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16
NOV
Janeiro vai marcar o 39º ano da morte do atacante Adriano

O próximo dia cinco de janeiro será marcado como o 39º ano da morte do centroavante Adriano José Mariano, mais uma das incontáveis revelações do Departamento Amador do Guarani, décadas passadas.

Adriano, aos 22 anos de idade, sofreu grave acidente de automóvel no Paraná, em rodovia que liga a cidade de Maringá à capital Curitiba.

O Chevette dele ficou despedaçado, o que provocou internação superior a um mês, sem que reagisse. Segundo a equipe médica do Hospital São Vicente, de Curitiba, caso sobrevivesse ficaria paralítico.

Natural de Porto Feliz - interior paulista - Adriano era bem relacionado entre a boleirada, e por isso jogadores do Matsubara (PR) deram as mãos e rezaram em voz alta clamando pela recuperação dele, desconhecendo que horas antes havia morrido.

A curta carreira de Adriano foi marcada por fatalidade. Dorival Geraldo dos Santos - então técnico interino da equipe principal do Guarani - deu-lhe a primeira chance em amistoso contra a Inter de Limeira, num empate por 2 a 2, no dia onze de dezembro de 1976, entrando no lugar do meia Zenon.

Apurado olho clínico de Dorival para o futebol serviu para vislumbrar que garotos formados na base como Mauro, Manguinha, Renato e Adriano prosperariam, e o Guarani começou a apostar neles.

ANDRÉ CATIMBA E CAMPOS

Ano seguinte, mesmo a equipe bugrina contando com atacantes ‘rodados’ como André Catimba e Campos, Adriano ganhou mais oportunidades. Dois gols marcados na vitória por 2 a 1 sobre o Santos serviram para que ratificasse a vocação de artilheiro e estilo corajoso no enfrentamento com zagueiros.

Por isso foi fixado como titular pelo saudoso treinador Paulo Emílio, até que o Palmeiras viesse buscá-lo por empréstimo, sem que ratificasse o projetado.

Isso precipitou retorno ao Guarani, ocasião que integrou o elenco da inédita conquista do Campeonato Brasileiro de 1978. A rigor, uma lesão o afastou da equipe, e Careca o substituiu com vantagem.

PONTE PRETA

Na sequência, sem espaço no Guarani e mal assessorado pelo seu empresário, deixou ser fotografado com a camisa da Ponte Preta antes que a transferência estivesse concluída.

O fato provocou revolta dos então dirigentes bugrinos, e a negociação emperrou. Isso abriu-lhe chances de defender o Atlético Mineiro, por empréstimo.

E na passagem pelo extinto Colorado (PR) ocorreu o fatídico acidente que provocou o falecimento.

  • João da Teixeira
    16/11/2018 12:58

    Pois é Ari, ia falar sobre esse episódio com o Adriano, que se deixou tirar uma foto com a camisa da Ponte, antes mesmo de ser negociado e que na época deu o maior quiproquó, mas no final da matéria vc. comentou o fato. Bons tempos aquele de bons jogadores em ambos os times e confusões entre dirigentes...

04
NOV
Lauro, história marcada por dois gols de cabeça

Colombiano René Higuita e paraguaio Jose Luiz Chivalert mostraram ao mundo que goleiros também podem marcar gols em cobranças de faltas e pênaltis.

O ex-goleiro são-paulino Rogério Ceni se inspirou neles e é recordista de gols de goleiros com 137.

Nos anos 70, ajudado pelo vento, o goleiro Ubirajara, do Flamengo, marcou gol em cobrança de tiro de meta na vitória por 2 a 0 sobre o Madureira.

Ano passado, em jogo do Campeonato Sul-Africano, o goleiro Oscarine Masuluke marcou gol de bicicleta aos 50 minutos do segundo tempo, na vitória do Orlando Pirate sobre o Baroko.

É praxe goleiros se aventurarem na área adversária na tentativa de cabeceio, nos minutos derradeiros de uma partida.

Pois nesse expediente os ex-goleiros Hiran e Lauro marcaram dois gols de cabeça.

Hiran marcou no empate do Guarani diante do Palmeiras por 3 a 3 em 1997, pelo Campeonato Paulista; e repetiu posteriormente quando defendia o São Caetano, em jogo contra o Juventus.

A singularidade de Lauro foi ter marcado dois gols de cabeça contra o Flamengo.

PONTE EM 2003

Primeiro pela Ponte Preta em 2003, quando testou no primeiro pau após cobrança de escanteio do meia Vaguinho, pelo Campeonato Brasileiro, aos 52 minutos do segundo tempo: 1 a 1.

Dez anos depois, outro 1 a 1 quando atuava pela Portuguesa, aos 47 minutos do segundo tempo.

Revelado pelo Radium de Mococa em 1999, dois anos depois Lauro Júnior Batista da Cruz, 1,93m de altura, chegou à Ponte Preta, inicialmente como reserva de Alexandre Negri.

Coincidência ou não, após duas derrotas consecutivas da Ponte em dérbis campineiros na temporada de 2003, Lauro foi titular no terceiro confronto, historicamente marcado pelos três gols do argentino Gigena, que deu vitória ao seu time sobre o Guarani por 3 a 1, com esta formação: Lauro; Marquinhos, Gabriel, Gerson e Alan (Luiz Carlos); Roberto, Piá (Ricardo Conceição), Waguinho (Ângelo) e Nenê; Jean e Gigena. O treinador era Abel Braga.

DISPENSA

Lauro foi goleiro de regularidade na passagem pela Ponte Preta até 2005. Todavia, após andança em grandes clubes, retornou a Campinas em 2012, vinculado ao Inter (RS) e emprestado.

Atuações irregulares precipitaram dispensa da Ponte e voltou ao clube colorado na condição de quarto goleiro. Por isso foi repassado à Portuguesa. A carreira se alongou até 2016 no Atlético Mineiro, dez anos depois da passagem pelo Cruzeiro.

Lauro ainda jogou no Joinville, Chapecoense, Ceará, Bragantino, Lajeadense.

  • João da Teixeira
    08/11/2018 11:18

    Em gols estapafúrdios por ações de goleiro, vou citar o do então goleiro Manga, em um jogo da seleção brasileira no Maracanã, onde o Brasil empatou em 2x2 contra a CCCP em jogo amistoso. Ao bater um tiro de meta, chutou a bola na nuca de um atacante da União Soviética, já fora da grande área e essa repicou e foi parar dentro do gol brasileiro. Lauro foi bem na primeira fase de goleiro pontepretano, já no retorno, foi muito irregular ouvindo muita crítica da torcida...

  • Joseval
    05/11/2018 23:37

    O gol do Hiran foi pelo Santo André, no Estádio Bruno José Daniel na derrota por 2x1, ele fez o gol de empate e em seguida tomou o gol do meio de campo.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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