300 pessoas. É de se pensar se o ambiente do futebol é tão seguro assim como fazem pensar os dirigentes dos clubes.... Certamente os dirigentes do Flamengo vão passar a mão na cabeça do atleta. Outro assunto foi o ex-jogador Vampeta que organizou uma partida, a polícia chegou e acabou com a farra e dispersou as cerca de 100 pessoas presentes. Lamentável.

  • Mabilia
    14/03/2021 10:26

    Desculpa, aí um erro meu aí em cima.. redação - Axiste - Assiste...Bom, se levamos alguns sufocos do botinha é normal , leva com os titulares imagina com os reservas. Mas teve bons momentos , esse Léo Naldi surpreendeu bom de bola o garoto, Vine Locatelli tá ,melhorando ... Pedrinho tem que chamar de lado e muita conversa, ainda é garoto.

  • Jose Ricardo
    14/03/2021 01:01

    Ganhou, mas não convenceu, pior seria se tivesse perdido, mas perder do botinha seria demais, Botafogo por milagre não foi rebaixado pra A2 ano passado, foi rebaixado pra Série C e agora sério candidato a mais um rebaixamento. Mas com a "semana perfeita" Fabio Moreno vai se segurar no cargo. Não se sabe o que vem por aí, se param ou se permanece com o futebol, seria um tempo pro treinador arrumar o time, mas não tem muito o que mudar. Enfim um time água de salsicha.

  • João da Teixeira
    13/03/2021 23:08

    Milagre, a Ponte não tomou gol e por isso conseguiu ganhar, mas tbém contra o Foguinho, um dos sérios candidatos a ir para a A2 no próximo ano e por ser o goleiro da Ponte um dos melhores em campo. Imaginem o Foguinho pondo calor no "caldeirão da Ponte". Eu não vi o jogo, mas Imaginem se a Ponte não tomou sufoco. Futebolzinho de pingaiadas, só pode! Apesar que a Ponte entrou com um time reserva, se isso pode ser uma atenuante. Estamos no mato sem Macaca!

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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