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JAN
Wagner, piracicabano que deu certo na Ponte Preta

Jogadores do passado eram desatentos até em relação à grafia de seus nomes.

O piracicabano Antonio Wagner de Moraes, formado como atacante na base da Ponte Preta, passou cinco anos no profissional do clube com a mídia impressa grafando incorretamente seu nome com 'V', já que até na 'papeleta' de escalações do time pontepretano assim redigiam.

Durante o período, Wagner sequer sugeriu correção, preocupado que estava em bom desempenho no campo, para galgar projeção maior no futebol.

CENTROAVANTE

A estatura de 1,74m de altura não impediu que fosse escalado a maioria das vezes como centroavante, até porque contrariava a tese de que o escalado na posição precisa se fixar na área adversária a espera de criação de jogadas, para que completasse.

A facilidade para o drible permitia que se deslocasse com frequência para os lados do campo, e por isso não estranhava quando treinadores o escalavam para desempenhar esta função, porém fazendo a diagonal para terminar as jogadas.

PALMEIRAS E JAPÃO

Por ter se destacado na Ponte Preta, o Palmeiras tratou de buscá-lo em 1991, sem que repetisse recomendáveis atuações. Participou de apenas 20 jogos e marcou três gols.

Isso em nada interferiu no interesse do futebol japonês pelo futebol dele, tanto que ficou por lá durante cinco anos, com passagens por Belmare, Otsuka e Kashiwa Reysol.

No retorno ao País, percorreu a chamada estrada da volta no futebol, em clubes de menor expressão no interior paulista. Jogou no São José, União Barbarense, Botafogo, Etti Jundiaí, Paraguaçuense, e o encerramento da carreira deu-se em 2001 no XV de Piracicaba, sua cidade natal, aos 36 anos de idade.

Wagner tem escolinha de futebol na cidade e até tentou ingressar na carreira de treinador, comandando o XV de Piracicaba na Copa Paulista de 2012, mas não prosperou na função.

GOL PERDIDO

Até hoje ainda cita a participação dele no tricampeonato conquistado pelo time de juniores da Ponte Preta, quando na terceira e decisiva partida diante do XV de Jaú, em Rio Claro, em fevereiro de 1984, perdeu o gol mais feito na carreira.

Após driblar toda defesa, desvencilhou-se do goleiro Vanderlei, e bastava apenas empurrar a bola pra rede. Aí, inexplicavelmente, na finalização, a bola cobriu o travessão.

Aquele time, do treinador Tuta, contava com João Brigatti; Carlinhos, Heraldo, Junior Curau e Rodrigues; Rudney (Ivo), Márcio Luís e Vaguinho Dias; Léo, Wagner e Joel.

  • SERGIO LUCAS QUADROS CAMPOS
    08/01/2021 10:25

    faltou o sinval nesse time

27
DEC
Éverton, posição do antigo meia-direita

Para contratar o centroavante Careca, do Guarani, no início de 1983, o São Paulo se dispôs desembolsar relativa importância em dinheiro e três jogadores: lateral-esquerdo Edel, ponta-de-lança Éverton e centroavante Sávio.

Nenhum dos três vingou com a camisa bugrina, e a maior decepção foi Éverton, que chegou ao Estádio Brinco de Ouro precedido de atuações recomendáveis pelo São Paulo, no tempo em que se convencionava chamar o camisa oito de meia-direita.

A rigor, hoje coordenador das categorias de base do Atlético Mineiro, o ex-atleta reconhece que das passagens por clubes brasileiros ficou devendo melhor rendimento no Guarani, ocasião em que não conseguia se livrar de cacoete a cada final de resposta durante entrevistas: 'Entendeu?

Aí, um dia ironicamente respondi: 'Entendi, Éverton.

Ele sorriu com a brincadeira, mas ainda assim não conseguiu se policiar do cacoete.

ATLÉTICO MINEIRO

Claro que ao final daquela temporada cartolas do Guarani não titubearam ao liberá-lo para o Atlético Mineiro, clube que reencontrou seu futebol de condutor de bola em velocidade à área adversária, para conclusões com chutes certeiros.

Prova do bom aproveitamento foi ter atingido a marca de 92 gols dos 198 jogos disputados durante quatro anos vinculados ao clube, parte significativa deles já adaptado à função de centroavante, num time que tinha os ex-bugrinos Renato Morungaba como ponta-de-lança e Zenon na meia de armação.

O hábito de conquistar títulos, que começou no São Paulo, passou pelo Galo mineiro e foi acrescentado na passagem pelo Corinthians em 1988, na final do Campeonato Paulista contra o Guarani.

Aquela performance o colocou na vitrine do futebol mundial e possibilitou que buscasse dólares em transferências ao Porto de Portugal e seis temporadas no Japão, intercalando Yokohama Marinos e Kyoto Sanga até 1995, com títulos conquistados da Recopa Asiática, Copa do Imperador e Campeonato Japonês

LONDRINA

Éverton Nogueira é natural de Florestópolis (PR) e o início da carreira profissional foi no Londrina em 1976.

Hoje está radicado em Belo Horizonte, a voz continua a mesma, mas os seus cabelos!

Cabeludo nos tempos de atletas, agora enfrenta a implacável calvície que atormenta sessentões como ele, que completou 61 anos de idade em 12 de dezembro passado.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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