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NOV
Passada de mão na bunda de adversário custou caro para Rodrigo e Ponte Preta

Será difícil o zagueiro Rodrigo, da Ponte Preta, apagar da memória a provocativa passada de mão na bunda do atacante Trellez, do Vitória, depois de já ter dado desnecessário empurrão no adversário aos 19 minutos do primeiro tempo.

Rodrigo jamais dimensionou que ao cavar aquela irresponsável expulsão começava a acender o pavio que quase desencadeia uma tragédia aos 38 minutos do segundo tempo, quando o Vitória havia virado o placar para 3 a 2, e decretava naquele momento o irremediável rebaixamento da Ponte Preta à segunda divisão.

Sim, aquela repudiada invasão de torcedores pontepretanos, quando ainda faltavam sete minutos para complemento do tempo normal daquele período, só foi controlada a duras penas pelos policiais militares. Logo, não havia outra alternativa a ser tomada pelo árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro que não fosse determinar o encerramento da partida.

Passa na cabeça de Rodrigo o filme de uma Ponte Preta arrassante, soberana, e que asfixiava o adversário ao estabelecer o placar de 2 a 0 até os 15 minutos do primeiro tempo.

LUCCA E DANILO BARCELOS

Primeiro a Ponte chegou ao gol através do atacante Lucca, aproveitando vacilo de marcação do lateral-esquerdo Géferson. Após matar a bola no peito, o chute foi certeiro aos seis minutos.

Aos 12, em cobrança de falta, Danilo Barcelos exigiu reflexo do goleiro Fernando Miguel para praticar a defesa. E três minutos depois o árbitro auxiliar Felipe Oliveira flagrou o imprudente zagueiro Wallace segurando o meia pontepretano Léo Artur dentro da área, ‘dedurou’ ao árbitro Ricardo Marques Ribeiro, que marcou o pênalti, cobrado por Danilo Barcelos e convertido.

A tendência natural seria o então desnorteado Vitória não escapar de goleada pelo volume de jogo da Ponte, situação que a recolocaria na competição e a deixaria revigorada para a última rodada do Campeonato Brasileiro diante do Vasco, no Rio de Janeiro.

Com um homem a menos, a Ponte se preocupou basicamente em se resguardar e administrar a vantagem.

Cabia ao Vitória se lançar ao ataque, rodar a bola pacientemente, e procurar brecha para explorar, mas se esbarrava na bem postada marcação da Ponte Preta.

Até então, só houve vacilo aos 45 minutos quando o meio-campista Carlos Eduardo finalizou, o goleiro Aranha rebateu, e incrivelmente David chutou fraco e desperdiçou a chance.

Todavia, mesmo se defendendo a Ponte foi mais incisiva com finalizações de Danilo Barcelos e Nino Paraíba, que exigiram defesas do goleiro Fernando Miguel.

ATAQUE CONTRA DEFESA

Como a tendência natural de time que atua com um homem a menos é de desgastar - caso da Ponte -, o Vitória tomou conta do jogo durante o segundo tempo, Aí, bastou intervalo de um minuto para empatar a partida.

Aos 12 minutos o atacante André Lima, de cabeça, marcou o primeiro gol, para Trellez, em seguida, arriscar chute de longa distância, e contar com desvio da bola nas costas do zagueiro Luan Peres, que traiu o goleiro Aranha.

Aí a Ponte entrou em parafuso. Ficou literalmente na roda do Vitória, que ganhava todos os rebotes, chegava seguidamente às imediações da área pontepretana, e já poderia ter virado o placar se Danilinho não perdesse gol feito aos 29 minutos.

VIRADA

Todavia, como a Ponte já deixava espaços para o Vitória contra-atacar, Danilinho se redimiu do erro anterior ao arrancar pela direita e servir Trellez de bandeja, em lance que determinou o gol da vitória do time baiano aos 36 minutos.

Dois minutos depois, imprudentemente torcedores pontepretanos arrebentaram o alambrado, provocaram invasão ao gramado e isso gerou correria de todos os lados.

Foi necessário a Polícia Militar agir com rigor, por vezes até com truculência, para que a situação fosse normalizada. Assim, já não havia clima para reinício da partida.

Embora reconheça-se o descontrole emocional do torcedor pontepretano, nada justifica aquela invasão, que no frigir dos ovos prejudicou a própria agremiação.

Seria, sim, difícil a Ponte reverter aquela situação. Todavia, nada impossível.

  • TIO LEI (5)
    27/11/2017 21:57

    ... eu tenho que lhe agradecer, pois o sr. demonstrou ser um dos meus mais assíduos seguidores, digno de quem eu possa dizer, ser um dos baluartes do meu séquito, pois NADA do que o sr tenha escreto ali, que EU JÁ NÃO TENHA DENUNCIADO. Isso mostra que o sr prestou bem atenção nas minhas narrativas. Obrigado sr profeta por ser tão zeloso para com as nossas escritas.

  • nivaldo
    27/11/2017 19:56

    concordo......com os LEI(gos)...comemorar permanencia e difícil!!!!!! imagino que se voces ganhassem ontem, nao comemorariam.... so nao entendi aquela indocilidade das 3 mil carinhas.... 30 jogos em araraquara, acho que as 3000 carinhas, vao virar 1125....rsrsrs benvindos a serie B.

  • Marcelo
    27/11/2017 19:52

    caros amigos... nao entendi a atitude daqueles torcedores ontem... assim, como nao me surpreenderia com a queda do Guarani. apesar da gente brincr com os rivais aqui, agora eu pergunto: onde voces achavam que esse time da linha do trem ia? e, onde o Guarani tambem ia. porque agredir jogadores, apedrejar onibus, se os responsaveis, assistem os jogos, em camarotes com vidros blindados. ate quando esses burros (torcedores), vao se expor ?

  • Profeta da Tribo
    27/11/2017 19:50

    É risível ver Tio Lei falando que a AAPP é time de grande porte. É muita arrogância. Prepotência exacerbada. Como que um time de grande porte nunca disputou libertadores? Como comemora como título uma oitava colocação? Como vive em um sobe e desce eterno, desde quando voltou à Série A após anos de ostracismo, nos fins da década de 90? Humildade é zero na AAPP. No Guarani, estamos conscientes do nosso momento e adotamos a humildade e trabalho sério. Logo colheremos frutos.

  • Profeta da Tribo
    27/11/2017 19:50

    Eu já havia predito a queda, semana passada, no jogo contra o Vitória. Estava na cara. Eu tenho é dó de GK. Foi fritado por todos. Mas EB foi pior. E GK foi ótimo na Chape. E aí, o problema era GK? O pessoal não enxerga, não fala nada, mas tudo indica que a diretoria põe o dedo nas escalações dos treinadores. Só isso explica situações como a de Marllon reserva e Rodrigo titular. Tem sujeira dentro da AAPP e a bomba estourou. Acho que não volta tão cedo para a Série A.

  • Profeta da Tribo
    27/11/2017 19:49

    Essa invasão vai custar caro à AAPP. E não é apenas a perda de mandos de jogo e multas. Jogadores terão medo de jogar na AAPP. Investidores e patrocinadores irão se retirar. O clube será mal visto nos meandros do futebol. A imagem já foi e continuará sendo, durante essa semana, fortemente arranhada a nível nacional. Esses torcedores são bandidos e precisam ser presos. Prejudicaram duramente a AAPP.

  • RMaia (1)
    27/11/2017 19:48

    Tio Lei, Ari et al, jogar a culpa exclusivamente no Rodrigo comparando-o ao Rui Rei de 77 é de uma miséria intelectual sem tamanho, coisa de vigarista. Com essa besteira ou não do Rodrigo o time estava fadado ao rebaixamento, o erro começou lá em 2016 com a comemoração do 8o lugar no campeonato e teve gente se achando a melhor bolacha do pacote. Por vontade pessoal do reizinho Carnielli, Felipe Moreira foi contratado como treinador. O cara errado, na hora errada. cont....

  • RMaia (2)
    27/11/2017 19:47

    FM como treinador foi o fiasco que todos prevíamos, mas não houve nem na sua demissão, alguém da diretoria que admitisse o erro. Chega Kleina e arruma a casa, mais um vice, ok!, mas sabia-se de antemão que peças iriam embora e na reposição, viu-se um amontoado de jogadores que nem para Copa Paulista serviam, de positivo só Sheik, mas ainda assim um vagalume, diziam que estavam "monitorando o mercado" atrás de reforços", vimos onde os tais reforços levaram o time. Cont...

  • TIO LEI - FORA EDUARDO BATISTA (1)
    27/11/2017 19:47

    Chega de sua incompetência.Pegou um time VICIADO E COVARDE, o torcedor IMAGINOU que o senhor daria uma cara nova, uma cara que ao menos MOSTRASSE VONTADE em atacar o adversário. Mas o que vimos, foi uma tênue CONTINUIDADE da forma como vinha jogando. Em NADA DIFERENCIOU. Se fosse para esse continuísmo, melhor seria que o Gilson permanecesse. Em suas mão, a equipe ACOVARDOU-SE MAIS, jogando sempre por uma bola, e quando se fazia necessário partir para o ataque ...

  • TIO LEI - FORA EDUARDO BATISTA (2)
    27/11/2017 19:46

    ... NÃO SABIA como fazê-lo. Quando enfrentou equipes que vieram a Campinas para jogar "por uma bola", sairam vencedores, por que nosso time NÃO SABIA jogar no ataque. EM TODOS OS JOGOS passamos sufoco, fomos pressionados EM TODAS AS PARTIDAS. É MUITA INCOMPETÊNCIA senhor Eduardo. Nas poucas vezes que jogamos CONTRA uma equipe com 10 jogadores, essas equipes, pasme o senhor, conseguiu SE IGUALAR a nós com 11 jogadores. e TODAS AS VEZES que jogamos com um a menos, ...

  • TIO LEI - FORA EDUARDO BATISTA (3)
    27/11/2017 19:45

    ... foi um "Deus nos acuda", e NUNCA conseguimos sequer levar perigo ao adversário. Ontem NÃO FOI DIFERENTE. Independente da forma como o aquela besta fora expulso, recuamos excessivamente. Nos ACOVARDAMOS desde o reinício da partida. Vencíamos o jogo por 2 X 0. Terminamos o primeiro tempo com esta vantagem. O senhor teve TODO O INTERVALO para planificar algo. A zaga INTEIRA do vitória estava AMARELADA, e o senhor nem para se aperceber disso, e fazer com que se forçasse ...

  • TIO LEI - FORA EDUARDO BATISTA (4)
    27/11/2017 19:44

    ... jogadas em cima de um desses defensores, o senhor, para variar, trouxe a equipe para a segunda etapa, INTEIRINHA RECUADA, chamado o vitória para cima, fazendo com que "alugassem meio campo". Sua "tática" era tão óbvia, que o senhor queria "se segurar " por uns 15 ou 20 minutos, e depois, SOMENTE DEPOIS TENTARIA um ou dois contra ataques. Então. O que esperar? Aconteceu o INEVITÁVEL. Se com 11 já temos um time TATICAMENTE COVARDE, o que esperar do senhor, ...

  • TIO LEI - FORA EDUARDO BATISTA (5)
    27/11/2017 19:44

    ... quando ficamos com um a menos? O senhor é um pseudo técnico e além disso COVARDE. Tudo nos mostra que o senhor ACEITOU ingerência em seu trabalho; o senhor ACEITOU PRESSÃO em seu trabalho; o senhor NÃO TEVE PEITO para impor sua metodologia de trabalho (se é que o senhor tivesse uma), o senhor é "técnico" de um só esquema, que pode se deduzir como o de goleiro; 9 atrás e 1 recuado. FOOOOOORA EDUARDO BATISTA.

  • TIO LEI - PONTE PRETANO, NA SUA OPINIÃO ...
    27/11/2017 19:43

    Algum jogador DEVE PERMANECER? Eu inicio a lista com 3 nomes: Danilo Barcellos; Luan Peres e Wendel. Aceitamos sugestões e também criticas em nossas indicações.

  • Marcio
    27/11/2017 19:41

    Só um termo define essa atitude do Rodrigo : BIZARRO ! Esse rapaz precisa de tratamento psiquiátrico URGENTE !

25
NOV
Inter nem precisou se esforçar para ganhar fácil do Guarani

Evidente que não houve motivos para criticar o treinador Lisca ou quem possa ter determinado a escalação de um time alternativo do Guarani para enfrentar o Inter, na tarde deste sábado em Porto Alegre.

Pelo menos seria possível dar oportunidade a jogadores que não tiveram chances, que sabidamente não mostrariam condições tão inferiores tecnicamente se comparadas aos titulares.

Independente da ajuda do árbitro do Paraná Rodolpho Toski Marques, que validou o primeiro gol de Nico Lopez com impedimento no início da jogada, o Inter nem precisou se esforçar para vencer a partida por 2 a 0.

O desinteresse do Inter no segundo tempo foi tão flagrante que, se forçasse dilataria o placar com extrema facilidade, até porque o Guarani jogou com um homem a menos a partir dos 24 minutos do segundo tempo, devido à expulsão do zagueiro Philipe Maia.

Por sinal, por preciosismo o volante Ednilson e lateral-direito Claudio Winck desperdiçaram chances reais de gols.

A rigor, ao longo da partida o Guarani ameaçou apenas quando o meia Luiz Fernando arriscou chute de longa distância e a bola chocou-se no travessão.

O Inter colocou forte marcação no meio de campo e com isso desarmou a maioria de tentativa de início de jogadas ofensivas do Guarani, sobressaindo-se o volante Rodrigo Dourado.

De posse de bola o time colorado não teve pressa. Exagerou na estratégia de rodar a bola, como a pressentir que encontraria brechas na questionável defesa bugrina.

Nem precisou aos 16 minutos. No lançamento pelo lado direito do ataque do Inter, se Potkker estava em condição legal, o meia Camilo, que correu pra jogada, estava impedindo. No prosseguimento do lance, Potkker cruzou e Nico Lopes completou.

SEGUNDO GOL

Dez minutos depois, o miolo de zaga bugrino ficou assistindo o lançamento do meia D’Alessandro para Camilo apenas ajeitar e Nico Lopes chutar sem chances de defesa para o goleiro Vagner.

Evidente que o Guarani não teria chances de reagir, até porque o atacante Bruno Mendes ficou isolado, e ainda assim mostrou alguns lampejos.

Por falta de qualidade, o time bugrino errou muitos passes. Observou-se também que em tentativa de condução de bola atletas eram desarmados com incrível facilidade.

Diante do cenário sobejamente conhecido, clama-se por reformação drástica no elenco, diferentemente da citação do treinador Lisca à Rádio Bandeirantes-Campinas, quando projetou permanência de 12 a 13 jogadores.

Pra arrematar mais duas colocações. O Potkker do Inter não tem nada a ver com aquele atacante contundente que vestiu a camisa da Ponte Preta.

Como se sabia das remotas possibilidades de sucesso do Guarani nesta empreitada, por que a diretoria gastou uma diária a mais, dando sequência às viagens na antevéspera?

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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