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Ezequiel, começo e fim da carreira na Ponte Preta

Ezequiel Ataliba foi mais um exemplo de jogador formado na base da Ponte Preta, sem que o seu futebol, como volante, tivesse desabrochado no clube.

Até nos juniores não se firmou como titular, pois o titular da posição foi Sílvio, quer na conquista do bicampeonato da Taça São Paulo em 1981, quer no Paulista de juniores ano seguinte.

Além de Sílvio, à época outro volante promovido foi Colósio, que atuou mais vezes de que Ezequiel.

No período, a base da Ponte foi tida como usina na fabricação de jogadores. Nem por isso treinadores da equipe principal como Dino Sani, Dudu, Nicanor de Carvalho e Tim colocaram Ezequiel pra jogar na equipe principal.

CILINHO

As três primeiras oportunidades foram dadas pelo treinador Cilinho em novembro de 1983, duas delas improvisado como falso ponteiro-direito, e outra entrando no lugar do centroavante Chicão, porém com missão de congestionar o meio de campo.

Sem espaço na Ponte, Ezequiel pode mostrar o seu futebol de garra no Ituano.

O tempo exato de bola para antecipação implicou em notoriedade e consequente interesse do Corinthians, que o contratou em 1990, inicialmente como reserva.

Ano seguinte, efetivado na equipe, esse campineiro de 1,62m de altura desfrutou da fama ao cair no gosto da torcida, mas também foi companheirão da noite, rodeado de mulheres.

Aí surgiram filhos fora do casamento, pagamento de pensão alimentícia e fonte financeira secando quando parou de jogar na virada do século, com registro da última passagem pela Ponte Preta de 1997 a 2000.

“Eu não parei, pararam comigo”, confessou, quando ainda se julgava em condições de continuar.

AMADORISMO

Pararam em termos. A identidade com o futebol exigiu que optasse pela reversão ao amadorismo em Campinas, onde participa de competições aos 56 anos de idade, na equipe Higa-Ponte Preta.

Como a ocupação como entregador de remédios não rendia o suficiente para manutenção da família, o amigo Neto - companheiro nos tempos de Corinthians - organizou jogo beneficente em 2009. Depois disso, o ex-centroavante Chicão, de Ponte Preta e Santos, o acolheu como instrutor de garotos em escolinha de futebol de Campinas.

De certo Ezequiel contou à garotada que foi mordido por cachorro da Polícia Militar em jogo contra a Ponte Preta, em Campinas.

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DEC
Sóter, ex-bugrino assassinado em 1986

A morte brutal do jogador Daniel - vinculado ao São Bento - em outubro passado, remete a outros casos de atletas de futebol assassinados.

E maio, o então lateral-esquerdo Cleber Honorato morreu ao ser atingido com canivete, quando tentava apartar briga em rodeio na cidade de Jaboticabal.

Vinculado ao Batatais, Cleber, de 23 anos, passou por Ponte Preta, Paulista e XV de Piracicaba.

Em setembro de 1986, aos 29 anos de idade, o lateral-direito Luiz Sóter da Silva foi assassinado por porteiro do hotel em que estava hospedado na cidade de Dourado (MS).

GUARANI

Sóter teve relação direta com o Guarani no período de cinco meses, a partir da estreia em seis de maio de 1982, na vitória sobre o Santos por 2 a 1, pelo Torneio dos Campeões, no Estádio Brinco de Ouro.

Time da época? Sidmar; Sóter, Darci, Júlio César e Almeida; Éderson, Henrique (Paulo Sérgio) e João Luís; Lúcio, Marcelo e Banana.

Formação extremamente reformulada em relação àquela que protagonizou o maior público no Estádio Brinco de Ouro, de 52.002 pagantes, na derrota para o Flamengo por 3 a 2, dia 15 de abril daquele ano: Wendell; Rubens, Jaime, Edson e Almeida; Éderson, Jorge Mendonça e Banana; Lúcio, Careca e Zezé (Henrique).

Sóter chegou ao Guarani recomendado por aceitáveis atuações pelo São José em 1981, quando avançava com qualidade e não comprometia na marcação, ocasião em que o time joseense, formado por medalhões, era esse: Ivan; Sóter, Darci, Beto Fuscão e Ricardo; Gerson Andreotti, Tata e Alexandre Bueno; Edinho, Tião Marino e Nenê.

Todavia, o futebol de Sóter havia sucumbido em razão do desmanche da equipe, pautado por instabilidade naquele Campeonato Paulista.

Inicialmente Sóter perdeu posição para o improvisado volante Toninho Catarina. Depois viu o lateral Otávio ser efetivado na posição.

ATLÉTICO PARANAENSE

Claro que Sóter saiu magoado do Guarani, no empréstimo ao Atlético Paranaense. Aí, quando recuperou confiança e o futebol recomendável, mandou dois recados à coletividade bugrina.

“A equipe estava decaindo, e eu não tinha vocação para salvador”.

E quando o Atlético Paranaense eliminou o São Paulo nas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro, aproveitou a segunda mensagem para desabafar: “Não existe lateral-direito melhor que eu no futebol paulista”.

  • João da Teixeira
    04/12/2018 18:28

    Pois é, não me lembro dele e se era "topetudo" desse jeito com a sua língua, fico pensando o que ele deve ter feito para o porteiro de MS o tirar a vida. Lógico que um erro não justifica o outro para tira a vida de uma pessoa. E outra coisa, um cidadão em qualquer profissão, tem que sempre pensar em deixar "uma porta aberta". Bom, naquele tempo tinha tantos jogadores bons, que mesmo vc. perdendo um ou outro jogador, vc. sempre achava um outro substituto à altura...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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