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28
JUN
Djalminha, segundo melhor camisa dez do Guarani

Outrora o camisa dez de um clube era o 'maestro', e certamente as duas maiores referência com passagens pelo Guarani foram Jorge Mendonça e Djaminha.

O meia Djalma Feitosa Dias tem sotaque de carioca, mas nasceu em Santos em 1970, período que o seu pai, Djalma Dias, integrava a zaga-central do time santista, para posteriormente passar pelo Botafogo (RJ).

E foi na base do Flamengo que Djalminha mostrava facilidade para tocar na bola com efeito, privilegiada visão de jogo e gols de faltas. E quando se presumia que fosse fazer carreira no clube, foi agredido pelo então atleta Renato Gaúcho durante um treinamento em 1993, fato que provocou manchete no Jornal dos Sport daquele Estado.

BETO ZINI

Coincidentemente Beto Zini, presidente do Guarani à época, estava na sede da CBF, no Rio de Janeiro, e ao ler a notícia, num final de tarde, avisou a família que permaneceria mais um dia por lá, pois tentaria trazê-lo por empréstimo para o elenco bugrino.

Jorge Helal, então presidente do Flamengo, não se opôs ao empréstimo desde que o passe não fosse fixado, mas Zini insistiu e o negócio foi feito com garantia de compra do passe pelo Guarani.

E a pedido de Djalminha, vieram para o Estádio Brinco de Ouro mais dois companheiros: volante Fábio Augusto e atacante Nélio.

Com passe comprado pelo Guarani, de repente Campinas ficou pequena para Djalminha, que acabou envolvido em vantajosa negociação com o Shimizu S-Pulse do Japão, na temporada seguinte.

Sem que se adaptasse no oriente, houve concorrência de Guarani, Flamengo e Vasco para repatriá-lo, com vantagem ao Guarani devido à pendência da última parcela do negócio com os japoneses.

CORPO DE BOMBEIROS

Assim, no regresso a Campinas em 1995, Djalminha desfilou em carro do Corpo de Bombeiros, com direito a grito de guerra dos bugrinos à época: 'Não é mole não; agora é Djalminha, Amoroso e Luizão'.

Ao brilhar em mais uma temporada no Guarani, teve desentendimento com o saudoso treinador Oswaldo Alvarez, que optou por deixar o clube.

Na sequência, Djalminha foi negociado com a Parmalat, então co-gestora do Palmeiras, e seguiu com contratos milionários em La Coruña (ESP), Áustria Viena e América (MEX).

Ele seria nome certo na Seleção Brasileira à Copa do Mundo de 2002, mas foi cortado pelo treinador Luiz Felipe Scolari, o Felipão, ao agredir seu treinador Javier Irureta com cabeçada, do La Coruña.

  • João da Teixeira
    29/06/2020 19:48

    Não é mole não, meu nome é Djalminha e meu sobrenome é confusão. Deveriam ser más companhias ou quem sabe, ter puxado o gene da familia da mãe, porque o pai, o Djalma Sênior, era um lord no futebol. Como armava confusão fácil. Agredir um treinador na época era como assinar um atestado de idiota no futebol. Apesar que hoje, nem tanto. Realmente não pode estar no rol dos injustiçados em Copa. Agora o Zini deve ter ganho dinheiro com o Djalminha sem dúvida nenhuma e o Gfc idem...

21
JUN
Luciano Baiano, de lateral-direito a treinador

Quando se transferiu do União São João de Araras para o Guarani, em 1997, o então lateral-direito Luciano Baiano era tido como promessa com facilidade para conduzir a bola ao ataque rapidamente.

No Estádio Brinco de Ouro ele pautou pela instabilidade. Quando se depreendia que após apresentações convincentes fosse se deslanchar de vez, na sequência mostrava erros, principalmente na marcação, que resultavam em críticas.

Assim foi a trajetória dele no elenco bugrino, com epílogo na reserva, após chegada do saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, em substituição a Lula Pereira.

Naquela década Vadão adotava sistema defensivo com três zagueiros, um centralizado e os outros com ocupação de espaços mais próximos das beiradas de campo.

Os preferidos foram Sorlei, Marinho e Luís Cláudio, portanto diferentemente da postura do técnico antecessor, que montava a equipe no 4-4-2, basicamente com essa formação: Pitarelli; Luciano Baiano, Marinho, Sorlei e Rubens Cardoso; Elson, Ivanildo, Moreno e Mineiro; Dinei e Ailton.

Ao deixar o Guarani no final daquela temporada, o futebol de Luciano Baiano deslanchou no Sport Recife e Goiás, antes da chegada ao Flamengo em 2000.

PONTE PRETA

Dois anos depois registro à volta a Campinas, na rival Ponte Preta, com passagem que durou quatro anos e direito de salvar a sua equipe em dérbi disputado no Estádio Moisés Lucarelli, quando marcou o gol de empate por 2 a 2 no dia cinco de fevereiro de 2006, ocasião em que a formação do time pontepretano era esse: Jean; Luciano Baiano, Preto, Rafael Santos e Paulo Rodrigues; André Silva, Carlinhos, Elson e Danilo Sacramento; Almir e Luís Mário. Por coincidência, o treinador era Vadão.

Naquela temporada ele passou por susto na derrota da Ponte para o Corinthians por 3 a 2, em Campinas, ao sofrer pancada na cabeça. Levado de ambulância ao Hospital Casa de Saúde, ficou internado durante duas noites.

Após efêmera passagem pelo Joinville em 2007, transferiu-se ao Bahia, onde a carreira de atleta se estendeu até 2015.

TREINADOR

O ingresso na carreira de treinador deu-se no juvenil do Osvaldo Cruz, quando preferiu manter o nome de guerra, em vez daquele de registro de nascimento, que é Luciano Ferreira dos Santos, nascido em Valença (BA), em dezembro de 1976.

Consta ter revelado os atacantes Felippe Cardoso e Júnior Santos que passaram pela Ponte Preta. Em 2018 ele assumiu o profissional do Vocem de Assis (SP).

  • João da Teixeira
    26/06/2020 23:33

    Com relação às comunidades de Jovens ligadas à igrejas, quem não lembra das cejofes, acho que é assim que escreve. Uma competição entre comunidades de jovens dos bairros/igrejas na cidade. Na década de 1970 viralizou. A doutrinação dos jovens era correta com boas idéias e ações, mas já havia mal elementos infiltrados, a procura de local ideal para se camuflar, local acima de qualquer suspeita. Daí todas comunidades acabaram se corrompendo e sua finalidade desfeita em vento.

  • João da Teixeira 1
    25/06/2020 19:50

    Para mim foi um dos melhores laterais que apareceu na Ponte. Apesar de ter nascido na Bahia, pelo jeito criou raízes pelos lados da região do noroeste Paulista. Osvaldo Cruz e a agora no VOCEM de Assis, o Vila Operária Clube Esporte Mariano que tem como lemas em latim Audite Vocem Domini (Ouça a voz do Senhor) e Non Ducor Duco (Não sou conduzido, conduzo). Apesar de muita gente achar que o Pe Belline, famoso pároco de Assis, fazer uma coisa inusitada, fundar um time de futebol

  • João da Teixeira 2
    25/06/2020 19:49

    ..., sua ideia era juntar os jovens adolescentes para os ideais da igreja na Vila Operária e não querer fundar um clube de futebol. Essa ideia não era inusitada, na própria Vila Teixeira em Campinas tinha um time de Marianos cuja sede era a Casa Paroquial da igreja Santa Catarina de Alexandria, cujo o pároco era o Pe. Hermínio. Não chegou a tanto o time, mas o objetivo foi alcançado, juntar os Filhos de Maria na igreja. Pois é, assim como o time Mariano da igreja S.Catarina

  • João da Teixeira 3
    25/06/2020 19:48

    ... assim como o time Mariano da igreja S.Catarina, tiveram outros párocos que criaram as Comunidades de Jovens Cristãos com objetivos mais amplos, não só com futebol, mas que juntasse a comunidade nos esportes e na recreação, bailinhos etc. Quem não conheceu a ACM, Associação Cristã de Moços em Campinas. Tinha um time bom de futebol de salão alínea Av.Andrade Neves, quase em frente pé Grupo Escolar Orozimbo Maia. Pois é, está cheirando muito mofo minha gente!

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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