Cadê Você?

19
AGO
Seis anos sem o volante Sérgio Moraes, da Ponte Preta

A última prova de gratidão que o saudoso meio-campista pontepretano Sérgio Moraes recebeu em vida foi da Ong Ponte Preta Ação Social, no dia 16 de março de 2011. Um mês e meio depois foi anunciada a morte dele em decorrência de enfisema pulmonar, aos 64 anos de idade.

Quando representantes da Ong levaram recheada cesta básica na residência do então jogador, e se prontificaram total apoio no tratamento da doença - inclusive com fisioterapia - o caso já era irreversível. Sérgio Moraes, magro e abatido, contrastava com lucidez e altivez um ano antes, durante homenagem a jogadores veteranos da Ponte Preta.

Revelado como volante nos juvenis da Ponte Preta, Sérgio Moraes participou do título invicto de competição campineira em 1966.

A estreia na equipe profissional deu-se no dia 26 de fevereiro da temporada seguinte no empate por 2 a 2 com a Ferroviária, quando participou desse time: Piveti. Geraldo Spana, Adalberto (Carlos), Beto Falsete e Luizinho (Hugo) (Nelsinho Baptista); Sérgio Moraes (Luiz Cesar) e Capelosa; Danilo (Adilson II), Dicá, Orlandinho e Adilson I.

Ele pôde atuar de forma contínua no time pontepretano naquele campeonato da divisão de acesso, ora fazendo dupla de meio de campo com Luiz Cesar, ora com Nenê Oliveira.

COBRADOR DE FALTAS

Na época, ele mostrava estilo clássico, facilidade para bater na bola e era cobrador de faltas. Apesar disso, o estilo lento o fez perder espaço entre os titulares com a chegada do volante Márcio, um dos veteranos contratados em 1968, na desesperada tentativa de acesso da Ponte ao Paulistão.

Mesmo com o objetivo alcançado, no ano seguinte, Sérgio Moraes foi reserva de Teodoro, que formava dupla de meio de campo com Roberto Pinto.

A próxima passagem de Sérgio Moraes foi no Noroeste de Bauru. Em 1974, jogou ao lado de Lorico e Zé Mário. Depois atuou na Inter de Limeira e Guaçuano, antes de se transferir ao Unión Magdalena de Santa Marta, da Colômbia.

Quando parou de jogar seguiu a carreira de músico, em Campinas, integrando o grupo "Velha Arte no Samba", que tocava sucessos dos intérpretes Paulinho da Viola e Cartola.

Ainda não existem comentários.

14
AGO
Gol de Frank provoca derrubada de trave no gramado do Guarani

Entre fatos eternizados na história do Estádio Brinco de Ouro enumere o dia 12 de julho de 1981, quando o poste esquerdo da trave roliça de madeira da meta do placar eletrônico caiu.

Um defensor do Comercial de Ribeirão Preto se enroscou na rede, na tentativa, em vão, de evitar gol do ponteiro-direito Frank, o Baila, e a trave levemente apodrecida caiu.

Foi necessário um funcionário do Guarani fazer gampiarra para consertá-la, a partida ficou paralisada durante 20 minutos, e terminou com goleada bugrina por 3 a 0 com esse time: Birigui: Mauro Cabeção (Chiquinho), Jaime, Edson e Almeida; Júlio César, Ângelo e Jorge Mendonça; Frank, Marcelo (Éderson) e Tadeu.

O pirassununguense Frank surgiu como promessa nos juvenis do Guarani em 1977, contrastando com compleição física de ponteiros-direitos da época, geralmente de estatura mediana e franzinos.

Alto e com passadas largas, Frank levava a bola ao fundo de campo. A caixa torácica avantajada permitia que a dividisse com a bacaiada e levava vantagem.

SELEÇÃO DE NOVOS

Já profissionalizado em 1979, marcou gol na estreia diante do Joinville, em Campinas, e passou a frequentar listas da Seleção Brasileira de Novos.

Nem por isso se firmou como titular no Guarani. Capitão foi absoluto na posição e Paulo Borges o reserva imediato.

Assim, no final de 1981, desmotivado e com tendência para engordar, teve queda de rendimento e deixou o Guarani com histórico de 13 gols, na maioria das vezes entrando no segundo tempo.

Aí começou a andança por Paulista de Jundiaí, Inter de Limeira, Corinthians de Presidente Prudente, CSA de Maceió (AL), Fortaleza, Rio Negro (AM), Rio Branco (AC), Cabofriense (RJ), Ferroviário (CE) e Pires do Rio (GO), onde encerrou a carreira de atleta em 1991, por causa de lesão no joelho.

Incontinenti assumiu a função de treinador do infantil-juvenil do Vila Nova (GO). Ainda na Região Centro-Oeste foi coordenador das unidades da Escolinha Nilton Santos em Palmas do Tocantins, Brasília e Rio de Janeiro.

Após experiência como treinador de equipe principal do Atlético Tocantinense, voltou às categorias de base, e há quatro anos coordena projeto de inclusão social na cidade de Silvânia (GO).

Frank aposta na habilidade da garotada para encurtar o caminho do sucesso. Incentiva o drible e a resposta pode ser vista em vídeos que exibe no facebook.

Apesar da rodagem por aí, Frank jamais perdeu raízes bugrinas. Habitualmente propaga jogos do time nas redes sociais.

  • Tito
    17/08/2017 14:50

    Bons e velhos tempos. Em 79 eu estava lá no Brinco assistindo esse jogo contra o joinville. Esse uniforme da foto nos traz muitas saudades dos bons times que o Guarani montava.

  • Marcelo José do Canto
    14/08/2017 23:29

    Bons tempos em que quem caia era a trave e não equipes tradicionais como Guarani e tantos outros... É isso aí, animal... Manda bala... abraços

Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo