25
ABR
Dia do goleiro, eta posição que mudou do fardamento ao comportamento em campo!

Élcio Paiola, diretor do portal da casa, sugere um comentário sobre o Dia do Goleiro, neste 25 de abril.

Estava com proposta de escrever sobre torcedores briguentos de Ponte Preta e Guarani, mas é atribuição de polícia e Justiça darem destino para eles.

Trazendo para a realidade doméstica, o futebol campineiro está bem servido de goleiros.

Ivan tem sido uma grata surpresa na Ponte Preta, recém-saído das categorias de base.

Iniciou o ano com duas falhas capitais: hesitação na saída da meta e rebatedor de bolas para o seu campo de jogo.

Com perseverança, deixou de ser ‘mão de pau’. Corrigiu o defeito de rebatedor, mas ainda mostra indecisão nas bolas alçadas em sua meta.

Natural. É jovem e aos poucos vai agregando virtudes.

O certo é que a Ponte está bem servida na posição.

Há tempos o Guarani carecia de um goleiro que transmitisse real confiança. Encontrou com a chegada de Bruno Brígido, que já havia feito aceitável Campeonato Paulista da Série A2, e ratifica as virtudes neste Campeonato Brasileiro da Série B.

Além da boa colocação, Brígido mostra reflexo e agilidade para se esticar e fazer uns ‘milagrinhos’.

QUANTA MUDANÇA!

O fardamento da goleirada mudou radicalmente nas últimas décadas.

Antes, obrigatoriamente vestia camisa de mangas compridas, com acessórios: cotoveleira e peitoral.

Era inadmissível atuar com a camisa fora do calção, diferentemente de hoje em que a maioria prefere camisa solta.

O calção, geralmente apertado e curto, tinha enchimento na lateral da perna como proteção. A joelheira era indispensável.

Antigamente dizia-se que goleiro era tão diferente dos demais, pois no local em que atuava não nascia grama.

Explica-se: décadas passadas, em quase toda pequena área, colocavam camada de areia fina.

Há histórias contadas por boleiros do passado, vítimas de areia atirada em seus olhos por goleiros, para atrapalhar a visão no momento da finalização.

Lenda ou verdade, o certo é que à época admitia-se goleiro de baixa estatura.

PREPARADORE DE GOLEIROS

Valdir Joaquim de Moraes, que fez história no Palmeiras na década de 60, não era alto, porém pautava-se por excelente colocação.

Foi ele o introdutor da função de preparador de goleiros, no próprio Palmeiras, na década de 70.

Antes disso, eram os técnicos e goleiros reservas que os treinaram de forma bem rudimentar: ficavam chutando bola ao gol de média e curta distância.

Foi o período em que goleiros brasileiros eram criticados pela indecisão na saída da meta, com posterior correção.

Hoje exige-se condicionamento físico apurado dos goleiros, para que tenham velocidade e executem a função de líbero, quando necessário.

GOLS

A partir da década de 90 goleiros passaram a ser ousados.

Nos acréscimos ou minutos finais de partidas, passaram a abandonar as suas respectivas metas, para tentativa de cabeceio em lances de bola parada.

Em Campinas, por exemplo, há registro de gols de goleiros. Hiran, quando defendeu o Guarani, marcou no empate por 3 a 3 contra o Palmeiras. Lauro, na Ponte Preta, marcou diante do Flamengo, se a memória não me trai.

Foi a década com aparição dos chamados goleiros artilheiros, em cobranças de faltas e pênaltis.

Colombiano Higuita e paraguaio José Luiz Chilavert encorajaram o então são-paulino Rogério Ceni a bater inicialmente faltas, e o primeiro gol dele ocorreu diante do União São João de Araras.

FRANGUEIROS

Aves são associadas a goleiros. Quando falham, tomam peru ou são frangueiros. Se rebatem bola defensável, são rotulados de 'mão de alface' ou ‘bate roupa’.

Só não dá pra dizer que goleiro é tão singular porque locutores de rádio do passado o identificava por arqueiro ou através do termo inglês ‘goal quiper’.

Pra arrematar, o melhor goleiro de todos os tempos do futebol campineiro foi Carlos Ganso, revelado pela Ponte Preta, mas com passagem pelo Guarani quase no final de carreira.

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24
ABR
Guarani teve o jogo nas mãos, falhou, tentou se recuperar, mas perdeu

A adrenalina do bugrino foi a mil na derrota para o Atlético Goianiense por 3 a 2, na noite desta terça-feira, em Goiânia.

Foi um jogo que necessariamente tem que fatiado em várias etapas, com alternâncias das equipes.

Nos primeiros 20 minutos, até parecia que o Guarani era mandante. Ditava as rédeas da partida e havia chegado com perigo à meta adversária em três ocasiões.

De repente, no desdobramento de cobrança de escanteio para o time goiano, as coisas começam a se transformar.

Não se pode criticar o zagueiro Anderson por ter rebatido de cabeça aos 22 minutos.

Houve, sim, descuido de marcação sobre João Paulo que, livre, finalizou com sucesso.

Bugrinos bateram a cabeça na defesa. Foto: Pedro Rabelo
Bugrinos bateram a cabeça na defesa. Foto: Pedro Rabelo

DESARRUMAÇÃO

Pronto. Foi o suficiente para desarrumação geral no time bugrino, e isso serviu para que o Atlético Goianiense se encorajasse e adiantasse a marcação.

Assim, com um time competitivo, que rodou a bola, ampliou aos 44 minutos.

Rômulo teve visão para enfiada de bola, houve descuido de marcação de Ânderson, e aí surgiu Fernandes para aproveitar o lançamento e marcar 2 a 0.

Embora continuasse esforçado, o Guarani não conseguia se articular, e seus meias Nazário e Rondinelly eram absorvidos pela marcação.

Como a bola custava a chegar ao ataque, Nazário recuava excessivamente para buscá-la, e com isso o ataque ficava prejudicado.

SUBSTITUIÇÕES

Foi quando o treinador bugrino Umberto Louzer mexeu em duas peças aos 12 minutos.

Poderia ter sacado o volante Denner, mas optou por Ricardinho para a entrada de Guilherme.

Foi providencial a entrada do atacante Anselmo Ramon no lugar de Caíque, mas outro erro defensivo da equipe foi fatal.

João Paulo, do Atlético Goianiense, se enfiou nas costas dos zagueiros Maia e Anderson, mas havia um jogador bugrino que dava condições de jogo na lateral-esquerda, provavelmente Kelvin. Disso se aproveitou o atleticano para marcar o terceiro gol aos 14 minutos.

DOIS GOLS

O Guarani voltou pro jogo quando Nazário explorou falha crucial do goleiro Clever, que largou bola defensável, e diminuiu vantagem do adversário.

Em bola cruzada, Anselmo Ramon tocou, mas como o zagueiro Renê resvalou nela, houve mudança de trajetória e o Guarani chegou ao segundo gol, aos 20 minutos.

Evidente que o torcedor bugrino ficou na expectativa que o time pudesse chegar ao empate, devido ao volume de jogo ofensivo.

Naquela pressão, a bola rondou a área do adversário, que se defendeu como foi possível.

A última esperança bugrina ocorreu aos 49 minutos, com falta nas proximidades da área adversária, não aproveitada por Nazário.

  • ATLETICANO
    25/04/2018 17:05

    Mesmo sem goleiro DRAGÃO vence fácil o Guarani de Campinas.

  • Valterlan Jr.
    25/04/2018 17:04

    Prefiro acreditar que o Atlético após o 3º gol tirou o pé e permitiu a reação do Bugre, que diga-se de passagem foi entregue pelo goleiro deles.

  • José Roberto
    25/04/2018 17:04

    Seu Louzer, ja brincou de técnico, ja prestigiou os jogadores do acesso, fez sua média, mas agora chega. Tem que jogar os melhores. Tal de Anderson é lento, saí mal jogando, não da. Kevin fraco, não apoia, e foi responsável pelo terceiro gol. Meio de campo muito aberto só o Baraka desarma,e precisa acabar com a frescura do Nazario e Rondinelli, de dar toque de craques, que não são mesmo. Bons para jogarem 10 minutos finais Caique e Denner Cuidado time fraco..

  • Eugenio
    25/04/2018 08:43

    O Louzer vai ter trabalho pra montar a defesa, tem zagueiros chegando, sem entrosamento, esse Anderson é fraco, o F. Maia toma um cartao por jogo ... isso sem falar dos reservas Kevin e Salomao q sao fracos tbm. E pra piorar estamos ainda sem o B. Mendes ... sera mais um ano pra lutar pra nao cair ...

  • carlos alberto
    25/04/2018 08:42

    Graças a Deus o zagueiro cabeça de bagre Phillipe Maia levou o terceiro cartão amarelo e sairá da equipe titular. Não tem a menor condição de atuar em uma Série B. Horroroso!!!

  • João da Teixeira
    24/04/2018 22:08

    Como ontem foi dia de São Jorge, o Dragão resolveu dar um presente, um não, dois presentes para o bugre. Meu Deus! O portador dos presentes foi o goleiro, que já tinha pixotado contra o Coritiba e hoje voltou a pixotar nos dois gols bugrinos. Bom, o próximo jogo do bugre será aquele. E aí? Vai ganhar presente também?

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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