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Vinte cinco anos sem o goleiro Dimas Monteiro

Nós, historiadores do futebol de Campinas, com a obrigação de preservar a memória dos ídolos do passado, lembramos dos 25 anos sem o goleiro e posteriormente preparador de goleiro Dimas Monteiro.

Dimas morreu em 15 de março de 1996, em Campinas, aos 64 anos de idade.

Embora tivesse raízes no Guarani, foi bem recebido pela Ponte Preta no final dos anos 70 e meados da década de 80, levado pelo então diretor de futebol Pedro Antonio Chaib, o Peri, quando treinou, entre outros, o goleiro Carlos Ganso, transformando-o no melhor do Brasil.

Dimas era persistente para correção de defeitos de goleiros e sabia, como poucos, melhorar a condição técnica deles.

Avesso a goleiros saltadores, ensinava aos discípulos que o segredo para a posição é explosão muscular para goleiro correr na bola, em vez de saltos com possibilidade menor de chegar à bola.

Salto, ensinava, apenas quando o jogador adversário ficava cara a cara, e ainda assim após a finalização.

Ele repreendia goleiros que se jogavam ao solo antes do arremate, pois assim facilitavam as chamadas cavadinhas do finalizador.

COLOCAÇÃO

Também se valia da boa colocação e precisão na saída da meta.

Vindo de Taquaritinga para o Guarani em 1959, de cara Dimas barrou o titular Nicanor e atuou na mais retumbante vitória bugrina em dérbis, no Estádio Brinco de Ouro, no dia seis de junho de 1960, com sabor só comparável ao título nacional.

Naquela tarde, o Guarani aplicou a maior goleada na história dos dérbis campineiros: 6 a 0. E o time foi este: Dimas: Ferrari e Carlão; Walter, Eraldo e Diogo; Dorival, Marin, Cabrita (Paulo Leão), Benê e Osvaldo Ponte Aérea. Técnico: Armando Renganesch.

E no clube só ficou no ostracismo entre 1964-65, devido à fase áurea de seu reserva Sidnei Polly, também falecido.

A rigor, entrou para a história como um dos melhores goleiros do Guarani de todos os tempos.

BETO ZINI

Evidente que nos últimos anos de carreira, no Botafogo de Ribeirão Preto e Bragantino, passou por fase decadente.

Em 1984, enquanto diretor de futebol do Guarani, Beto Zini o contratou, e a recompensa foi o aprimoramento do mediano goleiro Sérgio Neri em confiável.

Assim, embora com atraso, cabe o registro do vigésimo quinto ano da morte de Dimas, que enquanto tinha saúde cumpria a rotina de frequentar característicos pontos centrais de desportistas em Campinas.

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Romeu, volante que passou pela Ponte Preta em momentos perigosos

Quem se dispuser rebuscar histórias de atletas que passaram pelo futebol de Campinas não pode se prender exclusivamente a ídolos.

Há casos curiosos, como o do volante Romeu Mendes Rodrigues, identificado apenas pelo prenome, que jogou na Ponte Preta de 2003 a 2005, período que provavelmente gostaria de esquecer na carreira.

Romeu foi um volante identificado pelo estilo competitivo, sabia explorar a estatura de 1,81m de altura, e havia se acostumado a conquista de título no início de carreira.

Na passagem de três anos pelo Goiás, a partir de 1994, conquistou o bi estadual e foi muito elogiado quando o clube chegou à semifinal do Campeonato Brasileiro, no seu primeiro ano na agremiação.

CORINTHIANS

No Corinthians, nos outros três anos subsequentes, participou do bicampeonato brasileiro, num período em que ajudava na proteção à zaga, na cabeça de área, e assim dava liberdade para o outro volante - caso de Fábio Augusto - atacar, num time que contava com o meia-atacante Marcelinho Carioca, que desequilibrava as partidas em cobranças de faltas.

Tido como jogador funcional, foi levado ao Revenna da Itália, para a disputa do campeonato da segunda divisão daquele país, mas retornou logo em seguida e ainda com espaço em grandes clubes, como Atlético Mineiro e Botafogo, atuando ao lado de jogadores como zagueiro Gílson Jader e atacantes Túlio e Valdeir The Flask.

Intrigante foi desconhecer a realidade financeira da Ponte Preta em 2003, para ter aceitado o convite de vir jogar no clube.

Ah se arrependimento matasse!

SALÁRIOS ATRASADOS

Chegou em Campinas num período de saída de jogadores, falta de pagamentos de salários e o clube flertando com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Por sorte o treinador Abel Braga ainda conseguiu motivar o elenco e a equipe deixou a degola para Fortaleza e Bahia, na ocasião.

Em 2005, a campanha sofrível foi no Paulistão, persistente risco de rebaixamento, mas por fim o desespero ficou para Inter de Limeira, Atlético Sorocaba, União São João e União Barbarense.

Naquela temporada, o goleiro foi Lauro. Preto atuava na zaga e o auxiliar-técnico Nenê Santana chegou a ser interino por curto período.

Romeu encerrou a carreira em 2010, no União Rondonópolis, interior de Goiás, Estado em que nasceu, na cidade de Inhumas, em seis de maio de 1974.

Por sinal, naquele local se arriscou na carreira de treinador em 2017, no União, equipe de terceira divisão.

  • João da Teixeira
    05/04/2021 18:22

    Complementando a informação do Paulo, Rondonópolis é realmente em Mato Grosso e na verdade o nome do time é União Esporte Clube, não tem Rondonópolis no nome ou escudo, mas é conhecido por União Rondonópolis. O vermelho e branco foi 3° colocado no último matogrossense.

  • Paulo
    02/04/2021 20:29

    Pessoal, Rondonópolis é no Mato Grosso, não em Goiás. Se ligue...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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