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DEC
Olhe a Ponte Preta aí, gente!

Quem diria que a Ponte Preta fosse renascer das cinzas nesta Série B do Campeonato Brasileiro?

Duas vitórias consecutivas sob o comando do treinador Fábio Moreno as recolocaram no páreo por vaga de acesso ao Brasileirão de 2021.

Não bastasse ter conquistado vitória de virada por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, na noite desta terça-feira em Campinas, foi beneficiada por tropeços de Cuiabá e Juventude por 2 a 0 e 3 a 0 para Náutico e Operário (PR), respectivamente.

Assim, enquanto terceiro e quarto colocados desta Série B patinaram, a Ponte ficou a três pontos do Juventude, que fecha o G4, justamente o seu próximo adversário na semana que vem, em Caxias do Sul.

DESDOBRAMENTO

Não se conserta um time desfigurado nas mãos do treinador Marcelo Oliveira do dia para a noite.

Foto: Álvaro Júnior/Ponte Press
Foto: Álvaro Júnior/Ponte Press

Jogadores da Ponte ainda pecam pela afobação, precipitação em passes e desperdício de jogadas.

Apesar disso, com mudança de comando já se vê a boleirada colocar o coração nas pontas das chuteiras.

O desdobramento deles em campo empurrou o Cruzeiro ao seu campo de defesa.

Embora tivessem sido raras as oportunidades reais de gols, pelo menos o time soube explorar falhas do adversários para virar o placar.

MANOEL

Da mesma forma que houve falha do quarto-zagueiro pontepretano Ruan Renato na disputa de bola com o zagueiro Manoel do Cruzeiro, que testou e abriu a contagem aos nove minutos do primeiro tempo, após cobrança de escanteio, o mesmo Manoel falhou no gol de empate da Ponte, ocasião em que o zagueiro Luizão acreditou na jogada e empurrou a bola pra rede aos 20 minutos do segundo tempo.

E a persistência da equipe pontepretana foi recompensada com o gol da virada, mesmo contando com falha grotesca do goleiro Lucas França, cinco minutos depois.

A jogada nasceu em cobrança de lateral, com a bola caindo nos pés do meia-atacante Bruno Rodrigues, cuja intenção era fazer o cruzamento, mas ganhou efeito e foi pra rede.

CRUZEIRO ACORDOU

Se a estratégia do Cruzeiro era administrar vantagem construída ainda no primeiro tempo, abdicando-se de atacar depois disso, o castigo veio a cavalo.

Aí, perdendo o jogo, passou a correr atrás do prejuízo, com sucessivas trocas de jogadores feitas pelo treinador Luiz Felipe Scolari, na expectativa de revigorar a equipe.

Todavia, foi a vez da Ponte Preta trocar jogadores para reforçar o seu sistema de marcação, com a natural projeção de que sofreria pressão.

Apesar disso, ela soube neutralizar as investidas do adversário e não correu risco até o final.

BARRETOS

Se há um dito de que Deus escreve certo por linhas tortas, de certo isso se aplicou igualmente à Ponte Preta neste jogo contra o Cruzeiro.

Apesar da instabilidade dos volantes Neto Moura, Dawhan e Luís Oyama, Barreto sequer vinha sendo cogitado, até que na impossibilidade do trio atuar ele ganhou nova chance na equipe e convenceu.

Mesmo sem ter sido abastecido como se projeta, o centroavante Matheus Peixoto ganhou de casquinha, pelo alto, várias disputas de adversários, o que implicou em permanência de bola no ataque.

ALISSON

Desta vez o treinador Fábio Moreno deixou a teimosia de lado e caiu na real de que com o zagueiro Alisson não dá.

Por isso recolocou Luizão na equipe, assim como atendeu clamor geral para chance ao meio-campista Zanocelo que, embora longe de render aquilo que pode, pelo menos foi brioso e merece novas oportunidades.

Acertou também o treinador ao sacar o confuso atacante Moisés para entrada de Guilherme Pato, aceso no jogo e usando velocidade para puxar contra-ataques.

Diante do cenário, a vitória devolve parcialmente a confiança aos jogadores da Ponte.

Ninguém ignora que muita coisa precisa ser corrigida e implementada neste time pontepretano, mas o trabalho com vitórias consecutivas é bem melhor.

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DEC
Dê uma espiada nas próximas duas rodadas da Série B!

Lápis e papel às mãos e vamos às contas rapaziada.

Assim será possível observar o que pode clarear para cada postulante ao acesso nesta reta de chegada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Agora restam oito rodadas para o complemento da competição e as duas próximas são de transcendental importância para quem está no bolo.

TIME BUGRINO

Guarani, com 44 pontos, enfrenta equipes que estão acima dele na classificação, porém contra um Sampaio Corrêa na descendente, patinando nas últimas rodadas.

Certamente o mesmo dirão os maranhenses considerando-se o tropeço bugrino para o Brasil de Pelotas por 3 a 1, ter sido dominado durante o segundo tempo na vitória por 1 a 0 sobre o Confiança, e ter cedido empate ao Figueirense neste domingo.

Depois, o fato de recepcionar o América Mineiro no segundo dia de janeiro não significa refresco.

Qualquer coisa que não seja no mínimo a conquista de quatro pontos nesta empreitada será desastroso.

PONTE PRETA

Quanto a Ponte Preta, ganhar seis pontos é o jeito para continuar como carta dentro do baralho. Enfrenta o Cruzeiro em Campinas nesta terça-feira e Juventude na terça-feira que vem no sul do País.

Caso perca do Juventude, por exemplo, vai possibilitar salto de um concorrente direto e praticamente eliminar o pouco de esperança que ainda resta.

A sorte está lançada. Portanto, façam as suas apostas.

Você, pontepretano, apostaria em seu time caso continue com o 'freio de mão puxado', como demonstrou apesar da vitória por 2 a 1 sobre o Confiança?

CLAREAR

Essa embolada reta de chegada de postulante ao acesso na Série B tende a provocar 'clareada' com a chegada de 2021, devido à confrontos diretos não apenas de jogos, na sequência, de Ponte e Guarani, como de Sampaio Corrêa, Juventude e CSA.

Isso indica que no complemento da 32ª rodada já se poderá vislumbrar com clareza as chances de cada um.

O Cuiabá - hoje na confortável terceira colocação com 50 pontos - terá dois jogos fora: inicialmente contra o desesperado Náutico e depois Cruzeiro.

Vejam que na hipótese de empacar vai permitir aproximação de concorrentes diretos.

Há quem diga que do confronto direto entre CSA e Sampaio Corrêa, em Maceió (AL), um mata o outro.

JUVENTUDE

No campo da teoria, aparentemente a situação menos desconfortável parece ser a do Juventude, que sai para enfrentar o Operário e depois recepcionará a Ponte Preta.

Na hipótese de vitória nestes dois jogos dará significativo encaminhamento à terceira vaga de acesso, visto que Chapecoense e América Mineiro são tidos como certos.

No caso dos clubes campineiros há um agravante: no comecinho de janeiro tem dérbi no Estádio Brinco de Ouro.

Caso ambos chegarem 'vivos' até lá, o derrotado certamente não vai sobreviver na competição, assim como o empate, naquela circunstância, em nada contribuirá.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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