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JAN
Carlos Alberto Silva, história de um vitorioso apenas com comando seguro

Há duas características fundamentais na atuação de treinadores de futebol bem-sucedidos: estrategistas e comandantes.

Estrategistas têm leitura refinada de bola rolando e mexem no tabuleiro de xadrez de forma a aniquilar o adversário.

Não era o caso do treinador Carlos Alberto Silva, morto na madrugada desta sexta-feira em Belo Horizonte (MG).

Carlos Alberto foi vencedor porque se enquadrava no formato de comandante com controle absoluto sobre o grupo. Cobrava, mas habilmente sabia alisar.

Com vivacidade e paciência, sabia apagar incêndios no elenco, evitava se indispor com boleiros, e criava clima de otimismo.

Formado em educação física, fazia o seu time atuar no limite do condicionamento. Nos tempos de Guarani, tinha psicologia para persuadir o grupo influenciando para que obtivesse melhores contratos. Se preciso fosse, dava murros na mesa do saudoso presidente Ricardo Chuffi para que melhorasse o bicho da boleirada.

Logo, era admirado pela boleirada que corria por ele. E tecnicamente o afinado time bugrino de 1978 nem precisava de estratégias mirabolantes. Em situações adversas nas partidas, a incumbência de reorganização em campo ficava por conta do volante Zé Carlos e o meia Zenon.

Essa característica de comandante de Carlos Alberto foi marcante nos tempos em que o futebol dependia do talento para definir partidas e campeonatos.

Disso ele soube se aproveitar para caracterizar a carreira com títulos até a virada do século. Depois, quando apenas o comando nem sempre era suficiente para projetar conquistas, caiu no lugar comum da treinadorzada.

1978

A reviravolta na carreira do professor de Carlos Alberto Silva ocorreu a partir de 1978 quando trocou a modesta Caldense pela boa base já montada pelo Guarani.

Na defesa, com a transferência do zagueiro Amaral ao Corinthians, Gomes foi fixado na função.

Miranda, que até então se revezava com outros jogadores na ponta-direita, foi remanejado à lateral-esquerda em posição ora ocupada por Cuca, ora por Beto.

A contratação do volante Zé Carlos, recém-saído do Cruzeiro, deu o tempero ao lado dos titulares Zenon e Renato no meio de campo.

CAPITÃO E BOZÓ

Com Carlos Alberto Silva, o ataque bugrino foi mexido. Veio Capitão, do XV de Piracicaba, e Bozó, do São Bento, para ocuparem as duas extremas.

Sem o centroavante Adriano, que havia se indisposto com a diretoria, o treinador foi ousado ao apostar no juvenil Careca, 17 anos na época, em vez de insistir com Juti.

E quando o time começou a dar frutos, o saudoso empresário de futebol Luís Carlos de Oliveira, o Bolão, que havia convencido Ricardo Chuffi a apostar em Carlos Alberto, batia no peito e alardeava que sabia das coisas.

E o treinador, ovacionado por torcedores bugrino na época, conferia de perto a popularidade ao descer a Rua Barão de Jaguara nas manhas de segunda-feira, após vitórias aos domingos.

Vaidoso, descia a Barão de óculos escuros e sapato branco. Claro que parava para intermináveis resenhas em frente ao Éden Bar.

São histórias sobre Carlos Alberto Silva de que acompanhei in loco naquela época em que era repórter setorista do Guarani.

  • João da Teixeira
    21/01/2017 11:14

    Essa é uma grande verdade, se o bugre conseguiu subir para a série B do Brasileiro desse ano, graças a somente sua defesa (os dois do meio da área Ferreira e Amaro e o volante Auremir), naqueles idos de 1978, o Gfc conseguiu chegar graças ao seu meio campo (o volante Zé Carlos e os meias Renato e Zenon). Logicamente outras coisas influenciaram, mas o meio bugrino casou perfeitamente e aí sim Carlos Alberto Silva pôs o seu tempero.

  • João da Teixeira
    21/01/2017 11:13

    Era os bons tempos da Barão de Jaguara, onde as torcidas bugrina e da Macaca eram pau a pau. Na via sacra dos futebolistas da época, formados por Éden Bar, Café Regina, Jockey Club e Giovanetti do Rosário se chorava muito ou dava muita risada nas 2ªs ou 5ªs feiras, eventualmente nas 6ªs ou domingos. Bico Fino, Braza, Salvucci e outros, se enroscavam nesses locais e daí saiam próximo das 11 h., para irem para suas rádios. "Bem, amigos do futebol!" esse jargão foi criado... cont.

  • João da Teixeira 2
    21/01/2017 11:13

    cont. "Bem, amigos do futebol!", esse jargão foi criado por Sergio José Salvucci, na abertura de seus comentários, no programa diário Radar dos Esportes, na Rádio Brasil e não pelo Galvão Bueno, que posteriormente até virou nome do seu programa semanal às 2ªs feiras no SporTV. Quem patenteia que é o dono, então amém ao Galvão. Depois que os japoneses patentearam o açai como sendo seu, sem ter um açaizeiro no Japão, ficou claro que a OMC deveria rever esses conceitos esdrúxulos

  • DE ARI PARA JOÃO DA TEIXEIRA
    21/01/2017 11:12

    Prezado João da Teixeira, claro que o citado murro na mesa é força de expressão, uma metáfora pra citar que o treinador cobrava duramente o dirigente para melhorar o bicho

  • João da Teixeira
    21/01/2017 11:08

    Ô Ari, vc. exagerou em dizer que o Carlos Alberto Silva dava murro na mesa do Presidente Ricardo Chuffi para conseguir as coisas de seu interesse, foi força de expressão da sua parte, né? Não acredito que Silva e Chuffi se estranhariam, chegando a essa condição. Apesar de não ter conhecido os dois, ambos não tinham perfil para uma condição dessas, dar porrada na mesa, ou um tentar pegar o outro pela garganta. É surreal essa coisa, mas como vc. foi setorista bugrino, sabemos lá!

19
JAN
Rolo entre Ponte, Pottker e Corinthians teria que ser bem explicado, senhores cartolas

Permita-me, caro parceiro, taxá-lo de bobão quando discute asperamente contra o clube rival de Campinas, e habitualmente usa o pronome pessoal do caso reto na primeira pessoa do plural: nós.

É um tal de nós ganhamos, nós subimos na tabela de classificação, nós contratamos, nós temos mais torcida, e por aí vai.

Nós uma ova. Além de seu papel de torcer pelo clube, democraticamente você tem espaço para aplaudir ou protestar nos estádios e veículos de comunicação.

Eles, cartolas, usam o ‘nós’ circunscrito a patotinha deles. Você se insere no ‘nós’ deles quando projetam mais público em seus jogos, no programa sócio torcedor, etc., etc.

TRANSPARÊNCIA

Por que esse preâmbulo alongado? Pra citar que transparência, para eles, é coisa relativa.

Na tarde desta quinta-feira, enquanto o portal UOL afirmava com todas as letras que o atacante William Pottker, da Ponte Preta, vai se apresentar no Corinthians no Campeonato Brasileiro, no Estádio Moisés Lucarelli pessoas ligadas à assessoria de imprensa, naturalmente a mando de seus superiores, disseram desconhecer a informação.

Ora, se o UOL cravou a informação, naturalmente ela foi obtida através de fontes no Corinthians.

E a troco de que o Corinthians iria ceder o atacante Lucca e o zagueiro Yago à Ponte Preta sem que tivesse algum tipo de compensação?

Aí, como bem colocou o comentarista João Carlos de Freitas, da Rádio CBN-Campinas, se a informação não fosse verdadeira, então que tivessem coragem de desmenti-la.

Não desmentiram porque na sequência provavelmente quebrariam a ‘cara’. Entenderam?

De qualquer forma pega mal essa postura de desconversar, como se o torcedor pontepretano fosse tolo.

SALÁRIOS

Ele quer tudo bem explicadinho. Quer saber quem vai pagar os altos salários desses jogadores corintianos.

Na hipótese de o Corinthians ajudar no pagamento para depois abater no valor da multa rescisória de Potkker após o Paulistão, a Ponte estaria perdendo dinheiro. É matemática simples.

Explicação, senhores. Transparência, senhores.

Por aí se vê que enquanto você insiste em repetir o pronome ‘nós’ nas suas discussões sobre Ponte Preta, eles decidem do jeito deles bem escondidinho.

Eventualmente o caso em questão tem foco a Ponte Preta, mas aplica-se ao Guarani e na maioria dos clubes brasileiros.

  • Sérgio
    21/01/2017 11:14

    Já passou da hora de expulsar essa corja do Carnielli do Majestoso! Todos são cegos ou estão vendidos?

  • João da Teixeira
    21/01/2017 11:06

    Então, em se falando de técnicos, passaram por Campinas diversos bons treinadores. O imbatível foi o Abel Braga, o Abelão, que além de técnico foi pai, mãe e amigo. Deu o maior exemplo a todos, técnicos, dirigentes e a própria torcida, que o trabalho tem que continuar, mesmo estando o time, o astral, as finanças no fundo do poço. Abelão mostrou na Ponte, naquele ano, o que é ser técnico, mas antes de tudo, mostrou o que é ser HOMEM.

  • MAURICIO CABRERA PARA NEVERLAND
    21/01/2017 11:05

    AO POVO DE NEVERLAND !!!! UM DIA A CONTA VAI CHEGAR !!!! A MÚMIA VAI QUERER O QUE É DELE DE DIREITO !!!! TUDO QUE NEVERLAAND TEM É DELE !!! SE NÃO FOSSE ELE JÁ TERIAM SUMIDO DO MAPA !!!! MAS VÃO SUMIR !!! DEIXA ELE BATER AS BOTAS !!!!! O BUMMMMMMMMMMMMMMMM ESTÁ PRÓXIMO DOIDÃO !!!!!!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK BUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM !!!!!!!!!

  • TIO LEI ao amigo Paulo Giolo
    20/01/2017 23:17

    Paulo Disse aqui certa feita que NÃO ESTOU NA FUNÇÃO. Quem lá está, tem por OBRIGAÇÃO estar atento ao mercado. Na minha visão, se o GB tivesse uma equipe, que ficasse atenta aos times que disputam a SÉRIE B (por ex.) e BEM GARIMPADO, encontraria no mínimo uns 10 jogadores com valores acessíveis, e que NÃO VIRIAM COMO MERAS APOSTAS. Assisto basicamente apenas jogos da MINHA PONTE PRETA e EVENTUALMENTE vejo algumas partidas cujos resultados possam nos interessar. Sou torcedor.

  • TIO LEI
    20/01/2017 23:16

    Nada muda. Lembram-se quando disse que o GB faz uma "proposta" p/ algum jogador, depois passa até meses aguardando a eventual resposta? Pois bem, mais uma vez ficamos refém agora em relação ao L. Fabiano. Já não bastasse o vasco, agora surge a notícia que ele POSSIVELMENTE permanecerá lá pelas bandas chinesas. E agora José? Ou seria Gustavo? Já tens outro nome em pauta? Farás a proposta e por quanto tempo estás disposto a esperar pela resposta? E a torcida que se dane, né?

  • Barba
    20/01/2017 21:21

    Fala galera, voltando de ferias... e puto! entra ano, sai ano, a Macaca virou balcao de negocios, com alguns gerentes de frente - Gustavo, Felipe Moreira, e por detras, Dr Corleone. Só ele ganha! nada mudou..... tamo fu!

  • Júnior
    20/01/2017 21:21

    Lembram do zagueiro Pablo que a Ponte vendeu pra França ? O Corínthians o trouxe de volta, e apareceu o valor que a Ponte vendeu, e não foi divulgado na época, 24 milhões de reais. Pra onde foi essa grana toda, se o orçamento da Ponte com salário não passa de 1,5 milhão faz tempo ? Tem coisa estranha, aí !

  • ALBERTO
    20/01/2017 21:21

    Então seo "jão" sei lá de onde !!! Nada foi desfeito não...nada mudará a História do maior treinador que já passou por Campinas !!! A inveja mata né !!! JAMAIS SERÃO !!!! FELIZ 117 PARA VOCÊ .

  • VALMIR FONSECA
    20/01/2017 15:33

    Depois quer que aumente os socios torcedores; qd o Presidente do clube não honra palavra dada. Ninguém forçou ele a dizer em alto e bom som que o jogador não sairia pra clubes do Brasil. E tb que a multa seria de E$3500.000,00. Pra depois nem quinze dias depois acontecer isso. Eu sou pontretano desde 1970, passamos por um monte de situações ruins, mas toda vez que a gente pensa que vai mudar acontece isso. eu desisto. jogos da Ponte só pela tv, e olhe lá forte abraço!

  • João da Teixeira
    20/01/2017 15:31

    A morte de Carlos Alberto Silva pegou muita gente de surpresa no dia de hoje e, como auto intitulou, sua vida foi uma antes e outra depois do Gfc, Após a bela primeira passagem entre 78 e 79, retornou outras vezes ao bugre, em 84, 94, 96, 99 e a última no Paulistão de 2001, mas antes não tivesse vindo, a áurea construída com empenho, determinação e muita sorte na primeira vez, foi toda desfeita no final. Técnico que teve várias boas passagens em outros times, que descanse em paz

  • João da Teixeira
    20/01/2017 12:54

    Era um ou outro que seria campeão, então deu Curingão e agora enfrenta o time da Mooca. Aparentemente o Juventus é um time fácil, mas em se tratando de jogar contra o timão, o Moleque Travesso sempre apronta ou pelo menos aprontava. Vamos ver o que vai dar nessas semifinais. Acredito que ainda não vou plantar batatas, contra o Paulista. Torço para que o Batatais faça a final contra o Juventus, mas vou precisar de fazer muita reza, pelo menos para o Juventus ganhar...

  • TIO LEI
    20/01/2017 12:53

    Paulo Giolo. Concordo com você, mas o que temos a contestar são valores divulgados e nunca "recebidos" conforme o anunciado. Veja bem, em são consciência,os gambas relutam nos valores "cobrados" pelo Potker, mas não ficam nem "vermelhos" em (pelos valores expostos na mídia) cobrar cerca de 3 milhões ( e por empréstimo de uma temporada) de dois jogadores que sequer seriam aproveitados nesta temporada. Quanto ao Potker, você está coberto de razão em sua analise.

  • TIO LEI
    20/01/2017 12:53

    Eu iria perguntar, onde estão os conselhos deliberativos e fiscal, para assegurar transparência neste balcão de negócios que se transformou o Moisés Lucarelli. Mas depois me dei conta que tantos os conselhos como suas respectivas presidências e diretorias também fizeram parte da chapa que elegeu o presidente da entidade. Desse jeito fica mais fácil "aprovar" tudo que lhes é apresentado e também evitar ir à fundo nos assuntos que tenham causado possíveis duvidas.

  • Paulo Giolo
    20/01/2017 10:28

    Ari, a explicação é obvia e NÓS não somos tontos. O Potkker vai sair pq ele quer, o empresario quer, o Curintia quer e a Ponte quer! Hj em dia n tem como segurar jogador que quer sair. A diretoria tinha que sim, assumir que ele vai sair depois do Paulista e o jogador falar que vai dar o sangue até la, assim com G. Jesus falou e fez o Brasileiro todo estando já vendido! NÓS temos que deixar ele jogar e apoia-lo, empurra-lo em campo, pq ele tem mais uns 20 jogos p fazer antes de ir embora!

  • Paulo Giolo
    20/01/2017 10:26

    E discordo que a Ponte está perdendo dinheiro abatendo dos salarios dos jogadores que o Curintia emprestou! Precisavamos dos jogadores certo?! Todos concordam que são bons nomes certo?! Então aonde está o prejuizo de mantermos o jogador por mais 1 campeonato, ter 2 bons jogadores ja com salarios pagos e ainda ter um bom valor pra ser recebido?! O futebol mudou, vc se vangloria te não se misturar mais, mas isso faz vc lembrar só dos bons tempos...que não voltam nunca mais!

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Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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