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JAN
Começa a aparecer o dedo do treinador Fábio Moreno na Ponte Preta

Após a vitória da Ponte Preta sobre o Náutico por 2 a 0, na tarde deste domingo em Campinas, a indicação do texto seria pelo prevalecimento da dança dos números de postulantes ao acesso desta Série B do Campeonato Brasileiro, mas deixo por sua conta a 'rabisqueira' que mostra o Juventude fechando o G4 com 55 pontos, quatro à frente dos pontepretanos, e dois acima do CSA.

Enfim deu pra ver o dedo do treinador Fábio Moreno à frente do elenco pontepretano.

Seus conceitos trabalhados no pré-jogo foram executados neste domingo, coisa que o antecessor Marcelo Oliveira não colocava em prática.

SAÍDA DE BOLA

Se até a parada técnica para hidratação, durante o primeiro tempo, o Náutico deu espaço, a Ponte mostrou eficiência na saída de bola da defesa, com fluxo até as proximidades da área do adversário, coisa antes não colocada em prática.

Foi o bastante para que construísse a vantagem por 2 a 0 até os 12 minutos, em gols do meia Camilo: o primeiro com cabeçada indefensável; o segundo através de cobrança de falta sofrida por Bruno Rodrigues.

TROCA NO NÁUTICO

Depois que o Náutico adiantou as linhas, trocando o volante Renan Foguinho pelo meia Rui, passou a ficar mais com a bola, e a Ponte se apavorou na tentativa de destruição das jogadas, com erros de passes e chutões, deixando o adversário com a chamada segunda bola.

E isso só foi corrigido a partir dos 15 minutos do segundo tempo, com sábias mudanças feitas por Moreno, a fim de corrigir posicionamento de seu time.

Apostou no volante Dawhan - com maior capacidade de marcação - no lugar de Zanocelo. Tirou o apagado Luan Dias para entrada de Guilherme Pato. E sacou Matheus Peixoto para colocar Orobó.

A Ponte abdicou do centroavante fixo, pois Orobó teve atribuição de ocupar espaço do lado direito do campo, enquanto Pato foi jogar no lado esquerdo, com Bruno Rodrigues atuando por dentro.

EQUILÍBRIO

Foi o bastante para a Ponte reequilibrar a partida e ainda teve chance de ouro desperdiçada por Pedrinho, que, cara a cara com o goleio Anderson, chutou a bola para fora, após preciso passe de Bruno Rodrigues.

Afora precisas mexidas, Moreno construiu outras situações ao seu time.

Diferentemente do lateral-esquerdo Lazaroni, o substituto Yuri chega mais vezes ao fundo de campo, prova está que executou o cruzamento para o complemento de Camilo no primeiro gol, em típica jogada treinada, visto que, no lance, Matheus Peixoto estava posicionado no segundo pau.

FUNDO DE CAMPO

Prova que essas jogadas de fundo de campo têm sido trabalhadas é que foram repetidas por outras três vezes ao longo da partida: duas com Apodi - uma em cada período, mas Luan Dias e Guilherme Pato não souberam completá-las. Outra com Zanocelo, com a defesa do Náutico interceptando.

CAMILO E BRUNO RODRIGUES

Sabiamente Moreno tem determinado que Camilo ocupe o lado esquerdo ofensivo do campo quando Bruno Rodrigues desloca-se por dentro.

Todavia, no nascimento da jogada que resultou no segundo tempo pontepretano, Bruno Rodrigues estava na esquerda ao receber rápida reposição do goleiro Ygor Vinhas.

Aí, em jogada pessoal, sofreu falta convertida por Camilo em chute forte, aos 12 minutos.

BOLA NA TRAVE

Portanto, a natural pressão do Náutico em desvantagem no placar quase não implicou em risco ao aceitável sistema de marcação pontepretano, prova está que ele teve apenas chance de gol no chute de Bryan, que a bola bateu no pé da trave.

Já a Ponte deixou de ampliar a vantagem em contra-ataques duas vezes ainda no primeiro tempo, com erro de definição através de Bruno Rodrigues e Matheus Peixoto.

A rigor, no segundo tempo, o Náutico ameaçou apenas em dois lances: cabeça do zagueiro Ronaldo Alves, no único vacilo do também zagueiro Wellington Carvalho, da Ponte Preta, com a bola indo para fora; e chute de Kieza, com bola resvalando em defensor pontepretano.

GANHAR DA CHAPECOENSE

O jogo chave que pode dar o necessário respiro à Ponte Preta será o da próxima quinta-feira em Chapecó, contra a Chapecoense.

Na hipótese de mostrar rendimento uniforme ao longo da partida e caprichar quando do surgimento das oportunidades, é natural se projetar que tenha chances de trazer vitória de lá.

E caso isso ocorra, podem colocá-la sim com candidata ao acesso, até porque suspeita-se de concorrentes diretos como Juventude e CSA.

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16
JAN
Alô Ponte Preta: como o Juventude se distanciou, o jeito é vencer o Náutico

Foto: Igor Sales
Foto: Igor Sales

Quando o time da Ponte Preta pisar no Estádio Moisés Lucarelli na tarde desde domingo, para enfrentar o Náutico, já sabe que apenas o resultado de vitória lhe dá chances maiores de brigar por vaga de acesso, pois chegaria aos 51 pontos e o seu limite seria de 60 pontos.

Como o Juventude venceu o duelo contra o Cruzeiro por 1 a 0 na noite deste sábado, subiu para 55 pontos, 15 vitórias e saldo positivo de 11 gols nesta Série B do Campeonato Brasileiro.

Assim, se junta ao Cuiabá como os mais credenciados à conquista das duas vagas restantes de acesso, visto que América Mineiro e Chapecoense já estão garantidos.

Logo, a Ponte Preta sabe que uma patinada diante do Náutico será extremamente perigosa.

Derrota seria o atestado do fracasso, pois o limite nos jogos subsequentes contra Chapecoense, CRB e Figueirense seria de 57 pontos, aquém do Cuiabá que já tem 58, e com possibilidade igualmente de ser superada pelo Juventude, que ainda vai enfrentar Avaí, Figueirense e Guarani.

Até o empate será resultado desprezível à Ponte Preta, visto que, a partir dos 49 pontos, o seu limite seria de 58 pontos e projeção de atingir 16 vitórias.

Outro agravante é que hoje a Ponte Preta está negativada no critério saldo de gols, com menos três, critério que pode desfavorecê-la caso tenha que ser aplicado para desempate com outra agremiação.

CSA

O empate entre CSA e Avaí por 1 a 1, em Maceió, foi bem recebido por outros clubes ainda com chances de postular acesso.

O resultado coloca o time alagoano na quinta colocação com 53 pontos, enquanto os catarinenses ficaram com 49.

PIOR PARA O GUARANI

Se havia um restinho de esperança ao Guarani, antes da complementação da 35ª rodada da competição, suas chances se postular acesso foram reduzidas a quase zero.

Como patinou nos 48 pontos, ao sofrer goleada por 4 a 0 para o Cuiabá, seu limite será de 57 pontos na hipótese de vencer os três jogos subsequentes contra Vitória, Avaí e Juventude.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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