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14
JUN
Dadá, passagem pela Ponte Preta em 1978

Ex-centroavante Dadá Maravilha foi provocador, algo censurável no futebol de hoje. Na passagem pela Ponte Preta prometeu e cumpriu marcar o 'gol Fepasa', em homenagem aos torcedores que que assistem aos jogos em Campinas na linha do trem.

Isso na passagem pela Ponte Preta em 1978. Ele marcou gol logo na estreia, na goleada sobre o Botafogo (RP) por 4 a 1, no Estádio Moisés Lucarelli, neste time: Carlos; Picerni, Oscar, Polosi e Odirlei; Wanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Dario e Tuta.

Dadá chegou a Campinas dez quilos mais magro e a sequência foi marcada por lesões. Ele até ficou na reserva no empate por 1 a 1 com a Francana, em Franca, e a despedida deu-se no empate sem gols em dérbi no Majestoso, dia cinco de novembro daquele ano.

Assim era Dario José dos Santos, 74 anos de idade, com passagens ainda por Inter (RS), Atlético Mineiro, Flamengo e Sport (PE), após início da carreira no Campo Grande (RJ) em 1966, quando já havia saído da Febem pelo histórico de ladrãozinho. Ele jura ter marcado 926 gols até 1986 no Flamengo, e é tido como o maior folclórico e frasista do futebol.

FRASES

1 - "Nunca aprendi a jogar futebol, pois perdi muito tempo fazendo gols."

2 - "Com Dadá em campo, não há placar em branco."

3 - "Não existe gol feio. Feio é não fazer gol."

4 - “Três coisas que param no ar: beija-flor, helicóptero e Dadá Maravilha.”

5 - "Pra fazer gol de cabeça era queixo no peito ou queixo no ombro."

6 - “Fui o máximo como cabeceador. Com estatura de 1,85m de altura, eu saía 90cm do chão para cabecear.”

7 - "Quando eu saltava o zagueiro conseguia ver o número da minha chuteira."

8 - "Chuto tão mal que no dia em que eu fizer um gol de fora da área, o goleiro tem que ser eliminado do futebol.”

9 - "A área é o habitat natural do goleador, nela ele está protegido pela constituição. Se for derrubado é pênalti."

10 - "Se minha estrela não brilhar, vou lá e passo lustrador nela."

11 - "Não venha com a problemática que eu tenho a solucionática."

12 - "No futebol existem nove posições e duas profissões: o goleiro e o centroavante."

13 - “Marquei três gols de bunda, um deles proposital.”

14 - “Pelé, Garrincha e Dadá deveriam ser currículo escolar”.

15 - “Não falem mal do Dadá e Frank Sinatra, senão é porrada.”

16 - “Se o gol é a maior alegria do futebol, foi Deus quem inventou Dadá, porque Dadá é a alegria do povo”.

  • João da Teixeira 1
    25/06/2020 19:47

    Dario quando veio para a Ponte, já era considerado um refugo pelos grandes times, mas devido sua persistência e ser bom em bolas altas, vendeu seu "beija-flor da melhor forma. Eu mesmo estava cético, mas acabei aprovando sua contratação, afinal até um presidente o convocou para uma Copa. Eis que 8 anos depois está o Dadá na Ponte fazendo barulho e gols. Afinal era melhor que muitos centro avantes novos da época e dos atuais nem se diga. Quem lembra o Dadá é o Bruno Henrique,

  • João da Teixeira 1
    25/06/2020 19:46

    Só que o Bruno Henrique é bem melhor que o Dadá com a bola no chão e também mais lépido. O Dadá era enrolando com a bola no chão e não era veloz. Ou seja Bruno Henrique é melhor. Bruno Henrique também se revelou tarde para o futebol, assim como Dario. Dadá é aqueles jogadores carismáticos, que cai na graça das torcidas, mesmo sendo muitas vezes grotesco. Sei que qdo parou no futebol, chegou adotar Campinas para morar, mas não sei se o eterno "Beija-Flor" mora mais por aqui.

07
JUN
Farah, presidente do Guarani por dois meses

O último 17 de maio marcou o sexto ano da morte do empresário e desportista José Eduardo Farah, que presidiu a FPF (Federação Paulista de Futebol) de 1988 a 2003, quando revolucionou conceitos e implementou marketing esportivo em competições, reverberando favoravelmente aos clubes.

Farah foi bugrino que ia ao Estádio Brinco de Ouro de terno, e a primeira experiência como dirigente no clube ocorreu em 1967, quando de quinto vice-presidente assumiu a presidência.

Jaime Silva e Manoel Marques Paiva, principais na hierarquia da diretoria executiva, renunciaram aos cargos, demais vices recusaram assumir, e assim Farah completou o mandado durante os dois últimos meses.

Já na presidência da FPF, Farah entrou em rota de colisão com o Guarani, após críticas ásperas do então presidente bugrino José Luiz Lourencetti em 2001, irritado com arbitragem danosa contra o Palmeiras, na derrota por 2 a 1, no Brinco de Ouro.

'COME E BEBE DE GRAÇA'

Lourencetti lembrou que Farah havia participado da festa de aniversário de 90 anos do clube, na sede da Sociedade Hípica de Campinas.

“Ele vem aqui, come e bebe de graça, e ainda prejudica o clube em arbitragem”.

Acusação foi parar no TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da entidade, que aplicou multa de R$ 150 mil ao Guarani. Farah também fez questão de depositar R$ 160 em conta bancária do clube, correspondente ao valor do convite.

INOVAÇÕES NA FPF

Em 1995, Farah vendeu os direitos de exploração do Paulistão à empresa VR por R$ 45 milhões, e negociou transmissões de jogos com a Rede Gobo.

Também determinou numeração fixa nas camisas dos jogadores. Implantou parada técnica e spray para marcar posição da bola e barreira. Instalou placa eletrônica de tempo de acréscimo nas partidas, e jogos empatados sem gols eram decididos em cobranças de pênaltis.

Cada jogo passou a ter dez bola, houve incremento com gandulas femininas, foi lançado álbum de figurinhas e venda antecipada de ingressos.

Em 1998 ele criou o Disk-Marcelinho, que visava repatriar o jogador que não havia se adaptado ao Valência (ESP).

Ligações de torcedores dos quatro principais clubes paulistas foram feitas ao custo unitário de R$ 3, e o vencedor foi o Corinthians. Todavia, foram arrecadados apenas R$ 1,74 milhão, o que provocou renegociações com espanhois para redução dos R$ 15 milhões pedidos.

  • João da Teixeira
    10/06/2020 19:25

    Ninguém pode crítica o Farah na FPF. Num todo foi bem, mas usou sua influência para não deixar cair o bugre mudando o nome do campeonato e com a falcatrua realizada, o bugre não caiu. Não sabia, que ele foi fundado a presidente em 1967, mas lembro que nesse ano, se não me engano, o Gfc não caiu por causa de uma falcatrua, onde o Palmeiras entrou com um time juvenil para que o Gfc ganhasse e não caísse para a 2° Divisão. Parece que o Farah estava predestinado a salvar o bugre.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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