06
JUN
Até quando vai continuar essa intransigência do governo paulista no futebol?

Era o que faltava: clubes e Federação Paulista de Futebol de joelhos implorando ao governador de São Paulo, João Dória, para que permita a volta do futebol.

No mapa de flexibilização das atividades no Estado, o futebol está na última escala.

Pior é que 'estudiosos' enquadram o retorno dele como se fossem jogos, pois a descrição para abertura da última etapa é liberação de eventos que geram aglomeração, inclusive esportivos.

Aí temos que roubar o bordão do ex-centroavante Dadá Maravilha pra dizer aos políticos que assinam decretos que uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa.

Uma coisa é treino, com proposta de se observar protocolo regular de testes para aferição de contágio do coronavírus; retomada gradual dos treinamentos; atividades individuais e em ambientes abertos, observando-se distanciamento de atletas de dois metros.

Além disso, é natural que se adotem procedimentos sanitários e higiênicos para se restringir ao máximo a transmissão da doença.

Outra coisa é jogo, pautado por contatos diretos entre atletas, empurrões, espirro e cusparada no gramado.

Portanto, que Federação e clubes ensinem aos homens que cuidam da saúde pública no governo do Estado a diferenciação de treino e jogo, a fim de que sejam sensibilizados.

COMÉRCIO

Difícil entender como não conseguem avaliar que o risco de contaminação no futebol, na etapa de treinos, é substancialmente inferior comparado à abertura de shopping, comércio de rua, salão de beleza, transporte coletivo, etc.

Então, se requerimentos aqui e acolá não são suficientes para que distinguam as coisas, cabe sim o mecanismo de pressão via parlamentares da Assembleia Legislativa e mídia.

BRAGANTINO

Que o Bragantino assumiu compromisso de retorno às atividades conjuntamente com demais equipes do Paulistão, é fato, assim como a desobediência ao rasgar o pacto e levar os seus jogadores ao gramado.

Ele procura se respaldar na autorização dessa atividade pela Prefeitura de Bragança Paulista, e como já treina a tendência é que leve vantagem sobre os demais na sequência do Paulistão.

Esse aspecto desagregador do Bragantino pode forçar os clubes a pressionarem o governador João Dória, para que cesse essa intransigência sobre retorno do futebol.

Na pior das hipóteses, quem puder que migre provisoriamente a Bragança Paulista e lá programe as suas atividades.

  • João da Teixeira 1
    08/06/2020 19:10

    Respeito muito o povo da região Sul do Brasil. Foram menos influenciado pelos Sindicalistas de esquerda. Apesar dos grandes partidos de esquerda no Brasil surgirem com lideranças sulistas, como Getúlio, Brizola, Jango, esse último até comunista, pelo menos eram honestos, viam o partido como ideal filosófico. Utópico, mas só como filosofia. Em São Paulo é demais regiões, não! Aqui era por interesse puro de enriquecer às custas do sangue dos trabalhadores. Filosofia do tipo,

  • João da Teixeira 2
    08/06/2020 19:08

    Filosofia do tipo, "Venha a nós, o vosso reino, nada!", enriquecimento ilícito e mamar na teta do governo, do povo. Por isso o pessoal sulista tem o meu voto, mas diga-se de passagem, muitos do pessoal do Sul já está sendo influenciado, muitos já estão gostam do poder sem merecer. Exemplos de sulistas já influenciados por falcatruas, Dilma, Esperidião, Bernardo, Gleisi etc Tem mais, mas fui traído pela memória...

  • João da Teixeira 1
    08/06/2020 18:57

    Hoje e Sempre Guarani, bela escolha, sabia que vc não iria continuar associando o seu pseudônimo ao jogador achocolatado bugrino, que quis sair do bugre. Vamos lá, conhece o termo na Astronomia de "Supernova? São estrelas de grande brilho, que após queimar toda sua energia interna e reduz de tamanho e de brilho drasticamente, se tornando um "buraco negro", consumindo tudo ao seu redor, arrastando tudo para seu interior, ou seja, um "buraco sem fundo". Por analogia, vejo o Gfc

  • João da Teixeira 2
    08/06/2020 18:55

    ... Por analogia, vejo o Gfc exatamente assim, uma estrela de algum brilho por estar bem longe, mas chegou no seu ocaso e que virou um "buraco negro", altamente consumista, mas já sem brilho. É por ser de alto consumo, perigoso para quem investe e para quem joga nele, podendo levar para o buraco quem fica muito perto. Talvez seja isso que leve os seus jogadores a cair fora o mais rápido possível. A história das "supernovas" não é ficção, são estudos da astronomia e da física.

  • João da Teixeira 3
    08/06/2020 18:53

    ... Ficção mesmo poderá se tornar o Gfc. Talvez vc tenha que mudar de novo seu "pseudônimo", para OSFG: Ontem e Se Foi Guarani.

  • LÉO - PR
    07/06/2020 23:32

    faz tempo que o povo paulista e carioca só escolhe merda pra governar o estado de vcs hein fala sério.

  • João da Teixeira
    07/06/2020 23:32

    PT e Sindicalistas,Partidos de Esquerda e adeptos comprados ou não para participar, fizeram um movimento contra o Bolsonaro e de quebra, de contra peso, puseram na pauta o "racismo e fascismo", que o governo de Bolsonaro é fascista. Quem comenta isso, nem tem conhecimento de causa para fazer. A mídia perversa põe isso na boca dos incultos e incautos, ou seja, protestar de coisa que nem conhece, para falar que o governo Bolsonaro é fascista. Ridículo...

  • HSG
    07/06/2020 23:30

    E aí , Ari ? Você também assistiu a reprise do Derby 174 ? Realmente, o Vadao foi magnífico estrategista neste jogo. Alguém aqui nesta coluna me criticou por insistentemente colocar o pseudônimo TODINHO , após ter ficado na fila por 8 anos certo ? Então, os torcedores da associação devem ter ficado coladinho hj assistindo a quebra do tabu de 15 anos...desce daí vai...para...

  • HSG
    07/06/2020 23:29

    Não havia lhe dirigido a palavra , más já que tomou as dores do "irmão", faço-lhe uma pergunta : Brilho às custas dos outros ?? Kkkk k Quem brilha é ou tem estrela... demais tentam ou batem palmas ( para os outros e não às custas ) , simples assim "tio" !

  • Luiz Otto Heimpel
    07/06/2020 15:10

    Doria esta fazendo politica, nao esta nem ai com o futebol. Ja o Red Bull travestiso de bragantino deveria ter vergonha na cara e seguir o combinado.

  • João da Teixeira
    07/06/2020 15:09

    SporTV reprisa Gfc x Ponte, Brasileiro, derby 174, agora 11h. nesse domingo

  • João da Teixeira
    07/06/2020 15:08

    SporTV reprisa Gfc x Ponte, Brasileiro, derby 174, agora 11h. nesse domingo

05
JUN
Treinadores negros são vítimas de racismo no Brasil?

O racismo explícito de um policial branco ao matar o negro George Floyd por estrangulamento, nos Estados Unidos, gerou onda de protestos que transcendem aquele país.

Tema racismo não só foi pautado como discutido por jornalistas negros da TV Globo, como Eraldo Pereira, Maju Coutinho e Glória Maria, no programa Globo Repórter desta sexta-feira.

Elias Aredes Júnior, jornalista e âncora da Rádio Brasil Campinas, pergunta-me na lata se há preconceito racional contra treinadores negros no Brasil.

Respondi que, no universo do futebol no país, as portas são abertas a todas as raças, indistintamente.

Claro que isso difere da maioria dos segmentos sociais em que há racismo velado.

De imediato lembrei-me de João Avelino, Lula Pereira e Vanderlei Luxemburgo como exemplos de negros como treinadores, mas depois, colocando a 'cachola' pra funcionar, os nomes começaram a surgir.

Didi
Didi

Valdir Pereira, o saudoso Didi da folha seca, comandou até a Seleção do Peru em Copa do Mundo.

Quer exemplo mais claro de transposição de supostas barreiras de que o já falecido Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho?

Sim, ele não tinha cabelos crespos, mas a pele escura era indisfarçável.

E só não chegou à Seleção Brasileira por que não quis, pois convidado foi. E trabalhou em grandes clubes, com maior sucesso no São Paulo.

GENTIL CARDOSO

Aí, recuando-se ao ano de 1959, constata-se que o negro Gentil Cardoso chegou à Seleção Brasileira, após recomendáveis passagens por grandes clubes do Rio de Janeiro, Corinthians e Cruzeiro.

De certo você já cansou de ouvir a frase de que 'quem se desloca recebe, quem pede tem preferência', mas não sabe o autor, correto? Pois foi Gentil Cardoso.

Outra frase imortalizada dele foi essa: "Se a bola é feita de couro, se o couro vem da vaca e se a vaca come capim, então a bola gosta de rolar na grama e não ficar lá por cima; portanto, meus filhinhos, vamos jogar com ela no chão".

Vai me dizer que o ex-centroavante Serginho Chulapa não teve chance quando foi efetivado no comando técnico do Santos?

Cristóvão Borges não teve passagens por grandes clubes?

Roger Machado, técnico do Bahia, é mais um que comprova a possibilidade de se romper barreiras, pois já trabalhou em Grêmio e Palmeiras.

Desses exemplos, o misterioso foi a falta de continuidade do trabalho do ex-volante Andrade enquanto treinador, após ter levado o Flamengo à conquista do Campeonato Brasileiro em 2009, ocasião em que foi premiado como o melhor na categoria, naquela temporada.

Pelos exemplos, a constatação é que o negro sem prosperidade na carreira de treinador passa mais por questão vocacional de que suposto preconceito.

ROQUE JÚNIOR

Se esses exemplos falam por si só, o ex-zagueiro Roque Júnior deveria se mirar neles antes de acusar sua falta de prosperidade na carreira de treinador ao racismo, durante live promovida pela FPF (Federação Paulista de Futebol) em seu canal no YouTube intitulado 'Vidas Negras e o Futebol', com o objetivo de debater a relação dos negros com o esporte, nesta sexta-feira.

“Futebol é reflexo da sociedade e que, historicamente, o Brasil é racista, levando em conta a primeira Constituição que tivemos até hoje”, afirmou.

E prossegue: “Não consigo diferenciar uma coisa da outra. O futebol traz o que é a sociedade, que o negro está no futebol ou na música, mas que não ocupa cargos de liderança”.

O ex-volante Mauro Silva, que ocupa vice-presidente da FPF também cobrou o negro em cargos de liderança no futebol: “Nunca tive um técnico negro”, contou.

Fatos e testemunhos estão aí.

Assim, cada qual que tire sua própria conclusão.

  • Tito
    06/06/2020 23:28

    O policial e a vítima atuavam como seguranças de uma casa noturno, possivelmente se conheciam e pode ser um desfecho pessoal. As circunstância que levaram a vítima à morte é inadmissível independente da cor. Um homem que já estava dominado e contido, foi assassinado, isto é inadmissível. Mas o mundo prefere dar ênfase para a palavra "racismo", deixando transparecer que a ação do policial só é reprovada pelo fato da vítima ser um negro. O resultado é inadmissível.

  • João da Teixeira
    06/06/2020 18:44

    Agora com relação aos treinadores negros, acho que os jogadores sofrem mais do que os treinadores, pois são eles que fazem gols no time da torcida que praticam o racismo ou os que não deixam o time da torcida racista fazerem gols. É sempre assim que o preconceito começa. Acho que nem é racismo, é uma agressão impensada na real, é mais uma forma de torcer mesmo. Imagine se Pelé fosse reclamar de racismo contra as torcidas adversárias. Viveria mais na Delegacia do que no campo.

  • João da Teixeira 1
    06/06/2020 10:40

    Na minha opinião, os negros que mais sofrem preconceitos são as gerações F1, os negros "raiz", de carapinha. As misturas com a raça branca, principalmente, os F2, F3, F4... sofrem até menos preconceitos, mas sofrem. Tenho até amigos e amigas negros misturados, bonitas e eles mesmo "brincam", qdo falamos para arrumarem um negro para voltar as origens, mas retrucam que vão procurar um branco, que "o negócio é branquear e não escurecer". Levam na esportiva esse tipo de preconceito

  • João da Teixeira 2
    06/06/2020 10:38

    Tem gente negra que leva esse tipo de preconceito na esportiva, tem uns que qdo vc elogia o seu caráter, fala que é um negro de alma branca, mas muita gente vê isso como um preconceito do próprio afrodescendente, até mais que o próprio branco. Conheço todos os tipos de negros, gente boa e outros nem tanto, mas na minha opinião o problema está na educação. Dê educação e não precisará punir os homens brancos, negros, mulatos, caboclos, índios, asiáticos, mamelucos, cafuzos.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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