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ABR
Ponte aposta no equilíbrio de seus jogadores como diferencial de outras decisões

Em tempo - Em razão do feriado de segunda-feira, foram antecipadas as colunas agregadas ao blog. Em Cadê Você, o focalizado é o ex-zagueiro Sorley do Guarani.

Se era imperioso o Corinthians romper jejum de títulos que já ultrapassava 22 anos em 1977, a carência da Ponte Preta por conquista resulta em cobrança cada vez maior de seu torcedor.

Por razões diversas a Ponte Preta tombou nas quatro vezes que decidiu títulos do Campeonato Paulista. E é exatamente aí que cai bem a frase do pensador Leandro Loureiro: ‘A vitória vem com superação de algumas derrotas, pois sem elas, eu não poderia reagir ao fracasso’.

Em 77, com a arbitragem sob suspeita, manipulação da Federação Paulista de Futebol ao programar jogos apenas para a capital paulista, e o peso político partidário em favorecimento ao Corinthians, seria difícil transpor barreiras, e a Ponte bateu na trave.

Ponte Preta precisa refletir em campo a paixão de sua torcida
Ponte Preta precisa refletir em campo a paixão de sua torcida

Nas outras três vezes que chegou, já não se atribuía o mesmo favoritismo.

Afora isso, houve erros de logística da Ponte, principalmente em 2008, na decisão contra o Palmeiras, quando a proposta de isolar o grupo fez o tiro sair pela culatra. Foi transferido excesso de responsabilidade aos jogadores.

EQUILÍBRIO

Agora, afora o crescimento técnico e tático da equipe pontepretana, o que se vê é um grupo de jogadores mais homogêneo, equilibrado emocionalmente.

Contribuiu para isso o trabalho psicológico feito pelo treinador Gilson Kleina, que habilmente tem conversado com cada jogador.

Reflexo da interação chefe-subordinados é o clima de extrema confiança do elenco, traduzido na frase de Fernando Loschiavo Nery:

‘Se atirarem pedras contra você, faça delas uma muralha ou um grande castelo’.

Assim, certamente por outras palavras Kleina deve ter incutido na cabeça da boleirada frase de encorajamento de Rui Barbosa: ‘Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado’.

Provavelmente alguém há de emendar pensamento ainda de Rui Barbosa, com plágio geral desde o século XIX: ‘Se querer é poder, querer é vencer’.

CORINTHIANS

Sim, o Corinthians também chegou à final com méritos. Se individualmente nem o meia Jadson, reconhecidamente um jogador diferenciado, tem rendido aquilo que dele se espera, obrigatoriamente tem que se reconhecer a sua proposta de conjunto ajustado, principalmente atrás da linha da bola.

Estatísticas mostram que sofre poucos gols, e tem feito pelo menos um golzinho para garantir vitórias.

Se frases marcantes de personalidades do passado ainda são aplicáveis para o momento, acrescente mais essa do presidente assassinado dos Estados Unidos no século XIX, Abraham Lincoln: ‘O êxito da vida não se mede pelo caminho que você conquistou, mas sim pelas dificuldades que superou no caminho’.

Pois cabe à Ponte Preta, agora, apego às dificuldades de como tirou de seu caminho Santos e Palmeiras nesta reta de chegada do Campeonato Paulista.

  • Edil Chaves
    01/05/2017 00:01

    Caro Ari, boa noite! Você é um falastrão, Ponte Pretano que critica o Guarani. Bem feito pra Vc e a Imprensa ALVI NEGRA de Campinas! Fumagalli é ex jogador, mas Scheik é uma boa que pra Ponte! Faça um favor, fale somente do seu TIMECO VIRGEm, do Guarani não precisa, já que tudo é negativo!! Parabéns pela Goleada sofrida!

  • Marcio
    30/04/2017 20:32

    Tomaram um tremendo CHOCOLATE !!! A"quinta" força foi para os QUINTOS...

  • Eugenio
    30/04/2017 19:28

    Time covarde co-adjuvante, a associacao é vergonha de Cps, eterna virgem !!! Grande festa fez a torcida ridicula com meia duzia de papel higienico estendido na arquibancada ... maior change do jogo foi aos 45 do ST ... nunca serão !!!! E ainda tenho q ler aki no FT o presidente desse lixo afirmar q a associacao é time grande !! Piada do ano !! Presidente: time grande tem titulos !! Portanto : Nunca serão !!!! KkKKkKkKk

  • Marcio
    30/04/2017 19:21

    97 % kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk chupa 3 aí bar bicha.........

  • Barba
    30/04/2017 13:39

    Esta manha dei uma volta na cidade e pude sentir o clima dos 97% - pontepretanos felizes. mas não poderia deixar de manter o nivel e dar uma gozadinha aos irmaos: aqueles dos 3 %, sem teto, sem time, sem estadio, aqueles do bueirao da Norte-Sul, MAIOR rebaixado do seculo, Vergonha da cidade, brigando para nao cair para a serie C. E treinado pelo Vadão (quase hein), treinador de meninas - Macaca querida, amor da minha vida, sou louco por voce!!!! 2x0

  • TIO LEI
    30/04/2017 11:18

    Ser PONTE PRETANO não se explica, apenas se sente...Ah PONTE PRETA, eu acredito em nós, e sei que este amor é pra vida toda. Apenas vá lá, entre em campo com garra e determinação. Vai na raça, como sempre fostes, pois estes predicados sempre foram nossa marca registrada. Sabes que TU ÉS A AMADA PONTE PRETA, ORGULHO DE NOSSA GENTE E DE NOSSA TERRA. Como dizia o grande filósofo Nenem Prancha "haja o que hajar", nunca te abandonarei. Agueeeenta Coração.

  • antonio
    30/04/2017 11:17

    No cafe da Barao de jaguara encontrei varios pontepretanos com a "sindrome de Gabriela" esta semana. Sabe aquela musica que a Gal Costa cantava? eu nasci assim, eu cresci assim, sempre Gabriela... nem da pra acreditar que conseguiram vender 15 mil ingressos depois de quase 10 anos,,, Claro que sempre foram da macaca. O Carnielli deve estar dando risada dos ingratos que o viviam criticando. Sabe aqueles com a "sindrome de Gabriela"?

  • João da Teixeira
    29/04/2017 23:29

    Serei PONTE mesmo que a bola não entre, mesmo que o Majestoso se cale, mesmo que o Manto Sagrado desbote, mesmo que a vitória esteja longe. Serei PONTE seja longa a jornada, seja dura a caminhada, PONTE no peito e na alma, no grito e nas palmas...

  • João da Teixeira
    29/04/2017 21:05

    Futebol com raça, sangue correndo nas veias e muita luta é que o pontepretano quer. O resto é consequência. Vai ser, mas se não for, tendo todos esses ingredientes, dormirei tranquilo. Boa sorte a todos nós, time e torcida. Nós merecemos...

28
ABR
Futebol mudou do vinho para a água depois daquele Ponte e Corinthians de 1977

Que tal uma viagem de 40 anos no tempo, tudo por causa daquele Ponte Preta e Corinthians de 1977.

Expulsão suspeita do atacante Rui Rei? Não é o caso. Rigor excessivo do saudoso juiz Dulcídio Vanderlei Boschilia? Deixa quieto. Gol do título de Basílio? Rende entrevistas até hoje.

Façamos diferente. Mostremos para marmanjos de quarenta e poucos anos quais os costumes, comportamentos e regras da época, comparativamente à atualidade.

Naquele 1977 o regime político era militar. Predominava o período de exceção. Plena vigência do AI-5 (Ato Institucional), que dava plenos poderes ao presidente da República - na época Ernesto Geisel - para sobrepor à Constituição Federal.

Basílio é alvo de entrevistas até hoje sobre a final de 1977
Basílio é alvo de entrevistas até hoje sobre a final de 1977
UNE E MST

Foi o ano em que a UNE (União Nacional dos Estudantes) tentou se reorganizar, mas sofreu repressão. Também nascia naquele ano a sigla MST (Movimento Sem-Terra), com a invasão da fazenda Annoni, município de Sarandi (RS).

E o futebol? Nada de correria desenfreada. Prevalecia o talento. Logo, relativizava-se a importância dos treinadores.

Comissões técnicas eram bem enxutas: treinador, preparador físico, médico e massagista. Começava a surgir timidamente o preparador de goleiro, com Joaquim Valdir de Moraes, no Palmeiras.

Jogador usava calção curtinho e agarrado nas pernas, contrastando com o bermudão de hoje, que por vezes cobre até o joelho.

NUMERAÇÃO

Numeração de camisas era de fácil memorização: obrigatoriamente de um a onze. Hoje, a descaracterização é total. Usa-se duas casas numéricas aleatoriamente.

Grama japonesa? Nem pensar. Registro para gramados falhos do tipo Batatais ou São Carlos, demarcados geralmente com cal.

Irregularidade de pisos exigia que preventivamente os tornozelos fossem bem enfaixados para se evitar entorse.

Prevaleciam as traves de madeira, em época que se convencionava citar trio de arbitragem para comando de jogos: juiz e dois bandeirinhas.

LEI DO PASSE

Bons tempos em que clubes formadores de jogadores tinham direito ao passe. Cabia ao atleta o percentual de 15% do valor da venda.

Nada de empresários e atravessadores nos negócios. Intromissão restrita apenas aos pais de atletas.

Sem televisão ao vivo, o torcedor comparecia maciçamente aos estádios e assistia preliminares de aspirantes ou juvenis. E sem proibição para rojões e desfraldar bandeiras e bandeirolas.

Na segunda partida da final do Campeonato Paulista de 1977, foi registrado no Estádio do Morumbi recorde de público de 146.076 pessoas, já contabilizados penetras e menores.

A rigor, informava-se, à época, quantidade de menores presentes, que entravam gratuitamente.

ESTÁDIO ENCOLHEM

Posteriormente, conflitos frequentes de torcedores adversários exigiram que a Polícia Militar adotasse medida de segurança e os estádios paulistas ‘encolheram’. Hoje, a lotação do Morumbi é de 77.011 pessoas.

Medias restritivas passaram por proibição de venda de cerveja no interior dos estádios, justamente no período em que as preliminares entretiam torcedores.

Adiantou? ‘Bebuns’ enchem a cara fora dos estádios, porque ambulantes circulam livremente.

Veio 1994 e a Fifa mudou radicalmente a pontuação, determinando três pontos por vitória em vez dos dois que prevaleciam.

Justificativa: abuso de retrancadas para quem pretendia sustentar o empate sem gols.

Logicamente você tem toda liberdade para acrescentar outras mexidas depois daquele desjejum de Corinthians em 1977.

Esteja à vontade.

  • TIO LEI
    30/04/2017 19:24

    Final do primeiro tempo. Justo resultado pelo que criamos até o momento. Reynaldo esta se mostrando um tanto nervoso. A bola esta "queimando" em seus pés, e é bastante deficiente no ataque,preso demais na defesa. Corintians tem boa postura defensiva. Duas equipes que demonstram que se equivalem. Vamos ver se o Kleina consegue tirar algum coelha da cartola para este segundo tempo.

  • BARBA
    30/04/2017 13:39

    Macaca querida, amor da minha vida, sou louco por voceeeeeeeeeeeeeee!

  • João da Teixeira
    30/04/2017 11:19

    Na A2 tudo indefinido, leve vantagem para Braga e S. Caetano, mas muito leve. Água joga em casa, pode reverter. O Azulão não aproveita o fator campo, então. ... Apesar quem está merecendo é o Água, dinheiro faz a diferença é o Azulão.

  • João da Teixeira
    30/04/2017 11:19

    A Finlândia é pródiga por fazer pilotos. E não é de F1, não, é de rallye. Mas hoje teve 2 finlandeses no pódio da F1 em Sochi. Devagar eles vão entrando de mansinho, quietinhos e tomando conta. Felipe Massa sentiu o drama do que é ter um 2° piloto sombra e o Hamilton logo, logo, não "toma mais sol"...

  • TIO LEI
    30/04/2017 11:18

    Enquanto os caras vivem se gabando de 78 mas convivem com campeonatos de segunda divisão, enxurradas de protestos as cotas de televisão e da Fedederação penhoradas, A NOSSA AMADA PONTE PRETA, somente neste FINAL DE CAMPEONATO nos jogos contra santos, palmeiras e corintians "abiscoitamos" algo em torno de R$900.000,00, mais (no mínimo) R$1.700.000,00 para disputar as finais, alem de "patrocínios pontuais" nas 6 ultimas partidas ... É, não da para ter inveja não, né?

  • João da Teixeira
    29/04/2017 23:28

    Na A3 aconteceu a primeira zebra. R.Branco perdia de 3x0 até os 30' do 2°tempo, qdo fez um bonito gol e só. Está fora. Era um dos favoritos pelo retrospecto, mas esqueceram de falar isso para o Nacional.

  • João da Teixeira 1
    29/04/2017 18:22

    Enquanto isso, na 2ª Divisão do Paulista, o Mauaense perdeu de 3x0 do S.José original e já não tem mais 100%. VOCEM pega uma pedreira em J.Bonifácio, contra o time homônimo e o Brasilis folga na rodada. VOCEM e Brasilis são os dois que ainda tem 100% de aproveitamento. Para quem não sabe, VOCEM é um time de Marianos fundado por um padre de igreja católica da cidade paulista de Assis. A sigla quer dizer Vila Operária Clube Esporte Mariano. Tenho um irmão mais velho, que...cont.

  • João da Teixeira 2
    29/04/2017 18:21

    cont. Tenho um irmão mais velho, que jogou muito tempo para o time dos Marianos da igreja de Santa Catarina de Alexandria, aqui de Campinas. Também foi fundado na Casa Paroquial, tendo como patrono, o Pe.Hermínio. Isso na longínqua década de 60. Deve ser mais comum do que a gente imagina terem times de futebol ligados às paroquias das comunidades. Era uma bela forma do pároco ter a juventude perto de si. Hoje ele vai ter que abrir uma LAN house se quiser ter os jovens por perto

  • Eric AAPP
    29/04/2017 18:20

    Concordo com o Barba: Pontepretanos deviam agora só bater boca com nossos rivais atuais, não com os antigos. Assim como os torcedores Santistas nem mencionam a Portuguesa Santista, e torcedores do Barcelona não mencionam o Español

  • João da Teixeira
    29/04/2017 14:26

    Na A3, o primeiro time a seguir foi o Monte Azul. Taboão como um dos novatos para tentar subir para a A2, voltou para casa mais cedo. Agora à tarde, mais um novato entra em campo, mas também sem chance, pelo retrospecto. O time do J.Hawilla, de Porto Feliz, pega a favorita Inter no Major Levy Sobrinho. Fechando ainda tem outro favorito, o R.Branco x Nacional da Capital e amanhã às 10h. tem Olímpia x Briosa. Ano que vem o bugre encara dois times dessa turma. Acho que só sobem 2.

  • BARBA
    29/04/2017 11:10

    Caros amigos do time da PRIMEIRA DIVISAO do futebol brasileiro - Não vejo motivos para o pontepretano ficar neste blogue de bugrinos, alfinetando timeco de 3a divisão, aqueles dos 3%, Maior rebaixado do seculo, campeao do TRT, time do bueirao da Norte-Sul, sem teto, sem estadio, etc....Estamos na final. Um esta na FINAL, o outro esta em fase FINAL.

  • Barba
    29/04/2017 11:10

    A Ponte tem 3 jogadores pendurados com 2 cartoes amarelos. O Corinthians tem 8 titulares....Até nisso estamos em melhor contagem. Ari, para de passar a mão na cabeça do timeco vergonha da Cidade, aquele dos 3%.

  • João da Teixeira
    29/04/2017 11:09

    Pois é Ari, aquilo que foi uma vergonha em 1977, o último jogo da 4ª feira, pois os dois primeiros até que transcorreram dentro da normalidade de um clássico, até hoje repercute nos meios midiáticos, enaltecendo jogadores cúrinthianos daquele jogo. O famigerado e tendencioso Dulcídio, fez muitas lambanças, deixando o pau torar dentro de campo e ainda, quando estava 0x0, não deu a lei de vantagem em uma falta vencida sobre Lúcio Bala, que ia parar dentro do gol de Jairo.

  • João da Teixeira
    29/04/2017 11:09

    Em 1977 o presidente era o Gal Ernesto Geisel. O episódio mais grave ocorrido no seu mandato foi a morte sob tortura do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975, no DOI-Codi do 2º Exército.A morte de Herzog gerou uma grande comoção social de segmentos da classe média e parte da imprensa se aliaram e realizaram um culto ecumênico na Catedral da Sé. Geisel nada fez para punir os culpados, mas qdo. torturaram nas mesmas circunstâncias, o operário Manoel Fiel Filho, ... cont.

  • João da Teixeira
    29/04/2017 11:08

    cont., fez com que Geisel destituísse do comando do 2º Exército, Gal. Ednardo D'Avilla Melo. A demissão representou a primeira ofensiva governamental contra os militares radicais. Mas o episódio que garantiu a supremacia do Presidente Geisel sobre os setores radicais, contrários ao projeto de liberalização, ocorreu em outubro de 1977, com a demissão do ministro do Exército, Gal. Sylvio Frota, que pretendia ser o próximo presidente. No dia 13/10/77 o Cúrinthians foi campeão.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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