01
SET
Apenas desculpe, Claudinho

Psiquiatra Roberto Shinyashiki ensina que na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos engrandece. Já o doutor em psicanálise Augusto Cury emenda que 'sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros.

Se essas sumidades exigem reflexão, quem somos nós pra não admitir erros crassos e pedir desculpas.

Alô Claudinho, jogador do Bragantino/Red Bull: julgamos que você era um peso morto na Ponte Preta, quando escalado como atacante de beirada, com atribuição de recomposição.

Até que você, obedientemente, recompunha e fechava espaços das descidas dos laterais. Todavia com a bola nos pés era useiro e vezeiro em provocar contra-ataques aos adversários.

Claudinho surpreendeu a todos no Bragantino
Claudinho surpreendeu a todos no Bragantino

RED BULL

Aí, naquele Red Bull que mandava jogos no Estádio Moisés Lucarelli, você, Claudinho, já provocava interrogação em nossa cabeça. Mostrava toques na bola diferentes e outra função em campo: armador.

Por fim veio esse Bragantino/Red Bull e você se transformou naquele meia pensante, de precisas assistências, hoje raridade no futebol. E que visão de jogo pra colocar companheiros na cara do gol! E que toques refinados que nos desmentiram, hein Claudinho!

Como o seu futebol ‘clareou’, olheiros de plantão trataram de indicá-lo a grandes clubes, e cresceram os olhos de São Paulo e Cruzeiro para tê-lo.

Já que Shinyashiki cita que reconhecer erro não nos diminui, humildemente eu reconheço a falha gritante sobre aquela avaliação precipitada.

A questão é que se você, que também errou barbaramente, vai ter simplicidade e humildade para igualmente reconhecer a precipitação?

  • Carlos Agostinis
    02/09/2019 22:58

    Só corrigindo aí, estou falando do Ederson , que depois machucou o joelho e não quis fazer cirurgia. Abandonou a carreira Novo...uma pena.

  • Jose Ricardo
    02/09/2019 11:35

    O mesmo aconteceu com Clayson. Quando veio do Ituano ele se achava a melhor bolacha do pacote, prendia a bola demais e as jogadas sempre morriam nos seus pés. Seu individualismo era tanto que um torcedor pontepretano inventou sua negociação com a Udinese da Itália e a toda imprensa, sem checar, caiu na mentira.... Até que alguém chegou nele e lhe disse que daquele jeito não iria a lugar nenhum, ele mudou e junto com Potker e Lucca fizeram um dos melhores ataques que a Ponte teve.

  • Carlos Agostinis
    02/09/2019 11:34

    Um jogador as vezes , é escalado errado, ou mandado fazer aquilo que ele não gosta em campo. Lembro me muito bem quando chegou no bugre , escalaram ele de meia, não jogava nada, ai o Ze Duarte meteu o cara de volante , virou o melhor jogador do time...

31
AGO
Soberba atuação de Renan Fonseca lembra eficiência de Oscar Bernardes

Na bola, um dia a arbitragem te espeta; no outro ela te dá uma ajudadinha decisiva. Se incontáveis vezes bugrinos e pontepretanos esgoelaram xingamentos contra a 'juizada', evidente que neste sábado saudaram o 'apito amigo' nas vitórias contra Figueirense e Coritiba, respectivamente, por 1 a 0.

Coincidência de horários dos jogos do clube de Campinas implicaram pela escolha de um deles, e foi o da Ponte Preta.

Há circunstâncias em que um aspecto se sobressai numa partida, e a soberba atuação do zagueiro pontepretano Renan Fonseca coloca qualquer avaliação num plano secundário.

Como a Ponte optou por defender a vantagem por 1 a 0 após o intervalo, a bola rondou a sua área 'centas' vezes.

Foi aí que Renan Fonseca teve atuação quase impecável. Perdeu apenas uma bola pelo alto, na cabeçada do atacante Rodrigão, que chocou no travessão.

OSCAR BERNADES

No mais, o pontepretano da velha guarda reviveu aquilo que o então zagueiro Oscar Bernardes fazia com frequência na década de 70: cobertura, desarme, antecipação e liderança para comandar o aplicadíssimo esquema de marcação de sua equipe, para evitar brechas ao adversário.

Natural se projetar que Renan Fonseca guarde com carinho o vídeo desse jogo, até porque não se sabe quando vai repetir atuação tão singular.

Se ofensivamente a Ponte ainda carece de organização, se o meia Longuini sequer conseguiu mostrar alguns lampejos, se Roger não tem rendimento satisfatório há várias partidas, ficou claro que o ‘banco’ aos meio-campistas Matheus Vargas e Gerson Magrão foi salutar à equipe.

Thiago Real ajudou a cercar mais os espaços do adversário, e com isso melhorou a consistência defensiva da Ponte.

Caso essa consistência seja repetida nas partidas subsequentes, cobra-se, então, valorização de posse de bola, ajuste na organização de jogadas, e que sejam ampliadas as oportunidades de gols.

  • Jose Ricardo
    02/09/2019 11:36

    Aos poucos Kleina vai impor seu estilo mais retrancado ao time da Ponte. Sábado tivemos uma boa amostra, venceu, ok!, mas o problema será quando o time tiver que amassar adversários de menor qualidade técnica que vem aqui retrancados em busca de empate ou por uma bola em contra-ataque. Esse negócio de saber sofrer só se justifica quando a equipe tem baixa qualidade técnica seria preferível manter o esquema do 1o tempo e fazer 2o gol e ficar "administrando" sem correr riscos.

  • FABIO SANCHES
    01/09/2019 10:40

    A zaga tem que ser essa sem invenções, em 2018 ficou sem tomar gols em varios jogos, estamos proximos do G4 da pra subir sim, Kleina vai ajustar o time e conhecer os jogadores que tem na mao. abraços

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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