04
JUN
Vitória da Ponte sobre São Paulo tem o dedo do treinador Gilson Kleina

Aviso: todas as colunas anexas estão atualizadas. No áudio Memórias do Futebol tem até a música em homenagem a Fio Maravilha.

Essa vitória da Ponte Preta sobre o São Paulo por 1 a 0, neste domingo em Campinas, teve muito a ver com a postura do treinador pontepretano Gilson Kleina.

Primeiro porque tentou alguma coisa diferente para quebrar o rigor defensivo projetado pelo treinador são-paulino Rogério Ceni, com três zagueiros e dois volantes posicionados como tarefa de contenção.

Aí Kleina imaginou que a velocidade do lateral-direito Nino Paraíba poderia quebrar a barreira defensiva adversária, e o improvisou como ponta-direita à moda antiga.

Na prática, com a fuga de suas características de explorar arrancadas de trás, com a bola, Nino ficou encaixotado na marcação e sucumbiu naquele período em que Jefferson ficou como lateral.

Assim foi um primeiro tempo com a Ponte absorvida pela marcação são-paulina e sequer ameaçou o goleiro Renan Ribeiro.

De quebra, ainda permitiu algumas incursões do São Paulo no corredor do lado direito ofensivo, sem que isso resultasse em reais oportunidades de gols, exceto um lance que o goleiro Aranha ‘abafou’ finalização de Lucas Pratto.

OUTRO TIME

Kleina mexeu corretamente ao sacar Jefferson e retomar o formato com Nino Paraíba de lateral.

Na mudança, era natural se prever que Emerson Sheik, ao entrar no time, sentisse falta de ritmo e desentrosamento com companheiros.

Contudo, a aptidão para prender a bola permitiu desafogo à sua equipe.

No geral, a Ponte se reorganizou em campo. Nino, no seu estilo explosão ao ataque, participou da jogada aos cinco minutos em que a bola, ao chegar na área adversária, foi resvalada de cabeça pelo meia Léo Arthur antes da certeira conclusão de Lucca.

MUDANÇAS ESTRATÉGICAS

Em seguida, Rogério Ceni optou por mais um atacante de área - caso de Gilberto -, e sacou o meia Tomaz, extremamente discreto.

Para evitar organização são paulina a partir do setor de criação, Kleina colocou o marcador Jadson no lugar de Lins, e depois manteve o esquema de forte pegada no meio de campo na troca do cansado Wendel por Fábio Braga.

Em jogo que cada treinador procurou extrair o máximo de seus respectivos elencos, Ceni desmontou o trio de zagueiro com a entrada do lateral-direito Bruno, procurou usar o veloz garoto Léo Natel no lugar do ala Marcinho, mas a Ponte não permitiu brechas para o adversário explorar.

Tem-se que reconhecer que o questionado zagueiro Rodrigo, da Ponte, correspondeu. Melhor que todos foi o também zagueiro Marllon.

  • João da Teixeira
    04/06/2017 19:50

    Ainda bem que a Ponte vem honrando a cidade, já que os demais times de Campinas é só vergonha. Haja "ASA" para botar, um: Red Bull dá asas. O outro Asa pesada de alumínio, não levantam nem fú. ..

  • TONY
    04/06/2017 19:49

    3 pontos valiosos da Macaca, que ruma novamente para fazer Campanha melhor que ano passado. Onde está o Cajá? Sheik com 3 semanas já estreou e o chinelinho nada. Aliás, nao fez falta.. O garoto Artur deu conta do recado e enterrou de vez o lerdo Ravanelli.

  • Ric
    04/06/2017 19:05

    A Ponte é MUITO mais time do que o Vila Sônia - resultado absolutamente normal e excelente trabalho de Kleina na partida. Outro ponto positivo: não obstante estar fora de ritmo, Sheik mostrou que tem muita utilidade ao chamar o jogo para si.

  • João da Teixeira
    04/06/2017 19:05

    O importante é a vitória, mas que miscelânea fez o Kleina na escalação da Ponte. Poderia ter posto tudo a perder. Até o Nino jogou de volante, que coisa. No 2°tempo a coisa melhorou, e já saiu o gol da Ponte. Defesaça do Aranha aos 40 e tralalá, quase que entregamos de novo. E seria um gol espírita do tricôlor, o Gilberto chutou e nem sabe o que ele queria fazer na verdade.

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03
JUN
Guarani teve a cara do Paulista da Série A2 e Vila Nova soube aproveitar

Antes de a bola rolar no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, na tarde/noite deste sábado, o repórter Luiz Ceará, da Rede TV, perguntou ao treinador Hemerson Maria, do Vila Nova, aquilo que ele esperava de sua equipe no confronto contra o Guarani, pelo Brasileiro da Série B.

A resposta foi curta e grossa: equilíbrio entre compartimentos e organização.

Sem destaques individuais, o time goiano mostrou compactação dos jogadores, de forma que fossem encurtados os espaços do Guarani. E o Vila Nova só saiu desse formato a partir da metade do segundo tempo, quando já havia definido larga vantagem no placar: 3 a 0.

Aí, recuou e aceitou o assédio ofensivo do Guarani, que diminuiu a vantagem para 3 a 1, com gol de cabeça assinalado pelo zagueiro Diego Jussani, após cobrança de escanteio, aos 30 minutos.

VADÃO

No pós-jogo, o treinador bugrino Oswaldo Alvarez, o Vadão, não tirou os méritos do adversário, mas lamentou erros defensivos e ofensivos de sua equipe.

Na prática, o primeiro a errar foi ele, que injustificadamente escalou o meia Fumagalli, jogador totalmente sem mobilidade.

Evidente que Vadão igualmente não esperava rendimento pífio do atacante Claudinho, incapaz de uma jogada lúcida sequer, com o agravante de também não corresponder na recomposição.

Assim, na prática o Guarani atuou durante o primeiro tempo com dois jogadores a menos. O duelo foi travado de forma desigual: 11 x 9.

Por sorte do Guarani, o Vila Nova abusou do direito de errar passes nos primeiros dez minutos de partida, período travado de intermediária a intermediária.

TRAVESSÃO E GOLS

Bastaram acertos de passes para que o Vila começasse a dominar a partida, e assustar.

Primeiro no chute de Alípio que a bola explodiu no travessão. Depois Wallyson finalizou em cima do goleiro Leandro Santos, desperdiçando chance real.

E o volume de jogo ofensivo dos goianos foi premiado com belo gol do atacante Matheus Anderson, que soube proteger a bola, girar, e finalizar com sucesso aos 43 minutos.

Credite o segundo gol do Vila a falha do Guarani, e atribua ao atacante Eliandro que não acompanhou o zagueiro Wesley Matos, que testou de forma indefensável, cinco minutos depois.

ELIANDRO

O mesmo Eliandro escapou do goleiro Elisson, após lançamento de Bruno Nazário, mas finalizou mal, permitindo que Wesley salvasse em cima da risca.

A outra chance do Guarani naquele período se resumiu a cabeçada de Genílson, que Elisson defendeu no puro reflexo.

O terceiro gol do Vila foi uma 'pintura'. Geovane acertou uma belo chute de fora da área.

Por que o Vila Nova teve espaço para trabalhar a bola?

Porque soube explorar avanços dos laterais Maguinho e Gastón Filgueira, e o volante Geovane adiantou as passadas e participou do toque de bola com Alan Mineiro e Alípio.

Naquele cenário, registro para o velho problema do Guarani no Paulista da Série A2, com sobrecarga aos volantes Auremir e Evandro. Isso porque Claudinho e Fumagalli não marcavam, e só a recomposição de Bruno Nazário era insuficiente.

Naquele diapasão, os laterais bugrinos Lenon e Salomão ficaram presos da defesa, e assim o time bugrino ficou sem transição pelos lados do campo.

Como a bola não chegava ao ataque, Eliandro optou pelo posicionamento pelo lado direito, e frequentemente recuava na expectativa de carregá-la.

Teoricamente a função caberia a Fumagalli, mas sem pernas para executá-la, o ataque bugrino padeceu de criatividade.

JUNINHO E EDINHO

Como era impossível Juninho se movimentar menos que Fumagalli, pelo menos foi mais participativo no segundo tempo, porém afoito em alguns lances.

A entrada de Edinho em nada contribuiu para crescimento da equipe.

Apesar disso, em vacilos da zaga do Vila Nova, Edinho e Eliandro tiveram chances reais para marcar e desperdiçaram.

Na mesma medida, Alípio e Alan Mineiro igualmente desperdiçaram chances reais para o Vila Nova.

  • Paulo Sergio
    03/06/2017 19:54

    Nossa, acabei de ver os gols do jogo do VILA NOVA x nanico, o primeiro e o terceiro foram simplesmente umas pinturas, o goleiro tá procurando a bola até agora. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk....

  • Barba
    03/06/2017 19:54

    Caramba? passou um caminhao sobre o Guarani?? de novo, sombras da 3a Divisão...

  • Paulo Sergio p/ Ari
    03/06/2017 19:54

    Prezado Ari, a chamada não deveria ser "Vem ai o jogo do guarani" mas sim "Vem ai a derrota do guarani" ou "Vem ai a vitória do Vila Nova" afinal o Vila deitou e rolou em cima do gfc, aliás mais uma vez.

  • J. Roberto
    03/06/2017 19:53

    E nem começaram os atrasados dos salários. Vamô, vamô, vamô subi, bugrê, bugrê.

  • João da Teixeira
    03/06/2017 19:52

    Tudo nivelado...CRB e OESTE, que são "cafés de pensão", estão na frente do bugrão, que um dia já foi exportação. Podemos chamar de "café pequeno" ou "café riado"? Time meia boca e sai babando para cima dá nisso...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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