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SET
​Mais oito pontos são suficientes pra Ponte assegurar permanência

Agora faltam apenas oito pontos para que a Ponte Preta cumpra a sua missão de permanência no Campeonato Brasileiro da Série B. Contribuiu para isso o empate por 2 a 2 com o Goiás, na noite desta sexta-feira, em Goiânia.

A Ponte fez um primeiro tempo com cara de time que briga pelo acesso. Já o segundo tempo foi daqueles em que o seu torcedor já está acostumado: fraco, tomando sufoco e limitando-se a se defender.

A Ponte deixou a nítida impressão que desencantaria em decorrência de acertos nas mudanças feitas pelo treinador Marcelo Chamusca.

Primeiro escalou o lateral-esquerdo Nícolas com incumbência de reduzir os espaços do esperto atacante de beirada Michael, para que não fizesse habituais jogadas.

ROBERTO E MATHEUS

Volante João Vitor ajudou no combate à frente da zaga. Foi válida a proposta de escalar o rápido atacante Roberto sem posição fixa, para puxar contra-ataques e até ajudar na recomposição, com orientação para que Júnior Santos se posicionasse pelo lado esquerdo e tentasse jogadas de velocidade.

Positiva também foi a escalação do meia Matheus Vargas, que ajudou o time a acelerar os contra-ataques, enquanto ficou em campo até os 21 minutos do segundo tempo.

Assim, enquanto o Goiás entrou em campo de salto alto, pressentindo que ganharia a partida quando bem entendesse, a Ponte marcou forte os lados do campo e foi premiada com gol logo aos quatro minutos.

O toque de Matheus Vargas para Júnior Santos foi preciso e a finalização correta, no canto baixo esquerdo.

O que era bom ficou ótimo à Ponte Preta aos 23 minutos, com a vantagem no placar ampliada em jogada pessoal de do atacante André Luís, ao cortar por dentro e preparar a bola para o chute de canhota: 2 a 0.

Ainda com André Luís e Matheus Vargas a vantagem da Ponte poderia ter sido maior, mas após sofrer o segundo gol o Goiás acordou pro jogo.

GOL IMPEDIDO

Como o Goiás passou a ter predomínio da partida a partir da segunda metade do primeiro tempo, chegou ao primeiro gol validado em posição de impedimento do meia-atacante Tiago Luís, ao completar cruzamento de Michael aos 26 minutos.

O Goiás rodava a bola de um lado a outro e foi se aproximando da meta pontepretana, tanto que o goleiro Ivan dividiu bola com o centroavante Lucão e evitou o empate.

Ivan também apareceu com destaque em chute de Giovani, no final daquela fase.

DESGASTE FÍSICO

Como a Ponte foi obrigada a correr demais para se defender, o desgaste físico foi sintomático na metade do segundo tempo.

Como os seus atacantes não conseguiam prender a bola, o Goiás começou a se preponderar e empurrar o time pontepretano para dentro de sua área.

Pra piorar, Júnior Santos tentou simular lesão quando estava praticamente fora do gramado, rolou pra dentro visando interromper a partida, mas o juizão Jean Pierre percebeu a catimba e mostrou-lhe o cartão vermelho, visto que já havia sido amarelado.

Assim, a pressão do Goiás foi compensada com o gol de empate através da cabeçada do zagueiro David Duarte, após cruzamento de Caíque, aos 40 minutos.

  • TONY
    21/09/2018 22:28

    Ganhando de 2 e joga como time pequeno. Só cera, sem comsndo! Estes frouxos não representam a nossa camisa! E mandem o Júnior Santos embora já! Jogou 3 pontos no lixo.

  • Barba
    21/09/2018 22:28

    Quem trouxe este bando de LIXO? João victor, Nicolas, Roberto, André Castro, e o maior BURRO da nossa estória - Júnior Santos. E o golrirg é a cara da Ponte - não sai do gol e não pega nada!

20
SET
Enfim, Chamusca não quer correr risco com Barcelos na lateral

Alô Marcelo Chamusca, treinador da Ponte Preta: não precisa ficar com charminho ao citar que vai mexer em três setores da equipe.

Enfim você percebeu que não dá pra apostar no lento Danilo Barcelos na lateral-esquerda, principalmente para marcar o rápido e hábil Michael do Goiás, na partida programa para a noite desta sexta-feira em Goiânia.

Há risco de que Nicolas, a ser confirmado como substituto na posição, sinta falta de ritmo. Afinal, foi sacado injustamente da equipe, para fixação de Barcelos.

Claro que Nicolas marca melhor, mas jogador depende de ritmo de jogo.

Ele também tem mais força física para levar a bola ao ataque, embora na maioria das vezes não saiba definir a melhor alternativa.

TREINOS SECRETOS

A rigor, soa até como ironia porteiros do CT do Jardim Eulina informarem a repórteres sobre treinos secretos durante a semana.

Cá pra nós: esconder o que deste time pontepretano?

Jogada ensaiada? Qual? Levantar bola pra zagueiro tentar o cabeceio está manjadíssima.

Na passagem pelo Guarani, Chamusca ensaiava bola parada levantada pouco além do segundo pau, para ser escorada ao interior da área, e alguém completara jogada.

Teria alguma coisa diferente disso?

A Ponte precisa melhorar e muito para não perder a partida, visto que o Goiás é tido como franco favorito.

COISAS DIFERENTES

Como a Ponte joga fora de casa, é natural que se defenda em Goiânia.

Na condição de mandantes, Ponte e demais clubes brasileiros deveriam se espelhar no treinador Guilhermo Schelotto, do Boca Juniors, que mostrou caminho alternativo para desmontar rigorosos esquemas defensivos.

Contra o Cruzeiro, na noite de quarta-feira, no Estádio La Bomboneira em Buenos Aires, na Argentina, ele escolheu o lado direito de seu time para atacar.

Quando a bola chegava rapidamente ao fundo de campo, a maioria dos cruzamentos era feito no chão, com tudo devidamente ensaiado.

Três ou quatro jogadores de sua equipe se posicionavam na área para a conclusão e dois ficavam pouco atrás quer para aproveitar rebote defensivo, quer para ficar com a bola após ‘parede’ feita por aqueles que estavam na área. Por sinal, já citei que o São Paulo usa esse experiente.

Antes que você diga que Boca é Boca e Ponte é Ponte, cabe ressaltar que nem de longe o time argentino lembra aquele futebol qualitativo. Pauta-se pela velha raça portenha, sentido básico de organização e jogadas bem ensaiadas.

Como ocorre com clubes sul-americanos, seus jogadores são condicionados a receber a bola no ataque mesmo marcados. Eles sabem usar o corpo como proteção, enquanto por aqui roda-se a bola e evita-se tocá-la a quem está marcado.

Outra constatação é que no Boca não há lentidão e desperdício de o zagueiro central tocar a bola ao quarto-zagueiro e receber devolução, sem que haja evolução da jogada.

Na Ponte, torcedor até se enerva com Renan Fonseca e Reginaldo trocando passes e retardando a chegada da bola ao ataque. Foi assim com o antecessor João Brigatti e continua com Chamusca.

  • LÉO - PR
    21/09/2018 09:25

    Chamusca é um cara inteligente tem a visão correta só que problema da ponte vai alem do treinador que talvez ele não consiga corrigir nessa temporada,e se ele continuar na ponte para o ano que vem com certeza fara bom trabalho.

  • LÉO - PR
    21/09/2018 09:24

    mais quando chamusca passou pelo guarani,bola levantada na área era o ponto forte do time,também pudera Fumagalli levantava Leandro Amaro e Ferreira ganhava quase todas pelo alto,ai ficava fácil.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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