02
SET
Conceição sequer pôde se despedir de seus ‘meninos’, jogadores de sua amada Ponte Preta

Imaginem quem já se sacrificou viajando em porta-malas de um automóvel Opala, para assistir à uma partida da Ponte Preta em Bauru?

Imaginem quem, por volta de uma hora da madrugada de uma quinta-feira de 1980, sem o jantar, enganou o estômago com um pãozinho com manteiga, acompanhado de pingado (café com leite) na estação rodoviária de Marília, após derrota da Ponte Preta?

Imaginem quem esperava a chegada de representantes da arbitragem no portão correspondente do Estádio Moisés Lucarelli, para cobrá-los acintosamente sobre atuação decente?

Imaginem quem só faltava morder o alambrado quando o bandeirinha marcava impedimento inexistente do ataque pontepretano?

Imaginem quem fazia rifa pra se programar em viagens de jogos da Ponte Preta?

Imaginem quem um dia foi questionada pelo marido pra responder se prefere ele ou a Ponte Preta, e a destemida torcedora respondeu de boca cheia: Ponte Preta?

CLÍNICA DE REPOUSO

Não imagine mais. Aquela Maria Conceição Rodrigues que fazia coisas que até Deus duvidava foi embora deste planeta sem reconhecer absolutamente ninguém em clínica de repouso em Hortolândia, após um mês de internação no Hospital da PUC (Pontifícia Universidade Católica) - Campinas.

Conceição morreu pouco antes da meia-noite deste sábado aos 81 anos de idade.

Logo, esse texto com a devida atualização foi publicado em dezembro de 2013, antes do jogo decisivo da Ponte Preta contra o Lanús, na Argentina, pela final da Copa Sul-Americana.

À época Conceição já estava com a saúde debilitada por causa de um avc (acidente vascular cerebral), e acomodada em cadeira de rodas. Foram sequelas de 2010, que a privaram de habituais maluquices.

Na entrevista ela reviveu o filme do avc e com ele lembranças de como a sua vida havia mudado.

“Foi num final de tarde de sábado quando caí em frente à porta de minha casa. Desmaiei. Só fui saber aquilo que tinha acontecido comigo a cerca de cinco meses depois”, havia narrado.

PARALISAÇÃO

O lado direito do corpo de Conceição ficou paralisado, mas a cobrança para que a transportassem ao Estádio Moisés Lucarelli, para assistir à jogos da Ponte Preta, não foi negada. Assim, pôde presencialmente continuar a chamar os atletas de ‘meus meninos’.

“Veja como minha perna direita tá fininha. E hoje ela tá doendo”, havia apontado. Apesar disso, o andador lhe ajudava a se manter em pé por alguns segundos.

“Tenho fé em Deus que ainda vou voltar a andar. E vou ferver naquele campo da Ponte”.

Duas vezes por semana uma fisioterapeuta a visitava em sua residência no condomínio Sírios, na Vila Padre Manoel de Nóbrega, e colocava em práticas exercícios especializados.

- Mãeeee! Como é o nome da moça que trata de mim?

A mãe que carinhosamente Conceição citava era uma babá de nome Cida, que passava o dia todo com ela.

Assim, aquele 27 de novembro de 2013 havia amanhecido diferente para ela. O sonho de a sua Ponte Preta ser campeã havia se misturado ao medo de mais uma das incontáveis decepções desde que passou a acompanhá-la em 1954.

PELÉ E ROMÁRIO

Com o seu jeito original e singularidade como propagava o nome da Ponte Preta, Conceição passou a ser respeitada e admirada por jogadores de equipes adversárias, tanto que foi presenteada por Pelé e Romário com as respectivas camisas.

Aí, a fala é cortada pelo choro. A dor n’alma é intensa quando lembra que toda coleção de camisas ganhadas de jogadores da Ponte e dos outros clubes desapareceram durante o período de UTI e internação hospitalar.

De lembranças de brindes ou objetos alusivos à Ponte Preta restou apenas uma xícara de café, que gentilmente oferecia aos visitantes.

  • João da Teixeira
    04/09/2018 20:09

    Time de futebol que se preza, tem torcedor símbolo. Até o time varzeano do IAPI, que um dia subiu para o Amador da cidade tinha torcedor símbolo, o Terra, que era um fanático torcedor e que pressionava muito os juízes que iam apitar jogo do time do IAPI. Não sei se está vivo ainda, mas morava na Rua Boituva em frente ao Núcleo Municipal de Ensino e Educação Leopoldo Amaral, que não existem mais nesse endereço, e próximo à sede do time em uma Sapataria na rua Joaquim Vilac cont

  • João da Teixeira
    04/09/2018 20:08

    cont. Não estou lembrado do nome do dono da sapataria, que era também o treinador do time. O time jogava aos domingos no campo do São Bento, bem próximo da sede, sendo que os jogadores saiam prontos da sapataria para a contenda. O Terra era assíduo torcedor e do tipo encrenqueiro e boca suja, mas sem condição física para tal, então vivia arrumando encrenca para os outros, até que um dia, o time foi jogar em Barão Geraldo contra o time de mesmo nome e acabou levando cont.

  • João da Teixeira
    04/09/2018 20:07

    cont. ... e acabou levando uma tijolada na cabeça que acalmou seu ímpeto daí para frente. Pois é, acredito que todos os times da cidade tinha um torcedor dessa natureza e que realmente hoje é bem mais difícil de ver. Afinal hoje é difícil encontrar até time de futebol o que dirá torcedor símbolo...

  • João da Teixeira
    03/09/2018 19:56

    Na verdade são os arrogantes dirigentes bugrinos que nunca cultuaram torcedores símbolos, que quase sempre saem da faixa pobre da torcida, ou melhor, da menos abastada. Por exemplo, Bozó morreu esquecido e nem lembrado pelos dirigentes e até pela torcida. Pareciam que tinham vergonha dele...

  • LÉO - PR
    03/09/2018 09:53

    existe muitos torcedores comuns,e existe esse tipo de torcedor que são simbolo que são poucos,acompanho futebol a 39 anos sempre ouvindo falar dessa torcedora fanática da ponte,ela merece não um mais 2 minutos de silencio a ser respeitado pela ponte no próximo jogo.

  • LÉO - PR
    02/09/2018 23:51

    que deus o tenha dona Conceição descanse em paz.

  • João da Teixeira
    02/09/2018 21:02

    Don'Ana e Ceição andavam pelo Majestoso como se lá g os sem a cas as delas. Impressionante como davam atenção aos "meninos" da algibeira. Ultimamente não sentia uma ligação igual a de outrora com os dirigentes. Sentia uma certa distancia entre os novos dirigentes da Ponte e a torcedora símbolo. Conceição descanse em paz!

  • João da Teixeira
    02/09/2018 18:24

    Alguns times do Brasileiräo tem seus "bad boys" e pagam pela fama que tem seus pupilos com os juízes. São os casos de Felipe Melo do Parmitão e Diego Souza do São Paulo. No jogo de 5° feira, se o Verdão perde, o bad boy seria crucificado em praça pública, mas hoje, o Diego foi devidamente expulso pelo vício e pela fama. O instinto de bad boy fez com que fosse dar uma cotovelada arrependida e o juiz entrou. Mandou para o "chuveiro" mais cedo. Pior, S.Paulo tomou um gol, o azar

  • TIO LEI
    02/09/2018 18:23

    Assim como foi "Donana" a Dona Ana, Conceição ou simplesmente "ceisção" deixará muitas saudades. Descanse em paz , Conceição, e rogo à Deus que lhe agracie com as bençãos divinas.

01
SET
Que o Guarani volte a ser Guarani pra não se esbarrar no Goiás

Analistas de futebol de Campinas e o treinador bugrino Umberto Louzer tiveram, por dever de ofício, que assistir à partida em que o Goiás venceu o Fortaleza por 3 a 1 na noite deste sábado, em Goiânia, com dois gols de Hernandes e Vitor Ramos ao Goiás, enquanto Felipe marcou para os cearenses.

Louzer precisava da radiografia atual do Goiás, adversário da próxima terça-feira em Campinas, e de certo a constatação foi na extrema necessidade de que o seu Guarani precisa repetir aquela atuação que encantou os seus torcedores na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético Goianiense, em Campinas.

Evidente que a repetição daquele Guarani do empate sem gols com o Criciúma, terça-feira passada, será uma temeridade.

Goiás fez 3 a 1 no Fortaleza
Goiás fez 3 a 1 no Fortaleza
REABILITAÇÃO DO GOIÁS

Já foi citado aqui ‘centas’ vezes que não dá pra entender esse troço chamado Série B do Campeonato Brasileiro.

Mesmo com o Goiás goleado por 3 a 0 para o rival Vila Nova, sábado da semana passada, o jornalista Elias Aredes Júnior me recomendou que o assistisse neste sábado, e emendou rasgados elogios ao treinador Nei Franco.

Pois fui conferi-lo na vitória sobre o Fortaleza e surpreendeu-me o bom condicionamento físico pra correr o jogo todo.

Não bastasse a competitividade, de fato Nei Franco deu cara ao time, com organização até na saída de bola, diferentemente de equipes da Serie B que ‘quebram’ a bola da defesa.

A transição ao ataque é feita em velocidade, com apoio dos laterais e agilidade do atacante de beirada Michael.

Como o Fortaleza propõe o jogo em qualquer circunstância, a princípio houve receio dos laterais do Goiás para se soltarem, mas a providencial cobertura dos volantes corrigiu o problema.

Assim, o Goiás equilibrou a partida e terminou a primeira fase bem melhor, impondo-se com vantagem por 2 a 0.

FRANGAÇO

Como o Fortaleza partiu para tudo ou nada no segundo tempo, o Goiás teve que se resguardar e fez opção para contra-atacar.

A marcação dos mandantes estava ajustada, mas o frangaço do instável goleiro Marcos, ao aceitar chute do meio da rua, causou temeridade, que se alongou até Hernandes marcar o terceiro gol e liquidar a fatura.

  • Eugenio
    04/09/2018 20:07

    Caro Marcelo, sim, concordo, o simbolo atual é muito mais bonito ... so acho q deviam tirar a estrela prateada e deixar so a dourada ... valoriza ainda mais nossa conquista. Nenhum outro time tem estrela pra titulo de segunda divisao.

  • LÉO - PR
    03/09/2018 15:22

    EUGENIO ttbm gosto do futebol do Denis a pesar que machuca muito,mais esse Romário não é mal jogador não na b do ano passado ele era válvula de escape do time Cearense, acho que auxilia melhor o ataque que Pará.

  • marcelo
    03/09/2018 15:20

    eugenio, esquece lennon, nazario, tambem temos que esquecer, a menos que subamos. joao da teixeira, goias, fundado em acho que 43, guarani em 1911, nao tem nada de justiça, e fruto da sua cabeça....simplesmente, o atual distintivo e mais bonito.

  • Eugenio
    03/09/2018 09:54

    Pq trazer mais um lateral esquerdo meia boca ? Ja temos 2 ! Melhor "re-patriar" o Denis Neves ! E sera q o Ferreira vai aproveitar a oportunidade qdo o Felipe Maia for mais uma vez suspenso por 3 cartoes amarelos ? Na Serie A, Lenon e B. Nazario tem jogado sempre, eles voltam para o Paulista 2019 ?

  • LÉO - PR
    02/09/2018 23:50

    sério não sei como o guarani perde um jogo como aquele contra o fortaleza,depois de estar vencendo por 2x0 como é ruim esse time do Rogério Ceni,olha o nível da série b fortaleza líder com Jussani e Liger como zagueiros,jogo duro mais vamos vencer sim tem que cuidar na marcação do Michael um verdadeiro saci pererê o resto time comum não assusta

  • João da Teixeira
    02/09/2018 21:03

    Estou assistindo ao US Open e não entendo como a Serena consegue ainda ganhar de tenista com quase metade de sua idade e quase metade do seu peso. Enfim, uma T-Rex experiente contra as Velociraptores, que aparecem, querendo tomar o seu lugar. Até é estranho ver ela jogar com aquela roupa de Cinderela aos 40. Não se faz mais tenistas como antigamente...

  • TIO LEI
    02/09/2018 18:22

    Parabenizo a diretoria do gfc que está dando "um banho" nos FANTOCHES do Carnielli. Se irão conseguir o acesso ou não, não vou opinar, pois tudo é possível, principalmente quando se tem uma diretoria, cuja atenção está voltada para um propósito.

  • TONY
    02/09/2018 12:59

    Calma que o Guarani já chega no lugar dele.... é questão de tempo. O título de MAIOR REBAIXADO do século tem dono!

  • Barba'
    02/09/2018 12:00

    Chega de Brigatti - está flertando há 3 meses com G4 e não consegue se firmar. Precisamos de 1 Tecnico de verdade. E chega de Nicolas ( HORRIVEL); Danilo barcelos, Bruno Ramirez e outras berebas de vitrine de empresários.

  • João da Teixeira
    02/09/2018 09:33

    Encarar um time em seus domínios, que perdeu de "lavada" na última rodada, está deixando o Brigatti de cabelo em pé. Se não vier com pelo menos um pontinho, começa a flertar com o Z4, se ganhar, dá esperança ao combalido torcedor pontepretano. Bugre encara seu algoz de logomarca, qdo o Goiás tomou seu escudo na justiça. Se não precisasse tomar muito antialergico para assistir esse jogo, é muito verde, seria meu programa de terça.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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