Cadê Você?

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MAI
Nenê, volante de pernas longas do Guarani nos anos 60

Que tal viajar no tempo e recuar no Guarani de 50 anos atrás, ou ao longo da década de 60?

Essa molecada que faz tremer o tobogã, principal lance de arquibancada do clube, sequer imagina que a concentração de público no Estádio Brinco de Ouro era na dependência abaixo dele.

Na época, na cabeceira sul, havia arquibancada de madeira, ou, quem preferisse, poderia optar pelo alambrado atrás do gol.

Foi a década em que inicialmente o volante Hilton fazia dupla de meio de campo com Américo Murolo.

Depois veio Tião Macalé, originariamente meia, mas que se adaptou à função de volante.

Nenê, meio-campista de uma família de boleiros, surgiu na equipe principal do Guarani em 1965, inicialmente como meia, e como reserva de Américo Murolo.

Saudoso Nenê foi irmão do preparador físico Bebeto de Oliveira e filho do Barriga, centroavante goleador da Ponte Preta, integrante de uma família que morava na Rua Itu, no bairro Cambuí, em Campinas.

CHUTES FORTES

Pernas longas, passadas largas, bom toque de bola e chutes fortes fizeram de Nenê titular do Guarani no primeiro semestre de 1966, já adaptado à função de volante, ocasião em que formou dupla com Américo Murolo.

Na época, o time base do Guarani, dirigido por Alfredo Gonzales, era formado por Dimas; Belluomini, Dalmo, Cidinho e Cido Jacaré; Nenê e Américo Murolo; Joãozinho, Nelsinho, Babá e Carlinhos.

A camisa titular de Nenê perdurou até a chegada de Tarciso, precedido da fama por ter atuado no Palmeiras. Assim, Nenê voltou a ser aproveitado como meia, na reserva, ou então escalado no time de aspirantes.

BIDON

Quando detectaram que a lentidão de Tarciso exigia que fosse recuado à quarta-zaga, a posição de volante passou a ser ocupada por Bidon no segundo semestre de 1966.

São restritas as informações de Nenê após saída do Guarani. Onde jogou? Há informações que morou em Goiás. Sabe-se igualmente que no retorno a Campinas, já aposentado do futebol, teria enveredado ao serviço de hortifrutigranjeiro.

  • João da Teixeira
    14/05/2017 11:05

    Ari, vc escalou Belluomini de lateral, mas ele era central. O lateral talvez fosse Dalmo ou até Diogo, não era? Não me lembro desse Nene, lembro só do que fez dupla com Babá.

06
MAI
Cláudio Mineiro, passagem apenas discreta pela Ponte Preta

Em meados da década de 80, ainda vinculado ao Inter (RS), foi doído para o então lateral-esquerdo Cláudio Mineiro ler nos jornais afirmação do treinador do clube à época, Cláudio Duarte, de que era jogador ‘bichado’.

“Aquilo me prejudicou bastante quando aparecia um clube interessado”, revelou, após retorno de empréstimos a clubes do interior gaúcho. A intenção de mostrar que ainda teria ‘lenha para queimar’ exigiu comunicado a eventuais interessados que toparia fazer contrato de risco, situação constrangedora para quem começou no América Mineiro e passou por Galo (MG), Flamengo, Corinthians e Inter (RS).

Aí apareceu a Ponte Preta em 1982, carente de lateral-esquerdo que preenchesse lacuna deixada por Odirlei, visto que a improvisação do lateral-direito Toninho Oliveira no setor, ou fixação de Everaldo - então garoto saída da base - não resultaram no rendimento esperado.

A Ponte havia sonhado com aquele Cláudio Mineiro de chute forte em cobranças de falta dos tempos de Corinthians, nos dois anos como reserva de Wladimir a partir de 1977, além de segura marcação.

ARTROSE

Na prática, o atleta precisava de frequente trabalho de musculação para superar a incômoda artrose. Assim, após as duas primeiras partidas com a camisa da Ponte Preta, ficou outras onze de fora em tratamento, o que o tirou do primeiro dérbi campineiro, no empate por 1 a 1 no Estádio Brinco de Ouro.

Cláudio Mineiro estreou na Ponte justamente contra o Corinthians dia 26 de agosto de 1982, no empate por 1 a 1, com o Estádio Moisés Lucarelli recebendo público de 19.886 pagantes, além de 876 menores que entraram gratuitamente.

Toninho Oliveira e Casagrande foram os marcadores, com a Ponte tendo essa formação: Carlos; Toninho Oliveira, Juninho, Nenê e Cláudio Mineiro; Zé Mário, Osvaldo e Dicá (Chicão); Osni, Toninho e Ângelo (Paulo César).

No segundo jogo fez até gol no empate por 2 a 2 com o Comercial, em Ribeirão Preto.

Contudo, a passagem apenas discreta pela Ponte Preta durante dois anos era indício de estrada da volta no futebol. Depois jogou no XV de Piracicaba, futebol pernambucano, paraibano e sul-matogrossense, com encerramento da carreira no Corumbaense em 1988. Incontinenti, migrou à função de treinador em clubes daquele Estado.

  • João da Teixeira
    11/05/2017 13:17

    É que substituir o Odirlei na Macaca, só o Júnior do Flamengo, na época, do resto, ninguém que viesse iria suplantar o verdadeiro lateral "overlap" que o Claudio Coutinho conceituou como jogador imprescindível para o futebol moderno. E Coutinho estava certo, pois hoje, time que tem um jogador como Odirlei no esquema tático, tem meio time em campo. Odirlei deu um azar danado, do Júnior e Marinho Chagas, serem bons de bola e "morarem no bairro" dos bairristas da CBF, se não? ...

  • ROSAN EVANDRO PINTO
    06/05/2017 18:04

    Eu era um garoto e via o Claudio Mineiro jogar no XV de Piracicaba, chutava muito forte, foi um dos melhores laterais que o XV ja teve.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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