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MAI
Que humilhação para abastecer tanque de combustível; e nada acontece com Temer

Como sou dono do meu nariz e faço a pauta do dia, já aviso aos navegantes que não vou falar de futebol, embora o espaço esteja sempre aberto a quem queira se manifestar.

O torcedor bugrino continua omisso nos comentários, em relação ao seu time. Todavia, pelo menos fica a certeza que acessa diariamente a coluna pra conferir a temática do dia.

Ao pontepretano foi dissertada a atual situação, que ainda pode ser acrescentada a quem se dispuser.

FILAS

Gente, que humilhação fomos submetidos ao ficar até mais de duas horas em filas de postos de combustíveis de Campinas, para se livrar da pane seca.

Absurdo dos absurdos. E o culpado de tudo isso é um presidente denunciado, que já deveria ter sido posto no olho da rua quando flagrado em diálogo deplorável com empresário criminoso no Palácio do Jaburu, há um ano.

Difícil acreditar que após aquela denúncia exibida em vídeo à nível nacional, em que Temer consentiu com a corrupção através de malas, conseguisse escapar da cassação.

Pois conseguir, ao oferecer benesses a deputados federais, disfarçadas em forma de emenda constitucional. Assim, conseguiu se salvar até o final do ano de investigação criminal.

O que se vê, agora, pelas redes sociais, é o grito de ‘fora Temer’, que não vai ocorrer caso não haja tremenda pressão nas ruas, uma possibilidade remota. É natural que o Congresso nacional não deve colocar isso em pauta.

REFORMAS

Com ou sem a queda de Temer, o entrave de reformas de Estado e Política deve ser arrastado para o próximo governo.

Infelizmente, o eleitor paulista vai eleger 70 deputados federais no próximo pleito.

Infelizmente a maioria deles disfarça bem sobre a real função na Câmara Federal. Prefere desempenhar basicamente a função de vereador disfarçado de deputado, ao se fixar em emendas parlamentares para a sua região, e se gabar que trouxe creches, escolas, segurança e pavimentação aos seus eleitores, tudo em troca de benesses para votar projetos favoráveis ao governo federal.

REFORMA TRIBUTÁRIA

Perceberam o imbróglio? Bastava uma reforma tributária, com migração de recursos justos a cada município brasileiro, para que esse vício político fosse pras ‘cucuias’.

Ora, São Paulo não precisa sequer da metade de 70 deputados federais, o que representaria significativa economia de recursos públicos legislativos, considerando-se todo custo de um gabinete.

Uma pena que a reforma política não seja feita agora.

MILITARES

A rigor, àqueles que pedem intervenção militar já perguntaram se entraria em pauta, inicialmente, reformas políticas e de Estado, fundamentais para início de redução de despesas da máquina pública?

Seja como for, não dá mais pra aguentar a manutenção de um governo tão desacreditado como o de Temer. Não dá, mas, pelo visto, vamos ter que suportar o homem até dezembro.

Pra que sejamos sensatos com nossas convicções, pelos menos devemos observar criteriosamente aqueles parlamentares que salvaram a pele de Temer quando das denúncias.

Se você usa de verocidade para criticar dirigentes de seu respectivo clube pelas trapalhadas na gestão do Departamento de Futebol, não feche os olhos àqueles que ignoraram o óbvio e deram sobrevida a esse presidente denunciado e incompetente.

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30
MAI
Deem um ‘matador’ para Mano, para que o Cruzeiro possa brigar pelo título

Treinador Mano Menezes, um estudioso do futebol, poderia sussurrar no ouvido de dirigentes de seu Cruzeiro frase imortalizada pelo saudoso e folclórico treinador Gentil Cardoso aos cartolas do Fluminense em 1946, quando bradou: ‘Deem-me Ademir que eu lhes darei o título’.

Pois deram-lhe o goleador Ademir de Menezes, o Queixada, e a promessa foi cumprida naquele Campeonato Carioca.

Queixada morreu em maio de 1996, e cravou seu nome na história do futebol nas décadas de 40 e 50.

Mano, com o mesmo sobrenome e nenhum grau de parentesco, não prometeria título, mas provavelmente convenceria os dirigentes da possibilidade de o time entrar seriamente na disputa neste Campeonato Brasileiro.

COMPETITIVO

Taticamente o Cruzeiro é o espelho do futebol competitivo e organizado no país, mas carece do finalizador. Apesar disso, venceu o Palmeiras por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no Estádio do Mineirão.

O atacante Sassá até procura fazer o ‘facão’ de uma extremidade a outra do campo, mas nem de longe lembra consagrados centroavantes cruzeirenses.

O meia-atacante Thiago Neves já ressente o passar dos anos e a mobilidade em nada lembra os bons tempos de Fluminense.

Logo, o Cruzeiro ronda a área adversária porque Mano implantou a chamada marcação alta na saída de bola do adversário - visando roubá-la e surpreendê-lo -, assim como sabe fazer o seu time dosar quando não encontra brechas para penetração. Aí roda a bola e se poupa para gastar energia na recomposição.

SÓBIS

Mano conseguiu fazer um atacante que raramente voltava aquém do meio de campo, como Rafael Sóbis, um homem de beirada que se transforma, por vezes, num segundo lateral-esquerdo.

Mantou um time com volante leves, o que permite rápida saída de bola, quando a situação permite. Trabalhou os seus laterais para que alternadamente preencham a ofensiva, E aquele que não acompanha a jogada, se resguarda ao fechar por dentro, com determinação de matar o contra-ataque adversário.

Como o time se adequou ao estilo compacto proposto pelo treinador, naturalmente ganha a maioria dos rebotes, a chamada segunda bola.

Aí, recomeça as jogadas e se encoraja em atacar com número elevado de jogadores.

GOL

No lance do gol da vitória de Rafael Sóbis, o Cruzeiro tinha quatro jogadores entre as proximidades e dentro da área palmeirense, além do lateral-direito Edílson que foi ao fundo de campo para se oferecer como opção.

E quando a vitória seguramente estava consolidada, Mano soube dar mais sustentação ao meio de campo, com a entrada do volante Bruno Silva no lugar de Thiago Neves.

Portanto, pelo repertório demostrado pelo Cruzeiro, tem-se que admitir que Mano atravessa uma das melhores fases em sua carreira

Treinadorzada por aí que recorre às desculpas esfarrapadas, deveria conferir vídeos de jogos do Cruzeiro para observar que, sem jogadores de primeira linhagem, é possível praticar elogiável organização em campo.

ROGER

O mesmo não se aplica ao treinador Roger, do Palmeiras, que até ajusta adequadamente a sua equipe no plano defensivo, mas se embaraça diante de um adversário que coloca em prática forte pegada, como o Cruzeiro.

O principal acerto de Roger foi posicionar o atacante Dudu como meia organizador, na tarefa de condutor de bola em velocidade durante o primeiro tempo.

Além da eficiente marcação do Cruzeiro, faltou parceria para Dudu no time palmeirense.

Com o atacante Keno disperso, meia Edu Lima andando em campo, e laterais ‘presos’, a tendência natural seria o time sucumbir.

Pior ainda, no segundo tempo, quando, por implicância, Roger sacou Dudu, provavelmente com justificativa de que não ajudou na recomposição, por ocasião do gol cruzeirense.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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