Cadê Você?

20
JAN
Ronaldão escolheu a Ponte para encerrar a carreira

Quando chegou à Ponte Preta em 1998, aos 33 anos de idade, havia dúvida se o zagueiro Ronaldão ainda tinha lenha pra queimar, visto que o seu passado havia sido marcado por jogador que se impunha pelo vigor físico.

A estreia dele em dérbi foi marcada com derrota por 2 a 0 para o rival, no Estádio Brinco de Ouro, cujo time pontepretano, comandado pelo treinador Celso Teixeira, contava com Edinho; André Santos, Fábio Luciano, Ronaldão e André Silva; Ezequiel (Fabinho), Mineiro, Ailton e Vágner Mancini (Zinho); Maurílio e Régis Pitbull.

Durante passagem de quatro anos como atleta do clube, teve a necessária percepção que em 2002 seria o exato momento de parar, assumindo, incontinenti, a função de coordenador de futebol.

Melhor se não tivesse voltado à mesma função no primeiro semestre do ano passado. Desatualizado, naufragou juntamente com a comissão técnica do clube à época, fato que implicou em seu afastamento da função.

A identificação por Campinas implicou em residência fixa na cidade, e desde a aposentadoria como atleta desenvolveu atividades paralelas.

Ronaldo Rodrigues de Jesus passou a administrar imóveis adquiridos na grande São Paulo e atuar como empresário no ramo de borracha, com produção de látex em fazenda de 20 alqueires na cidade de São José do Rio Preto, seu berço para o futebol nas categorias de base.

LATERAL-ESQUERDO

Ali projetava carreira de lateral-esquerdo com apetite para apoiar ao ataque, e foi nesta função que chegou ao São Paulo.

Todavia, o olho clínico do então treinador Cilinho serviu para que se adaptasse à posição mais adequada: quarto-zagueiro.

Afinal, como desprezar a invejável impulsão aliada à estatura de 1,87m de altura?

Diferentemente da zagueirada lenta, de caixa torácica avantajada, Ronaldão tinha velocidade para cobrir os lados do campo, e deslizava nos gramados com habituais carrinhos.

BEM JOR

Pode-se dizer que se inspirou na composição do intérprete Jorge Bem Jor intitulada ‘Zagueiro’, para praticá-la na carreira que se prolongou no Shimizu S-Pulse do Japão, Flamengo, Santos e Ponte Preta.

Se Bem Jor sugeria ‘arrepia zagueiro’, Ronaldão arrepiava. Ele também seguia regiamente a letra da música que recomendava ganhar divididas e não deixar a sobra pra ninguém. ‘Ser o dono da área na guerra de 90 minutos’.

A recompensa foi participação no tetracampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, e currículo recheado de títulos internacionais pelo São Paulo, como o bi da Libertadores e Mundial de Clubes, nas decisões contra Milan e Barcelona, respectivamente.

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14
JAN
Pitarelli, o goleiro que pegava pênaltis

Seja qual for o destino do Guarani na Copa São Paulo da presente temporada, o atacante Davó já entrou para a história com os quatro gols marcados na goleada por 5 a 0 sobre o Inter (RS) neste 13 de janeiro.

Há exatos 25 anos a torcida bugrina não apenas foi presenteada com o primeiro título da competição, como revelou um goleiro pegador de pênaltis: Adriano Pitarelli, 1,93m de altura e envergadura privilegiada para saltos impressionantes.

Além disso, mostrava determinação na saída da meta quer para interceptação de bolas alçadas, quer no enfrentamento direto no chão com atacantes adversários, com fechando o ângulo.

Apesar das citadas virtudes, Pitarelli teve que aguardar dez rodadas do Campeonato Paulista daquela temporada para estrear na equipe principal, ao comemorar vitória por 3 a 1 sobre o Mogi Mirim, em Campinas.

NARCISO E HIRAN

Quando se supunha que pudesse se firmar como titular, após sequência de jogos, o titular Narciso retomou a posição. E o caldo engrossou ainda mais no ano subsequente quando se transformou em terceira opção, com a chegada do goleiro Hiran.

Sem chances de ser escalado, dirigentes bugrinos optaram por emprestá-lo ao Mogi Mirim, sob pretexto de ganhar maturidade.

Todavia, no retorno a Campinas foi reserva direto de Hiran, e posteriormente participou de revezamento com Gléguer, goleiro revelado na base do clube.

OUTROS ARES

A partir de 1999 Pitarelli mudou definitivamente de ares, ao jogar no Sport Recife e se destacar na Portuguesa Santista, o que recomendou contratação pelo Santos.

Como enfrentar desafio para barrar goleiros renomados como Carlos Germano e Fábio Costa, durante a passagem de dois anos pelo clube?

O jeito, então, foi encarar a estrada da volta no futebol, aceitando aceno de clubes de menor expressão, a maioria do interior paulista.

Assim, a carreira de atleta se prolongou até 2011, com contrato assinado no Santacruzense.

Hoje, esse jalesense está radicado em São José do Rio Preto, atua no ramo da gastronomia, e já demonstra não ter apreço pelo futebol.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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