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06
JUL
Ronaldo Giovanelli teve discreta passagem pela Ponte Preta

Ronaldo Giovanelli
Ronaldo Giovanelli

Quem vê o ex-goleiro Ronaldo Giovanelli na televisão, comentando futebol na TV Bandeirantes, nos programas 'Jogo Aberto' e 'Os Donos da Bola', o associa basicamente como atleta do Corinthians, onde, de fato, atravessou fase áurea durante dez anos, entrando na história do clube como o terceiro que mais vestiu aquela camisa, com 602 partidas.

Todavia, após passagem pelo Lusa no biênio 2000/01, entrou na escala descendente no futebol, a começar pela passagem meteórica pela Ponte Preta, quando viu Alexandre Negri e Hiran se revezarem na meta da equipe.

Na segunda rodada do Torneio Rio-São Paulo de 2002, na vitória pontepretana de virada sobre o Santos por 3 a 1, em Campinas, ele não só atuou como praticou defesa com a elasticidade dos velhos tempo em chute do meia Robert.

A Ponte venceu com dois gols de Washington e outro de Adrianinho, num time comandado pelo saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, e formado por Ronaldo Giovanelli; Carlos Alexandre, Rodrigo, Ronaldão e Elivélton; Fabinho, Mineiro, Dionísio e Humberto; Washington e Jean.

Provavelmente, se pudesse, Ronaldo riscaria do currículo a passagem dele por Campinas.

De acordo com publicação do portal Folha.br, seção cotidiano de 22/06/2002, a mulher dele foi vítima de um sequestro relâmpago na cidade.

CORINTHIANS

Melhor, então, o foco na passagem pelo Corinthians quando no primeiro ano, em 1988, de terceiro goleiro assumiu a titularidade e conquistou o título paulista na decisão contra o Guarani.

Dois anos depois jogou naquele time que conquistou o primeiro título brasileiro de sua história, na vitória sobre o São Paulo por 1 a 0, na finalíssima, gol de Tupãzinho.

Ele foi desligado do Corinthians por imposição do treinador Vanderlei Luxemburgo em 1998, quando ainda passou por Fluminense e Cruzeiro, antes de clubes médios e pequenos.

CARECA

Geralmente pessoas que ficam carecas, como Ronaldo, se submetem a sessões de quimioterapia para tratamento de câncer, mas o caso dele é outra doença: alopécia areata, que derrubou-lhe os cabelos em 15 dias.

Ele esclareceu que a queda de cabelos é decorrente de fatores emocionais como estresse, ou por alterações da glândula tireoide. Assim, optou por raspá-los.

  • João da Teixeira
    07/07/2020 19:32

    Ronaldo foi um bom goleiro, mas qdo veio para a Ponte, já estava, de certa forma, psicologicamente abalado. Como vc disse, o Ronaldo teve uma doença oportunista, de fundo emocional e psicológico, como o vitiligo, psoríase, alopécia etc., vai saber se algo que o afetou no emocional, não o afetou no seu futebol e depois em aparecer sua dermatite. Vamos dizer que a Ponte foi um divisor de águas entre o seu bom futebol e de sua decadência no gol. Gente falante ou muito brincalhão,

  • João da Teixeira 2
    07/07/2020 19:29

    Gente falante ou muito brincalhão, tbem pode esconder algo de fundo emocional, aparentemente como meio de defesa para esconder ou para compensar esse problema. É já vou adiantando para os que vem aqui falar merda, li sobre isso, não sou médico e nem "bolacha de pacote". Qto a Oyama, é um bom jogador, eu prefiro jogar com um que conhece da "mortadela", do que um perneta. Se não me engano, qdo levaram o Dario Pereira para jogar de 4°zagueiro, sem muita altura, permutava posição.

  • João da Teixeira 3
    07/07/2020 19:28

    ...permutava posição com outro defensor, principalmente nos escanteios. E olha que o uruguaio Dario Pereira era um bom meia é em 1962 já estreiava na seleção de seu país. Agora, em tempos de "vacas magras", sei lá se conseguirão essa permuta. Outra coisa, se Oyama é um volante, menos mal, vi jogar um monte de volantes baixinhos, mesmo na Ponte, Wanderley, Mineiro, Humberto, Serelepe, ou como Zito, Clodô e por aí vai. Melhor baixinho que cresce no jogo, do que grandão bobão...

28
JUN
Djalminha, segundo melhor camisa dez do Guarani

Outrora o camisa dez de um clube era o 'maestro', e certamente as duas maiores referência com passagens pelo Guarani foram Jorge Mendonça e Djaminha.

O meia Djalma Feitosa Dias tem sotaque de carioca, mas nasceu em Santos em 1970, período que o seu pai, Djalma Dias, integrava a zaga-central do time santista, para posteriormente passar pelo Botafogo (RJ).

E foi na base do Flamengo que Djalminha mostrava facilidade para tocar na bola com efeito, privilegiada visão de jogo e gols de faltas. E quando se presumia que fosse fazer carreira no clube, foi agredido pelo então atleta Renato Gaúcho durante um treinamento em 1993, fato que provocou manchete no Jornal dos Sport daquele Estado.

BETO ZINI

Coincidentemente Beto Zini, presidente do Guarani à época, estava na sede da CBF, no Rio de Janeiro, e ao ler a notícia, num final de tarde, avisou a família que permaneceria mais um dia por lá, pois tentaria trazê-lo por empréstimo para o elenco bugrino.

Jorge Helal, então presidente do Flamengo, não se opôs ao empréstimo desde que o passe não fosse fixado, mas Zini insistiu e o negócio foi feito com garantia de compra do passe pelo Guarani.

E a pedido de Djalminha, vieram para o Estádio Brinco de Ouro mais dois companheiros: volante Fábio Augusto e atacante Nélio.

Com passe comprado pelo Guarani, de repente Campinas ficou pequena para Djalminha, que acabou envolvido em vantajosa negociação com o Shimizu S-Pulse do Japão, na temporada seguinte.

Sem que se adaptasse no oriente, houve concorrência de Guarani, Flamengo e Vasco para repatriá-lo, com vantagem ao Guarani devido à pendência da última parcela do negócio com os japoneses.

CORPO DE BOMBEIROS

Assim, no regresso a Campinas em 1995, Djalminha desfilou em carro do Corpo de Bombeiros, com direito a grito de guerra dos bugrinos à época: 'Não é mole não; agora é Djalminha, Amoroso e Luizão'.

Ao brilhar em mais uma temporada no Guarani, teve desentendimento com o saudoso treinador Oswaldo Alvarez, que optou por deixar o clube.

Na sequência, Djalminha foi negociado com a Parmalat, então co-gestora do Palmeiras, e seguiu com contratos milionários em La Coruña (ESP), Áustria Viena e América (MEX).

Ele seria nome certo na Seleção Brasileira à Copa do Mundo de 2002, mas foi cortado pelo treinador Luiz Felipe Scolari, o Felipão, ao agredir seu treinador Javier Irureta com cabeçada, do La Coruña.

  • João da Teixeira
    29/06/2020 19:48

    Não é mole não, meu nome é Djalminha e meu sobrenome é confusão. Deveriam ser más companhias ou quem sabe, ter puxado o gene da familia da mãe, porque o pai, o Djalma Sênior, era um lord no futebol. Como armava confusão fácil. Agredir um treinador na época era como assinar um atestado de idiota no futebol. Apesar que hoje, nem tanto. Realmente não pode estar no rol dos injustiçados em Copa. Agora o Zini deve ter ganho dinheiro com o Djalminha sem dúvida nenhuma e o Gfc idem...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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