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Aílton Queixada, do Guarani ao sucesso na Alemanha

Ex-centroavante e paraibano Aílton Gonçalves da Silva, o Ailton Queixada, se apresentou ao Guarani em 1996 com bordão do tipo ‘ouvintes meus cumprimentos’. Hoje, aposentado, fala alemão e inglês fluentemente, e sempre manifesta gratidão pela oportunidade de ter jogado em Campinas.

Como optou por fixar residência em Dallas (EUA), três vezes ao ano volta à Alemanha para cumprir agenda publicitária, e viaja ao Brasil para rever sua fazenda de criação de cavalos em Mogeiro, a cerca de 100 km de João Pessoa.

Revelado pelo Ypiranga (RS), ele teve rápida passagem pelo Inter (RS) antes de estrear no Guarani marcando gol na largada do Campeonato Brasileiro de 1996, no empate por 1 a 1 com o Santos, em Campinas.

Júlio Toledo Piza era técnico interino num time formado por Hiran; Marcinho, Sangaletti, Sorlei e Júlio César; Elson, Goiano, Alexandre Gaúcho e Cairo; Marcelo Carioca e Aílton.

WEDER BREMEN

Facilidade para enfrentar goleiros fez de Aílton ídolo da torcida bugrina naquele Campeonato Brasileiro de 1996. Apesar da estatura de 1,77m de altura, também fazia gols de cabeça. Assim foi aberto o mercado alemão e se transferiu ao Werder Bremen, onde conquistou títulos, foi artilheiro da liga alemã e eleito o melhor jogador do país na temporada 2003-04.

Era natural a expectativa de convocação à Seleção Brasileira, mas foi relegado. Por isso sugeriu naturalização para defender o Qatar, mas a Fifa proibiu.

Coincidência ou não, após ter sido negociado com o Schalke 04 não reeditou o qualificado futebol, e oscilou nas passagens por Hamburgo e Duisburg.

Nas idas e vindas à Alemanha à época, passou por clubes do México, Croácia, Áustria, Turquia, Ucrânia, China e até Rio Branco de Americana em 2011, aos 39 anos de idade.

MODELO NUA

No encerramento do ciclo em 2014, entrou para a história da Bundesliga como quarto maior artilheiro estrangeiro com 106 gols marcados, atrás do peruano Claudio Pizarro (191), polonês Robert Lewandowski (154) e brasileiro Élber (133).

Em 2012, de volta à Alemanha para integrar o BFV Hassia Bingen - clube de sexta divisão -, participou do reality show Dschungelcamp (Camping na Selva) de sucesso na televisão daquele país.

Na ocasião, durante prova em selva na Austrália, foi surpreendido quando uma modelo ficou nua ao se banhar num lago, ao lado dele.

  • Edu
    30/10/2018 21:36

    Ailton jogou no Mogi Mirim antes de ir para o Guarani.

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Osmar Guarnelli escreveu história na zaga da Ponte Preta

Jorge Osmar Guarnelli foi protagonista de um dérbi campineiro singular com a camisa três da Ponte Preta em 1983, no Estádio Brinco de Ouro, pelo Campeonato Paulista.

Exatos 30 segundos de bola rolando o lateral-direito Édson Abobrão, da Ponte Preta, acertou pontapé violento no meia Neto do Guarani, com intuito de intimidá-lo.

Projetava que fosse advertido quer verbalmente, quer com cartão amarelo, mas o árbitro Almir Ricci Peixoto Laguna mostrou-lhe diretamente o cartão vermelho, estrangulando planos táticos do então treinador Cilinho que, para recompor a posição, colocou em campo o lateral ambidestro Everaldo e sacou o atacante Valmir.

Todavia, bastaram seis minutos para que a Ponte surpreendesse. Em bola parada alçada à área bugrina, Osmar Guarnelli testou de forma indefensável: 1 a 0.

Natural que a partir de então fosse um bombardeio do Guarani à área pontepretana, mas Osmar Guarnelli se encarregou de interceptar a maioria das bolas e a sua equipe sustentou a vantagem.

FAMA

Se naquele mesmo ano o zagueiro chegou à Ponte Preta precedido de fama pela regularidade, caiu de vez no gosto da torcida, com carreira estendida por mais três anos.

Após encerramento daquele ciclo, migrou à função de treinador no Uberlândia, e retornou à Ponte Preta em 1989 para dirigir equipe alternativa.

Por outras três vezes ele voltou ao clube, a última no triênio 2003-2005 nos juniores, quando ficou internado em coma induzido no Hospital Municipal Mário Gatti, em Campinas.

Durante festa realizada na sede social do clube ele sofreu uma queda, desmaiou e sofreu traumatismo craniano.

ARÁBIA SAUDITA

Ainda como treinador ele trabalhou no futebol goiano, interior paulista, pequenas equipes carioca, e Al Jabalain da Arábia Saudita.

Natural do Rio de Janeiro, Osmar Guarnelli foi promovido à equipe principal do Botafogo em 1972, aos 20 anos de idade, formando dupla de zaga ora com Brito, ora Leônidas.

Foi o ano de dupla experiência no selecionado brasileiro: convocado por Zagallo ao grupo principal à Taça da Independência e participação nos Jogos Olímpicos de Munique como titular absoluto.

Ao deixar o Botafogo em 1979, teve trajetória vitoriosa no Atlético Mineiro, quando foi companheiro de Luizinho no miolo de zaga.

  • João da Teixeira
    29/10/2018 17:50

    Foi um dos bons zagueiros centrais que passaram por aqui e olha que passou muito pouco zagueiros centrais vindos de fora. Havia uma época, de 1968 até 1985, que zagueiros eram todos feitos na base, assim como goleiros. Vou aproveitar o gancho e falar de Luizinho, o 4ª zagueiro do Atlético MG e da Seleção de 1982, um gentleman na posição, jogador clássico que poria até Nilton Santos no bolso. Osmar tendo Luizinho ao lado, só precisava se preocupar com as bolas altas, do resto...

  • Emilio Franco
    24/10/2018 14:17

    Por onde anda Osmar Guarnelli ?????

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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