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JUL
Pontepretanos conscientes defendem manutenção da regra do jogo

Infestação do coronavírus entre atletas de futebol mostra descuido no enfrentamento da doença. Na coluna abaixo o assunto é debatido com a quarentena em CT programada pela Caldense, visando o complemento do Campeonato Mineiro.

Nas redes sociais, torcedores pontepretanos alfinetam a todo instante o presidente do clube, Sebastião Arcanjo, por não ter feito defesa com veemência contra o rebaixamento de clubes no presente Paulistão, durante última reunião do Conselho Arbitral, dias atrás.

Neste espaço, asperamente o internauta pontepretano Ariovaldo Zanelli disparou contra o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, por não ter congelado o rebaixamento, fato que provocou réplica do bugrino Luiz Otto Heimpel: “Não sejam prováveis maus perdedores. Quem fez complô contra a Ponte foi a própria diretoria montando esse time patético”.

Tanto que Heimpel está coberto de razão que pontepretanos de quatro costados como Tio Lei e João da Teixeira não discordaram dele.

“Sempre defendi que o Campeonato Paulista teria que ir até o final. Se cairmos não será a primeira vez, e isto somente irá demonstrar o tamanha da burrice cometida por esta diretoria no início do ano, sem contar a comprovação da incompetência do 'gustavinho' [referência ao executivo de futebol Gustavo Bueno]”, afirmou Tio Lei.

Consciente de que aqueles velhos tempos de marmelada no Paulistão já não têm mais espaço no futebol, parceiro João da Teixeira se posicionou contra 'melar' o rebaixamento:

“A credibilidade do Paulistão iria para o brejo e fortaleceria a ideia de um Paulista para os grandes e um Paulista para os pequenos”.

GUARANI

Sim, os tempos são outros. Nada a ver com contestada postura do saudoso presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo Farah, quando salvou o Guarani de rebaixamento do Paulistão em 2001.

Na ocasião, a CBF anunciou vagas para clubes do interior paulista, com a reprogramação do Torneio Rio-São Paulo para 2002.

Disso se aproveitou Farah para medida casuística, ao confirmar Ponte Preta, Guarani e Etti Jundiaí (Paulista) na competição.

Pronto. Assim o Guarani escapou da humilhação do rebaixamento.

REINALDO BASTOS

Diferentemente de cartas marcadas de outrora, Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da entidade, reafirma corajosamente que a regra é a mesma para todos.

“Regulamento mantido, acesso e rebaixamento mantidos em todas divisões. Isso não muda. É lei, tá na Lei Pelé, estatuto do torcedor e vamos cumprir. Vamos ter acesso, descenso, vamos fazer o futebol dar exemplo, o regulamento era esse, assim vai ser".

Lentamente o Brasil passa por mudanças. Da última aberração de Farah pra cá, gente graúda já enfrentou a dureza do cárcere, milhões roubados do poder público foram devolvidos ao tesouro nacional, e o desejo de coisas corretas tem ampliado na sociedade.

Logo, que tudo seja decidido nas quatro linhas, como diziam antigos cronistas esportivos.

CORINTHIANS

Tem uma leva de clubes do Paulistão aí correndo risco e a rodada do dia 22 já começa a deixar as coisas mais claras.

Muita gente ainda não se deu conta que até o Corinthians está ameaçado da degola, informação que passei sobre o questionamento do parceiro Adeli.

Com 11 pontos ganhos, se o Timão patinar diante do Palmeiras, sua sorte pode ser lançada contra o também ameaçado Oeste.

Quem observar a classificação geral do Paulistão vai constatar que oito clubes estão matematicamente na zona da degola.

Logo, a sorte está lançada. Então, que cada um dê os seus pulos pra escapar da enroscada.

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JUL
Tem razão a cartolada da Caldense ao desconfiar da boleirada

Educação familiar de décadas passadas ensinava na marra bons modos à criançada.

Quem fazia arte raramente escapava do castigo, que não precisava significar chineladas ou palmadas.

Punir o desobediente do desejo de assistir televisão, por exemplo, já seria uma forma corretiva.

Seria o ensinamento para não se reincidir no erro.

CALDENSE

Com tantos boleiros vítimas de contágio do coronavírus, prudentemente dirigentes do clube mineiro da Caldense optaram por isolar os seus jogadores no Centro de Treinamento, para evitar contágio da doença.

E de lá só vão sair para realização de jogos a partir do próximo dia 26, retornam em seguida, e a rotina vai se prolongar até o término do Campeonato Mineiro.

E não condenem a cartolada da Caldense pela quarentena forçadíssima.

Boleiros, em geral, já deram mostras de que não levam a doença à sério. Dispensam os devidos cuidados.

Eles têm percepção que, se contaminados, a recuperação é questão de dias. A maioria, assintomática, só se dá conta da contaminação após os devidos testes.

CHAPECOENSE

Vejam que a sequência do Campeonato Catarinense sofreu adiamento neste final de semana porque na Chapecoense 14 testaram positivo, entre atletas e membros da comissão técnica.

Pode isso, Arnaldo? Narrador de televisão Sílvio Luiz diria 'pelas barbas do profeta', pelo amor de meus filhinhos'.

Boleiro pode até descartar baladas, mas raramente dispensa resenhas com companheiros de profissão, independentemente do ambiente.

Aí, no largo grupo de amigos as máscaras são desprezadas, ou posicionadas no queixo, que assim só serve de 'enfeite'.

DESTILADOS

Isso quando não eles compartilham mesmo copo nas goladas de destilados.

As vezes boleiro age comparativamente como a molecadinha que se aglomera nas ruas para empinar pipa, naturalmente sem os devidos cuidados.

E dá nisso. Na maioria dos clubes registros de atletas contaminados. E dá-lhe testes. Dá-lhe gastos aos clubes.

Por isso, não tirem a razão da Caldense pela desconfiança.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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