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18
NOV
Em 1979, Ponte foi vítima de um 4 a 4 em Marília

Esse jogo de oito gols no clássico carioca entre Flamengo e Vasco, no Estádio do Maracanã, no empate por 4 a 4, dia 13 de novembro passado, remete ao pontepretano a jogo com o mesmo placar em Marília, em 1979.

Se no Maracanã sobraram elogios para o desempenho das duas equipes, o jogo da Ponte Preta no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal foi marcado por forte pressão ao então árbitro Sílvio Acácio Silveira, o que implicou em marcação de pênalti duvidoso e lances com favorecimento ao time da casa.

Jogo marcado em sábado de Carnaval e nos tempos em que se permitia entrada de fogos nos estádios. Assim, quando jogadores pontepretanos faziam aquecimento no vestiário visitante, um torcedor do Marília explorou vidro quebrado de janela para explodir rojão no local, na tentativa de intimidação.

PRESSÃO

Na prática a Ponte havia imposto o ritmo da partida e terminou o primeiro tempo com vantagem de 4 a 1, dois gols do saudoso Afrânio, e outros de Toninho Costa e Osvaldo.

Mal o trio de arbitragem retornou ao gramado após o intervalo, sucessivos fogos foram atirados, e a pressão foi intensificada pelos 10.369 pagantes, quase a totalidade de torcedores da casa.

Naquele clima hostil, faltas inexistentes eram marcadas contra a Ponte, que se viu acuada pela pressão imposta pela equipe mariliense.

Assim, a cada gol do Marília renascia a esperança de chegar ao empate, e o objetivo foi atingido.

O time da Ponte Preta naquele jogo foi de Carlos; Toninho Oliveira, Oscar, Juninho e Toninho Costa; Wanderlei, Marco Aurélio (Wilsinho) e Dicá; Lúcio (Humberto), Osvaldo e Afrânio. Técnico: Cilinho.

VEÍCULOS DANIFICADOS

Fim de jogo, mesmo com proteção policial pedras foram lançadas no ônibus que conduzia a delegação pontepretana.

Veículos das rádios Brasil e Educadora foram danificados por vândalos.

À época, a Rádio Brasil tinha parceria com empresa de transportes para viagens, e todos os vidros de uma perua Kombi foram destruídos.

Para retornar a Campinas, o jeito foi solicitar reabertura de uma vidraçaria de Pedro Pavão, recém-saído da presidência do Marília, para trabalho de reparo que se encerrou por volta da meia-noite.

Pior situação ficou a perua Veraneio que transportava a equipe de esportes da Rádio Eduadora. Amassaram a lataria, quebraram os vidros e furaram todos os pneus.

Pelo menos por duas semanas o veículo ficou estacionado defronte ao estádio, até que fosse guinchado a Campinas.

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08
NOV
Cassação de liminar da Ponte em 1988 evitou que o Guarani provocasse WO em dérbi

Mil novencentos e oitenta e oito foi ano sem dérbi campineiro pelo Paulistão.

Ponte Preta e Bandeirantes de Birigui haviam sido rebaixados na competição do ano anterior, mas, inconformados, buscaram pretexto para virada de mesa.

Até conseguiram liminar na Justiça comum, que garantiu o ingresso naquele campeonato, mas os clubes não admitiram que os rebaixados voltassem à competição pelas portas dos fundos.

Promoveram boicote nos jogos de Ponte e Birigui, que cumpriram rotina de concentrações, viagens, entradas em campo, sem que o adversários estivessem presentes.

A saudosa torcedora pontepretana Maria Conceição Rodrigues acompanhava o pontapé inicial. Depois, a juizada dava as partidas por encerradas.

E quando a Justiça obrigou clubes boicotadores a entrarem em campo para os jogos, o Guarani foi a Birigui e ganhou do Bandeirantes por 1 a 0, enquanto a Ponte só jogou contra o Corinthians, no Estádio do Canindé, além do confronto direto contra o Bandeirates, quando o goleou por 5 a 1, em Campinas.

RENATO MORUNGABA

Renato Morungaba (foto)

foi ponta-de-lança com raízes bugrinas, revelado pelo clube na década de 70.

Quis o destino que, já em final de carreira, após recuperação em clínica fisioterápica de Campinas, assinasse contrato com a Ponte Preta, entrasse no segundo tempo do dérbi de 1994, e marcasse o gol de empate por 2 a 2.

Guarani jogou com Pitarelli; Gustavo, Ronaldo, Fernando e Valmir; Adilson, Fábio Augusto, Djalminha e Robert (Alex); Tiba (Da Silva) e Clóvis.

Formação da Ponte: Brigatti; Marques, Pedro Luiz, Edson Mariano e Branco; Sidney (Renato), Júlio César, Guará e Esquerdinha; Mauricinho e Arnaldo Lopes.

Observação: Alex, diagnosticado posteriormente com problemas cardíacos, foi proibido de prosseguir na carreira. Todavia, no esforço feito para empurrar carro, visando pegar no 'tranco', teve mal-estar que desencadeou a morte.

BARRINHA

Em agosto de 1979 a Ponte iniciou período de tabu que se prolongou durante cinco anos. E naquela vitória por 1 a 0 o gol foi anotado por Barrinha, ponteiro-direito marcado na história dos pontepretanos exclusivamente naquela tarde, no Estádio Moisés Lucarelli. Depois ele sucumbiu.

Ponte da época: Carlos; Toninho Oliveira, Eugênio, Nenê e Odirlei; Wanderlei, Marco Aurélio e Humberto; Barrinha (Édson), Osvaldo e João Paulo.

Guarani: Neneca; Mauro, Gomes, Edson e Miranda; Zé Carlos (Marinho), Renato e Zenon; Capitão, Careca e Vicente (Miltão).

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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