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MAI Negócios mal feitos por dirigentes de Ponte Preta e Guarani
Torcedores de futebol têm mania de conjugar o verbo na primeira pessoa do plural quando fala de seu clube. É um tal de nós ganhamos, nós contratamos, nós temos um timaço, e por aí vai. Acrescente o pronome nós para citar que ‘nós não decidimos nada’. E mais: muita vezes eles - cartolas e os tais de gerentes de futebol bem remunerados - decidem por você contra a sua vontade. O polivalente Guilherme, da Ponte Preta, pode não ser um ‘jogadorzaço’, mas até recentemente era titular do time e vai para o Corinthians num gesto de bondade, sim, da Ponte Preta. Parece que a Ponte ficou com compromisso moral de retribuição quando recebeu por empréstimo o zagueiro Diego Sacoman, do Timão. Retribuição uma ova! Claro que você, pontepretano, não concordou com esse acordo de pai para filho que os dirigentes fizeram. E você ainda fala ‘nós daqui, nós dali’. A diretoria anterior do Guarani, de triste lembrança, topou receber o zagueiro Éwerton Páscoa e o lateral-direito Bruno Perez por empréstimo, com a condição de devolução imediata quando o Audax - dono dos direitos federativos dos atletas - solicitarem. Aí pediram Éwerton Páscoa de volta, para posterior repasse, e o Guarani saiu de mãos abanando de mais um negócio mal costurado por dirigentes anteriores. Éwerton Páscoa é um jogador aplicado, vinha correspondendo no Guarani, e passa a ser um desfalque inesperado. Quando você, bugrino, pensa que viu toda incompetência dos dirigentes da gestão anterior, de repente se surpreende com mais uma. Quanto a Guilherme, vai para o Corinthians sem ter sido testado na posição em que teria mais condições de render: primeiro ou segundo volante. Guilherme tem boa pegada, é relativamente rápido e acerta nos passes curtos. Oxalá o treinador corintiano Tite pelo menos teste o jogador nesta função. Ainda não existem comentários. MAI Bugrinos e pontepretanos preferem provocações; discussões sérias ficam para segundo plano
Dos 51 comentários após a postagem do tricampeonato santista entre domingo e segunda-feira, metade foi de provocações estúpidas de pontepretano para bugrino e vice-versa. Que bobeira! Que primarismo! Em que isso constrói para alguma coisa? Se o Guarani foi melhor durante o último Paulistão e fez papel bonito na finalíssima, não precisa o bugrino forçar reconhecimento. Só não vê quem não quer ou é míope. Se a Ponte conquistou com justiça o direito de disputar o Campeonato Brasileiro da Séria A, o mérito tem que ser reconhecido, por mais que o bugrino tente diminui-lo. Basta a gente mudar de assunto e abrir discussão sobre a seleção do Campeonato Paulista para passar batido, como não fosse de interesse geral.
![]() Apenas dois solitários se manifestaram sobre as suas preferências, dando a entender que a maioria daqueles que interagem neste espaço só conseguem ver as onze camisas de suas respectivas equipes e não desenvolveram concepção crítica sobre quem se sobressaiu no Paulistão. De repente jornalistas do Estado de São Paulo escolhem Rhodolfo, do São Paulo, como o melhor quarto-zagueiro da competição e parece que está tudo certo. Tá certo uma ova. Leandro Castán, do Corinthians, joga bem mais. Será que pelo fato de você não ser corintiano o assunto não tem interesse. De mais a mais, depois de Cástan vem o quarto-zagueiro Neto do Guarani como o segundo melhor da posição na competição. Sem sombra de dúvida ele fez um campeonato superior ao de Rhodolfo. E você, bugrino, parece ter concordado com aquilo que disseram que Rhodolfo foi melhor. Domingos foi disparadamente o melhor de todos os zagueiros do Paulistão e escolheram Edu Dracena, do Santos, talvez por alguns golzinhos de cabeça que andou marcando. E novamente você se silenciou. Ficou mais preocupado apenas em azucrinar o pontepretano, mordendo a isca para insultos descabidos deles. Já no próximo final de semana vai começar o Campeonato Brasileiro das Séries A e B, e fica a sugestão pra que bugrinos e pontepretanos olhem mais para o próprio umbigo. Realcem as virtudes de seus jogadores ou façam críticas construtivas para que possam ser bem absorvidas pelos criticados.
![]() Jornalista esportivo há 33 anos. Trabalhou em rádio nas seguintes emissoras de Campinas: Rádio Brasil, Educadora (hoje Bandeirantes), Central e Jequitibá. Teve passagens pelas rádios Nova Sumaré e Capital (São Paulo). Atuou como repórter e editor nos jornais Diário do Povo e Jornal de Domingo (ambos de Campinas), e TodoDia, da Região Metropolitana de Campinas, com sede em Americana (SP).
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