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25
NOV
Waguinho, promessa que não vingou na Ponte Preta

Nos anos 80 a torcida pontepretano chegava mais cedo ao Estádio Moisés Lucarelli porque a Federação Paulista de Futebol programava partidas preliminares da categoria de juniores.

Assim, os torcedores se familiarizavam com atletas formados na base, um deles o sumareense Wagner Santos de Souza Dias, filho do saudoso sapateiro Sinézyo Dias, bicampeão paulista na temporada de 1982 do sub20, num time comandado pelo treinador Wanderley Paiva e formado por Sérgio Guedes; Heitor, Heraldo, Teffo e Carlinhos Engenheiro; Régis, Sílvio e Waguinho; Joel (Ivo), Marcelo Evangelista e Mauro.

Em dezembro daquele mesmo ano o ex-treinador Olegário Todói de Oliveira, o Dudu, deu a primeira chance ao meia Waguinho no time principal da Ponte, improvisado na ponta-direita em substituição a Luís Sílvio.

Foi na vitória por 2 a 0 sobre o XV de Jaú, pelo Campeonato Paulista, neste time: Carlos; Edson Abobrão, Juninho, Nenê Cláudio Mineiro; Zé Mário, Osvaldo e Dicá (Sílvio); Luís Sílvio (Waguinho). Chicão e Bebeto.

RESERVA

Waguinho tinha bom domínio de bola, visão de jogo, e projetava-se que tivesse carreira promissora na Ponte Preta, mas a preferência dos treinadores por atletas mais experientes implicou que se tornasse opção entre os reservas, entrando frequentemente no transcorrer de partidas em quaisquer das posições do meio de campo ao ataque.

Assim, o destino foi saída para clubes como XV de Piracicaba, Bragantino, Mogi Mirim, Esportivo de Passos (MG), Hercílio Luz e Rio Branco de Americana, onde encerrou a carreira em 1991 aos 28 anos de idade, por causa de dores no púbis.

Foi quando retornou a Sumaré, montou escolinha de futebol para garotada, contou que na adolescência era torcedor do Corinthians e sonhava ser jogador de futebol.

GUARANI

Aí surgiram oportunidades para ingressar na carreira de treinador em equipes de categoria de base, e assim passou por União Barbarense e Guarani, onde teve a chance de comandar a equipe principal em 2006.

Na ocasião, pontepretanoS o rotulavam de traíra, enquanto bugrinos o citaram como torcedor da Ponte Preta, mas habilmente Waguinho sabia lidar com aquela situação.

Desde então foram registrados repasses por vários como Rio Branco, Atlético Sorocaba, Sumaré, Santa Rita (AL), Operário (MS), Galícia (BA), Velo Clube (SP) e clubes catarinenses como Atlético Tubarão, Inter de Lajes e Marcílio Dias.

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19
NOV
Vamos montar combinado campineiro só com apelidos

Em outubro de 2011 publiquei no portal FI - e provavelmente tenha repetido - texto sobre apelidos de ex-jogadores de Guarani e Ponte Preta.

Quando o garoto é promovido da base ao futebol profissional nos clubes de Campinas, logo tratam de despistar o apelido, como se fosse um fardo para carregar ao longo da carreira.

No passado, era raro a boleirada fazer ‘birra’ quando botavam apelidos, exceto aqueles com identificações pejorativas. Convenhamos que não pegava bem impor ao zagueiro Gomes, do Guarani, o apelido de Nega, trazido do extinto Saad de São Caetano do Sul (SP).

O saudoso lateral-direito Mauro resistiu enquanto foi possível a combinação Mauro Cabeção.

Que tal a formação de um combinado de Ponte Preta e Guarani só com jogadores identificados pelos apelidos? Camisola; Abobrão, Nega, Pitico e Bezerra; Tião Macalé, Banana e Dicá; Niquinha, Babá e Barrinha.

E se encaixariam como reservas jogadores como o goleiro Birigui, Biro-Biro, Tonhé, Noca, Deleu (FOTO), Lelé e Frank Baila, entre outros.

Camisola foi um goleiro que jogou no Guarani ainda dos anos 40 e depois continuou no clube como roupeiro.

Edson Abobrão foi lateral-direito dos bons da Ponte Preta nos anos 80. Ganhou o apelido porque num treino peneira no Estádio Moisés Lucarelli apareceu com meião cor de abóbora.

Gomes, o Nega, foi campeão brasileiro pelo Guarani em 1978. Pitico foi um pontepretano que morreu em setembro de 2010, enquanto Bezerra ganhou o apelido pela ligação com bois em área rural na cidade de Altair, proximidades de Barretos (SP).

Por que Tião Macalé? Citam semelhança com o comediante baiano já falecido, que popularizou-se com o bordão ‘nojento’. O atleta em questão foi transferido para o Guarani no final dos anos 50, e morreu em Jundiaí (SP), em 1972.

Ernani Banana também jogou no Guarani nos anos 80.

Dicá é um campineiro e o apelido nada tem a ver com o nome Oscar Sales Bueno Filho.

Babá foi o centroavante do Guarani na histórica goleada por 5 a 1 sobre o Santos, no Paulistão de 1964, e está radicado em Mogi Guaçu.

Niquinha, desengonçado ponteiro-direito, ficou marcado em dérbis por ter feito um gol de cabeça em vitória do Guarani contra a Ponte por 2 a 1, no Estádio Moisés Lucarelli, na década de 80.

No passado, era comum jogadores serem identificados pelo nome da cidade, casos do goleiro Birigui, do Guarani, e ponteiro-direito Barrinha, da Ponte.

Mesmo período integrou o elenco bugrino o também ponteiro-direito Frank Baila, marcado no Brinco de Ouro por ter protagonizado a queda da trave roliça de madeira do gol do placar, após agarrá-la quando corria e trombou com o lateral-esquerdo Fantike, do Comercial de Ribeirão Preto.

Passaram pelo Guarani dois Biro-Biros. Primeiro o genérico, no começo dos anos 80, em razão da semelhança com o verdadeiro. Depois, em 1992, no final de carreira, pra Campinas veio o ex-corintiano.

Na década de 60 o Guarani teve um volante conhecido como Tonhé, que veio da Ferroviária de Araraquara.

Bem, antes disso passaram pela Ponte Preta o ponteiro-direito Noca e o meia Lelé. Depois da aposentadoria na bola, Noca foi porteiro no Estádio Moisés Lucarelli.

  • Laurindo
    26/11/2018 19:52

    A mim também incomoda um pouco a atitude atual de se evitarem apelidos de jogadores de futebol. Apelidos parecem tornar o esporte mais coloquial. Na adolescência, vivendo em Rio Preto, me lembro de jogadores do Rio Preto e do América com apelidos, como Alicate, Brasinha, Orlando Fumaça, Fogosa, Mão de Onça, Edson Pezinho, Gaúcho, Gijo, Cuca, Petróleo, Remendo, Perobinha, além de muitos outros. Isso não era tido como falta de respeito ou preconceito.

  • João da Teixeira
    19/11/2018 10:19

    Ari, vc. foi muito comedido em termos de jogadores com apelidos. Vc. não citou nem um milésimo de jogadores conhecido por apelidos que jogaram na Ponte e Gfc. Teve jogadores da Ponte e do Gfc que até tiveram os mesmos apelidos, Flecha (Gfc) e Dito Flecha (AAPP), lembram de mais algum?

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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