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FEB
Maurício Barbieri soube escolher palavras; agora o bugrino aguarda o trabalho dele

Apresentações de treinadores de futebol em clubes são sempre aguardadas com expectativas. Geralmente uma ou outra frase ganha ênfase e acaba lembrada durante a trajetória na agremiação.

A frase que marcou a chegada de Mauricio Barbieri como novo comandante técnico do Guarani foi falada na terceira pessoa do singular, como fazem artistas sobre o seu personagem.

“O Mauricio não vem para fazer milagre. Sou peça na engrenagem”.

No mais, o novo integrante da família bugrina fez questão de pautar pela obviedade, com frases devidamente familiarizadas em apresentações.

Provavelmente Mauricio Barbieri fez o certo ao incorporar a arte de falar com desenvoltura e quase nada dizer.

Afinal, como dizia o pensador Alexandre Froes, ‘palavras são levadas ao vento...’

COBRANÇA

O treinador será cobrado é pelo trabalho, e é nisso que devemos nos focar a partir de agora.

Habilmente despistou quando o assunto Fumagalli entrou na roda, e fez muito bem. Não chegaria ao clube criando área de atrito.

Barbieri não é o primeiro treinador jovem a dirigir o Guarani.

Cláudio Duarte, lateral-direito do Inter (RS) nos anos 70, encerrou precocemente a carreira, e aos 26 anos de idade já treinava o clube gaúcho.

Embora com pouca bagagem como comandante, foi contratado pelo Guarani em 1983, quando tinha apenas 32 anos de idade. E não foi bem em Campinas.

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19
FEB
Fiquemos de olho, agora, em Maurício Barbieri: o homem do futebol do Guarani

Já que o treinador Ney da Matta faz parte do passado do Guarani, as atenções se convergem sobre o sucessor Maurício Barbieri, 35 anos de idade, e histórico restrito ao Red Bull.

Entre os desafios de Maurício Barbieri estão qualificar o time que por ora não convenceu neste Campeonato Paulista da Série A2, exigir que os atletas estejam na plenitude da forma física, aumentar o repertório de jogadas ofensivas e, principalmente, escalar a equipe de maneira correta, com ênfase na força.

Barbieri e sua grande chance na profissão
Barbieri e sua grande chance na profissão
Desconheço o estilo do novo profissional, e por isso vou prestar bastante atenção na primeira fala dele como comandante do elenco bugrino.

Oxalá não seja subserviente e muito menos se impressione com clamores de setores da mídia e torcida.

Claro está o erro de planejamento na montagem do elenco. Erro na manutenção da maioria dos remanescentes e de reposições de jogadores.

Assim, que tenha consciência das limitações do grupo e procure compensá-las com alternativas viáveis

LENON

Endeusado por aí, o lateral-direito Lenon não tem consciência que só produz adequadamente se tiver jogadas combinadas pelo setor, coisa que não ocorreu com Ney da Matta.

Taticamente o time bugrino tem pecado desde a temporada passada no setor de meio de campo. Aquele tremendo buraco no setor para marcação é incorrigível por falta de mais jogadores com a exigida característica. Isso provoca sobrecarga aos volantes Auremir e Evandro.

Até que Ney reforçou a marcação com três volantes contra o São Caetano, mais aí se deparou com o cobertor curto: cobriu os pés e deixou a cabeça descoberta.

FUMAGALLI

Ao retomar o estilo com dois meias - Marcinho e Fumagalli - o time ficou sem força para levar a bola ao ataque e ressentiu o velho problema de marcação, tanto que - pasmem - o atacante Bryan Samudio tem sido obrigado a voltar para cercar avanços dos adversários pelas beiradas do campo.

Vejamos se Maurício Barbieri terá coragem de optar por jogadores na plenitude do vigor físico, como exige a modernidade do futebol.

Esse é o desafio, pois provocaria melindre de quem se julga dono do time, caso do meia Fumagalli.

Teria Barbieri a coragem de repudiar a irracional idolatria pelo jogador, que no passado muito representou ao clube, mas não dimensionou o prazo de validade na carreira de atleta?

Estou à vontade para a avaliação porque eu o indiquei para que retornasse ao Guarani, neste mesmo espaço, no início desta década.

Caso Barbieri julgue que a liderança do atleta em campo é imprescindível, que ainda vale a pena explorar bola parada refinada dele em cobranças de escanteios e faltas, democraticamente vamos discordar da posição, mas respeitá-la.

GILTON

Tolerância com jogadores que apresentam rendimento aquém do projetado tem limite.

Ney foi longe demais com o lateral-esquerdo Gilton. Foi preciso pressão descomunal de torcedores para que o atleta fosse sacado do time.

Igualmente inconcebível o lateral-esquerdo Dênis Neves ainda não estar no esplendor da forma física, pra fazer o vaivém exigido na função. O que acontece?

Se o pau que bate em Chico também bate em Francisco, o proposto e executado parcialmente por Ney, aplica-se também a Maurício Barbieri: encoraje e faça aquilo que a sua consciência mandar. Incorpore o estilo destemido do ex-treinador Cilinho, que deu uma banana para mídia e torcida são-paulina quando barrou o volante Falcão e manteve no time o aguerrido Márcio Araújo, nos anos 80.

Por sinal, na passagem pelo Guarani, Cilinho barrou um dos maiores ídolos do clube de todos os tempos: Zenon de Souza Faria, em final de carreira.

Por fim, boa sorte Maurício Barbieri.

  • ALBERTO
    20/02/2017 20:23

    As vezes acho que as pessoas deixam de ser objetivas ao avaliarem os jogadores !!! Esqueçam o Fumagalli !!! Hoje para o time e o padrão do Guarani é ele e mais dez !!! Queiram ou não, ele é peça fundamental dentro do Guarani, assim como, continuará sendo após parar de jogar, exercendo outra função.

  • ALBERTO
    20/02/2017 20:22

    E não vem com esse mimimi de é é, não é não é, que isso é tudo blá blá blá. O que importa é o contexto geral. Guarani só subiu para a série B pq Fumagalli decidiu a maioris dos jogos. Fato.

  • astroldo
    20/02/2017 18:31

    Falar mal do fumagalli sendo que é um dos poucos que ainda jogam nesse time é sacanagem.. as vezes até acho que vc nao assiste a nenhum jogo ou que nao entende de futebol...

  • Wilson
    20/02/2017 18:29

    Ari, só não concordo com a situação do Lenon, afinal de contas ele não é lateral direito e joga improvisado, o erro foi na contratação ou na não contratação de alguém especialista para a posição

  • Luiz Otto Heimpel
    20/02/2017 18:28

    Ari concordo ,principalmente no que se refere ao Fumagalli. Embora, respeitando o muito que ele já fez pelo bugre ,agora não funciona mais.Futebol não é futebol americano onde um "chutador" tem função específica. O futebol exige velocidade e isso ele não proporciona mais.Nosso bugre está com uma lentidão irritante e isso é fatal.

  • Zanellijr
    20/02/2017 18:28

    Acho uma sacanagem comparar com o Cilinho na década de 80 . Quando o mesmo barrou Falcão no São Paulo , ele tinha na reserva Silas ( que foi camisa 10 na Copa de 86) e o Márcio Araujo que se jogasse nos dias de hoje seria do Real Madrid ou coisa similar . Quero ver ter coragem quando não se tem jogadores a altura para substituir ....

  • Eugenio
    20/02/2017 18:26

    Caro Ari, pelo q vi no jogo contra o UB, o time esta lento e medroso, os medio volantes so tocam de lado, os meias se isolam na frente e fica um buraco no meio. Futebol moderno exige volantes q sejam tbm meias, q marquem e façam a passagem para o ataque. O time melhorou com o Ernani, nao se justifica a escalação do limitado Evandro. Na frente tem q jogar Rogerio e Samudio. Denis ta ok, mas colocaria um lateral de origem no lugar do Lenon, e quem sabe ele mesmo no meio ?

  • RMaia
    20/02/2017 18:24

    Ari, a maioria do pessoal hoje em dia prefere se acovardar para preservar o emprego do que resolver o problema como Cilinho, ele não vai chegar arrebentando a porta, vai chegar com o discurso de sempre, que o Guarani é uma equipe grande, elenco é qualificado, o campeonato é difícil, a bola é redonda, a trave é branca, etc, etc..... Fumagalli continuará titularíssimo.... Lembrando que pra classificar o Bugre tem que ganhar TODAS, sim TODAS as 6 partidas em casa e mais 2 fora.

  • Floriano Augusto
    20/02/2017 18:23

    Gostei da troca, assisti os jogos do Guarani e com o Ney tava dificil Jogar. em Relação a manter o Fumagalli no time, se ele n manter ele será o proximo a ser dispensado.

  • eduardo Para tio lei
    20/02/2017 18:22

    DANDO RISADA A MAIS UMA PEROLA DO TAL LEI DIGO E REPITO .........EM CAMPINAS O FUTEBOL NAO TEM MUITA NOVIDADE.....UM E CAMPEAO BRASILEIRO E O OUTRO NUNCA E , NUNCA FOI E NUCA SERA DE NADA....SIMPLES ASSIM.....NAO TEMO QUE EXP0LICAR MUITO

  • Fernando
    20/02/2017 18:21

    Ari,lamentável as cenas de selvageria e violência protagonizadas por alguns bandidos travestidos de torcedores de muitos clubes do Brasil. Tornou-se corriqueiro a violência praticada, levando alguns inclusive ao óbito sem que nenhuma medida eficiente seja efetivamente conduzida pelo poder público. Até quando iremos observar cenas de vandalismo e violência entre os torcedores?

  • Amorim
    20/02/2017 18:19

    Na minha opinião Mauricio Barbieri é melhor que Ney da Matta, mas como fazer omelete sem ovos ? quem contrata esses jogadores do Guarani só sabe o que é uma bola porque procurou na internet. quero que me mostrem onde jogaram em bom nivel esses pernas de paus que ai estão.

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Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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