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17
JUN
Capitão, história de título e gols no Guarani

Tem-se conhecimento que dois atletas apelidados de Capitão integraram o elenco do Guarani décadas passadas.

O volante Oleúde José Ribeiro teve rápida e discreta passagem em 2000, já em final de carreira, contratado basicamente pelo histórico de bons serviços prestados à Portuguesa.

O Capitão que de fato escreveu seu nome na história do clube foi Rodolfo Carlos Lima, campeão brasileiro em 1978, titular absoluto da ponta-direita.

Por que o apelido de Capitão? Eis aí uma pergunta sem resposta. Falha do colunista que não fez a perguntar ao atleta nos tempos de Guarani.

No início da temporada de 1978, o polivalente Miranda vestia a camisa sete até ceder a vaga ao ponta-de-lança Renato, que passou a atuar improvisado como ponteiro-direito.

Então, o saudoso presidente bugrino Ricardo Chuffi contratou o atacante Capitão, respaldado no histórico dos títulos da Taça Guanabara e Campeonato Carioca pelo Vasco, na temporada anterior, participação ativa naquele vice-campeonato do XV de Piracicaba no Campeonato Paulista de 1976, e retrospecto no Santos.

41 GOLS

Capitão até fazia jogadas de fundo, mas a preferência era fechar em diagonal, tabelar e até concluir jogadas. Foi assim desde a estreia no Guarani em 30 de março de 1978 - na vitória sobre o Bahia por 2 a 1 - até a conquista da Taça de Prata no final de março de 1981 sobre o Anapolina (GO), quando já havia sido deslocado à ponta-esquerda, com histórico de 41 gols.

Dois daqueles gols foram anotados na goleada por 5 a 0 sobre o Santos, em agosto de 1979, mas o bugrino da velha guarda prefere recordar o histórico placar de 5 a 1 sobre o mesmo adversário, em 1964.

Ao se desligar do Guarani, Capitão participou ainda de grandes clubes como Palmeiras e Atlético Paranaense, antes de integrar outros de menor expressão como Pinheiros, Marília e São José.

TREINADOR

Ele voltou ao Guarani para trabalhar como treinador das categorias de base, em 1993, e depois foi auxiliar-técnico de Artur Neto.

Hoje está praticamente desligado do futebol e definiu por atividade comercial em Ribeirão Preto, cidade em que fixou residência.

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10
JUN
Saudoso Mococa foi dispensado nos juvenis de Ponte e Guarani

A morte do então volante Mococa do Palmeiras, no dia oito passado, vítima de atropelamento em rodovia, nos remete à discussão de jogadores bem-sucedidos que se perdem no alcoolismo após encerramento da carreira, que não são poucos.

Comparativo indispensável, também, é sobre a safra de bons jogadores revelados nos anos 70 em relação aos chamados ‘meia colher’ formados nos últimos anos.

Acreditem: Mococa havia feito confissão a um veículo de comunicação de São Paulo que participou de treinos para avaliação nos juvenis de Ponte Preta e Guarani, mas acabou dispensado.

Nem por isso técnicos avaliadores da época devem ser contestados. É que surgiam inúmeros jogadores de qualidade, havia uma seleção natural, e aqueles aprovados integravam posteriormente as equipes principais dos clubes campineiros.

GODÊ

Se Mococa não serviu para Guarani e Ponte Preta, não escapou do olho clínico de Clarindo Constantino, o Godê, à época trabalhando como treinador na base do Palmeiras, que tratou de integrar o volante à categoria juvenil do clube em 1975.

Na época, garoto da base nem sempre tinha ‘alicerce’ para se manter longe da família. Após um mês no Palmeiras, Mococa fugiu da concentração e voltou à sua cidade.

Aí, Godê foi atrás dele e conseguiu convencê-lo a retornar, com projeção que seria um novo Dudu (Olegário Tolói de Oliveira) no Palmeiras.

Esse mesmo Godê esteve ligado ao Guarani no final dos anos 50 e quase toda década de 60, quando trabalhou na base e assumindo interinamente a equipe principal em várias ocasiões.

Gilmar Justino Dias, o Mococa, que havia completado 60 anos de idade em março passado, teve lugar cativo no Palmeiras de 1978 a 1980, período em que o saudoso treinador do clube Telê Santana trabalhava incessantemente evolução de jogador mediano.

MOCOCA X FALCÃO

Assim foi feito com Mococa, que melhorou consideravelmente a capacidade de desarme e passe, contudo jamais caberia comparação ao volante Falcão, do Inter (RS), como fez conotação - folcloricamente ou não - o extinto Jornal da Tarde, quando exagerou no título de abertura de seu caderno de Esportes: Mococa x Falcão?

Naquele período Mococa já tinha fama de boêmio, e por isso foi advertido pelo abuso da cervejinha. Todavia, o hábito de encostar em balcão de bar ficou descontrolado quando parou de jogar no Radium de Mococa, em 1987.

  • João da Teixeira
    11/06/2018 10:24

    Ari, não sabia desse seu hábito, mas como vc. disse, não será o primeiro e nem será o último jogador com problemas com o álcool. Por sinal, se não tiver estrutura, o álcool será o seu "melhor amigo", até que a morte os separem! Mui amigo, hein? Se tiver um empresário ladino, pior ainda para o seu futuro pós profissional, não sei se foi o caso de Mococa. Faz me lembrar Jorge Mendonça com sua Mercedes e a tira colo, a repórter, hoje correspondente no país da "bota". Ostentação!

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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