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MAR
Bugrino Davi foi rotulado de 'terror dos dérbis'

Davi atuou no Guarani no biênio 1974/75 - Site Que Fim Levou - Milton Neves
Davi atuou no Guarani no biênio 1974/75

Há jogadores que por marcarem gols em dérbis campineiros já são incluídos na galeria de ídolos de seus respectivos clubes, mas o caso do baiano Davi, do Guarani (foto extraída do portal Que Fim Levou, de Milton Neves), difere por ter caído no agrado de seu torcedor por decidir dois dérbis, e ambos no Estádio Moisés Lucarelli.

Rasgaram-lhe elogios quando marcou o gol da vitória por 1 a 0 no dia 27 de outubro de 1974, aos 40 minutos do segundo tempo, em seu estilo habitual de bater forte na bola, com a canhota.

Foi em partida válida pelo Paulistão, com o saudoso Zé Duarte no comando do Guarani, que à época tinha essa formação: Tobias; Odair (Mauro Cabeção), Joãozinho, Amaral e Cláudio; Flamarion e Alexandre; Afrânio, Davi, Itamar (Alfredo) e Mingo.

VITÓRIA (BA)

Proveniente do Vitória da Bahia e recém-chegado ao Guarani, Davi havia estreado duas semanas antes do primeiro dérbi, no empate por 1 a 1 com o Juventus, em Campinas, na função de meia-esquerda, formando dupla de meio de campo com o saudoso volante Flamarion.

A camisa dez da época era alternada por Alfredo e Alexandre Bueno, o que implicou na escalação de Davi como ponta-de-lança, no lugar de Lola.

A rigor, o ataque bugrino era sistematicamente mexido naquele período. Amilton Rocha e Alfrânio se revezavam na ponta-direita. Mingo e Darcy igualmente na ponta-esquerda. Sérgio Lima e Clayton eram centroavante autênticos, mas por vezes chegaram a atuar juntos, e depois surgiu outro jogador da posição: Volnei.

Contudo, aquele gol de Davi no referido dérbi, e mais uma na partida subsequente, na vitória sobre o Noroeste por 2 a 1, em Bauru, serviram para que fosse efetivado com a camisa oito, até que na sequência acabou adaptado na ponta-esquerda.

ZIZA

A titularidade do improvisado Davi foi efêmera. Perdeu espaço com a chegada para a posição do hábil Ziza, que o Guarani foi buscar no Juventus, visando a temporada seguinte.

Coube então a Davi ser relacionado como opção entre os reservas, até que às vésperas do primeiro dérbi de 1975, mês de março, novamente foi escalado como ponta-de-lança, e mais uma vez repediu a sina de decidir contra o rival no Estádio Moisés Lucarelli: 1 a 0, gol dele.

A partir de então, Davi foi rotulado como 'terror dos dérbis', mas na prática, afora o chute forte e bem endereçado, pouco mais se poderia citar sobre o futebol dele, tanto que desconhece-se se foi bem-sucedido em outra agremiação.

Hoje, radicado em Poções, interior da Bahia, atua em escolinha de futebol e como comentarista de rádio.

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22
MAR
Tião Macalé, beberrão que correspondia com a camisa do Guarani

Há histórias de jogadores que repetidas 'centas' vezes ainda são bem absorvidas, até por quem as conhecem muito bem.

São registradas histórias de beberrões no futebol que remontam aos tempos.

Há quem diga que o saudoso treinador Oswaldo Brandão costumava carregar garrafão de cachaça de alambique para servir aos seus boleiros cachaceiros.

No Guarani da década de 60, o imbatível no consumo de bebidas alcoólicas foi o volante Sebastião dos Santos, apelidado de Tião Macalé.

A desproporção era tão desmedida que morreu aos 36 anos de idade em 1972, em Jundiaí (SP), cidade em que ficou radicado após bem conhecê-la na passagem pelo Paulista em 1968, quando formou dupla de meio de campo com Raimundinho, e saboreou o acesso à elite do futebol paulista.

Natural do Estado do Rio de Janeiro, Tião Macalé integrou o elenco do Botafogo carioca entre os anos 50 e 60 como meia-de-armação, conformando-se inicialmente com a reserva do lendário Didi, devido à desigualdade de concorrência.

TITULAR EM 59

Quando o titular se transferiu ao Real Madrid da Espanha em 1959, Macalé ganhou camisa na equipe principal e participou da campanha de vice-campeão estadual, num time dirigido pelo saudoso João Saldanha e formado por Manga; Cacá, Jore, Ronald e Paulistinha; Airton e Tião Macalé; Garrincha, Paulo Valentim, Quarentinha e Zagallo.

GUARANI EM 1963

Na chegada ao Guarani em 1963, Macalé já estava adaptado à função de volante. Todavia teve que esperar o declínio de produção do titular Hilton para assumir a vaga, o que ocorreu no dia quatro de agosto daquela temporada, na derrota por 2 a 1 para o Santos de Pepe, autor dos dois gols, enquanto Berico marcou para o time bugrino.

Guarani da época? Dimas; Oswaldo Cunha, Ditinho, Eraldo e Diogo; Tião Macalé e Jurandir; Berico,, Américo Murollo, Felício e Oswaldo. Treinador: Francisco Sarno.

PAULISTA

Na saída por empréstimo ao Paulista, Macalé fez parte da leva de boleiros bugrino que reforçou o time jundiaiense: Sidnei Poly, Miranda (que não era o campeão brasileiro de 1978), Cido Jacaré, Cardoso e Carlinhos.

HÉLIO GIGLIOLI

No regresso ao Guarani em 1969, Tião Macalé já havia perdido espaço para Hélio Giglioli, volante vindo do Comercial de Ribeirão Preto, restando, portanto, a imagem do Macalé pulmão de aço para correr o campo todo, desarmar como poucos, e sabedoria no passe. Por isso foi ídolo da torcida bugrina mesmo viciado na ‘marvada’.

Nem por isso deixava de treinar forte para responder aos poucos críticos, e assim mostrar a habitual eficiência nos gramados.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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