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JAN
Fábio Luciano, um meia que se transformou em zagueiro

Quando foi treinar nos juvenis da Ponte Preta nos anos 90, Fábio Luciano sonhava em se realizar no futebol como ponta-de-lança, aquele boleiro que cria jogadas ofensivas, e igualmente deixa a sua marca de goleador.

Em tempo observaram que mantê-lo na posição seria malhar em ferro frio, considerando-se tratar de jogador lento para a função. Deduziram que o aproveitamento mais adequado dele seria no miolo de zaga, aproveitando a estatura de 1,90m de altura.

Fábio Luciano jogou no Corinthians e Flamengo
Fábio Luciano jogou no Corinthians e Flamengo
Foi então que esse vinhedense nascido em abril de 1975 ‘comprou’ a ideia e, na nova função, mostrou predicados de descoberta da posição correta, principalmente respaldado na época pelo experiente quarto-zagueiro Ronaldão, com quem passou a formar dupla de zaga em 1996, quando passou a atuar no time profissional.

Foi aí que a porta do sucesso lhe escancarou de vez. E veio a graduação no Corinthians, quando integrou o time que conquistou o Mundial de Clubes em 2000.

No próprio Timão provou o veneno do sobe e desce. Bastou a eliminação da Libertadores em 2003 para que caísse em desgraça, e acabou emprestado ao Inter (RS). O retorno ao Corinthians só foi possível quando o ambiente ficou desanuviado no clube, com a chegada do treinador Geninho para comandar a equipe.

Posteriormente, Fábio Luciano se transferiu para o Fenerbahçe da Turquia. O que ele não contava é que uma lesão no púbis provocasse perda de espaço no clube turco, culminando com retorno ao Timão em 2006.

Ano seguinte, após rápida passagem pelo Colônia da Alemanha, reencontrou o seu futebol no Flamengo, mostrando bom sentido de antecipação, quase imbatível no jogo aéreo, e qualidade na saída de bola.

E acrescentou às citadas virtudes à habitual liderança dentro e fora de campo. Logo, caiu no gosto da torcida rubro-negra, e manteve a condição de ídolo até 2009 quando decidiu parar de jogar, após conquista do Campeonato Carioca. Seu retrospecto no clube foi de 93 jogos e sete gols.

Ainda no Flamengo, foi coadjuvante na comissão técnica na gerência de futebol, ocasião em que poderia ter evitado restrições ao trabalho de Andrade como treinador. Citou que ele não se impunha como comandante, embora o reconhecesse como profissional que conhece bem futebol.

Nos últimos anos, Fábio Luciano tem se divertido jogando futevôlei, inclusive montou uma equipe da modalidade que estava vinculada à Ponte Preta.

  • João da Teixeira
    23/01/2017 13:25

    Fabio Luciano, acredito que se encheu do futebol e de empresários e foi cuidar do patrimônio/ comércio de sua família, que ganharia bem mais qualidade de vida. Não é fácil ser jogador de futebol nos dias atuais, a não er pelo dinheiro que alguns ganham no mole...

09
JAN
Gigena e Medina, jogadores razoáveis, entraram para a história dos dérbis

Pelo quarto ano consecutivo Campinas fica sem o seu tradicional dérbi.

A derrocada do Guarani, com sucessivas quedas de divisões, foi responsável pelo congelamento provisório desse clássico campineiro que consagrou até ídolos de barro.

O argentino Dario Alberto Gigena, de qualidade técnica questionável, caiu nos braços dos pontepretanos após marcar três gols em dérbi de 11 de outubro de 2003, no Estádio Brinco de Ouro, na vitória de sua equipe por 3 a 1. Na época o time era comandado pelo treinador Abel Braga e contava com essa formação: Lauro; Marquinhos, Gabriel, Gerson e Alan (Luiz Carlos); Roberto, Piá (Ricardo Conceição), Vaguinho (Ângelo) e Nenê; Jean e Gigena.

A carreira de atleta de Gigena foi encerrada em 2012, quando retornou à Argentina. Todavia, em eventuais aparições no Estádio Moisés Lucarelli, ainda é recebido com festa.

MEDINA

O bugrino ainda grita ‘Medina neles’ - referência ao pontepretano -, após ter anotado dois gols na vitória do Guarani sobre a rival por 3 a 1 no Estádio Brinco de Ouro, em 29 de abril de 2012, quando Oswaldo Alvarez, então treinador bugrino, havia mandado a campo esse time: Emerson; Oziel, Domingos, Neto e Bruno Recife; Éwerton Páscoa, Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Fumagalli (Medina); Fabinho e Bruno Mendes (Bruno Perez).

Luís Carlos Medina, 1,72m de altura, que em abril vai completar 27 anos de idade, jogador apenas razoável, passou a ocupar espaços no Guarani quer como meio-campista, quer como lateral-direito.

Aqueles misericordiosos gols contra a Ponte Preta foram sinônimo de tolerância para que fosse retardada a dispensa dele do elenco bugrino.

Apesar disso, seu torcedor ficou com a imagem de jogador decisivo para que o time chegasse à final do Campeonato Paulista daquela temporada.

Na prática, depois que deixou o Guarani, perambulou por clubes do interior paulista como Mirassol, União Barbarense e agora XV de Piracicaba.

FORA DO CALENDÁRIO

Circunstancialmente o dérbi foi riscado do calendário paulista e nacional, e queira Deus que a trégua seja benéfica, até que ponderem que futebol não é guerra.

Oxalá, quando retomado, a realidade das torcidas bugrinas e pontepretanas seja outra.

Com a escalada da violência, que em vez de ódio haja harmonia. Que se conscientizem que futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes, diria o radialista Milton Neves.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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